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117 questões encontradas

Considerando o trecho “expedição a o Jalapão ”, assinale a alternativa em que a substituição do termo em destaque exige o acento grave indicativo de crase.

A Goiás.
B Tocantins.
C Bahia.
D Rio São Francisco.
E Brasil.
Texto associado
Atenção : Considere o texto a seguir para responder às questões de números 8 a 11.

Totó é da família

Cunhados talvez não sejam parentes, mas o Totó decididamente o é. Está em julgamento no STJ uma ação na qual um exmarido reivindica o direito de visitação à cadela da raça yorkshire que havia sido comprada pelo casal e acabou ficando com a mulher. Ele alega que a ex-companheira o impede de ver a cachorrinha, causando-lhe "intensa angústia".
Tudo caminha para que os animais de estimação se integrem cada vez mais, no plano afetivo e jurídico, à família. Mas há um limite para isso. Não creio que bichos poderão um dia ser titulares de direitos em sua plenitude, como querem os militantes mais entusiasmados.
O fato é que, para gozar da plenitude de direitos, é preciso possuir, ao menos em potência, a capacidade de cumprir deveres, o que exige algum grau de consciência. Animais podem, contudo, ser pacientes morais, como crianças e outros humanos considerados incapazes.
Nesse campo, porém, estamos condenados a agir com incoerência. Queremos proteger nossos animais de estimação, mas não abrimos mão do hambúrguer nem da pesquisa médica e biotecnológica, que depende do sacrifício de cobaias. O critério é só emotivo, já que, do ponto de vista da biologia, Totó é um parente mais afastado dos humanos do que os ratinhos de laboratório.
(Adaptado de: SCHWARTSMAN, Hélio. Disponível em: www.folha.uol.com.br )

A expressão sublinhada no trecho como querem os militantes mais entusiasmados tem função sintática equivalente à também sublinhada em:

A O critério é só emotivo ...
B para gozar da plenitude de direitos ...
C Tudo caminha para que os animais de estimação se integrem...
D um ex-marido reivindica o direito de visitação à cadela ...
E estamos condenados a agir com incoerência .
Texto associado
Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 11 a 13.

___ Joana tinha vinte anos e estranhava muito a rápida transformação de Manaus. Quando era ainda criança, as ruas não possuíam calçamento, as casas eram na maioria de madeira e careciam de eletricidade, água e esgoto. Uma viagem até Belém durava invariavelmente três meses. Quando o pai de Joana chegou ali em 1865, vindo do Maranhão, não encontrou mais de cinco mil almas. Era um lugarejo triste e de poucas ruas e muita lama. Quando Joana completou quinze anos, seu pai ofereceu uma recepção para duzentos convidados e a cidade já estava com vinte mil almas.

(Adaptado de: SOUZA, Márcio. Galvez Imperador do Acre . 18. ed. Rio de Janeiro, Record, 2001, p. 132)

No que se refere à regência verbal, a expressão destacada em as ruas não possuíam calçamento estará corretamente substituída por:

A eram dotadas com
B contavam de
C continham com
D detinham de
E dispunham de
Órgão: Defensoria Pública do Estado de Amazonas Cargo: Assistente Técnico de Defensoria - Área Técnico Administrativo Prova: FCC - DPE AM - Assistente Técnico de Defensoria - Área Técnico Administrativo - 2018
Texto associado
SOLIDÃO INTERATIVA

Ronaldo Coelho Teixeira

A primeira vez que vi esse termo foi por
meio de um jeca superjóia: Juraildes da Cruz.
Tocantino de Aurora, radicado em Goiânia, Goiás
e um dos maiores compositores contemporâneos
brasileiros. Não seria pra menos! Afinal, foi ele
quem criou o hit que Genésio Tocantins espalhou
pelo Brasil por meio do Domingão do Faustão, na
TV Globo, em 1999. “Nóis é jeca, mas é joia”, aquele
da farinhada, feita da mandioca, da macaxeira ou
do aipim, a depender da região brasileira. Sacada
de mestre, de quem está sempre antenado ao
mundo e aos seus. Juraíldes da Cruz em sua letra,
visionária – como tudo o que os gênios, as antenas
da raça fazem – já arrepiava: “Tiro o bicho de pé
com canivete, mas já tô na internet”. E isso quando
a www ainda engatinhava.

Mas com esse achado que agora evoco aqui,
o artista quer mesmo é alertar para o mau uso
das tecnologias, sobre coisas que o homem cria,
mas que geralmente acaba escravo delas. Solidão
interativa foi cunhado pelo sociólogo francês
Dominique Wolton. Em sua tese, o autor alerta
quanto ao cuidado para com o uso da internet,
principalmente das redes sociais, chamando
a atenção para um detalhe vital no avanço das
tecnologias de comunicação: não importam formas
e meios de expressão, a comunicação humana não
foi, não é e nunca será algo tão simples, sempre vai
conter grandeza e dificuldade.

