Texto para os itens de 1 a 12.
1 Empresas que exploram recursos humanos e
naturais na sede por lucro são empreendimentos
insustentáveis. Tais empresas têm cada vez menos espaço
4 em uma época em que é cada dia maior a pressão de
acionistas e investidores por responsabilidade social e
ambiental.
7 A situação ideal no desempenho de uma empresa é
aquela em que os interesses financeiros coincidem com os
interesses sociais e ambientais. O movimento em busca
10 desse lugar ideal chama‐se sustentabilidade, e muitas
organizações nacionais e estrangeiras estão começando a
explorá‐lo como o mais revolucionário conceito de
13 negócios.
Reagindo à pressão crescente dos reguladores, dos
ambientalistas e dos acionistas imbuídos de consciência
16 ambiental, as empresas estão à procura de soluções que
proporcionem recompensas ambientais e sociais, além de
resultados financeiros. Assim, as empresas que infringem os
19 princípios da sustentabilidade estão sujeitas a sérios
retrocessos em seus objetivos de negócios.
A obra A empresa sustentável é um livro
22 desbravador que mapeia a ascensão da sustentabilidade no
mundo dos negócios e mostra por que o sucesso financeiro
caminha, cada vez mais, de mãos dadas com as realizações
25 sociais e ambientais.
Internet: (com adaptações).
A respeito dos aspectos linguísticos e estruturais do texto, julgue os itens de 4 a 12 .
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17 questões
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Na linha 16, o acento gráfico em “à procura” é derivado
Texto associado
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue
os itens de 1 a 10.
os itens de 1 a 10.
O emprego do sinal indicativo de crase em “às ações
institucionais” (linhas 31 e 32) justifica-se pela regência
da forma verbal “dando” (linha 31) e pela presença do
artigo definido que determina “ações institucionais”
(linha 32).
Texto associado
Texto para os itens de 1 a 12.
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue
os itens de 1 a 7.
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue
os itens de 1 a 7.
Na linha 9, o emprego do acento indicativo de crase em
“à maioria” justifica-se pela regência do termo
“resistência” e pela anteposição de artigo definido ao
termo “maioria”.
O acento grave indicativo de crase é necessário e está empregado de acordo com a norma-padrão em:
Texto associado
A falta que o sono
faz
Yuri
Al'Hanati
A mente sem o sono é oca. A informação que
chega ao cérebro via buracos do crânio parece
ter menos dificuldade de chegar ao seu cerne
sem qualquer tipo de processamento. Registra-se
apenas: fio desencapado, cheiro de queimado,
madeira crepitando, fogo. A reação do sistema
a essa cadeia clara de sintomas é uma tarefa
exaustiva para a mente sem o sono. Os poréns
das críticas, os talvezes das ponderações, os
vejabens do discernimento, tudo se afoga em um
ruído branco que só ecoa dentro da cabeça de
quem não dormiu.
A escritora
australiana Anna Funder, em seu
elucidativo livrorreportagem Stasilândia, procurou
investigar, entre outros fenômenos sociais da
Alemanha Oriental, as táticas de tortura da Stasi,
a polícia secreta do país. Mais do que a privação
de comida ou de água, fisiologicamente mais
elementares, a crueldade do sistema se mostrou
na técnica da privação do sono por parte de seus
prisioneiros. Um oficial de guarda montada na cela
do investigado tinha a incumbência de acordá-lo
toda vez que ameaçasse fechar os olhos. Mais
do que a raiva da fome ou a fraqueza da sede,
somava-se a esse expediente o desespero louco
da insônia. Sim, porque a falta de sono enlouquece
em curtíssimo prazo. Neurônios que fritam diante
de uma necessidade de raciocínio um pouco
maior do que a de um símio fazem de Jack um
bobão. Inoperante e nervoso, o ser mescla suas
três instâncias freudianas em um blend perfeito
de neuroses, paranoias e, claro, a necessidade
perene de conseguir um sono prolongado. Como
quando se anda pelo mundo sem ter mais nada a
dizer sobre si mesmo além do fato de estar com
sono, para parafrasear a escritora romena. Um
reino por uma pestana.
Quando
finalmente o imperativo fisiológico se
faz presente, entretanto, não se recompõe por
inteiro. O insone que dorme é um restaurador de
cacos. Não pode aspirar à obra completa, pode
apenas transformá-la em mosaico aquebrantado,
simulacro do que já foi. Uma vida descansada, uma prosaica noite de
sono. Dormir… talvez
sonhar. Eis onde surge o obstáculo: são cinco e
meia e o sono não vem.
