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Atenção: Para responder às questões de números 7 a 12, baseie-se no texto abaixo.

Influências, influentes

Novos instrumentos de comunicação dão vida nova a velhos hábitos e subterfúgios. “Influencer”, no tempo digital das redes sociais, designa um agente e propagandista de valores que deseja incutir nos outros.
Coisa de hoje? Não apenas: me lembro de um livro de grande sucesso cujo titulo em português é “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, de Dale Carnegie, editado nos EUA em 1936 e de grande sucesso por aqui nos anos seguintes. Já com esse titulo, instiga-nos & fazer amigos para sermos influentes. Fazer amizades pode ser um bom negócio...
Essa convicção se expandiu muito em nosso tempo eletrônico, quando também se propagam, sem qualquer prurido, ódios e ultrajes bem direcionados. Influenciar os outros a qualquer custo segue sendo uma obsessão presente.
“Influir”, do latim 'in-fluo', é “correr para dentro”, ou ainda “insinuar-se”. Mesmo que discretamente, dá alguma medida do que pode haver de invasivo na relação supostamente amistosa. Mas não custa lembrar que “influenza” é também o batismo de um virus poderoso de gripe, que pode resultar em pneumonia. Hoje, graças às vias digitais, podemos interferir drasticamente na saúde das cabeças alheias e ainda sermos prestigiados por isso.
(GOMES, Pafúncio. A editar)

Considerando-se a frase Já com esse título, instiga-nos a fazer amigos para sermos influentes (2º parágrafo), o segmento sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para a correção e o sentido desse enunciado, por:

A preparam-nos para que se estabeleçam amizades para as influenciarmos.
B adverte-nos de que façamos amigos ao sermos influentes,
C impõem-nos que amizades consumadas podem ser passíveis de influência.
D leva-nos a cultivar amizades com o fito de exercermos influência.
E conduz-nos ao exercício da influência perante aos nossos amigos.
Órgão: Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental Cargo: Analista Administrativo - Área Administração Prova: FCC - CETESB - Analista Administrativo - Área Administração - 2024
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Edge City: o que são e quais as vantagens de morar em uma?
Por Blog – Jardins do Parque

O termo Edge City foi cunhado pelo escritor e jornalista Joel Garreau, em seu livro “Edge City: Life on the New Frontier” , publicado em 1991. Garreau utilizou esse termo para descrever uma nova forma de desenvolvimento urbano que ele observou ao viajar pelos subúrbios das grandes cidades dos Estados Unidos na década de 80. [...]. Uma Edge City é um tipo de cidade que se encontra ao redor de um nó de transporte, como uma rodovia, e cresce como um subcentro comercial e residencial independente de uma cidade central.
Geralmente, Edges Cities são caracterizadas por edifícios de escritórios, shopping centers , hotéis, condomínios residenciais, além de outras estruturas que oferecem comodidades para seus moradores e visitantes. Essas cidades crescem por conta da expansão das redes de transporte e da necessidade de espaço e moradia fora das cidades centrais. Elas tendem a ter uma densidade populacional mais baixa do que os grandes centros urbanos e são planejadas com uma mistura de usos para torná-las mais acessíveis e convenientes aos seus moradores.
[...]
Todas as Edges Cities têm características em comum que as distinguem das outras. [...]. Essas cidades são planejadas para serem centros completos e autossuficientes, com uma mistura de usos que incluem habitação, comércio, serviços de saúde e lazer. Em uma Edge City típica, os escritórios e empresas estão localizados em parques empresariais, enquanto as áreas residenciais são compostas por apartamentos, condomínios ou casas. Restaurantes e lojas, normalmente, estão em centros comerciais e os espaços públicos têm parques, praças e áreas de lazer.
[...]
Edges Cities comportam uma densidade significativa de empregos em relação à sua população. Os trabalhos estão concentrados em setores, como tecnologia, finanças, serviços profissionais e de saúde. Há uma série de motivos que fazem uma empresa migrar para essas cidades: custo menor de aluguel, maior espaço para expansão e localização mais conveniente para os seus empregados. Ademais, a presença de muitas empresas e escritórios em uma Edge City ajuda na criação de uma economia local diversificada, no desenvolvimento de uma base de conhecimento especializado e na atração de trabalhadores qualificados.
Nos Estados Unidos, de acordo com uma reportagem do portal Biz Journal, foram usados 38,1 milhões de pés quadrados (o que são, aproximadamente, 3,5 milhões de metros quadrados em conversão livre) na construção de novos escritórios em Edges Cities . Essa demanda, conforme a reportagem, ocorre por conta de as empresas preferirem atuarem em ambientes que tenham facilidade de locomoção, opções de moradia para seus funcionários.
[...]
A mobilidade faz parte da rotina de quem mora em uma Edge City. Por isso, nessas cidades, é comum encontrar a presença de estradas bem planejadas e transportes públicos eficientes, tornando a cidade um centro competitivo e atraente tanto para as empresas quanto para as pessoas. Outro ponto que está atrelado à infraestrutura desse centro urbano é a ampla variedade de serviços públicos. Hospitais, escolas, universidades são essenciais para reter os residentes dessas cidades e incentivar que mais pessoas escolham ter suas vidas ali. [...]. No Brasil, podemos citar como exemplo o Alphaville em São Paulo, que, apesar de ser considerado um bairro, trouxe diversos conceitos do modelo de Edge City dos Estados Unidos.

