Texto para os itens de 1 a 15.
1 --------- No Brasil, no âmbito da segurança alimentar e
---- nutricional, crianças, idosos e mulheres demandam atenção
---- particular, em especial as mulheres trabalhadoras rurais e
4 --- camponesas, mais vulneráveis à pobreza e com acesso mais
---- difícil às políticas públicas.
1 --------- Pesquisas informam que a agricultura familiar
7 --- brasileira produz grande percentagem dos alimentos
---- básicos que chegam à mesa da população, e essa produção
---- certamente não existiria sem o trabalho das mulheres.
10 -------- Historicamente, o trabalho da mulher camponesa
---- não tem visibilidade e evidencia assimetrias importantes,
---- quando comparado ao trabalho masculino, as quais
13 -- reservam aos homens o reconhecimento público do
---- trabalho produtivo, mantendo obscurecido o trabalho das
---- mulheres, que se circunscreve aos domínios privados.
16 -------- Mesmo quando realiza atividades voltadas para o
---- fim produtivo da agricultura, a agricultora familiar é vista
---- como auxiliar e, normalmente, recebe menor remuneração
19 -- (ou nenhuma remuneração) por seu trabalho. As atividades
---- agrícolas por ela exercidas, como plantio e colheita da
22 -- produção para o consumo da família, ordenha de vacas,
---- produção de queijo e pão e, também, práticas orientadas
---- para a pequena escala de comercialização de produtos
---- agrícolas, são vistas como uma extensão intrínseca de suas
25 -- atribuições de mãe e esposa. Ademais, muitas dessas
---- atividades não se enquadram nas categorias do conceito de
---- trabalho aceitas e reconhecidas, formalmente, pela
28 -- sociedade, o que faz com que a jornada cotidiana das
---- mulheres no meio rural seja subestimada pela sociedade.
1 --------- A mulher camponesa é, em geral, a provedora de
31 -- alimentos da família porque os cultiva diretamente nas
---- lavouras ou nos quintais, mas também porque é dela a
---- responsabilidade pelas tarefas domésticas e o cuidado com
34 -- as crianças. Portanto as mulheres sustentam a produção
---- agroecológica familiar e garantem a segurança alimentar e
---- nutricional dos brasileiros, e é preciso reconhecer o
37 -- protagonismo feminino na agricultura familiar e camponesa.
1 --------- Em algumas regiões, como é o caso do Nordeste, a
---- participação das mulheres na produção rural é bastante
40 -- significativa. A organização e produção de alimentos
---- saudáveis por mulheres camponesas tem permitido
---- intensificar qualitativamente a luta pela soberania e pela
43 -- segurança alimentar e nutricional, por meio de diversificada
---- e saudável produção de alimentos. Entretanto, a promoção
---- da alimentação adequada e saudável requer ações
46 -- educativas associadas à prevenção e ao enfrentamento dos
---- males à saúde provocados pela má alimentação, por meio
---- da atenção nutricional no Sistema Único de Saúde (SUS) e
49 -- da regulamentação da publicidade de alimentos.
Marília M. Leão e Renato S. Maluf. A construção social de um sistema público de segurança alimentar e nutricional: a experiência brasileira . Brasília: Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos (ABRANDH), 2012, p. 56‐57 (com adaptações).
Acerca da estruturação linguística do texto, julgue os itens de 7 a 15 .
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Manteriam a correção gramatical, mas prejudicariam os
Texto associado
Texto para os itens de 1 a 15.
1 --------- No Brasil, no âmbito da segurança alimentar e
---- nutricional, crianças, idosos e mulheres demandam atenção
---- particular, em especial as mulheres trabalhadoras rurais e
4 --- camponesas, mais vulneráveis à pobreza e com acesso mais
---- difícil às políticas públicas.
1 --------- Pesquisas informam que a agricultura familiar
7 --- brasileira produz grande percentagem dos alimentos
---- básicos que chegam à mesa da população, e essa produção
---- certamente não existiria sem o trabalho das mulheres.
10 -------- Historicamente, o trabalho da mulher camponesa
---- não tem visibilidade e evidencia assimetrias importantes,
---- quando comparado ao trabalho masculino, as quais
13 -- reservam aos homens o reconhecimento público do
---- trabalho produtivo, mantendo obscurecido o trabalho das
---- mulheres, que se circunscreve aos domínios privados.
16 -------- Mesmo quando realiza atividades voltadas para o
---- fim produtivo da agricultura, a agricultora familiar é vista
---- como auxiliar e, normalmente, recebe menor remuneração
19 -- (ou nenhuma remuneração) por seu trabalho. As atividades
---- agrícolas por ela exercidas, como plantio e colheita da
22 -- produção para o consumo da família, ordenha de vacas,
---- produção de queijo e pão e, também, práticas orientadas
---- para a pequena escala de comercialização de produtos
---- agrícolas, são vistas como uma extensão intrínseca de suas
25 -- atribuições de mãe e esposa. Ademais, muitas dessas
---- atividades não se enquadram nas categorias do conceito de
---- trabalho aceitas e reconhecidas, formalmente, pela
28 -- sociedade, o que faz com que a jornada cotidiana das
---- mulheres no meio rural seja subestimada pela sociedade.