Disponível em:
< http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/a-
falta-que-
o-sono-faz/ >. Acesso em: 12 jul. 2019.
faz
Yuri
Al'Hanati
A mente sem o sono é oca. A informação que
chega ao cérebro via buracos do crânio parece
ter menos dificuldade de chegar ao seu cerne
sem qualquer tipo de processamento. Registra-se
apenas: fio desencapado, cheiro de queimado,
madeira crepitando, fogo. A reação do sistema
a essa cadeia clara de sintomas é uma tarefa
exaustiva para a mente sem o sono. Os poréns
das críticas, os talvezes das ponderações, os
vejabens do discernimento, tudo se afoga em um
ruído branco que só ecoa dentro da cabeça de
quem não dormiu.
A escritora
australiana Anna Funder, em seu
elucidativo livrorreportagem Stasilândia, procurou
investigar, entre outros fenômenos sociais da
Alemanha Oriental, as táticas de tortura da Stasi,
a polícia secreta do país. Mais do que a privação
de comida ou de água, fisiologicamente mais
elementares, a crueldade do sistema se mostrou
na técnica da privação do sono por parte de seus
prisioneiros. Um oficial de guarda montada na cela
do investigado tinha a incumbência de acordá-lo
toda vez que ameaçasse fechar os olhos. Mais
do que a raiva da fome ou a fraqueza da sede,
somava-se a esse expediente o desespero louco
da insônia. Sim, porque a falta de sono enlouquece
em curtíssimo prazo. Neurônios que fritam diante
de uma necessidade de raciocínio um pouco
maior do que a de um símio fazem de Jack um
bobão. Inoperante e nervoso, o ser mescla suas
três instâncias freudianas em um blend perfeito
de neuroses, paranoias e, claro, a necessidade
perene de conseguir um sono prolongado. Como
quando se anda pelo mundo sem ter mais nada a
dizer sobre si mesmo além do fato de estar com
sono, para parafrasear a escritora romena. Um
reino por uma pestana.
Quando
finalmente o imperativo fisiológico se
faz presente, entretanto, não se recompõe por
inteiro. O insone que dorme é um restaurador de
cacos. Não pode aspirar à obra completa, pode
apenas transformá-la em mosaico aquebrantado,
simulacro do que já foi. Uma vida descansada, uma prosaica noite de
sono. Dormir… talvez
sonhar. Eis onde surge o obstáculo: são cinco e
meia e o sono não vem.
Disponível em:
< http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/a-
falta-que-
o-sono-faz/ >. Acesso em: 12 jul. 2019.
Assinale a alternativa que apresenta
o motivo pelo qual a crase foi utilizada
no excerto “Não pode aspirar à obra
completa, pode apenas transformá-la em
mosaico aquebrantado [...]”.
Todas as frases a seguir apresentam
correto emprego da crase, EXCETO qual
delas?
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o sinal grave indicativo da crase deve ser empregado na palavra destacada em:
O emprego do acento de crase na palavra em destaque está de acordo com a norma-padrão em:
Texto associado
Texto CB1A1BBB
1 ___ Pedir ao educador que situe o centro de gravidade na
própria criança é pedir-lhe nada menos que fazer uma
revolução, se é verdade que até agora o centro de gravidade foi
4 situado fora dela. É essa revolução — exigência fundamental
do movimento da educação nova — que Claparède compara
à que Copérnico realizou na astronomia, e que ele define, com
7 tanta felicidade, nas seguintes linhas: “são os métodos e os
programas que gravitam em torno da criança e não mais
a criança que gira em torno de um programa decidido fora dela.
10 Essa é a revolução copernicana à qual a psicologia convida
o educador”.
M. A. Bloch. Filosofia da educação nova . Paris: PUF, 1973, p. 33 (com adaptações).
Com relação às ideias do texto CB1A1BBB e aos seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.
1 ___ Pedir ao educador que situe o centro de gravidade na
própria criança é pedir-lhe nada menos que fazer uma
revolução, se é verdade que até agora o centro de gravidade foi
4 situado fora dela. É essa revolução — exigência fundamental
do movimento da educação nova — que Claparède compara
à que Copérnico realizou na astronomia, e que ele define, com
7 tanta felicidade, nas seguintes linhas: “são os métodos e os
programas que gravitam em torno da criança e não mais
a criança que gira em torno de um programa decidido fora dela.