Adaptado de: https://blog.jardinsdoparque.com.br/edge-city/. Acesso em: 23 ago. 2024.

No excerto “ Por isso , nessas cidades, é comum encontrar a presença de estradas bem planejadas e transportes públicos eficientes [...]”, as expressões em destaque podem ser substituídas – sem alteração semântica e de forma correta –, respectivamente, por

A Assim / eficazes
B Por conseguinte / ineptos
C Por esse motivo / intensos
D Então / idôneos
E Doravante / operativos
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Texto 1

Psicólogo destaca a importância do lazer na saúde física e mental

Profissional explica como o descanso auxilia na qualidade de vida e indica opções de atividades

Por Izabelle Gomes

As preocupações que surgem com as atividades diárias e a agitação da cidade grande são as principais causadoras do mau humor, cansaço e estresse. A qualidade de vida pode melhorar progressivamente se as pessoas colocarem em prática algumas atividades de lazer, que é uma das formas de diversão, descanso e desenvolvimento do corpo e da mente.
Segundo o psicólogo e professor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Recife, campus Caxangá, Amaro Ferreira, o lazer não pode ser visto como um desperdício de tempo, pois ele é fundamental para o nosso bem-estar e produtividade. “O lazer não ajuda somente no controle do estresse, mas também na percepção de autocuidado e equilíbrio na saúde mental e física”, comenta.
O entretenimento proporciona muitos benefícios para a saúde, que tendem a impactar em diversas áreas, como o aumento na qualidade e expectativa de vida; a fuga da rotina; novas experiências, interesses e habilidades. “Por mais que alguém goste do seu trabalho, não é saudável viver somente naquele mesmo costume que pode causar cansaço e frustração. Encontrar uma atividade agradável ajuda no desenvolvimento pessoal e social e previne o surgimento de sintomas de depressão e ansiedade”, informa.
Não é preciso muito dinheiro para ter um momento de descanso. Existem ocupações simples que podem ser incluídas no cotidiano. Elas podem ser de cunho artístico, físico, manual, intelectual ou turístico. Alguns exemplos são cinema e teatro; as artes; decorações; prática de esportes e caminhadas; artesanatos; costura; jardinagem; leitura; viagens e passeios. “Existem atividades de lazer para todos os gostos. Você só precisa saber o que mais gosta e o que funciona para sua rotina”, explica o professor.
Devido à ampliação da expectativa de vida, as oportunidades de entretenimento podem prevenir alguns problemas de saúde, como estafa, perda de memória, transtornos psicológicos e doenças crônicas, a exemplo de diabetes e hipertensão. Para que seja possível o aproveitamento dos benefícios do lazer, é importante focar em si mesmo e no relaxamento. Se há dificuldades em aproveitar os momentos e levá-los com seriedade, procure ajuda de um especialista para obter os melhores resultados.

Adaptado de: https://www.uninassau.edu.br/noticias/psicologo-destaca-importancia-do-lazer-na-saude-fisica-e-mental. Acesso em: 23 ago. 2024.

Texto 2

Ah, as Redes Sociais

Por Bichinhos de Jardim

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/ah-as-redes-sociais/. Acesso em: 13 set. 2024.

