1 Quando se educa alguém ou se é educado por alguém,
é preciso cautela para não nos contentarmos com as aparências,
isto é, com a superficialidade. Vivemos hoje em um mundo
4 marcado pela velocidade em várias situações e, em outras, por
uma mera pressa. Uma vida apressada nos leva, em vários
momentos, a ter formações apressadas, reflexões apressadas,
7 ideias apressadas, e isso carrega um nível de superficialidade
muito grande.
Há várias pessoas que se contentam com as
10 aparências: aparência em relação à própria imagem e aparência
com relação àquilo que ostentam — a ostentação da
propriedade, a “consumolatria”, o desespero para ser
13 proprietário de coisas, de exibi-las, de viver algo que se
aparenta, mas que, de fato, não se é.
O pensador do século V, Agostinho — muitos o
16 chamam de Santo Agostinho, um dos maiores filósofos e
teólogos da história —, proferiu a seguinte frase: “Não sacia a
fome quem lambe pão pintado”. Para se matar a fome, não
19 basta lamber a figura de um pão, é preciso ir até ele.
E quantos hoje não se contentam com um mundo
superficial, em que se procura saciedade a partir daquilo que é
22 mera imagem, mera representação, apenas uma simulação do
que seria a realidade?
A educação tem que nos tirar dessa superficialidade.
Mario Sergio Cortella. Pensar bem nos faz bem! 5.ª ed.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2015, p. 20 (com adaptações)
A respeito das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens que se seguem.
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A substituição de “se contentam” (ℓ.20) por contentam-se
Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam mantidos
caso se substituísse a forma verbal “garante” (R.3) por
assegura.
Texto associado
Texto CG3A3-II
1 ____ Nascido em 1902, nos Estados Unidos da América,
Theodore Schultz foi o primeiro acadêmico que efetivamente
sistematizou a relação existente entre aumento de investimentos
4 em educação e aumento de produtividade e salários no setor
agrícola — e, claro, na economia como um todo.
Em seus estudos, o economista comparou a situação
7 de desequilíbrio entre países pobres, cuja capacidade de
produção agrícola é baixa, e países ricos, de alta capacidade
produtiva. Nessa análise, percebeu-se que os países
10 desenvolvidos possuíam muito mais dinheiro investido no
chamado capital humano, mais especificamente em educação.
Notavelmente, educação traz desenvolvimento
13 econômico e social, além de gerar, em um contexto micro,
habilidades para o indivíduo que possam ser aproveitadas
tanto por ele quanto por outros ao seu redor — fato já
16 conhecido por Schultz. Contudo, o pesquisador foi além
e sistematizou a influência da educação sobre a riqueza
de uma nação. Ele analisou a economia norte-americana
19 e percebeu que a maior parte do crescimento econômico
do país estava associada ao capital humano, materializado
em investimentos em educação, e não no capital físico.
22 ____ Ainda nesse estudo, Schultz analisou os custos
da educação. Além do óbvio custo material (professores,
infraestrutura e material escolar), há outros custos que
25 envolvem, principalmente, tempo: pessoas que trabalhariam
passam a estudar — não produzindo, nem ganhando salários.
Assim, Schultz concluiu que há custos para as pessoas
28 (deixar de ganhar dinheiro com trabalho para estudar)
e eventualmente para o governo (pagar a educação das
pessoas sem que elas produzam).
31 ____ Seu trabalho o levou à conclusão de que países
que investem mais em educação tendem a ser mais ricos.
Segundo ele, mesmo que isso tenha um custo, quanto mais
34 se investir na capacitação das pessoas, mais produtiva e rica
uma nação será, de modo que os efeitos tendem a ser mais
positivos que negativos.
Internet: (com adaptações).
1 ____ Nascido em 1902, nos Estados Unidos da América,
Theodore Schultz foi o primeiro acadêmico que efetivamente
sistematizou a relação existente entre aumento de investimentos
4 em educação e aumento de produtividade e salários no setor
agrícola — e, claro, na economia como um todo.
