Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 51 a 59.
No livro A velhice, Simone de Beauvoir não apresenta muitas alternativas para construir um olhar positivo sobre a última fase da vida. Ela tem como propósito fundamental denunciar a conspiração do silêncio e revelar como a sociedade trata os velhos: eles costumam ser desprezados e estigmatizados. Apesar de ter consciência de que são inúmeros os problemas relacionados ao processo de envelhecimento, quero compreender se existe algum caminho para chegar à última fase da vida de uma maneira mais plena e mais feliz. Encontro na própria Simone de Beauvoir a resposta para esta questão. Ela sugere, nas entrelinhas de A velhice, um possível caminho para a construção de uma “bela velhice”: o projeto de vida.
No Brasil temos vários exemplos de “belos velhos”: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Chico Buarque, Marieta Severo, Rita Lee, entre outros. Duvido que alguém consiga enxergar neles, que já chegaram ou estão chegando aos 70 anos, um retrato negativo do envelhecimento. São típicos exemplos de pessoas chamadas “sem idade”.
Fazem parte de uma geração que não aceitará o imperativo “Seja um velho!” ou qualquer outro rótulo que sempre contestaram. São de uma geração que transformou comportamentos e valores de homens e mulheres, que inventou diferentes arranjos amorosos e que legitimou novas formas de família. Esses “belos velhos” inventaram um lugar especial no mundo e se reinventam permanentemente. Continuam cantando, dançando, criando, amando, brincando, trabalhando, transgredindo tabus. Não se aposentaram de si mesmos, recusaram as regras que os obrigariam a se comportar como velhos. Não se tornaram invisíveis, infelizes, deprimidos. Eles, como tantos outros “belos velhos”, rejeitam estereótipos e dão novos significados ao envelhecimento. Como diz a música de Arnaldo Antunes, “Somos o que somos: inclassificáveis”.
Desde muito cedo, somos livres para fazer escolhas. “A liberdade é o que você faz com o que a vida fez com você”. Esta máxima existencialista é fundamental para compreender a construção de um projeto de vida. O projeto de cada indivíduo pode ser traçado desde a infância, mas também pode ser construído ou modificado nas diferentes fases da vida, pois a ênfase existencialista se coloca no exercício permanente da liberdade de escolha e da responsabilidade individual na construção de um projeto de vida que dê significado às nossas existências até os últimos dias.
(Adaptado de: GOLDENBERG, Mirian. A bela velhice. Record. edição digital)
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Apesar de ter consciência de que são inúmeros os problemas relacionados ao envelhecimento, quero compreender... (1º parágrafo)
Na frase A miséria não substituíra a pobreza (4 o parágrafo), a forma verbal destacada equivale a
Texto associado
Texto III
Beira-mar
____ Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar
no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva,
frente para o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol co-
meçava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia re-
5 sistir ao chamado da noite. Nas pedras do quebra-mar
caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento vai e
vem do calmo mar de verão. Cercados por quatro ou
cinco pescadores de trajes simples ou ordinários, e
toscas sandálias de dedo.
10 ____ Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo
de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em es-
tacionamento de restaurante nas imediações. Nunca
fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança. Intruso.
Bolsa a tiracolo, balde e vara de dois metros na mão.
15 A boa técnica ensina que o caniço deve ter no máxi-
mo dois metros e oitenta centímetros para a chamada
pesca de molhes, nome sofisticado para quebra-mar.
Ponta de agulha metálica para transmitir à mão do
pescador maior sensibilidade à fisgada do peixe. É
20 preciso conhecimento de juiz para enganar peixes.
____ A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o
intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios.
Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura
entre quinze e dezoito centésimos de milímetro,
25 ainda fiel à boa técnica.
____ — Na nossa profissão vivemos sempre preocu-
pados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce
das cotações, situação financeira de cada país mun-
do afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que
30 pescaria, cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisa-
gem marítima — costuma confessar Ricardo na roda
dos colegas da financeira onde trabalha.
LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p.
101. Adaptado.
Beira-mar
____ Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar
no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva,
frente para o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol co-
meçava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia re-
5 sistir ao chamado da noite. Nas pedras do quebra-mar
caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento vai e
vem do calmo mar de verão. Cercados por quatro ou
cinco pescadores de trajes simples ou ordinários, e
toscas sandálias de dedo.
10 ____ Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo
de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em es-
tacionamento de restaurante nas imediações. Nunca
fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança. Intruso.