1 --------- A mulher camponesa é, em geral, a provedora de
31 -- alimentos da família porque os cultiva diretamente nas
---- lavouras ou nos quintais, mas também porque é dela a
---- responsabilidade pelas tarefas domésticas e o cuidado com
34 -- as crianças. Portanto as mulheres sustentam a produção
---- agroecológica familiar e garantem a segurança alimentar e
---- nutricional dos brasileiros, e é preciso reconhecer o
37 -- protagonismo feminino na agricultura familiar e camponesa.
1 --------- Em algumas regiões, como é o caso do Nordeste, a
---- participação das mulheres na produção rural é bastante
40 -- significativa. A organização e produção de alimentos
---- saudáveis por mulheres camponesas tem permitido
---- intensificar qualitativamente a luta pela soberania e pela
43 -- segurança alimentar e nutricional, por meio de diversificada
---- e saudável produção de alimentos. Entretanto, a promoção
---- da alimentação adequada e saudável requer ações
46 -- educativas associadas à prevenção e ao enfrentamento dos
---- males à saúde provocados pela má alimentação, por meio
---- da atenção nutricional no Sistema Único de Saúde (SUS) e
49 -- da regulamentação da publicidade de alimentos.
Marília M. Leão e Renato S. Maluf. A construção social de um sistema público de segurança alimentar e nutricional: a experiência brasileira . Brasília: Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos (ABRANDH), 2012, p. 56‐57 (com adaptações).
Acerca da estruturação linguística do texto, julgue os itens de 7 a 15 .
1 --------- No Brasil, no âmbito da segurança alimentar e
---- nutricional, crianças, idosos e mulheres demandam atenção
---- particular, em especial as mulheres trabalhadoras rurais e
4 --- camponesas, mais vulneráveis à pobreza e com acesso mais
---- difícil às políticas públicas.
1 --------- Pesquisas informam que a agricultura familiar
7 --- brasileira produz grande percentagem dos alimentos
---- básicos que chegam à mesa da população, e essa produção
---- certamente não existiria sem o trabalho das mulheres.
10 -------- Historicamente, o trabalho da mulher camponesa
---- não tem visibilidade e evidencia assimetrias importantes,
---- quando comparado ao trabalho masculino, as quais
13 -- reservam aos homens o reconhecimento público do
---- trabalho produtivo, mantendo obscurecido o trabalho das
---- mulheres, que se circunscreve aos domínios privados.
16 -------- Mesmo quando realiza atividades voltadas para o
---- fim produtivo da agricultura, a agricultora familiar é vista
---- como auxiliar e, normalmente, recebe menor remuneração
19 -- (ou nenhuma remuneração) por seu trabalho. As atividades
---- agrícolas por ela exercidas, como plantio e colheita da
22 -- produção para o consumo da família, ordenha de vacas,
---- produção de queijo e pão e, também, práticas orientadas
---- para a pequena escala de comercialização de produtos
---- agrícolas, são vistas como uma extensão intrínseca de suas
25 -- atribuições de mãe e esposa. Ademais, muitas dessas
---- atividades não se enquadram nas categorias do conceito de
---- trabalho aceitas e reconhecidas, formalmente, pela
28 -- sociedade, o que faz com que a jornada cotidiana das
---- mulheres no meio rural seja subestimada pela sociedade.
1 --------- A mulher camponesa é, em geral, a provedora de
31 -- alimentos da família porque os cultiva diretamente nas
---- lavouras ou nos quintais, mas também porque é dela a
---- responsabilidade pelas tarefas domésticas e o cuidado com
34 -- as crianças. Portanto as mulheres sustentam a produção
---- agroecológica familiar e garantem a segurança alimentar e
---- nutricional dos brasileiros, e é preciso reconhecer o
37 -- protagonismo feminino na agricultura familiar e camponesa.
1 --------- Em algumas regiões, como é o caso do Nordeste, a
---- participação das mulheres na produção rural é bastante
40 -- significativa. A organização e produção de alimentos
---- saudáveis por mulheres camponesas tem permitido
---- intensificar qualitativamente a luta pela soberania e pela
43 -- segurança alimentar e nutricional, por meio de diversificada
---- e saudável produção de alimentos. Entretanto, a promoção
---- da alimentação adequada e saudável requer ações
46 -- educativas associadas à prevenção e ao enfrentamento dos
---- males à saúde provocados pela má alimentação, por meio
---- da atenção nutricional no Sistema Único de Saúde (SUS) e
49 -- da regulamentação da publicidade de alimentos.
Marília M. Leão e Renato S. Maluf. A construção social de um sistema público de segurança alimentar e nutricional: a experiência brasileira . Brasília: Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos (ABRANDH), 2012, p. 56‐57 (com adaptações).
Acerca da estruturação linguística do texto, julgue os itens de 7 a 15 .
Fica mantida a correção gramatical do texto se o
vocábulo “o” (linha 33) for substituído por pelo , caso em
que haverá alteração das referências textuais.