10 Essa é a revolução copernicana à qual a psicologia convida
o educador”.
M. A. Bloch. Filosofia da educação nova . Paris: PUF, 1973, p. 33 (com adaptações).
Com relação às ideias do texto CB1A1BBB e aos seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.
A supressão do acento grave, indicativo de crase, no trecho “que Claparède compara à que Copérnico realizou na astronomia” (l. 5 e 6), prejudicaria a correção gramatical do texto, dada a impossibilidade de omissão do artigo definido no contexto.
Texto associado
Energia eólica na história da Humanidade
Energia, derivada de energeia , que em grego
significa “em ação”, é a propriedade de um sistema
que lhe permite existir, ou seja, realizar “trabalho” (em
Física). Energia é vida, é movimento — sem a sua
5 presença o mundo seria inerte. Saber usar e admi-
nistrar sua produção por meio de diferentes fontes de
energia é fundamental.
Desde o início da vida em sociedade, as fontes
de energia de que o homem precisa devem ser ge-
10 radas continuamente, ou armazenadas para serem
consumidas nos momentos de necessidade. A utili-
zação de diversas formas de energia possibilita ao
homem cozinhar seu alimento, fornecer combustível
aos seus sistemas de transporte, aquecer ou refrige-
15 rar suas residências e movimentar suas indústrias.
Existem fontes de energia alternativas que, ade-
quadamente utilizadas, podem substituir os combus-
tíveis fósseis em alguns de seus usos, reservando-os
para aquelas situações em que a substituição ainda
20 não é possível. A energia eólica é uma delas.
A energia eólica é a energia gerada pela força
do vento, ou seja, é a força capaz de transformar a
energia do vento em energia aproveitável. É captada
através de estruturas como: aerogeradores, que pos-
25 sibilitam a produção de eletricidade; moinhos de ven-
to, com o objetivo de produzir energia mecânica que
pode ser usada na moagem de grãos e na fabricação
de farinha; e velas, já que a força do ar em movimen-
to é útil para impulsionar embarcações.
30 A mais antiga forma de utilização da energia eó-
lica foi o transporte marítimo. Naus e caravelas mo-
vidas pelo vento possibilitaram empreender grandes
viagens, por longas distâncias, levando a importantís-
simas descobertas.
35 Atualmente, o desenvolvimento tecnológico des-
cobriu outras formas de uso para a força eólica. A
mais conhecida e explorada está voltada para a ge-
ração de força elétrica. Isso é possível por meio de
aerogeradores, geradores elétricos associados ao
40 eixo de cata-ventos que convertem a força cinética
contida no vento em energia elétrica. A quantidade
de energia produzida vai depender de alguns fatores,
entre eles a velocidade do vento no local e a capaci-
dade do sistema montado.
45 A criação de usinas para captação da energia
eólica possui determinadas vantagens. O impacto
negativo causado pelas grandes turbinas é mínimo
quando comparado aos causados pelas grandes in-
dústrias, mineradoras de carvão, hidrelétricas, etc.
50 Esse baixo impacto ocorre porque usinas eólicas
não promovem queima de combustível, nem geram
dejetos que poluem o ar, o solo ou a água, além de
promoverem maior geração de empregos em regiões
desfavorecidas. É uma fonte de energia válida econo-
55 micamente pois é mais barata.
A energia eólica é uma fonte de energia que não
polui e é renovável, mas que, apesar disso, causa
alguns impactos no ambiente. Isso acontece devido
aos parques eólicos ocuparem grandes extensões,
60 com imensos aerogeradores instalados. Essas inter-
ferências no ambiente são vistas, muitas vezes, como
desvantagens da energia eólica. Assim, citam-se
as seguintes desvantagens: a vasta extensão de ter-
ra ocupada pelos parques eólicos; o impacto sonoro
65 provocado pelos ruídos emitidos pelas turbinas em
um parque eólico; o impacto visual causado pelas
imensas hélices que provocam certas sombras e re-
flexos desagradáveis em áreas residenciais; o impac-
to sobre a fauna, provocando grande mortandade de
70 aves que batem em suas turbinas por não consegui-
rem visualizar as pás em movimento; e a interferência
na radiação eletromagnética, atrapalhando o funcio-
namento de receptores e transmissores de ondas de
rádio, TV e micro-ondas.