Bolsa a tiracolo, balde e vara de dois metros na mão.
15 A boa técnica ensina que o caniço deve ter no máxi-
mo dois metros e oitenta centímetros para a chamada
pesca de molhes, nome sofisticado para quebra-mar.
Ponta de agulha metálica para transmitir à mão do
pescador maior sensibilidade à fisgada do peixe. É
20 preciso conhecimento de juiz para enganar peixes.
____ A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o
intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios.
Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura
entre quinze e dezoito centésimos de milímetro,
25 ainda fiel à boa técnica.
____ — Na nossa profissão vivemos sempre preocu-
pados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce
das cotações, situação financeira de cada país mun-
do afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que
30 pescaria, cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisa-
gem marítima — costuma confessar Ricardo na roda
dos colegas da financeira onde trabalha.
LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p.
101. Adaptado.
No seguinte trecho do Texto III, a inversão das palavras,
proposta entre colchetes, acarreta alteração semântica:
No Texto I, no período “Essa estratégia da indústria pode
ser vista como inimiga do consumidor, uma vez que o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente necessitar deles.” (L. 8-11), o conector uma vez que poderia ser
substituído, sem alteração do sentido, por
Texto associado
Texto II
Serviu suas famosas bebidas
para Vinicius, Carybé e Pelé
____ Os pedaços de coco in natura são colocados no
liquidificador e triturados. O líquido resultante é coado
com uma peneira de palha e recolocado no aparelho,
onde é batido com açúcar e leite condensado. Ao fim,
5 adiciona-se aguardente.
____ A receita de Diolino Gomes Damasceno, ditada à
Folha por seu filho Otaviano, parece trivial, mas a co-
nhecida batida de coco resultante não é. Afinal, não é
possível que uma bebida qualquer tenha encantado
10 um time formado por Jorge Amado (diabético, tomava
sem açúcar), Pierre Verger, Carybé, Mussum, João
Ubaldo Ribeiro, Angela Rô Rô, Wando, Vinicius de
Moraes e Pelé (tomava dentro do carro).
____ Baiano nascido em 1931 na cidade de Ipecaetá,
15 interior do estado, Diolino abriu seu primeiro estabe-
lecimento em 1968, no bairro do Rio Vermelho, reduto
boêmio de Salvador. Localizado em uma garagem,
ganhou o nome de MiniBar.
____ A batida de limão — feita com cachaça, suco de
20 limão galego, mel de abelha de primeiríssima quali-
dade e açúcar refinado, segundo o escritor Ubaldo
Marques Porto Filho — chamava a atenção dos homens,
mas Diolino deu por falta das mulheres da época.
É que elas não queriam ser vistas bebendo em
25 público, e então arranjavam alguém para comprar as
batidas e bebiam dentro do automóvel.
____ Diolino bolou então o sistema de atendimento di-
reto aos veículos, em que os garçons iam até os carros
que apenas encostavam e saíam em disparada. A
30 novidade alavancou a fama do bar. No auge, chegou
a produzir 6.000 litros de batida por mês.
SETO, G. Folha de S.Paulo. Caderno “Cotidiano”. 17 maio
2019, p. B2. Adaptado.
Serviu suas famosas bebidas
para Vinicius, Carybé e Pelé
____ Os pedaços de coco in natura são colocados no
liquidificador e triturados. O líquido resultante é coado
com uma peneira de palha e recolocado no aparelho,
onde é batido com açúcar e leite condensado. Ao fim,
5 adiciona-se aguardente.
____ A receita de Diolino Gomes Damasceno, ditada à
Folha por seu filho Otaviano, parece trivial, mas a co-
nhecida batida de coco resultante não é. Afinal, não é
possível que uma bebida qualquer tenha encantado
10 um time formado por Jorge Amado (diabético, tomava
sem açúcar), Pierre Verger, Carybé, Mussum, João
Ubaldo Ribeiro, Angela Rô Rô, Wando, Vinicius de
Moraes e Pelé (tomava dentro do carro).
____ Baiano nascido em 1931 na cidade de Ipecaetá,
15 interior do estado, Diolino abriu seu primeiro estabe-
lecimento em 1968, no bairro do Rio Vermelho, reduto
boêmio de Salvador. Localizado em uma garagem,
ganhou o nome de MiniBar.