Texto associado
Com relação à
correção
gramatical e à coerência das
substituições propostas para vocábulos e
trechos destacados
do texto, julgue os itens de 9 a 14.
correção
gramatical e à coerência das
substituições propostas para vocábulos e
trechos destacados
do texto, julgue os itens de 9 a 14.
“embora” (linha 14) por ainda que
Texto associado
Texto para os itens de 1 a 15.
1 --------- No Brasil, no âmbito da segurança alimentar e
---- nutricional, crianças, idosos e mulheres demandam atenção
---- particular, em especial as mulheres trabalhadoras rurais e
4 --- camponesas, mais vulneráveis à pobreza e com acesso mais
---- difícil às políticas públicas.
1 --------- Pesquisas informam que a agricultura familiar
7 --- brasileira produz grande percentagem dos alimentos
---- básicos que chegam à mesa da população, e essa produção
---- certamente não existiria sem o trabalho das mulheres.
10 -------- Historicamente, o trabalho da mulher camponesa
---- não tem visibilidade e evidencia assimetrias importantes,
---- quando comparado ao trabalho masculino, as quais
13 -- reservam aos homens o reconhecimento público do
---- trabalho produtivo, mantendo obscurecido o trabalho das
---- mulheres, que se circunscreve aos domínios privados.
16 -------- Mesmo quando realiza atividades voltadas para o
---- fim produtivo da agricultura, a agricultora familiar é vista
---- como auxiliar e, normalmente, recebe menor remuneração
19 -- (ou nenhuma remuneração) por seu trabalho. As atividades
---- agrícolas por ela exercidas, como plantio e colheita da
22 -- produção para o consumo da família, ordenha de vacas,
---- produção de queijo e pão e, também, práticas orientadas
---- para a pequena escala de comercialização de produtos
---- agrícolas, são vistas como uma extensão intrínseca de suas
25 -- atribuições de mãe e esposa. Ademais, muitas dessas
---- atividades não se enquadram nas categorias do conceito de
---- trabalho aceitas e reconhecidas, formalmente, pela
28 -- sociedade, o que faz com que a jornada cotidiana das
---- mulheres no meio rural seja subestimada pela sociedade.
1 --------- A mulher camponesa é, em geral, a provedora de
31 -- alimentos da família porque os cultiva diretamente nas
---- lavouras ou nos quintais, mas também porque é dela a
---- responsabilidade pelas tarefas domésticas e o cuidado com
34 -- as crianças. Portanto as mulheres sustentam a produção
---- agroecológica familiar e garantem a segurança alimentar e
---- nutricional dos brasileiros, e é preciso reconhecer o
37 -- protagonismo feminino na agricultura familiar e camponesa.
1 --------- Em algumas regiões, como é o caso do Nordeste, a
---- participação das mulheres na produção rural é bastante
40 -- significativa. A organização e produção de alimentos
---- saudáveis por mulheres camponesas tem permitido
---- intensificar qualitativamente a luta pela soberania e pela
43 -- segurança alimentar e nutricional, por meio de diversificada
---- e saudável produção de alimentos. Entretanto, a promoção
---- da alimentação adequada e saudável requer ações
46 -- educativas associadas à prevenção e ao enfrentamento dos
---- males à saúde provocados pela má alimentação, por meio
---- da atenção nutricional no Sistema Único de Saúde (SUS) e
49 -- da regulamentação da publicidade de alimentos.
Marília M. Leão e Renato S. Maluf. A construção social de um sistema público de segurança alimentar e nutricional: a experiência brasileira . Brasília: Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos (ABRANDH), 2012, p. 56‐57 (com adaptações).
Acerca da estruturação linguística do texto, julgue os itens de 7 a 15 .
1 --------- No Brasil, no âmbito da segurança alimentar e
---- nutricional, crianças, idosos e mulheres demandam atenção
---- particular, em especial as mulheres trabalhadoras rurais e
4 --- camponesas, mais vulneráveis à pobreza e com acesso mais
---- difícil às políticas públicas.
1 --------- Pesquisas informam que a agricultura familiar
7 --- brasileira produz grande percentagem dos alimentos
---- básicos que chegam à mesa da população, e essa produção
---- certamente não existiria sem o trabalho das mulheres.
10 -------- Historicamente, o trabalho da mulher camponesa
---- não tem visibilidade e evidencia assimetrias importantes,
---- quando comparado ao trabalho masculino, as quais
13 -- reservam aos homens o reconhecimento público do
---- trabalho produtivo, mantendo obscurecido o trabalho das
---- mulheres, que se circunscreve aos domínios privados.
16 -------- Mesmo quando realiza atividades voltadas para o
---- fim produtivo da agricultura, a agricultora familiar é vista
---- como auxiliar e, normalmente, recebe menor remuneração
19 -- (ou nenhuma remuneração) por seu trabalho. As atividades
---- agrícolas por ela exercidas, como plantio e colheita da
22 -- produção para o consumo da família, ordenha de vacas,
---- produção de queijo e pão e, também, práticas orientadas
---- para a pequena escala de comercialização de produtos
---- agrícolas, são vistas como uma extensão intrínseca de suas
25 -- atribuições de mãe e esposa. Ademais, muitas dessas
---- atividades não se enquadram nas categorias do conceito de
---- trabalho aceitas e reconhecidas, formalmente, pela
28 -- sociedade, o que faz com que a jornada cotidiana das
---- mulheres no meio rural seja subestimada pela sociedade.