Em seus estudos, o economista comparou a situação
7 de desequilíbrio entre países pobres, cuja capacidade de
produção agrícola é baixa, e países ricos, de alta capacidade
produtiva. Nessa análise, percebeu-se que os países
10 desenvolvidos possuíam muito mais dinheiro investido no
chamado capital humano, mais especificamente em educação.
Notavelmente, educação traz desenvolvimento
13 econômico e social, além de gerar, em um contexto micro,
habilidades para o indivíduo que possam ser aproveitadas
tanto por ele quanto por outros ao seu redor — fato já
16 conhecido por Schultz. Contudo, o pesquisador foi além
e sistematizou a influência da educação sobre a riqueza
de uma nação. Ele analisou a economia norte-americana
19 e percebeu que a maior parte do crescimento econômico
do país estava associada ao capital humano, materializado
em investimentos em educação, e não no capital físico.
22 ____ Ainda nesse estudo, Schultz analisou os custos
da educação. Além do óbvio custo material (professores,
infraestrutura e material escolar), há outros custos que
25 envolvem, principalmente, tempo: pessoas que trabalhariam
passam a estudar — não produzindo, nem ganhando salários.
Assim, Schultz concluiu que há custos para as pessoas
28 (deixar de ganhar dinheiro com trabalho para estudar)
e eventualmente para o governo (pagar a educação das
pessoas sem que elas produzam).
31 ____ Seu trabalho o levou à conclusão de que países
que investem mais em educação tendem a ser mais ricos.
Segundo ele, mesmo que isso tenha um custo, quanto mais
34 se investir na capacitação das pessoas, mais produtiva e rica
uma nação será, de modo que os efeitos tendem a ser mais
positivos que negativos.
Internet: (com adaptações).
Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos originais
do texto CG3A3-II, a expressão “mesmo que” (L.33) poderia
ser substituída por
Acerca da correção gramatical e da coerência das
substituições propostas para vocábulos e trechos destacados
do texto, julgue os itens de 17 a 25.
“tendo atingido” (linha 5) por e atingiu.
Acerca da correção gramatical e da coerência das
substituições propostas para vocábulos e trechos destacados
do texto, julgue os itens de 17 a 25.
“demanda” (linha 21) por oferta.
Texto associado
Com
relação à correção gramatical e à coerência
das substituições propostas para vocábulos e
trechos destacados do texto, julgue os itens
de 8 a 10.
relação à correção gramatical e à coerência
das substituições propostas para vocábulos e
trechos destacados do texto, julgue os itens
de 8 a 10.
“Algumas décadas atrás” (linha 1) por Há algumas
décadas.
Texto associado
Texto para os itens de 1 a 12.
1 A gestão social diferencia‐se, fundamentalmente, da
gestão privada e da gestão pública. A gestão privada
consiste no modo de gestão característico de organizações
4 que atuam em um espaço denominado de mercado ou
economia de mercado. A gestão pública, por sua vez,
refere‐se ao modo de gestão praticado nas instituições
7 públicas de Estado e em suas demais instâncias. Na gestão
social, em um contexto de solidariedade e sustentabilidade,
a tomada de decisão coletiva ocorre por meio da
10 democracia deliberativa, sem coerção, norteada pela ação
racional e fundada na dialogicidade e intersubjetividade do
processo, que visa à emancipação como fim último.
13 Aqui, reside uma grande inovação para a disciplina
administrativa, pois se trata de compreender um ideal de
gestão que não se orienta, em primeiro lugar, para uma
16 finalidade econômica, o que contraria toda a tradição de
desenvolvimento das técnicas gerenciais em administração.