____ A batida de limão — feita com cachaça, suco de
20 limão galego, mel de abelha de primeiríssima quali-
dade e açúcar refinado, segundo o escritor Ubaldo
Marques Porto Filho — chamava a atenção dos homens,
mas Diolino deu por falta das mulheres da época.
É que elas não queriam ser vistas bebendo em
25 público, e então arranjavam alguém para comprar as
batidas e bebiam dentro do automóvel.
____ Diolino bolou então o sistema de atendimento di-
reto aos veículos, em que os garçons iam até os carros
que apenas encostavam e saíam em disparada. A
30 novidade alavancou a fama do bar. No auge, chegou
a produzir 6.000 litros de batida por mês.
SETO, G. Folha de S.Paulo. Caderno “Cotidiano”. 17 maio
2019, p. B2. Adaptado.
A expressão em destaque na passagem do Texto II “ segundo o escritor Ubaldo Marques Porto Filho” (L. 21-22)
pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original, por:
Texto associado
Texto I
Obsolescência programada:
inimiga ou parceira do consumidor?
Obsolescência programada é exercida quando
um produto tem vida útil menor do que a tecnologia
permitiria, motivando a compra de um novo modelo
— eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são
5 exemplos evidentes dessa prática. Uma câmera com
uma resolução melhor pode motivar a compra de um
novo celular, ainda que o modelo anterior funcione
perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode
ser vista como inimiga do consumidor, uma vez que
10 o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente
necessitar deles. No entanto, traz benefícios, como o
acesso às novidades.
Planejar inovação é extremamente importante
para melhoria e aumento da capacidade técnica de
15 um produto num mercado altamente competitivo. Já
imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro
dos anos 1970? O desafio é buscar um equilíbrio
entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista
técnico, quando as empresas planejam um produto,
20 já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois
se trata de uma necessidade de sobrevivência no
mercado.
Sintomas de obsolescência são facilmente per-
cebidos quando um novo produto oferece caracterís-
25 ticas que os anteriores não tinham, como o uso de
reconhecimento facial; ou a queda de desempenho
do produto com relação ao atual padrão de merca-
do, como um smartphone que não roda bem os apli-
cativos atualizados. Outro sinal é detectado quando
30 não é possível repor acessórios, como carregadores
compatíveis, ou mesmo novos padrões, como tipo de
bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão
de um celular, por exemplo.
Isso não significa que o consumidor está refém de
35 trocas constantes de equipamento: é possível adiar a
substituição de um produto, por meio de upgrades de
hardware , como inclusão de mais memória, baterias
e acessórios de expansão, pelo menos até o momen-
to em que essa troca não compense financeiramente.
40 Quanto à legalidade, o que se deve garantir é que os
produtos mais modernos mantenham a compatibili-
dade com os anteriores, a fim de que o antigo usu-
ário não seja forçado constantemente à compra de
um produto mais novo se não quiser. É importante
45 diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocor-
re quando atualizações cosméticas, como um novo
design , fazem o produto parecer sem condições de
uso, quando não está.
É preciso lembrar também que a obsolescência
50 programada se dá de forma diferente em cada tipo de
equipamento. Um controle eletrônico de portão tem
uma única função e pode ser usado por anos e anos
sem alterações ou troca. Já um celular tem maior
taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído
55 em um ano ou dois, dependendo das necessidades
do usuário, que pode desejar fotos de maior resolu-
ção ou tela mais brilhante.
Essa estratégia traz desafios, como geração do
lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência
60 deve ser combatida na restrição que possa causar ao
usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais
disponibilizar determinada função que era disponível
pelo simples upgrade do sistema operacional, forçan-
do a compra de um aparelho novo. O saldo geral é
65 que as atualizações trazidas pela obsolescência pro-
gramada trazem benefícios à sociedade, como itens
de segurança mais eficientes em carros e conectabi-
lidade imediata e de alta qualidade entre pessoas. É
por conta disso que membros de uma mesma família
70 que moram em países diferentes podem conversar
diariamente, com um custo relativamente baixo, por
voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem traba-
lhar remotamente, com mais qualidade de vida, com
ajuda de dispositivos móveis.
RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou
parceira do consumidor? Disponível em: gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada
-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsb-
t4v6o96/>. Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.
Obsolescência programada:
inimiga ou parceira do consumidor?