1 --------- A mulher camponesa é, em geral, a provedora de
31 -- alimentos da família porque os cultiva diretamente nas
---- lavouras ou nos quintais, mas também porque é dela a
---- responsabilidade pelas tarefas domésticas e o cuidado com
34 -- as crianças. Portanto as mulheres sustentam a produção
---- agroecológica familiar e garantem a segurança alimentar e
---- nutricional dos brasileiros, e é preciso reconhecer o
37 -- protagonismo feminino na agricultura familiar e camponesa.
1 --------- Em algumas regiões, como é o caso do Nordeste, a
---- participação das mulheres na produção rural é bastante
40 -- significativa. A organização e produção de alimentos
---- saudáveis por mulheres camponesas tem permitido
---- intensificar qualitativamente a luta pela soberania e pela
43 -- segurança alimentar e nutricional, por meio de diversificada
---- e saudável produção de alimentos. Entretanto, a promoção
---- da alimentação adequada e saudável requer ações
46 -- educativas associadas à prevenção e ao enfrentamento dos
---- males à saúde provocados pela má alimentação, por meio
---- da atenção nutricional no Sistema Único de Saúde (SUS) e
49 -- da regulamentação da publicidade de alimentos.
Marília M. Leão e Renato S. Maluf. A construção social de um sistema público de segurança alimentar e nutricional: a experiência brasileira . Brasília: Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos (ABRANDH), 2012, p. 56‐57 (com adaptações).
Acerca da estruturação linguística do texto, julgue os itens de 7 a 15 .
Sem prejuízo para a correção gramatical, o termo
“auxiliar” (linha 18) pode ser substituído por titular.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 9, considere o texto abaixo.
1 Tenho um sonho que, acho, nunca realizarei: gostaria de ter um restaurante. Mais precisamente: gostaria de ser um cozinheiro. As cozinhas são lugares que me fascinam, mágicos: ali se prepara o prazer. O cozinheiro deve ser psicólogo, conhecedor dos segredos da alma e do corpo. Mas não sei cozinhar. Acho que devido a isso que escrevo. Escrevo como quem cozinha.
2 A relação entre cozinhar e escrever tem sido frequentemente reconhecida pelos escritores. É a própria etimologia que revela a origem comum de cozinheiros e escritores. Nas suas origens, sabor e saber são a mesma coisa. O verbo latino “sapare” significa, a um só tempo, tanto saber quanto ter sabor. Os mais velhos haverão de se lembrar que, num português que não se fala mais, usava- -se dizer de uma comida que ela “sabia bem”.
3 Suponho que Roland Barthes também tivesse uma secreta inveja dos cozinheiros. Se assim não fosse, como explicar a espantosa revelação com que termina um dos seus mais belos textos, A lição? Confessa que havia chegado para ele o momento do esquecimento de todos os saberes sedimentados pela tradição e que agora o que lhe interessava era “o máximo possível de sabor”. Ele queria escrever como quem cozinha – tomava os cozinheiros como seus mestres.
4 A leitura tem de ser uma experiência de felicidade. Por isso que Jorge Luis Borges aconselhou aos seus estudantes que só lessem o que fosse prazeroso: “Se os textos lhes agradam, ótimo. Caso contrário, não continuem, pois a leitura obrigatória é uma coisa tão absurda quanto a felicidade obrigatória”.
5 Esta é a razão por que eu gostaria de ser cozinheiro. É mais fácil criar felicidade pela comida que pela palavra... Os pratos de sua especialidade, os cozinheiros os sabem de cor. Basta repetir o que já foi feito. Mas é justamente isso que está proibido ao escritor. O escritor é um cozinheiro que a cada semana tem de inventar um prato novo. Cada semana que começa é uma angústia, representada pelo vazio de folhas de papel em branco que me comandam: “Escreva aqui uma coisa nova que dê prazer!” Escrever é um sofrimento. A cada semana sinto uma enorme tentação de parar de escrever. Para sofrer menos
(Adaptado de: ALVES, Rubem. “Escritores e cozinheiros”. O retorno e terno. Campinas: Papirus, 1995, p. 155-158)
1 Tenho um sonho que, acho, nunca realizarei: gostaria de ter um restaurante. Mais precisamente: gostaria de ser um cozinheiro. As cozinhas são lugares que me fascinam, mágicos: ali se prepara o prazer. O cozinheiro deve ser psicólogo, conhecedor dos segredos da alma e do corpo. Mas não sei cozinhar. Acho que devido a isso que escrevo. Escrevo como quem cozinha.
2 A relação entre cozinhar e escrever tem sido frequentemente reconhecida pelos escritores. É a própria etimologia que revela a origem comum de cozinheiros e escritores. Nas suas origens, sabor e saber são a mesma coisa. O verbo latino “sapare” significa, a um só tempo, tanto saber quanto ter sabor. Os mais velhos haverão de se lembrar que, num português que não se fala mais, usava- -se dizer de uma comida que ela “sabia bem”.