De fato, a expressão gestão social tem sido usada de forma
19 corrente, nos últimos anos, para identificar as mais variadas
práticas sociais de diferentes atores, não apenas
governamentais, mas também de organizações não
22 governamentais, associações, fundações, assim como
algumas iniciativas do setor privado, que se exprimem nas
noções de cidadania corporativa ou de responsabilidade
25 social da empresa. Uma das dimensões de abordagem
apresenta a gestão social como uma forma específica de
gestão, um modus operandi, em um nível micro, que pode
28 ser chamado de organizacional. Ela distingue‐se ao propor
um tipo diferente de racionalidade como guia de suas ideias
e ações, superando a racionalidade tradicional
31 instrumental, a lógica de mercado, por outras com enfoques
mais sociais e emancipadores, tendo em vista a natureza e
a finalidade da organização.
Genauto Carvalho de França Filho. Definindo gestão social. In: Jeová
Torres Silva Júnior et al. Gestão social: práticas em debate, teorias
em construção. Juazeiro do Norte: UFC, 2008, p. 26‐36.
Com relação aos aspectos linguísticos e estruturais do texto, julgue os itens de 6 a 12 .
1 A gestão social diferencia‐se, fundamentalmente, da
gestão privada e da gestão pública. A gestão privada
consiste no modo de gestão característico de organizações
4 que atuam em um espaço denominado de mercado ou
economia de mercado. A gestão pública, por sua vez,
refere‐se ao modo de gestão praticado nas instituições
7 públicas de Estado e em suas demais instâncias. Na gestão
social, em um contexto de solidariedade e sustentabilidade,
a tomada de decisão coletiva ocorre por meio da
10 democracia deliberativa, sem coerção, norteada pela ação
racional e fundada na dialogicidade e intersubjetividade do
processo, que visa à emancipação como fim último.
13 Aqui, reside uma grande inovação para a disciplina
administrativa, pois se trata de compreender um ideal de
gestão que não se orienta, em primeiro lugar, para uma
16 finalidade econômica, o que contraria toda a tradição de
desenvolvimento das técnicas gerenciais em administração.
De fato, a expressão gestão social tem sido usada de forma
19 corrente, nos últimos anos, para identificar as mais variadas
práticas sociais de diferentes atores, não apenas
governamentais, mas também de organizações não
22 governamentais, associações, fundações, assim como
algumas iniciativas do setor privado, que se exprimem nas
noções de cidadania corporativa ou de responsabilidade
25 social da empresa. Uma das dimensões de abordagem
apresenta a gestão social como uma forma específica de
gestão, um modus operandi, em um nível micro, que pode
28 ser chamado de organizacional. Ela distingue‐se ao propor
um tipo diferente de racionalidade como guia de suas ideias
e ações, superando a racionalidade tradicional
31 instrumental, a lógica de mercado, por outras com enfoques
mais sociais e emancipadores, tendo em vista a natureza e
a finalidade da organização.
Genauto Carvalho de França Filho. Definindo gestão social. In: Jeová
Torres Silva Júnior et al. Gestão social: práticas em debate, teorias
em construção. Juazeiro do Norte: UFC, 2008, p. 26‐36.
Com relação aos aspectos linguísticos e estruturais do texto, julgue os itens de 6 a 12 .
Na linha 10, sem configurar erro gramatical, o vocábulo “coerção” pode ser substituído por coação ou por repressão .
Texto associado
Julgue os itens de 7 a 16 quanto às estruturas linguísticas
do texto.
do texto.
A supressão de “para” (linha 23) mantém a correção gramatical do texto.
Texto associado
Texto para os itens de 1 a 14.
Com relação aos aspectos estruturais do texto, julgue os itens
de 7 a 14.
Com relação aos aspectos estruturais do texto, julgue os itens
de 7 a 14.
Mantém a correção gramatical a substituição do
vocábulo “incluindo” (linha 24) por inclusivamente .
Texto associado
Julgue os itens de 6 a 13 quanto à estruturação gramatical do
texto.
texto.