Obsolescência programada é exercida quando
um produto tem vida útil menor do que a tecnologia
permitiria, motivando a compra de um novo modelo
— eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são
5 exemplos evidentes dessa prática. Uma câmera com
uma resolução melhor pode motivar a compra de um
novo celular, ainda que o modelo anterior funcione
perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode
ser vista como inimiga do consumidor, uma vez que
10 o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente
necessitar deles. No entanto, traz benefícios, como o
acesso às novidades.
Planejar inovação é extremamente importante
para melhoria e aumento da capacidade técnica de
15 um produto num mercado altamente competitivo. Já
imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro
dos anos 1970? O desafio é buscar um equilíbrio
entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista
técnico, quando as empresas planejam um produto,
20 já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois
se trata de uma necessidade de sobrevivência no
mercado.
Sintomas de obsolescência são facilmente per-
cebidos quando um novo produto oferece caracterís-
25 ticas que os anteriores não tinham, como o uso de
reconhecimento facial; ou a queda de desempenho
do produto com relação ao atual padrão de merca-
do, como um smartphone que não roda bem os apli-
cativos atualizados. Outro sinal é detectado quando
30 não é possível repor acessórios, como carregadores
compatíveis, ou mesmo novos padrões, como tipo de
bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão
de um celular, por exemplo.
Isso não significa que o consumidor está refém de
35 trocas constantes de equipamento: é possível adiar a
substituição de um produto, por meio de upgrades de
hardware , como inclusão de mais memória, baterias
e acessórios de expansão, pelo menos até o momen-
to em que essa troca não compense financeiramente.
40 Quanto à legalidade, o que se deve garantir é que os
produtos mais modernos mantenham a compatibili-
dade com os anteriores, a fim de que o antigo usu-
ário não seja forçado constantemente à compra de
um produto mais novo se não quiser. É importante
45 diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocor-
re quando atualizações cosméticas, como um novo
design , fazem o produto parecer sem condições de
uso, quando não está.
É preciso lembrar também que a obsolescência
50 programada se dá de forma diferente em cada tipo de
equipamento. Um controle eletrônico de portão tem
uma única função e pode ser usado por anos e anos
sem alterações ou troca. Já um celular tem maior
taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído
55 em um ano ou dois, dependendo das necessidades
do usuário, que pode desejar fotos de maior resolu-
ção ou tela mais brilhante.
Essa estratégia traz desafios, como geração do
lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência
60 deve ser combatida na restrição que possa causar ao
usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais
disponibilizar determinada função que era disponível
pelo simples upgrade do sistema operacional, forçan-
do a compra de um aparelho novo. O saldo geral é
65 que as atualizações trazidas pela obsolescência pro-
gramada trazem benefícios à sociedade, como itens
de segurança mais eficientes em carros e conectabi-
lidade imediata e de alta qualidade entre pessoas. É
por conta disso que membros de uma mesma família
70 que moram em países diferentes podem conversar
diariamente, com um custo relativamente baixo, por
voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem traba-
lhar remotamente, com mais qualidade de vida, com
ajuda de dispositivos móveis.
RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou
parceira do consumidor? Disponível em: gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada
-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsb-
t4v6o96/>. Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.
No Texto I, em “Já um celular tem maior taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído em um ano ou dois” ( l . 53-55), a palavra Já apresenta o sentido de
Texto associado
Dados de 92 milhões de brasileiros podem
estar à venda na internet
Arquivo contém 16 GB de informações pessoais
que incluem nomes, datas de nascimento e
números de CPF
Por Rodrigo Loureiro
9 out. 2019
São Paulo – Um banco de dados que teria
informações de mais de 92 milhões de brasileiros
está sendo leiloado na internet. De acordo com
a empresa de segurança digital Eset, que está
analisando o caso, o conjunto de dados pessoais
inclui nomes dos usuários e de seus familiares,
datas de nascimento e CPFs. O lance inicial é de
15 mil dólares.
Realizado em diversos fóruns clandestinos e
de acesso restrito, o leilão, que só recebe lances
a partir de 1.000 dólares, só pode ser acessado
por membros dessas plataformas. O arquivo de
16 GB de tamanho e em formato SQL está sendo
leiloado por um hacker sob o codinome X4Crow.
De acordo com o portal Bleeping Computer,
que obteve uma amostra dos dados, as
informações coletadas são verdadeiras e batem
com registros da Receita Federal.
Como o vazamento afeta também pessoas
jurídicas, já que informações do CNPJ de
empresas também foram coletadas, é provável
que nem todos os dados sejam únicos. Ou seja,
uma mesma pessoa pode estar listada mais de
uma vez no arquivo.