3 Suponho que Roland Barthes também tivesse uma secreta inveja dos cozinheiros. Se assim não fosse, como explicar a espantosa revelação com que termina um dos seus mais belos textos, A lição? Confessa que havia chegado para ele o momento do esquecimento de todos os saberes sedimentados pela tradição e que agora o que lhe interessava era “o máximo possível de sabor”. Ele queria escrever como quem cozinha – tomava os cozinheiros como seus mestres.
4 A leitura tem de ser uma experiência de felicidade. Por isso que Jorge Luis Borges aconselhou aos seus estudantes que só lessem o que fosse prazeroso: “Se os textos lhes agradam, ótimo. Caso contrário, não continuem, pois a leitura obrigatória é uma coisa tão absurda quanto a felicidade obrigatória”.
5 Esta é a razão por que eu gostaria de ser cozinheiro. É mais fácil criar felicidade pela comida que pela palavra... Os pratos de sua especialidade, os cozinheiros os sabem de cor. Basta repetir o que já foi feito. Mas é justamente isso que está proibido ao escritor. O escritor é um cozinheiro que a cada semana tem de inventar um prato novo. Cada semana que começa é uma angústia, representada pelo vazio de folhas de papel em branco que me comandam: “Escreva aqui uma coisa nova que dê prazer!” Escrever é um sofrimento. A cada semana sinto uma enorme tentação de parar de escrever. Para sofrer menos
(Adaptado de: ALVES, Rubem. “Escritores e cozinheiros”. O retorno e terno. Campinas: Papirus, 1995, p. 155-158)
As cozinhas são lugares que me fascinam, mágicos: ali se prepara o prazer. (1 o parágrafo)
Na frase acima, sem prejuízo para as relações de sentido estabelecidas no texto, o sinal de dois-pontos pode ser substituído por
O termo mastodôntico , em “tenho um PC mastodôntico,
contemporâneo das cavernas da informática” (L. 6-8), pode
ser substituído, sem prejuízo do sentido do trecho, por
Texto associado
Texto II
Serviu suas famosas bebidas
para Vinicius, Carybé e Pelé
____ Os pedaços de coco in natura são colocados no
liquidificador e triturados. O líquido resultante é coado
com uma peneira de palha e recolocado no aparelho,
onde é batido com açúcar e leite condensado. Ao fim,
5 adiciona-se aguardente.
____ A receita de Diolino Gomes Damasceno, ditada à
Folha por seu filho Otaviano, parece trivial, mas a co-
nhecida batida de coco resultante não é. Afinal, não é
possível que uma bebida qualquer tenha encantado
10 um time formado por Jorge Amado (diabético, tomava
sem açúcar), Pierre Verger, Carybé, Mussum, João
Ubaldo Ribeiro, Angela Rô Rô, Wando, Vinicius de
Moraes e Pelé (tomava dentro do carro).
____ Baiano nascido em 1931 na cidade de Ipecaetá,
15 interior do estado, Diolino abriu seu primeiro estabe-
lecimento em 1968, no bairro do Rio Vermelho, reduto
boêmio de Salvador. Localizado em uma garagem,
ganhou o nome de MiniBar.
____ A batida de limão — feita com cachaça, suco de
20 limão galego, mel de abelha de primeiríssima quali-
dade e açúcar refinado, segundo o escritor Ubaldo
Marques Porto Filho — chamava a atenção dos homens,
mas Diolino deu por falta das mulheres da época.
É que elas não queriam ser vistas bebendo em
25 público, e então arranjavam alguém para comprar as
batidas e bebiam dentro do automóvel.
____ Diolino bolou então o sistema de atendimento di-
reto aos veículos, em que os garçons iam até os carros
que apenas encostavam e saíam em disparada. A
30 novidade alavancou a fama do bar. No auge, chegou
a produzir 6.000 litros de batida por mês.
SETO, G. Folha de S.Paulo. Caderno “Cotidiano”. 17 maio
2019, p. B2. Adaptado.
Serviu suas famosas bebidas
para Vinicius, Carybé e Pelé
____ Os pedaços de coco in natura são colocados no
liquidificador e triturados. O líquido resultante é coado
com uma peneira de palha e recolocado no aparelho,
onde é batido com açúcar e leite condensado. Ao fim,
5 adiciona-se aguardente.
____ A receita de Diolino Gomes Damasceno, ditada à
Folha por seu filho Otaviano, parece trivial, mas a co-
nhecida batida de coco resultante não é. Afinal, não é
possível que uma bebida qualquer tenha encantado
10 um time formado por Jorge Amado (diabético, tomava
sem açúcar), Pierre Verger, Carybé, Mussum, João
Ubaldo Ribeiro, Angela Rô Rô, Wando, Vinicius de
Moraes e Pelé (tomava dentro do carro).
____ Baiano nascido em 1931 na cidade de Ipecaetá,
15 interior do estado, Diolino abriu seu primeiro estabe-
lecimento em 1968, no bairro do Rio Vermelho, reduto
boêmio de Salvador. Localizado em uma garagem,
ganhou o nome de MiniBar.