Wolton justifica-se dizendo que a internet é
incrível para a comunicação entre pessoas e
grupos que tenham os mesmos interesses, mas
está longe de ser uma ferramenta de comunicação
de coesão entre pessoas e grupos diferentes. E
que por isso, a internet não é uma mídia, mas um
sistema de comunicação comunitário. Ele prova
isso afirmando que podemos passar horas, dias na
internet e sermos incapazes de ter uma verdadeira
relação humana com quer que seja.

A solidão interativa grassa nas redes sociais,
especialmente no facebook. São fotos e fotos
postadas – a maioria – forjando uma felicidade
quando, na verdade, é tudo fake. As mais usuais
são aquelas em que o autor se autofotografa – as
famosas selfies – e sai espalhando-as de um dia
para o outro, quando não, de uma hora para outra.

Tem as gastronômicas. Aquelas em que o autor
antes de comer um prato ou uma iguaria especial,
fotografa e já a lança na rede como a dizer que está
podendo. Mas aquela comidinha do dia a dia, a
da vida real, ele jamais vai postar. Ovo frito? Nem
pensar! E aquelas dos momentos felizes? Sim, tem
gente que acha que os seus instantes de lazer e
diversão têm que, obrigatoriamente, ser vistos
por todos. E lá vai um post ao lado do namorado
ou namorada, dos amigos, geralmente com ares
de forçação de barra. Porque a gaiola do tempo,
forjada por nós mesmos, só pode ser aberta pela
chave da felicidade plena.

E tem aquela que é emblemática: a mensagem
em que o internauta revela o status do seu
sentimento. Mas o ápice da solidão interativa está
naquela figura que posta alguma coisa e ela mesma
vai lá e a curte. De dar dó, não?

Temos milhares de ‘amigos’ nessa cornucópia
virtual. Nessa Caixa de Pandora do Século XXI,
eis-nos diante de uma incoerente quimera: o
autoengano. [...]

O autoengano é peça-chave para a nossa
sobrevivência. Mentimos – a partir dos dois meses de
idade – não só para os outros, mas, principalmente,
para nós mesmos. Mesmo protegidos na redoma da
interatividade, continuamos sós, ali, onde apenas
a solidão nos alcança. Enquanto teclamos a torto
e a direito, sugerindo que estamos sempre ON, a
vida verdadeira continua OFF. E nunca nos damos
conta de que, no fim, toda a solidão que nos rodeia,
essa sim, é real. Porque bytes, bits e pixels não
transmitem calor. E o verbo sem o hálito quente é
apenas palavra morta.

Adaptado de:< http://lounge.obviousmag.org/espantalho_lirico/
2016/08/solidao-interativa.html >.

Em “Nessa Caixa de Pandora do Século XXI,
eis-nos diante de uma incoerente quimera : o
autoengano.”, a palavra destacada pode ser
substituída, sem prejuízo de sentido, por

A verdade.
B ilusão.
C tristeza.
D constatação.
E situação.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 13 a 15, considere o texto abaixo.

Responsabilidade do político

Sócrates, o filósofo grego, dizia que para aprender certos ofícios ou desenvolver habilidades, como tocar um instrumento ou montar a cavalo, as pessoas requisitam mestres que saibam ensiná-las. No entanto, muita gente pensa que não precisa preparar-se para bem exercer uma função política, acreditando poder fazê-lo por si mesma. A responsabilidade de um político é tão alta, emendava Sócrates, que ninguém deveria deixar de se preparar de modo a merecer a confiança dos cidadãos.

(Ivanildo Luz, inédito )

Na frase muita gente pensa que não precisa preparar-se para bem exercer uma função política, acreditando poder fazê-lo por si mesma , os segmentos sublinhados podem ser substituídos respectivamente, sem prejuízo para o sentido original, por:

A a fim de exercer bem − uma vez que acredita
B afim de exercer bem − mesmo quando acredita
C ao exercer de bom grado − desde que acredite
D ao exercitar bem − a fim de acreditar
E visando o bem de exercer − conquanto acredite
Órgão: Prefeitura de Teresina Cargo: Assistente Técnico Administrativo - Área: Técnico em Informática Prova: FCC - Prefeitura de Teresina - Assistente Técnico Administrativo - Área: Técnico em Informática - 2016
Texto associado
Entrevista com Frédéric Martel