No excerto “Para que seja possível o aproveitamento dos benefícios do lazer, é importante focar em si mesmo e no relaxamento. [...]” (Texto 1), as expressões destacadas podem ser substituídas – sem alteração semântica e de forma correta –, respectivamente, por

A a difusão / elementar.
B o desfrute / crucial.
C a prestabilidade / prescindível.
D a profusão / substancial.
E a serventia / trivial.
Texto associado
Hospitais, as “casas da morte” do século 19
Doenças incuráveis. Longas filas de espera. E nenhum cuidado com higiene. Veja como era o dia a dia de médicos, enfermeiros e pacientes 200 anos atrás.
Por Rafael Battaglia

Em 1825, visitantes do hospital St. George, em Londres, encontraram fungos e larvas sob os lençóis de um paciente com uma fratura exposta. Normal: o homem, que esperava há dias para ser atendido, não reclamou para os funcionários, que pareciam não ligar para a situação.
Casos como esse eram regra, não exceção, dos hospitais do século 19. Eram lugares escuros, sujos e mal ventilados – ideais para a proliferação de doenças. Pacientes se amontoavam em salas apertadas e, não raro, saíam dali piores do que entraram: o índice de mortalidade de cirurgias hospitalares era de três a cinco vezes maior que o de operações que aconteciam em ambientes domésticos.
Não à toa, os hospitais tinham o apelido de ‘casas da morte’. Alguns deles, por exemplo, só aceitavam pacientes que pudessem cobrir as despesas de um funeral, destino comum de quem dava entrada por ali. A situação era pior em grandes centros urbanos como Londres, que em 1825 se tornou a metrópole mais populosa do mundo, com 1,3 milhão de habitantes (e chegaria ao século 20 com cinco milhões de pessoas). A sujeira da cidade, consequência do crescimento desordenado, se refletia nos hospitais. Os funcionários andavam com panos sobre o nariz para se proteger do mau cheiro. E o chefe dos catadores de inseto, que tiravam pulgas e percevejos dos colchões, costumava ganhar mais que um cirurgião.
[...]
Em 1882, o médico alemão Robert Koch formalizou a teoria dos germes. Ele descobriu o bacilo da tuberculose, que na época era responsável por uma em cada seis mortes no mundo, e descreveu sua propagação. Os acadêmicos e a sociedade começaram a entender que microrganismos existiam, que eram responsáveis por doenças e que era possível evitá-los – e o mundo, aos poucos, ficou mais antisséptico.
Os hospitais ganharam paredes brancas, que facilitam a detecção de sujeira. Os ambientes ficaram mais arejados, com limpeza constante e um número reduzido de pacientes por quarto. Os utensílios deixaram de ter ranhuras e cabos de madeira e passaram a ser de metal, mais fáceis de esterilizar. Aos poucos, nasceram os hospitais modernos.

Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/hospitais-as-casasda-morte-do-seculo-19/. Acesso em: 7 jun. 2024.

No trecho “Pacientes se amontoavam em salas apertadas e, não raro , saíam dali piores do que entraram [...]”, os termos destacados podem ser substituídos, sem alteração de sentido, por

A assiduamente.
B raramente.
C esporadicamente.
D insolitamente.
E enigmaticamente.
Texto associado
Texto 1

Descoberto um novo planeta ‘perto’ da Terra

Localizado a 40 anos-luz de distância da Terra, o Gliese tem um tamanho comparável ao do planeta Vênus e uma temperatura à superfície estimada em 42 ºC.

Por: Isabel Alvarez

Os cientistas anunciaram que descobriram um novo planeta a 40 anos-luz de distância da Terra, considerado relativamente ‘próximo’. O planeta também é muito similar a Terra, sendo um pouco menor e mais quente.
O planeta, chamado Gliese, teria a possibilidade ainda de poder suportar vida humana, de acordo com os astrônomos. [...]
Segundo o jornal The Independent , o Gliese 12b tem um tamanho comparável ao do planeta Vênus, com uma temperatura à superfície estimada em 42 ºC, que é mais baixa do que a maioria dos cerca de cinco mil exoplanetas, que são aqueles fora do sistema solar já descobertos.
Os astrônomos sugeriram que este é um dos poucos planetas conhecidos onde os humanos poderiam, teoricamente, sobreviver, no entanto ainda não se tem a certeza de como é a sua atmosfera, se é que a tem. “Obter uma resposta sobre o aspecto da atmosfera é vital porque revelaria se o planeta consegue manter temperaturas adequadas para a existência de água líquida, e provavelmente de vida, na sua superfície”, diz o comunicado dos cientistas.