____ A batida de limão — feita com cachaça, suco de
20 limão galego, mel de abelha de primeiríssima quali-
dade e açúcar refinado, segundo o escritor Ubaldo
Marques Porto Filho — chamava a atenção dos homens,
mas Diolino deu por falta das mulheres da época.
É que elas não queriam ser vistas bebendo em
25 público, e então arranjavam alguém para comprar as
batidas e bebiam dentro do automóvel.
____ Diolino bolou então o sistema de atendimento di-
reto aos veículos, em que os garçons iam até os carros
que apenas encostavam e saíam em disparada. A
30 novidade alavancou a fama do bar. No auge, chegou
a produzir 6.000 litros de batida por mês.
SETO, G. Folha de S.Paulo. Caderno “Cotidiano”. 17 maio
2019, p. B2. Adaptado.
A substituição da expressão destacada pelo que se encontra entre colchetes está de acordo com a norma-padrão em:
Texto associado
TEXTO IV
No início dos anos 80, a humanidade teve que se adequar às novas posturas em nome de um mercado globalizado. Agora, acomoda-se aos critérios do mundo digitalizado para não se excluir da dança orquestrada pelos artífices da vida virtual. São regras e comportamentos assentados sem plebiscitos ou referendos. [...]
Deste modo, as pessoas adentram no universo da informática, em cujo seguimento, de forma instigadora, vende-se a ideia de facilitação, de encurtamento de distâncias, e de inclusão social […]. No caminho desses trilhos virtuais se estabelecem dependências, e as pessoas, apesar dos inúmeros amigos em suas redes sociais, estão sozinhas ao final de cada acesso e bate-papos. Essas certificam pesarosas, enfim, que as telas de computadores ou de celulares não lhes proporcionam aquilo que apenas outro humano poderia ceder-lhes, a exemplo do calor e afeição.
No modus vivendi da pressa e do estresse, enquanto marco da nova era, abre-se o leque para temáticas que vão desde os meandros da informática até a implantação de chips em humanos, sem embargo das nuvens que acondicionam informações digitais.
O diálogo, agora, se esvazia na perspectiva de humanos. Há um monólogo estabelecido com robôs ou inteligências artificiais, que vicejam superar homens, antes de servi-los, apesar da evidente colisão com o princípio da automação que recomenda que a máquina jamais supere humanos. Constata-se, todavia, que o contrário dessa premissa vai se assentando, na medida em que pais de família, superados por computadores, estão expostos na vala do desemprego. Nesse sentido, atesta-se a estruturação de uma sociedade de excluídos numa época que tanto se propugna por ações inclusivas. […]
FILHO, Zilmar Wolney Aires. Fragmentos. Disponível em: . Acesso em: 18 jun. 2019.
No início dos anos 80, a humanidade teve que se adequar às novas posturas em nome de um mercado globalizado. Agora, acomoda-se aos critérios do mundo digitalizado para não se excluir da dança orquestrada pelos artífices da vida virtual. São regras e comportamentos assentados sem plebiscitos ou referendos. [...]
Deste modo, as pessoas adentram no universo da informática, em cujo seguimento, de forma instigadora, vende-se a ideia de facilitação, de encurtamento de distâncias, e de inclusão social […]. No caminho desses trilhos virtuais se estabelecem dependências, e as pessoas, apesar dos inúmeros amigos em suas redes sociais, estão sozinhas ao final de cada acesso e bate-papos. Essas certificam pesarosas, enfim, que as telas de computadores ou de celulares não lhes proporcionam aquilo que apenas outro humano poderia ceder-lhes, a exemplo do calor e afeição.
No modus vivendi da pressa e do estresse, enquanto marco da nova era, abre-se o leque para temáticas que vão desde os meandros da informática até a implantação de chips em humanos, sem embargo das nuvens que acondicionam informações digitais.
O diálogo, agora, se esvazia na perspectiva de humanos. Há um monólogo estabelecido com robôs ou inteligências artificiais, que vicejam superar homens, antes de servi-los, apesar da evidente colisão com o princípio da automação que recomenda que a máquina jamais supere humanos. Constata-se, todavia, que o contrário dessa premissa vai se assentando, na medida em que pais de família, superados por computadores, estão expostos na vala do desemprego. Nesse sentido, atesta-se a estruturação de uma sociedade de excluídos numa época que tanto se propugna por ações inclusivas. […]
FILHO, Zilmar Wolney Aires. Fragmentos. Disponível em: . Acesso em: 18 jun. 2019.
No trecho “Nesse sentido, atesta-se a estruturação de uma sociedade de excluídos numa época que tanto se propugna por ações inclusivas.”, o verbo “propugna” pode ser substituído, sem alterações de sentido e de construção, por
Texto associado
Tecnologia a caminho da energia infinita
Rui Salsas
Vivemos uma fase de sensibilização e redução
de emissão de gases com efeito de estufa, em prol
do Planeta Azul. A energia é um recurso estratégico
e um elemento-chave para o desenvolvimento
sociodemográfico, assumindo um papel vital
nas sociedades modernas. Em pleno século
XXI, assistimos a uma verdadeira transformação
e reengenharia de processos, promovendo a
tecnologia e as suas funcionalidades na procura
de melhor rendimento, de maior produtividade e
eficiência, de maior sustentabilidade, fazendo mais
com menos intervenção humana e minimizando
as alterações aos ecossistemas ambientais.