Para piorar, o invasor ainda afirma que pode
obter números de telefone, endereços físicos,
e-mails, placas de carros, histórico profissional e
educacional e até mesmo o nome de vizinhos da
vítima. Esses dados adicionais, contudo, estão
sendo vendidos separadamente. Custam cerca
de 150 dólares por pesquisa.
Seus dados estão seguros?
Infelizmente, não é possível saber quem
foi vítima deste novo ataque digital. Contudo
usuários mais preocupados com a segurança de
suas informações pessoais disponibilizadas na
internet podem verificar se já foram vítimas de
outros vazamentos de dados no ambiente virtual.
Para fazer isso, é preciso acessar o site Have I
Been Pwned. A página informa se o endereço de
e-mail do internauta já foi listado em algum caso
de vazamento de informações.
Em todos os casos, vale sempre a dica de
manter suas senhas seguras, evitar usar a mesma
combinação para todos os serviços e ativar um
sistema de autenticação em dois fatores em
plataformas que oferecem o recurso.
Adaptado de: . Acesso em: 10 out.
2019.
estar à venda na internet
Arquivo contém 16 GB de informações pessoais
que incluem nomes, datas de nascimento e
números de CPF
Por Rodrigo Loureiro
9 out. 2019
São Paulo – Um banco de dados que teria
informações de mais de 92 milhões de brasileiros
está sendo leiloado na internet. De acordo com
a empresa de segurança digital Eset, que está
analisando o caso, o conjunto de dados pessoais
inclui nomes dos usuários e de seus familiares,
datas de nascimento e CPFs. O lance inicial é de
15 mil dólares.
Realizado em diversos fóruns clandestinos e
de acesso restrito, o leilão, que só recebe lances
a partir de 1.000 dólares, só pode ser acessado
por membros dessas plataformas. O arquivo de
16 GB de tamanho e em formato SQL está sendo
leiloado por um hacker sob o codinome X4Crow.
De acordo com o portal Bleeping Computer,
que obteve uma amostra dos dados, as
informações coletadas são verdadeiras e batem
com registros da Receita Federal.
Como o vazamento afeta também pessoas
jurídicas, já que informações do CNPJ de
empresas também foram coletadas, é provável
que nem todos os dados sejam únicos. Ou seja,
uma mesma pessoa pode estar listada mais de
uma vez no arquivo.
Para piorar, o invasor ainda afirma que pode
obter números de telefone, endereços físicos,
e-mails, placas de carros, histórico profissional e
educacional e até mesmo o nome de vizinhos da
vítima. Esses dados adicionais, contudo, estão
sendo vendidos separadamente. Custam cerca
de 150 dólares por pesquisa.
Seus dados estão seguros?
Infelizmente, não é possível saber quem
foi vítima deste novo ataque digital. Contudo
usuários mais preocupados com a segurança de
suas informações pessoais disponibilizadas na
internet podem verificar se já foram vítimas de
outros vazamentos de dados no ambiente virtual.
Para fazer isso, é preciso acessar o site Have I
Been Pwned. A página informa se o endereço de
e-mail do internauta já foi listado em algum caso
de vazamento de informações.
Em todos os casos, vale sempre a dica de
manter suas senhas seguras, evitar usar a mesma
combinação para todos os serviços e ativar um
sistema de autenticação em dois fatores em
plataformas que oferecem o recurso.
Adaptado de: . Acesso em: 10 out.
2019.
Assinale a alternativa que substitui
adequadamente o conectivo adversativo
em “Esses dados adicionais, contudo,
estão sendo vendidos separadamente.”
Texto associado
Não o suficiente
Carla Dias
Sentado à mesa, cercado por tantos. Entende
bem o que acontece ali, mas é experiente em
enganar os próprios sentidos, mesmo não
gostando dessa qualidade da qual não consegue
se livrar. Vale-se dela sempre que a oportunidade
se apresenta. É um talento. Um incômodo talento.
Permanece ali, os braços cruzados, a cabeça
levemente inclinada, como se observasse o
cenário que se estende além.
Já conhece as manifestações que se
alardeiam, durante esses encontros sociais. Na
verdade, compôs uma canção, certa vez, com
uma inquietante letra gerada de combinações de
algumas delas: não cabe aqui, não serve para
isso, não orna com aquilo, não é sua culpa, mas
não vai dar certo.
É bom, só que não o suficiente.