Adaptado de: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/cienciaesaude/2024/05/descoberto-um-novo-planeta-perto-da-terra.html. Acesso em: 24 maio 2024.

Texto 2

Ter ou não ter atmosfera, eis a questão

[...]
Tanto a Terra quanto Vênus estão na região habitável do Sol, mas só o nosso mundo é amigável à vida. Isso porque não basta estar no endereço certo: é preciso ter outros requisitos. No caso, uma atmosfera na medida certa.
Enquanto a atmosfera da Terra garante que o planeta seja habitável, a de Vênus é bem mais densa, composta por gases como o dióxido de carbono, que não deixam que o calor saia de lá. O resultado é um efeito estufa severo e um planeta muito quente, com os termômetros batendo, em média, 475 °C. Por causa disso, Vênus não tem água.
Ainda não dá para saber como é a atmosfera de Gliese 12b, ou mesmo se o exoplaneta tem uma atmosfera. Se não tiver, a temperatura provavelmente gira em torno de 42 °C, podendo potencialmente abrigar água em estado líquido ou até formas de vida.
[...]

Adaptado de: https://super.abril.com.br/ciencia/nasa-identifica-exoplaneta-potencialmente-habitavel-proximo-de-nos/. Acesso em: 24 maio 2024.

Considerando o trecho: “O resultado é um efeito estufa severo e um planeta muito quente [...]”, assinale a alternativa que apresenta uma palavra semelhante à destacada, de maneira que, com a substituição, o sentido original proposto pelo Texto 2 permaneça.

A Inócuo.
B Lânguido.
C Efêmero.
D Rigoroso.
E Insípido.
Texto associado
Tráfico de espécies animais causa impactos em todo o meio ambiente

A partir da apreensão de ovos de arara-azul-de-lear,
Cristina Yumi Miyaki adverte que toda a fauna e flora
de um ecossistema estão interligadas e suas
interações complexas são modificadas por essa
prática criminosa
Julio Silva

No início de fevereiro, mãe e filha ucranianas foram presas na cidade mineira de Governador Valadares por tráfico internacional de animais silvestres, após serem flagradas transportando uma incubadora com ovos de arara-azul-de-lear ( Anodorhynchus leari ), espécie endêmica da Caatinga brasileira que está presente na lista oficial de espécies brasileiras ameaçadas de extinção, divulgada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Cristina Yumi Miyaki, professora do Instituto de Biociências da USP, explica os riscos que essa prática ilegal traz às espécies ameaçadas de extinção e à estabilidade dos ecossistemas nacionais.

Riscos

Segundo a docente, a captura de espécies através do tráfico ilegal causa um impacto não apenas na população desse animal, mas também em todo o ambiente e nos outros indivíduos com os quais ele se relaciona, uma vez que toda a fauna e flora de um ecossistema estão interligadas e suas interações complexas são modificadas pela prática ilícita. “A perda de uma espécie que é a principal dispersora de sementes de uma determinada árvore vai afetar essa espécie de árvore que, por sua vez, pode ser abrigo para uma terceira espécie e assim por diante”, exemplifica a especialista.
De acordo com a professora, a maioria dos indivíduos apreendidos pelo tráfico ilegal são capturados diretamente da natureza e não sobrevivem ao processo de transporte até o destino final, pois não estão acostumados a conviver fora de seu habitat natural. Ela explica também que, para capturar animais que vivem em troncos, toda a estrutura da árvore é derrubada pelos criminosos e a perda para essa espécie torna-se ainda maior.

Dados

(...) O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estima que cerca de 80% dos animais traficados correspondem a aves, sendo a maioria da ordem Passeriforme , ou seja, os passarinhos. A tradição brasileira de ter essas aves em gaiolas, além da beleza das plumas e do canto, são alguns dos fatores que explicam a alta taxa de exploração ilegal dessas espécies.