Nesse sentido, o setor das Utilities tem
procurado introduzir a Inteligência Artificial (IA)
e a Computação de Aprendizagem Automática
(machine learning e/ou deep learning) como sendo
os aliados de peso para o futuro próximo onde a
eficiência energética será, e já mostra ser, uma
das áreas com maior potencial e investimento e,
consequentemente, geração de emprego.
Do ponto de vista teórico, a utilização da IA
traduz-se por "ensinar" máquinas ou software
a representar o ser humano na execução de
tarefas. Mais, esta tecnologia está acrescentando
tarefas complexas e mais elaboradas capazes
de modificar o seu comportamento, ou seja, as
máquinas ou software poderão deter capacidade
de aprender sem que sejam explicitamente
programadas para isso.
Então, como é que a Inteligência Artificial afeta
as Utilities? A IA cumpre quatro funções principais,
transversais a outros setores:
• Compreender as necessidades do
consumidor – utilizar software capaz de recolher
dados dos clientes e ser capaz de oferecer
produtos mais adequados ao seu consumo, além
de potenciar novos consumidores (por exemplo,
combinar consumo energético com compras
em hipermercados e usufruir de descontos
associados);
• Melhorar os produtos e serviços oferecidos
– recolher e analisar dados com programas
inteligentes melhorará a oferta e divulgação de
produtos e serviços atuais e novos;
• Identificar e gerir o risco – usar dados analíticos
da organização para inferir novos padrões de
comportamento e de risco dos consumidores;
• Identificar e evitar fraudes – usar sistemas
de análise de aprendizagem automática, para
padronizar com um grande grau de certeza cada
consumidor, irá certamente ajudar na identificação
de fraudes.
[…] Concluindo, os últimos anos introduziram
desafios significativos no setor da Energia,
relacionados com a revolução energética em
curso e na eficácia, quer da sua recolha quer do
seu consumo. É, portanto, necessário superar
expectativas por um país mais inovador e digital
e por um planeta mais sustentável e ecológico, e
nesse contexto a IA tem-se revelado uma aposta
séria no presente e para o futuro, para beneficiar
todas as indústrias.
Adaptado de: . Acesso em: 10 out. 2019.
Rui Salsas
Vivemos uma fase de sensibilização e redução
de emissão de gases com efeito de estufa, em prol
do Planeta Azul. A energia é um recurso estratégico
e um elemento-chave para o desenvolvimento
sociodemográfico, assumindo um papel vital
nas sociedades modernas. Em pleno século
XXI, assistimos a uma verdadeira transformação
e reengenharia de processos, promovendo a
tecnologia e as suas funcionalidades na procura
de melhor rendimento, de maior produtividade e
eficiência, de maior sustentabilidade, fazendo mais
com menos intervenção humana e minimizando
as alterações aos ecossistemas ambientais.
Nesse sentido, o setor das Utilities tem
procurado introduzir a Inteligência Artificial (IA)
e a Computação de Aprendizagem Automática
(machine learning e/ou deep learning) como sendo
os aliados de peso para o futuro próximo onde a
eficiência energética será, e já mostra ser, uma
das áreas com maior potencial e investimento e,
consequentemente, geração de emprego.
Do ponto de vista teórico, a utilização da IA
traduz-se por "ensinar" máquinas ou software
a representar o ser humano na execução de
tarefas. Mais, esta tecnologia está acrescentando
tarefas complexas e mais elaboradas capazes
de modificar o seu comportamento, ou seja, as
máquinas ou software poderão deter capacidade
de aprender sem que sejam explicitamente
programadas para isso.
Então, como é que a Inteligência Artificial afeta
as Utilities? A IA cumpre quatro funções principais,
transversais a outros setores:
• Compreender as necessidades do
consumidor – utilizar software capaz de recolher
dados dos clientes e ser capaz de oferecer
produtos mais adequados ao seu consumo, além
de potenciar novos consumidores (por exemplo,
combinar consumo energético com compras
em hipermercados e usufruir de descontos
associados);
• Melhorar os produtos e serviços oferecidos
– recolher e analisar dados com programas
inteligentes melhorará a oferta e divulgação de
produtos e serviços atuais e novos;
• Identificar e gerir o risco – usar dados analíticos
da organização para inferir novos padrões de
comportamento e de risco dos consumidores;
• Identificar e evitar fraudes – usar sistemas
de análise de aprendizagem automática, para
padronizar com um grande grau de certeza cada
consumidor, irá certamente ajudar na identificação
de fraudes.