Não ser o suficiente é meio que o slogan da
vida dele, alguém considerado nada suficiente,
até mesmo quando transborda. Acostumou-se a
ser visto dessa forma.
A tal canção tomou conta dele. É capaz
de cantá-la de trás para frente, formar novos
versos, bagunçar as palavras e, ainda assim,
elas continuam ridiculamente cruéis. A melodia,
não... Nela ele se recusa a mexer. Ela é a única
beleza que reina plena nesse baile da saudade
que acontece em seu dentro. Há ternura nessa
afiada melodia, ela que é a única cria da qual ele
não sente vergonha de ter trazido ao mundo.
Apegou-se a uma frase que escutou um alguém
verbalizar, enquanto passava por ele, depois de
um dia de inutilidades profissionais. “Equilibrar-se
é saber se desequilibrar com elegância.” Achou
aquilo de uma sabedoria profunda e profana. De
uma dualidade revigorante, porque se considera
equilibrado com a boca cheia de palavras
engolidas, de mágoas salientes, de lamentos
reverberantes. Daqueles que bufa, do nada,
assustando a pessoa que dorme sentada ao lado,
em alguma sala de espera da vida.
A elegância do desequilíbrio é o que mantém
à mesa. Ninguém ali se importa de fato com ele,
ou deseja escutar o que ele tem a dizer. Sabem
seu nome, porque saber o nome oferece pompa,
na hora de chamar o insignificante para o campo,
e que ele batalhe pelos que significam. É como
se chamassem um animal de estimação. Ele
atende, rasteja-se, servil, até eles. Atende aos
desejos desses sujeitos que acham que a própria
dignidade mora na indignidade do outro.
Os nada suficientes.
Estranhamente, essas pessoas significam
para ele. Há algo de aprendizado nessa labuta
de dissonantes inseguranças travestidas de
hierarquia. Estranhamente, ele se alimenta da
espera pelo dia em que, rebelde como jamais
antes, ele se levantará e partirá dali, deles.
Sumirá das vistas, das teias, das inseguranças
desses significantes que não sabem significar
sem desidentificar o outro.
Equilibrar-se ao desequilibrar-se com
elegância, para ele, é combater, na singeleza do
insignificante, uma diplomacia mimada, das que
atendem a todos os clichês abrandadores de malestar.
Então, quando dão a vez a ele, permitem
ao insuficiente se manifestar, ele sorri e se cala,
enquanto rumina a ciência de que, sim, ele sabe
que não é o suficiente, ao menos não para atender
ao catálogo dos desejos impróprios. Porque acha
de uma impropriedade sibilante ter de atender
aos desejos alheios, enquanto sufoca os próprios.
Ele sorri a certeza de que acontecerá o dia
em que ele os reconhecerá, os desejos que vem
diluindo em vulgares ironias, recebidas assim,
embrulhadas em pequenas doses de falseada
gentileza. O dia em que os libertará de uma
polidez adquirida como proteção e os soltará no
mundo, rebeldes e eletrizantes. Livres.
E isso será o suficiente. Ele será o
suficientemente corajoso para se despedir de
seus apaixonantes flagelos. Desequilibradamente
equilibrado, dará a vez a si.
Disponível em: < http://www.cronicadodia.com.br/2019/08/nao-o-suficiente-
carla-dias.html >. Acesso em: 16 nov. 2019.
Carla Dias
Sentado à mesa, cercado por tantos. Entende
bem o que acontece ali, mas é experiente em
enganar os próprios sentidos, mesmo não
gostando dessa qualidade da qual não consegue
se livrar. Vale-se dela sempre que a oportunidade
se apresenta. É um talento. Um incômodo talento.
Permanece ali, os braços cruzados, a cabeça
levemente inclinada, como se observasse o
cenário que se estende além.
Já conhece as manifestações que se
alardeiam, durante esses encontros sociais. Na
verdade, compôs uma canção, certa vez, com
uma inquietante letra gerada de combinações de
algumas delas: não cabe aqui, não serve para
isso, não orna com aquilo, não é sua culpa, mas
não vai dar certo.
É bom, só que não o suficiente.
Não ser o suficiente é meio que o slogan da
vida dele, alguém considerado nada suficiente,
até mesmo quando transborda. Acostumou-se a
ser visto dessa forma.