Órgãos de preservação

Segundo Cristina, a autoridade governamental responsável pela conservação das espécies ameaçadas de extinção no Brasil é o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que pertence ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Ela explica que o órgão coordena ações nacionais de combate à exploração animal em parceria com instituições e organizações não governamentais (ONGs) nacionais e internacionais.
“Além da captura de animais por meio do tráfico ilegal, a destruição e a degradação do ambiente, ou seja, do habitat, é uma outra ameaça importante que pode diminuir a área onde as espécies podem habitar ou ainda isolar suas populações em pequenas manchas de ambiente adequado, limitando então a sua dispersão”, afirma.
Um levantamento realizado pelo ICMBio mostra que das 12.256 espécies da fauna brasileira analisadas, 1.173 estão ameaçadas de extinção. Aliadas ao tráfico ilegal, outras ações humanas como queimadas e destruição dos ecossistemas para implementação de atividade agropecuária são as principais responsáveis pela grande quantidade de indivíduos em risco.

Métodos de prevenção

Conforme Cristina Yumi Miyaki, o combate ao tráfico ilegal exige ações coordenadas de diversas áreas, mas ela destaca a educação e conscientização de toda a população, além da fiscalização com inteligência na investigação por parte das autoridades, como fatores preponderantes no enfrentamento dessa problemática. A especialista conta que o Estado precisa exercer um forte apoio nos níveis federal, estadual e municipal para auxiliar os órgãos fiscalizadores.
“Também é necessário diminuir a alta demanda desses animais que , por muitas vezes, é internacional e por isso implica na necessidade de articulação entre diferentes países. Por isso é um tema tão complexo”, finaliza.

Adaptado de: https://jornal.usp.br/radio-usp/trafico-de-especiesanimais-causa-impactos-em-todo-o-meio-ambiente/ . Acesso em: 30 abr. 2024.

Analise o trecho a seguir:

“[...] espécie endêmica da Caatinga brasileira que está presente na lista oficial de espécies brasileiras ameaçadas de extinção [...]”.

As opções a seguir têm sentido equivalente ao do termo destacado, EXCETO

A típica.
B natural.
C exótica.
D peculiar.
E característica.
Texto associado
Texto CG1A1-I

O Estado moderno exerce um papel importante na moldagem da distribuição de renda e do bem-estar entre seus cidadãos, moderando as desigualdades geradas pela economia de mercado. Ele busca esses objetivos por intermédio de várias políticas públicas, como o estabelecimento do arcabouço legal do ambiente de negócios, a regulação da concorrência econômica, a provisão de bens e serviços públicos, a promoção de transferências monetárias às famílias de baixa renda e a arrecadação dos tributos necessários a seu financiamento.
Entre as principais funções do Estado, sob a ótica das finanças públicas, está a função redistributiva. Essa função está basicamente associada a ajustamentos no perfil da distribuição de renda, uma vez que as alocações de mercado podem levar a uma situação de desigualdade não apoiada pelos anseios gerais da população. Nesse caso, o equilíbrio de mercado pode passar a gerar conflitos e a interferir no funcionamento da própria sociedade.
Um importante instrumento à disposição do Estado para exercer sua função distributiva é, naturalmente, o sistema tributário. Por meio dele, o governo pode ajustar a renda dos cidadãos, taxando mais algumas rendas e menos outras, de forma a atingir uma distribuição final mais equitativa. Um sistema tributário progressivo é aquele no qual os impostos aumentam mais que proporcionalmente com o aumento da renda dos contribuintes. O sistema regressivo ocorre quando o pagamento dos impostos aumenta menos que proporcionalmente com a renda dos contribuintes e proporcional (ou neutro) quando os impostos aumentam proporcionalmente com a renda.
O sistema de impostos progressivo tende a reduzir a desigualdade de renda entre os cidadãos. No contexto do sistema tributário de qualquer país, o tributo que melhor possibilita a aplicação do princípio da progressividade é o imposto de renda da pessoa física (IRPF). O IRPF brasileiro apresenta elevada progressividade em termos de desvio da proporcionalidade e moderada capacidade redistributiva, em função da baixa representatividade da arrecadação frente à renda bruta total do país. A progressividade do tributo brasileiro advém essencialmente da estrutura de alíquotas, sendo que a estrutura das deduções do rendimento bruto é proporcional e, portanto, neutra em termos de progressividade.