Uma guerra mundial pelo conteúdo dos meios
de comunicação se trava pela conquista do público
dentro e fora dos países criadores. Batalhas se
desenrolam pelo domínio da notícia, do formato de
5 programas de TV e pela exibição de filmes, vídeos,
música, livros. Nesse processo, um gigante domina:
os Estados Unidos, com sua capacidade de produzir
cultura de massas que agrada ao grande público
em todos os continentes. Essa penetração cultural
10 americana, que muitos críticos preferem chamar de
imperialismo, leva os filmes, a música e a televisão
americana para o mundo. Sua arma é o inverso
da alta cultura, da contracultura, da subcultura, de
nichos especializados. Visa o público em geral,
15 cultura de massa, de milhões. Tornou-se a cultura
internacional dominante, principal, a chamada
mainstream, conforme o título do livro escrito pelo
sociólogo francês Frédéric Martel. Para escrever
Mainst ream , ele percorreu 30 países durante cinco
20 anos, entrevistou mais de 1.200 pessoas em todas
as capitais do entertainment , analisou a ação dos
protagonistas, a lógica dos grupos e acompanhou a
circulação internacional de conteúdo.
É um imperialismo diferente daquele político e
militar. É uma espécie de imperialismo cultural que
é bem recebido no mundo. A esse respeito, afirma
Frédéric Martel: “É o que basicamente chamamos
de soft power. Soft power significa influenciar as
pessoas com coisas legais. Você é amigável,
30 não é contundente. Você tem as forças armadas,
tem a diplomacia tradicional e grandes empresas
econômicas, que formam o hard power , e tem o soft
power, que influencia as pessoas através de filmes,
de livros, da internet e de valores.”
35 “A língua é importante. Eu acredito — e essa é
a principal conclusão do meu livro — que, no mundo
em que estamos entrando, que reúne globalização e
digitalização, a língua é importante. E eu acredito que
a batalha, a luta, mesmo a guerra de conteúdo, será
40 uma batalha a respeito da cultura nacional. Você pode
ouvir Lady Gaga, gostar de Avatar e ler O Código
Da Vinci, mas, no final das contas, a maior parte
da cultura que você consome e ama geralmente é
nacional, local, regional, e não global. A cultura global
45 é apenas uma pequena parte do que você gosta.
Então, no final das contas, os americanos são os
únicos a poder prover essa cultura dominante global,
mas essa cultura dominante global continua pequena.
Por quê? Porque a língua é muito importante,
50 porque a identidade é muito importante. Quando
você compra um livro de não ficção, quer saber o
que acontece aqui, no seu país, e não na Coreia do
Sul, por exemplo. Na Coreia do Sul você quer ouvir
K-pop, que é a música pop coreana, e ver um drama
55 coreano, e não ouvir uma música brasileira. Portanto,
nós estamos em um mundo cada vez mais global,
mas, ao mesmo tempo, a cultura ainda é e será muito
nacional. Para resumir as coisas, eu diria que todos
temos duas culturas: a nossa e a americana.”
60 “Nós, como europeus, temos o mesmo tipo de
relação que você, como brasileiro, tem com os EUA.
Nós os amamos e odiamos. É uma complicada relação
de amor e ódio. Nós esperamos que eles sejam
como são; nós queremos criticá-los, mas, ao mesmo
65 tempo, nós protestamos contra eles com tênis Nike
nos pés. Nós trabalhamos para ser um pouco como
eles, muito embora nós queiramos manter nossa
identidade e cultura. E, a propósito, a boa notícia é
que o debate no mundo hoje e no futuro não será
70 entre nós — brasileiros, franceses, europeus — e os
americanos. Será entre todos nós. O que eu quero
dizer é que hoje não há apenas dois povos: nós e os
EUA. O mundo é muito mais complicado, com países
emergentes, que serão fundamentais nesse novo
75 jogo.”
“Para resumir, afirma Martel, eu diria que os
EUA continuarão sendo peça importante da guerra
de conteúdo, podemos dizer, nos próximos anos e
décadas. Eu não acredito e não compro a ideia do
80 declínio da cultura americana. Eu acho que eles são
fortes e continuarão sendo fortes. Mas eles não são os
únicos no jogo. Agora temos os países emergentes,
que estão emergindo não só demográfica e
economicamente, como pensávamos. E eu fui um
85 dos primeiros a mostrar que eles estão emergindo
com sua cultura, sua mídia e com a internet.”
“Nesse mundo, a internet pode ser uma peça
importante. O Brasil, por exemplo, vai crescer com
a internet, com certeza. Criam-se ferramentas
90 inovadoras de alfabetização, por exemplo, em
comunidades, em favelas, em lugares onde os
moradores não têm acesso a uma livraria ou
biblioteca. Mas eles terão acesso à internet em lan
houses , por exemplo, e mesmo no telefone. Hoje,
95 todo mundo tem um telefone celular barato. Mesmo
na África, todos têm celulares com funções básicas.
Em cinco anos, todos terão um smartphone, pois os
preços estão caindo muito. Assim, todos poderão
acessar a internet pelo smartphone. Se você tem
100 acesso à internet, pode baixar livros, acessar a rede,
pode ver filmes e daí por diante.”
“A questão não é se essa tecnologia é boa,
conclui Martel. A questão é: ela não será boa ou
ruim sozinha. Ela será o que você, o povo, o governo
100 deste país e nós formos capazes de fazer com ela,
criando uma boa internet e uma maneira melhor de
ter acesso ao conteúdo através da internet.”