75 Esse tipo de energia já é uma realidade no Bra-
sil. Nosso país já conta com diversos parques e usi-
nas. A tendência é que essa tecnologia de geração
de energia cresça cada vez mais, com a presença de
diversos parques eólicos espalhados pelo Brasil.
Disponível em: renovaveis/energia-eolica/>. Acesso em: 5 ago. 2017.
Adaptado.
Energia, derivada de energeia , que em grego
significa “em ação”, é a propriedade de um sistema
que lhe permite existir, ou seja, realizar “trabalho” (em
Física). Energia é vida, é movimento — sem a sua
5 presença o mundo seria inerte. Saber usar e admi-
nistrar sua produção por meio de diferentes fontes de
energia é fundamental.
Desde o início da vida em sociedade, as fontes
de energia de que o homem precisa devem ser ge-
10 radas continuamente, ou armazenadas para serem
consumidas nos momentos de necessidade. A utili-
zação de diversas formas de energia possibilita ao
homem cozinhar seu alimento, fornecer combustível
aos seus sistemas de transporte, aquecer ou refrige-
15 rar suas residências e movimentar suas indústrias.
Existem fontes de energia alternativas que, ade-
quadamente utilizadas, podem substituir os combus-
tíveis fósseis em alguns de seus usos, reservando-os
para aquelas situações em que a substituição ainda
20 não é possível. A energia eólica é uma delas.
A energia eólica é a energia gerada pela força
do vento, ou seja, é a força capaz de transformar a
energia do vento em energia aproveitável. É captada
através de estruturas como: aerogeradores, que pos-
25 sibilitam a produção de eletricidade; moinhos de ven-
to, com o objetivo de produzir energia mecânica que
pode ser usada na moagem de grãos e na fabricação
de farinha; e velas, já que a força do ar em movimen-
to é útil para impulsionar embarcações.
30 A mais antiga forma de utilização da energia eó-
lica foi o transporte marítimo. Naus e caravelas mo-
vidas pelo vento possibilitaram empreender grandes
viagens, por longas distâncias, levando a importantís-
simas descobertas.
35 Atualmente, o desenvolvimento tecnológico des-
cobriu outras formas de uso para a força eólica. A
mais conhecida e explorada está voltada para a ge-
ração de força elétrica. Isso é possível por meio de
aerogeradores, geradores elétricos associados ao
40 eixo de cata-ventos que convertem a força cinética
contida no vento em energia elétrica. A quantidade
de energia produzida vai depender de alguns fatores,
entre eles a velocidade do vento no local e a capaci-
dade do sistema montado.
45 A criação de usinas para captação da energia
eólica possui determinadas vantagens. O impacto
negativo causado pelas grandes turbinas é mínimo
quando comparado aos causados pelas grandes in-
dústrias, mineradoras de carvão, hidrelétricas, etc.
50 Esse baixo impacto ocorre porque usinas eólicas
não promovem queima de combustível, nem geram
dejetos que poluem o ar, o solo ou a água, além de
promoverem maior geração de empregos em regiões
desfavorecidas. É uma fonte de energia válida econo-
55 micamente pois é mais barata.
A energia eólica é uma fonte de energia que não
polui e é renovável, mas que, apesar disso, causa
alguns impactos no ambiente. Isso acontece devido
aos parques eólicos ocuparem grandes extensões,
60 com imensos aerogeradores instalados. Essas inter-
ferências no ambiente são vistas, muitas vezes, como
desvantagens da energia eólica. Assim, citam-se
as seguintes desvantagens: a vasta extensão de ter-
ra ocupada pelos parques eólicos; o impacto sonoro
65 provocado pelos ruídos emitidos pelas turbinas em
um parque eólico; o impacto visual causado pelas
imensas hélices que provocam certas sombras e re-
flexos desagradáveis em áreas residenciais; o impac-
to sobre a fauna, provocando grande mortandade de
70 aves que batem em suas turbinas por não consegui-
rem visualizar as pás em movimento; e a interferência
na radiação eletromagnética, atrapalhando o funcio-
namento de receptores e transmissores de ondas de
rádio, TV e micro-ondas.
75 Esse tipo de energia já é uma realidade no Bra-
sil. Nosso país já conta com diversos parques e usi-
nas. A tendência é que essa tecnologia de geração
de energia cresça cada vez mais, com a presença de
diversos parques eólicos espalhados pelo Brasil.
Disponível em: renovaveis/energia-eolica/>. Acesso em: 5 ago. 2017.
Adaptado.