[…] Concluindo, os últimos anos introduziram
desafios significativos no setor da Energia,
relacionados com a revolução energética em
curso e na eficácia, quer da sua recolha quer do
seu consumo. É, portanto, necessário superar
expectativas por um país mais inovador e digital
e por um planeta mais sustentável e ecológico, e
nesse contexto a IA tem-se revelado uma aposta
séria no presente e para o futuro, para beneficiar
todas as indústrias.
Adaptado de: . Acesso em: 10 out. 2019.
Assinale a alternativa em que as
palavras substituem, respectivamente,
as destacadas no trecho “Identificar e
gerir o risco – usar dados analíticos da
organização para inferir novos padrões
de comportamento e de risco dos
consumidores [...]”, preservando seu
sentido.
Texto associado
Texto de apoio
O que é ergonomia?
Ergonomia é a área da ciência que estuda maneiras de facilitar nossa relação com objetos e máquinas. “Seu objetivo central é adaptar o trabalho ao ser humano, evitando que ocorra o contrário”, diz o engenheiro e doutor em ergonomia Laerte Idal Sznelwar, da Universidade de São Paulo (USP). O naturalista polonês Wojciech Jastrzebowski foi a primeira pessoa a usar o termo ergonomia – que em grego significa “princípios do trabalho” – num texto chamado The Science of Work (“A Ciência do Trabalho”), escrito em 1857. Um exemplo de aplicação dos princípios ergonômicos são os telefones com teclas. Os números não são dispostos por acaso em quatro fileiras com três botões cada. Antes de esse formato ser lançado, foram testados modelos com teclados circulares, diagonais e horizontais com duas fileiras de botões. Venceu a configuração que os estudiosos perceberam ser a mais confortável para os usuários.
A ergonomia atual vai ainda mais longe e não fica só no desenho de objetos: as telas dos caixas eletrônicos, por exemplo, são projetadas com ícones grandes e fáceis de localizar. Por causa da variedade de aplicações, o trabalho em ergonomia é feito por vários profissionais, como engenheiros, arquitetos, médicos, fisioterapeutas e psicólogos. Nos últimos anos, os estudos nessa área ganharam destaque na criação de objetos que diminuam os riscos de lesões por esforços repetitivos, as famosas LER, que atacam, por exemplo, quem vive sentado diante do computador a maior parte do dia.
Na medida certa
Mobílias e máquinas ergonômicas respeitam o corpo do usuário
Monitor bem posicionado : Permite olhar para a tela mantendo o pescoço em sua posição natural.
Apoio : Mantém os pés em posição confortável caso a mesa não tenha regulagem de altura.
Teclado ideal : Modelos com teclas que amorteçam os dedos evitam lesões como a tendinite.
Encosto ajustável : Adequa-se à curvatura lombar, evitando lesões nas costas.
Mola amortecedora : Não deixa a coluna sofrer impactos bruscos.
Altura regulável : Permite manter os joelhos em um ângulo de 90º, deixando a circulação sanguínea livre.
Adaptado de: . Acesso em: 31 de outubro de 2019.
O que é ergonomia?
Ergonomia é a área da ciência que estuda maneiras de facilitar nossa relação com objetos e máquinas. “Seu objetivo central é adaptar o trabalho ao ser humano, evitando que ocorra o contrário”, diz o engenheiro e doutor em ergonomia Laerte Idal Sznelwar, da Universidade de São Paulo (USP). O naturalista polonês Wojciech Jastrzebowski foi a primeira pessoa a usar o termo ergonomia – que em grego significa “princípios do trabalho” – num texto chamado The Science of Work (“A Ciência do Trabalho”), escrito em 1857. Um exemplo de aplicação dos princípios ergonômicos são os telefones com teclas. Os números não são dispostos por acaso em quatro fileiras com três botões cada. Antes de esse formato ser lançado, foram testados modelos com teclados circulares, diagonais e horizontais com duas fileiras de botões. Venceu a configuração que os estudiosos perceberam ser a mais confortável para os usuários.
A ergonomia atual vai ainda mais longe e não fica só no desenho de objetos: as telas dos caixas eletrônicos, por exemplo, são projetadas com ícones grandes e fáceis de localizar. Por causa da variedade de aplicações, o trabalho em ergonomia é feito por vários profissionais, como engenheiros, arquitetos, médicos, fisioterapeutas e psicólogos. Nos últimos anos, os estudos nessa área ganharam destaque na criação de objetos que diminuam os riscos de lesões por esforços repetitivos, as famosas LER, que atacam, por exemplo, quem vive sentado diante do computador a maior parte do dia.
Na medida certa
Mobílias e máquinas ergonômicas respeitam o corpo do usuário
Monitor bem posicionado : Permite olhar para a tela mantendo o pescoço em sua posição natural.
Apoio : Mantém os pés em posição confortável caso a mesa não tenha regulagem de altura.
Teclado ideal : Modelos com teclas que amorteçam os dedos evitam lesões como a tendinite.
Encosto ajustável : Adequa-se à curvatura lombar, evitando lesões nas costas.
Mola amortecedora : Não deixa a coluna sofrer impactos bruscos.
Altura regulável : Permite manter os joelhos em um ângulo de 90º, deixando a circulação sanguínea livre.
Adaptado de: . Acesso em: 31 de outubro de 2019.