BOCCANERA, S. Entrevista concedida pelo sociólogo Frédéric Martel, Programa Milênio, Globo News . Disponível em: . Acesso em: 10 nov. 2015. Adaptado.

Considere-se o trecho “Sua arma é o inverso da alta cultura, da contracultura, da subcultura, de nichos especializados. Visa o público em geral, cultura de massa, de milhões.” (. l 12-15).

Se o trecho for reescrito em um só período, mantendo-se seu sentido original, as duas orações poderão ser relacionadas por meio da conjunção

A consoante
B contanto
C embora
D entretanto
E porque
Órgão: Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Cargo: Técnico em Regulação de Petróleo e Derivados, Álcool Combustível e Gás Natural - Área: Geral Prova: CESGRANRIO - ANP - Técnico em Regulação de Petróleo e Derivados, Álcool Combustível e Gás Natural - Área: Geral - 2016
Texto associado
Zygmunt Bauman: Estamos isolados em rede?
-
“As relações humanas não são mais espaços de certeza, tranquilidade e conforto espiritual. Em vez disso, transformaram-se numa fonte prolífica de ansiedade. Em lugar de oferecerem o ambicionado repouso, prometem uma ansiedade perpétua e uma vida em estado de alerta. Os sinais de aflição nunca vão parar de piscar, os toques de alarme nunca vão parar de soar.” - Zygmunt Bauman
Em tempos líquidos, a crise de confiança traz consequências para os vínculos que são construídos. Estamos em rede, mas isolados dentro de uma estrutura que nos protege e, ao mesmo tempo, nos expõe. É isso mesmo?
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em seu livro Medo líquido , diz que estamos fragilizando nossas relações e, diante disso, nos contatamos inúmeras vezes, seja qual for a ferramenta digital que usamos, acreditando que a quantidade vai superar a qualidade que gostaríamos de ter.
Bauman diz que, nesses tempos líquidos modernos, os homens precisam e desejam que seus vínculos sejam mais sólidos e reais. Por que isso acontece? Seriam as novas redes de relacionamento que são formadas em espaços digitais que trazem a noção de aproximação? Talvez sim, afinal a conexão com a rede, muitas vezes, se dá em momentos de isolamento real. O sociólogo, então, aponta que, quanto mais ampla a nossa rede, mais comprimida ela está no painel do celular. “Preferimos investir nossas esperanças em ‘redes’ em vez de parcerias, esperando que em uma rede sempre haja celulares disponíveis para enviar e receber mensagens de lealdade”, aponta ele.
E já que as novas sociabilidades, aumentadas pelas pequenas telas dos dispositivos móveis, nos impedem de formar fisicamente as redes de parcerias, Bauman diz que apelamos, então, para a quantidade de novas mensagens, novas participações, para as manifestações efusivas nessas redes sociais digitais. Tornamo-nos, portanto, seres que se sentem seguros somente se conectados a essas redes. Fora delas os relacionamentos são frágeis, superficiais, “um cemitério de esperanças destruídas e expectativas frustradas”.
A liquidez do mundo moderno esvai-se pela vida, parece que participa de tudo, mas os habitantes dessa atual modernidade, na verdade, fogem dos problemas em vez de enfrentá-los. Quando as manifestações vão para as ruas, elas chamam a atenção porque se estranha a formação de redes de parceria reais. “Para vínculos humanos, a crise de confiança é má notícia. De clareiras isoladas e bem protegidas, lugares onde se esperava retirar (enfim!) a armadura pesada e a máscara rígida que precisam ser usadas na imensidão do mundo lá fora, duro e competitivo, as ‘redes’ de vínculos humanos se transformam em territórios de fronteira em que é preciso travar, dia após dia, intermináveis conflitos de reconhecimento.”
-
(http://www.fronteiras.com/artigos/zygmunt-bauman-estamos-isolados-em-rede)

Na frase: “[...] Tornamo-nos, portanto , seres que se sentem seguros somente se conectados a essas redes.[...]”, o termo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo gramatical ou alteração de sentido, por

A conquanto.
B porquanto.
C contudo.
D pois.
E todavia.