Internet: (com adaptações).

Em relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os próximos itens.

Estaria mantido o sentido original do texto caso se substituísse “taxando” (segundo período do terceiro parágrafo) por para taxar .

C Certo
E Errado
Texto associado
Texto CB3A1-II

____ Foi só a OpenAI lançar, em novembro de 2022, o ChatGPT, a versão 3.5 conversacional e acessível a todos, para que os especialistas em comunicação, matemática, computação, lógica, linguística, tecnologia da informação etc. começassem a se preocupar com os danos da inteligência artificial (IA) generativa. Essa diz respeito a um dos tipos da IA de nível narrow , ou seja, compartimentada e (ainda) limitada.
____ Apesar do cipoal de estudos e opiniões apresentados sobre a inovação tecnológica baseada em dados inseridos na sociedade das plataformas, até hoje vemos lives em que moderadores perguntam o que é e como funciona o ChatGPT. Vale destacar: por “dados”, devemos considerar informações obtidas de determinado período no passado, com o intuito de prever efeitos no futuro.
____ Obviamente, internautas que estão a par do que se trata e já experimentaram ao menos uma pergunta ao robô simpático em eterno plantão torcem o nariz, pois já sabem o básico: querem mais. Eles sabem, inclusive, que somos cada vez mais usados pelas máquinas e constatam que é imprescindível aguçar e explorar ao máximo a intencionalidade em face da IA. Como isso é possível? Ao fazer perguntas de elevada qualidade — preferencialmente, advindas de um pensamento crítico — no proveito de se produzir um bom objeto de análise. Ainda, fazê-lo de forma contextualizada, sinalizando-se para qual finalidade, determinado público etc., de modo a obter respostas mais refinadas em tempo real.

Magaly Prado.
O poder da inteligência artificial no cruzamento entre ChatGPT e deepfakes. In: Jornal da USP, 31/jul./2023 (com adaptações).

A respeito de aspectos gramaticais do texto CB3A1-II, julgue os itens subsequentes.

Em “explorar ao máximo a intencionalidade em face da IA” (último parágrafo), a expressão “ao máximo” poderia ser substituída por no máximo , sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto.

C Certo
E Errado
Órgão: Transportadora Brasileira Gasoduto BolíviaBrasil S.A. Cargo: Técnico -Área: Gasoduto, Construção e Montagem Prova: CESPE/CEBRASPE - TBG - Técnico -Área: Gasoduto, Construção e Montagem - 2023
Texto associado
Texto CG1A1-I
No Brasil os nomes das línguas correspondem, na maioria dos casos, aos nomes atribuídos aos respectivos povos: por exemplo, o povo xavante fala a língua xavante. São raros os casos em que se fixou, na literatura especializada ou no uso geral, um nome distinto para a língua. Há o povo fulniô, cuja língua é o iatê.
Existem, nestes primeiros anos do século XXI, vários povos bilíngues que convivem com a língua indígena e a portuguesa, mas em outros o português predomina como língua materna das crianças. Ainda se tem muito pouco conhecimento de situações específicas de bilinguismo com o português, e será muito difícil para o recenseador obter informação fidedigna: a informação será mais confiável se obtida dos pais; menos confiável quando for proveniente de líderes ou de administradores; e menos segura ainda no caso de ser obtida por amostragem.
Há relatos de povos com população considerável distribuída por diversas aldeias. Por outro lado, a situação de uso da língua portuguesa pode variar consideravelmente de uma aldeia para outra, como no caso dos bororos, em Mato Grosso, ou dos baniuas, no Amazonas.
Existem casos de bilinguismo ou de multilinguismo com duas ou mais línguas indígenas faladas pelas mesmas pessoas, como acontece entre os vários povos da família linguística (e cultural) tucano, a noroeste do Amazonas: atualmente estão presentes o português e(ou) o espanhol, além da língua geral amazônica. Por outro lado, conhece-se pouco acerca do grau de presença dessas diversas línguas nas respectivas comunidades.
Uma situação única, característica hoje da região do alto rio Negro e seus afluentes, é a persistência do uso da língua geral amazônica (também conhecida como nheengatu), que se concebe hoje como língua franca de comunicação entre grande parte dos indígenas dessa comunidade com os de outra etnia. Contudo, converteu-se na língua materna do grande povo baré (com cerca de 10.300 pessoas), nos municípios de São Gabriel da Cachoeira e de Santa Isabel do Rio Negro; também o é de grande parte do povo baniua, situado no baixo rio Içana e no médio rio Negro (município de São Gabriel da Cachoeira).

