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A Portaria MS/GM nº 1.356 iniciou a implantação do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA) no Brasil. Sobre o VIVA, analise as afirmativas a seguir.

I. O componente VIVA Inquérito realiza inquéritos periódicos em unidades sentinelas de urgência e emergência para descrever o perfil das vítimas de violências.

II. O componente de Vigilância Contínua desse sistema integra o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

III. Os casos de tráfico de pessoas e trabalho escravo não são objeto de vigilância no VIVA. Está correto o que se afirma em

A I, apenas.
B I e II, apenas.
C I e III, apenas.
D II e III, apenas.
E I, II e III.
Órgão: Prefeitura de Canaã dos Carajás PA Cargo: Agente de Serviços de Vigilância Epidemiológica Prova: FGV - Prefeitura de Canaã dos Carajás PA - Agente de Serviços de Vigilância Epidemiológica - 2025

Assinale a opção que apresenta a prática que, durante uma operação de campo no controle de doenças transmitidas por vetores, garante a segurança e sua efetividade.

A Avaliar a necessidade de uso de EPIs dependendo do tempo de exposição de risco.
B Encerrar a operação somente quando toda a quantidade dos produtos tiver sido aplicada.
C Focar as áreas de difícil acesso em detrimento de áreas que apresentem menor infestação.
D Usar produtos químicos sem consultar previamente os manuais e orientações específicas para cada tipo de intervenção.
E Manter registros detalhados de cada atividade, como áreas cobertas, quantidade de produtos aplicados e observações importantes.
Órgão: Prefeitura de Canaã dos Carajás PA Cargo: Agente de Serviços de Vigilância Epidemiológica Prova: FGV - Prefeitura de Canaã dos Carajás PA - Agente de Serviços de Vigilância Epidemiológica - 2025

Os dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) são conhecidos por vários nomes, cigarros eletrônicos, vapes, pods, entre outros. Nos últimos anos, o Brasil tem observado um crescimento acelerado de seu uso, especialmente entre adolescentes e jovens adultos. Com base nesse cenário, acerca dos impactos sociais e comportamentais do uso de DEF no Brasil, assinale a afirmativa correta.

A Os DEF estão muito difundidos entre adolescentes, pois carecem de regulamentação no país.
B Os DEF são preferidos pelos mais jovens, pois são mais seguros para saúde do que os cigarros comuns.
C Os DEF impactam menos o meio ambiente, pois o seu uso não exala vapor tóxico.
D Os DEF são inofensivos, pois não têm a fumaça que, quando inalada, afeta os pulmões.
E Os DEF utilizam vários sabores, o que facilita a iniciação ao tabagismo e atrai novos consumidores, em especial o público jovem.

De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento de infecções sexualmente transmissíveis – IST, os profissionais do sexo devem ser rastreados a cada

A ano.
B dois anos.
C dois meses.
D três meses.
E seis meses.

Entre as ações estratégicas do Ministério da Saúde para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis está

A a redução da prevalência do tabagismo.
B o aumento da cobertura vacinal de idosos contra a influenza.
C a diminuição das mortes por dengue, zika e chikungunya.
D o aumento da notificação compulsória de tuberculose.
E a redução no índice de transtorno mental incapacitante.

O Plano Nacional de Saúde 2024-2027 traz um panorama atualizado da epidemiologia das morbidades transmissíveis. A respeito de algumas das principais doenças transmissíveis de importância epidemiológica no Brasil, analise as afirmativas a seguir.

I. No que se refere à raiva, nos últimos dez anos, foram confirmados diversos casos da doença em humanos, sendo majoritariamente transmitida por morcegos.

II. O número de casos prováveis de chikungunya teve redução em 2023, quando comparado ao mesmo período de 2022.

III. O esforço para controlar e prevenir a malária não demonstrou resultados positivos nas duas últimas décadas.

Está correto o que se afirma em:

A I, apenas.
B II, apenas.
C III, apenas.
D I e II, apenas.
E I e III, apenas.

Os dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) referentes a 2010 e 2011, e do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2023, permitem traçar um retrato fidedigno do perfil epidemiológico das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil. A respeito do cenário das DCNT, assinale a afirmativa que descreve corretamente a evolução de sua incidência nas últimas décadas.

A A prevalência de obesidade (IMC superior a 30 kg/m²) diminuiu de 2006 para 2023.
B A prevalência de diabetes aumentou de 2006 para 2023, sendo menor entre as mulheres quando comparadas aos homens.
C A prevalência de hipertensão arterial autorreferida diminuiu entre 2006 e 2023.
D A proporção de mortalidade por DCNT do total de óbitos nacional diminuiu de 2010 para 2021.
E As evidências científicas apontam que atuar em fatores de risco produz pouco impacto nas doenças cardiovasculares e diabetes tipo II, quando comparado ao impacto nos vários tipos de câncer.

Os clássicos estudos de Doll & Hill (1950 -1952) sobre a etiologia do câncer de pulmão foram desenvolvidos com base na seleção de indivíduos entre abril de 1948 e fevereiro de 1952. Dos 3.446 pacientes com câncer nesse período, os autores estudaram 1.357 homens e 108 mulheres com carcinoma de pulmão, em comparação com igual número de controles pareados por sexo, idade e por hospital onde eram tratados. Os autores concluíram pela associação entre hábito de fumar cigarros e desenvolvimento de carcinoma de pulmão entre homens (DOLL, R. & HILL, A. B., 1950). Analisando as informações e considerando os desenhos de estudos epidemiológicos para investigação de doenças e agravos, é correto afirmar que esse estudo foi do tipo:

A coorte;
B seccional;
C ecológico;
D ensaio clínico;
E caso-controle.
Texto associado
Texto 1 Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado) Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas. Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens. Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta. A doença de Chagas A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi , é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas. Projeções preocupantes Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia. Uma questão de saúde climática Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...] Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...] A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.

(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)

Segundo o estudo relatado no texto 1, existe o risco de o Brasil se deparar, nas próximas décadas, com um novo problema de saúde pública: surtos da Doença de Chagas na Amazônia. A combinação de fatores associada à possível emergência desse problema está corretamente descrita, de acordo com o texto 1, na seguinte alternativa:

A secas provocam enchentes, que facilitam a ocorrência de desmatamentos, que, por sua vez, propiciam surtos da Doença de Chagas;
B mudanças climáticas causam a expansão dos barbeiros, o que, juntamente com condições precárias de moradia, provoca surtos da Doença de Chagas;
C o aquecimento global provoca a expansão dos barbeiros, o que leva ao deslocamento dos vetores, ocasionando, finalmente, surtos da Doença de Chagas;
D o protozoário Trypanosoma cruzi infecta barbeiros; estes, por sua vez, se espalham em consequência da modelagem de nicho ecológico, provocando surtos da Doença de Chagas;
E a invasão de ambientes silvestres produz contato entre humanos e animais silvestres, o que provoca a transmissão acidental do protozoário aos humanos, acarretando surtos da Doença de Chagas.