A tal canção tomou conta dele. É capaz
de cantá-la de trás para frente, formar novos
versos, bagunçar as palavras e, ainda assim,
elas continuam ridiculamente cruéis. A melodia,
não... Nela ele se recusa a mexer. Ela é a única
beleza que reina plena nesse baile da saudade
que acontece em seu dentro. Há ternura nessa
afiada melodia, ela que é a única cria da qual ele
não sente vergonha de ter trazido ao mundo.
Apegou-se a uma frase que escutou um alguém
verbalizar, enquanto passava por ele, depois de
um dia de inutilidades profissionais. “Equilibrar-se
é saber se desequilibrar com elegância.” Achou
aquilo de uma sabedoria profunda e profana. De
uma dualidade revigorante, porque se considera
equilibrado com a boca cheia de palavras
engolidas, de mágoas salientes, de lamentos
reverberantes. Daqueles que bufa, do nada,
assustando a pessoa que dorme sentada ao lado,
em alguma sala de espera da vida.
A elegância do desequilíbrio é o que mantém
à mesa. Ninguém ali se importa de fato com ele,
ou deseja escutar o que ele tem a dizer. Sabem
seu nome, porque saber o nome oferece pompa,
na hora de chamar o insignificante para o campo,
e que ele batalhe pelos que significam. É como
se chamassem um animal de estimação. Ele
atende, rasteja-se, servil, até eles. Atende aos
desejos desses sujeitos que acham que a própria
dignidade mora na indignidade do outro.
Os nada suficientes.
Estranhamente, essas pessoas significam
para ele. Há algo de aprendizado nessa labuta
de dissonantes inseguranças travestidas de
hierarquia. Estranhamente, ele se alimenta da
espera pelo dia em que, rebelde como jamais
antes, ele se levantará e partirá dali, deles.
Sumirá das vistas, das teias, das inseguranças
desses significantes que não sabem significar
sem desidentificar o outro.
Equilibrar-se ao desequilibrar-se com
elegância, para ele, é combater, na singeleza do
insignificante, uma diplomacia mimada, das que
atendem a todos os clichês abrandadores de malestar.
Então, quando dão a vez a ele, permitem
ao insuficiente se manifestar, ele sorri e se cala,
enquanto rumina a ciência de que, sim, ele sabe
que não é o suficiente, ao menos não para atender
ao catálogo dos desejos impróprios. Porque acha
de uma impropriedade sibilante ter de atender
aos desejos alheios, enquanto sufoca os próprios.
Ele sorri a certeza de que acontecerá o dia
em que ele os reconhecerá, os desejos que vem
diluindo em vulgares ironias, recebidas assim,
embrulhadas em pequenas doses de falseada
gentileza. O dia em que os libertará de uma
polidez adquirida como proteção e os soltará no
mundo, rebeldes e eletrizantes. Livres.
E isso será o suficiente. Ele será o
suficientemente corajoso para se despedir de
seus apaixonantes flagelos. Desequilibradamente
equilibrado, dará a vez a si.
Disponível em: < http://www.cronicadodia.com.br/2019/08/nao-o-suficiente-
carla-dias.html >. Acesso em: 16 nov. 2019.
A palavra destacada em “Estranhamente,
essas pessoas significam para ele. Há
algo de aprendizado nessa labuta de
dissonantes inseguranças travestidas
de hierarquia.”, poderia ser substituída,
sem alteração significativa de sentido no
contexto em que se insere, por
Texto associado
Texto 2A1 -II
1 Não podemos descartar a operação humana por trás
dos sistemas, muito menos a presença de analistas reais. Vamos
supor que um sistema de aprendizagem de máquina perceba
4 que todas as pessoas com índice de massa corporal regular
tomam café com açúcar, enquanto todas as pessoas com índice
elevado tomam a bebida com adoçante. A inteligência artificial
7 poderá inferir, assim, que o adoçante é o responsável pela
obesidade dos usuários, o que nós sabemos, pela nossa
inteligência humana, que não é bem assim.
10 O sistema de aprendizagem de máquina diminui a
ocorrência de falsos positivos e deve contribuir para cortes de
gastos. Contudo, não podemos deixar de considerar uma pessoa
13 que esteja por trás do sistema, pronta para lidar com casos
realmente duvidosos, que mereçam ser mais bem avaliados.
Correio Braziliense, 1.º/10/2018, p. 14 (com adaptações).
A respeito de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto 2A1-II, julgue os itens que se seguem.