Aryon Dall’Igna Rodrigues. Línguas indígenas brasileiras. Brasília: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB, 2013 (com adaptações).

Estariam mantidas a coerência e a correção gramatical do texto CG1A1-I caso a forma verbal “Existem” (início do segundo parágrafo) fosse substituída por

A Tinham.
B Existe.
C Haviam.
D Observam-se.
E Verifica-se.
Texto associado
FALTA DE SONO DEIXA AS PESSOAS MAIS EGOÍSTAS, APONTA ESTUDO

Ítalo Wolff – 21 novembro 2022

Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, publicaram no periódico PLOS Biology um estudo em que acompanharam os efeitos da falta de sono no comportamento. “A falta de sono molda as experiências sociais que temos e o tipo de sociedade em que vivemos”, escreveu o neurocientista Eti Ben Simon, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
Para testar a ligação entre perda de sono e a generosidade, Ben Simon e sua equipe levaram 23 jovens adultos ao laboratório por duas noites. Os participantes dormiram uma noite e ficaram acordados por outra noite. No período da manhã, os participantes preencheram um questionário padronizado que avaliava sua probabilidade de ajudar estranhos ou conhecidos em vários cenários. Aproximadamente 80% dos participantes mostraram menos probabilidade de ajudar os outros quando privados de sono do que quando descansados. Os pesquisadores então observaram a atividade cerebral dos participantes em uma máquina de ressonância magnética funcional, comparando a atividade neural de cada participante em um estado de descanso versus em um estado de privação de sono. Isso mostrou que a falta de sono reduziu a atividade em uma rede de regiões cerebrais ligadas à capacidade de empatia.
Em outro experimento, os pesquisadores recrutaram 136 participantes online e fizeram com que eles mantivessem um registro do sono por quatro noites, monitorados por aplicativos que medem a atividade noturna. Cada participante então completou o questionário de altruísmo. Os pesquisadores descobriram que quanto mais tempo os participantes passavam acordados na cama, uma medida de sono ruim, menores eram suas pontuações de altruísmo.
No experimento final, focado no horário de verão, em que uma hora de sono é perdida na mudança, os pesquisadores analisaram doações de caridade de 2001 a 2016 para a Donors Choose , uma organização sem fins lucrativos que arrecada dinheiro para projetos escolares nos Estados Unidos. Na semana de trabalho após a implementação do horário de verão, as doações totais, que normalmente giravam em torno de US$ 82 por dia, caíram para cerca de US$ 73 por dia.
A abordagem de metodologia tripla permitiu aos pesquisadores maior certeza de que outras variáveis além do sono não estivessem causando a queda na generosidade. A privação crônica do sono no mundo moderno é um problema sério, escreveu Ben Simon nas conclusões de seu trabalho. Mas, ao contrário de muitos outros problemas de grande escala, este tem uma solução acessível. Desta forma, promover o sono como Saúde Pública pode economizar bilhões em tratamentos de condições crônicas e melhorar as relações sociais e qualidade de vida dos indivíduos.

Adaptado de: https://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/ciencia/falta-de-sono-deixa-as-pessoas-mais-egoistas-aponta-estudo-443432/. Acesso em 16 maio 2023.

Assinale a alternativa em que a expressão destacada pode ser substituída por aquela entre parênteses, mantendo-se a correção exigida pela norma-padrão.

A "[...] focado no horário de verão, em que uma hora de sono é perdida [...]" (cuja).
B "[...] publicaram no periódico PLOS Biology um estudo em que acompanharam os efeitos [...]" (onde).
C "[...] as doações totais, que normalmente giravam em torno de US$ 82 por dia [...]" (as quais).
D "[...] publicaram no periódico PLOS Biology um estudo em que acompanharam os efeitos [...]" (o qual).
E "[...] as doações totais, que normalmente giravam em torno de US$ 82 por dia [...]" (cujas quais).