1 Não podemos descartar a operação humana por trás
dos sistemas, muito menos a presença de analistas reais. Vamos
supor que um sistema de aprendizagem de máquina perceba
4 que todas as pessoas com índice de massa corporal regular
tomam café com açúcar, enquanto todas as pessoas com índice
elevado tomam a bebida com adoçante. A inteligência artificial
7 poderá inferir, assim, que o adoçante é o responsável pela
obesidade dos usuários, o que nós sabemos, pela nossa
inteligência humana, que não é bem assim.
10 O sistema de aprendizagem de máquina diminui a
ocorrência de falsos positivos e deve contribuir para cortes de
gastos. Contudo, não podemos deixar de considerar uma pessoa
13 que esteja por trás do sistema, pronta para lidar com casos
realmente duvidosos, que mereçam ser mais bem avaliados.
Correio Braziliense, 1.º/10/2018, p. 14 (com adaptações).
A respeito de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto 2A1-II, julgue os itens que se seguem.
Nas linhas 5 e 6, a forma verbal “tomam”, em ambas as suas ocorrências, poderia ser substituída por tomem , sem prejuízo para a correção gramatical e para a coerência do texto.
Texto associado
1 Do alto do penhasco, Roy olhou para baixo,
para o homem que desenhava na areia. A figura que começou
a surgir o impressionou. Era um rosto extraordinário,
4 não retratado de forma realista, mas de maneira que parecia
visto de vários ângulos ao mesmo tempo. Na verdade,
parecia muito um Picasso.
7 Assim que essa ideia passou por sua cabeça,
seu coração parou. Ele levou o binóculo aos olhos,
que então teve necessidade de esfregar. O homem na praia
10 era Picasso.
O pulso de Roy se acelerou. Ele passava por
aquele caminho todo dia e sabia que logo a maré ia subir
13 e lavar um Picasso original autêntico. Ele tinha de fazer algo
para salvá-lo. Mas como?
Tentar deter o mar era inútil. Também não havia
16 como fazer um molde da areia, mesmo que ele tivesse
tempo para isso, coisa que ele não tinha. Talvez conseguisse
correr até em casa para buscar sua câmera. Mas isso, no
19 máximo, preservaria um registro da obra, não o próprio quadro.
E se ele tentasse fazer isso, quando voltasse, a imagem
provavelmente já teria sido apagada pelo oceano. Talvez,
22 então, ele devesse apenas desfrutar aquela imagem particular
enquanto ela durasse. Ele ficou ali olhando, sem saber se ria
ou chorava.
Ray Bradbury. In the season of calm weather . In: Julian Baggini. O porco
filosófico : 100 experiências de pensamento para a vida cotidiana. Trad.
Edmundo Barreiros. Rio de Janeiro: Relume Demurá, 2006, p. 45.
Acerca dos sentidos e dos aspectos gramaticais do texto precedente, julgue os seguintes itens.
para o homem que desenhava na areia. A figura que começou
a surgir o impressionou. Era um rosto extraordinário,
4 não retratado de forma realista, mas de maneira que parecia
visto de vários ângulos ao mesmo tempo. Na verdade,
parecia muito um Picasso.
7 Assim que essa ideia passou por sua cabeça,
seu coração parou. Ele levou o binóculo aos olhos,
que então teve necessidade de esfregar. O homem na praia
10 era Picasso.
O pulso de Roy se acelerou. Ele passava por
aquele caminho todo dia e sabia que logo a maré ia subir
13 e lavar um Picasso original autêntico. Ele tinha de fazer algo
para salvá-lo. Mas como?
Tentar deter o mar era inútil. Também não havia
16 como fazer um molde da areia, mesmo que ele tivesse
tempo para isso, coisa que ele não tinha. Talvez conseguisse
correr até em casa para buscar sua câmera. Mas isso, no
19 máximo, preservaria um registro da obra, não o próprio quadro.
E se ele tentasse fazer isso, quando voltasse, a imagem
provavelmente já teria sido apagada pelo oceano. Talvez,
22 então, ele devesse apenas desfrutar aquela imagem particular
enquanto ela durasse. Ele ficou ali olhando, sem saber se ria
ou chorava.
Ray Bradbury. In the season of calm weather . In: Julian Baggini. O porco
filosófico : 100 experiências de pensamento para a vida cotidiana. Trad.
Edmundo Barreiros. Rio de Janeiro: Relume Demurá, 2006, p. 45.
Acerca dos sentidos e dos aspectos gramaticais do texto precedente, julgue os seguintes itens.