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São representantes do Simbolismo:

A Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens.
B Fagundes Varela e Cruz e Sousa.
C Casimiro de Abreu e Álvares de Azevedo.
D Bernardo Guimarães e José de Alencar.
E Érico Veríssimo e Graciliano Ramos.

“Negação do Positivismo, do Cientificismo, do Materialismo, criação poética como fruto do inconsciente, da intuição, da sugestão, do eu-profundo, da associação de ideias e imagens, complexidade na relação eu/mundo. Espiritualismo, misticismo, subjetivismo intenso, ocultismo, ânsia de superação, de fuga do terreno, comunhão com os Astros, o Espírito, o Alto, a Alma, o Infinito, a Essência, o Desconhecido. Fixação pela Idade Média e por vocabulário litúrgico de ambiência eclesiástica, tom vago, impreciso, nebuloso, poesia hermética, ilógica, indireta, obscura, rompendo com a lógica discursiva, a poesia como mistério. Musicalidade através das aliterações, emprego de maiúsculas alegorizantes, reticências”. Estamos nos referindo ao:

A Barroco.
B Arcadismo.
C Realismo.
D Parnasianismo.
E Simbolismo.

As alternativas trazem informações adaptadas da obra História concisa da Literatura Brasileira , do professor e crítico literário Alfredo Bosi. Assinale a alternativa referente à obra Macunaíma , de Mario de Andrade.

A O índio como o outro, objeto de colonização e catequese, perde na obra toda autenticidade étnica e regride ao marco zero de espanto (quando antropófago), ou exemplo de edificação (quando religioso).
B Para dar forma ao herói, o autor não via meio mais eficaz do que amalgamá-lo à vida da natureza. Aquilo que é natural o encanta: desde as linhas do perfil até os gestos que definem um caráter, tudo emerge do mesmo fundo incônscio e selvagem.
C A obra corresponde a um corte sincrônico da vida familiar brasileira nos meios urbanos em uma fase em que já se esboçava uma estrutura não mais puramente colonial, mas ainda longe do quadro industrial-burguês.
D O herói é responsável pela primeira ação colonizadora na Bahia. Menos herói de luta do que herói cultural, ele é o fundador, o homem providencial que ensinou ao bárbaro as virtudes e as leis do alto.
E O protagonista é uma espécie de barro vital, ainda amorfo, a que o prazer e o medo vão mostrando os caminhos a seguir, desde o nascimento em plena selva amazônica, até a chegada à São Paulo moderna em busca do talismã.

De acordo com esse movimento, a arte deve valer-se dos métodos científicos de observação e experimentação no tratamento dos fatos e dos personagens. Tal movimento substitui o estudo do homem abstrato e metafísico pelo do homem sujeito a leis físico-químicas e determinado pela influência do meio. (Afrânio Coutinho. Introdução à literatura no Brasil, 1976. Adaptado. O excerto trata do movimento

A árcade.
B simbolista.
C romântico.
D naturalista.
E modernista.
Texto associado
Leia o trecho de Galvez, Imperador do Acre, de Márcio Souza, para responder à questão: Juno e Flora e outras divindades mitológicas O cabaré não primava pela decoração, mas o ambiente era simples e acolhedor. Era bem conceituado pelos anos de serviços prestados. Uma sala pequena cheia de sofás, algumas mesas redondas de mármore encardido. Meia penumbra. Fomos sentar numa mesa perto da orquestra. A casa começava a esvaziar e estavam apenas os clientes mais renitentes. Duas meninas dançavam um can-can desajeitado e deviam ser paraenses. As duas meninas suavam sem parar. Fomos atendidos por Dona Flora, gorda e oxigenada proprietária que bem poderia ser a deusa Juno. Recebemos as vênias de sempre e Trucco pediu uísque. A música já estava com o andamento de fim de festa e o garçom veio servir nossas bebidas. Trucco perguntou se Lili ainda iria apresentar-se e o garçom respondeu que o número dela era sempre à meia-noite. Havia um ar de familiaridade, e duas polacas vieram sentar em nossa mesa. Afastei a cadeira para elas sentarem e notei que eram bem velhas e machucadas. Decidi dar uma observada no ambiente enquanto Trucco trocava gentilezas com as duas cocottes 1 . (Galvez, Imperador do Acre , 1977.) 1 cocotte: mulher jovem e atraente.

O romance Galvez, Imperador do Acre

A idealiza o passado da conquista do espaço amazônico.
B desmistifica as aventuras e os aventureiros da Amazônia.
C faz uma reconstituição objetiva do passado histórico da Amazônia.
D retrata os aventureiros amazônicos como homens especiais, desinteressados da vida mundana.
E constrói um mito fundador para o povo amazônico, apoiado na miscigenação de brancos e índios.

Derivação regressiva: formação de palavras novas pela redução de uma palavra já existente. A redução se faz mediante supressão de elementos terminais (sufixos, desinências). (Celso Pedro Luft. Gramática resumida, 2004.) Constitui exemplo de palavra formada pelo processo de derivação regressiva o termo sublinhado em:

A “Sabia-se confusamente que a doida tinha sido moça igual às outras no seu tempo remoto” (4° parágrafo)
B “E a boca inflamada, soltando xingamentos, pragas, numa voz rouca.” (3° parágrafo)
C “Os três garotos desceram manhã cedo, para o banho e a pega de passarinho.” (2° parágrafo)
D “A doida habitava um chalé no centro do jardim maltratado.” (1° parágrafo)
E “O sentimento de que a doida carregava uma culpa , que sua própria doidice era uma falta grave” (5° parágrafo)
Texto associado
Leia os textos para responder à questão. Texto I Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil. – Dessa vez, disse ele, vais para Europa; vais cursar uma universidade, provavelmente Coimbra; quero-te para homem sério e não para arruador e gatuno. E como eu fizesse um gesto de espanto: — Gatuno, sim senhor; não é outra cousa um filho que me faz isto... (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas ) Texto II Ela deixou um bilhete, dizendo que ia sair fora Levou meu coração, alguns CDs e o meu livro mais da hora Mas eu não sei qual a razão, não entendi por que ela foi embora E eu fiquei pensando em como foi e qual vai ser agora É que pena, pra mim tava tão bom aqui Com a nega mais teimosa e a mais linda que eu já vi Dividindo o edredom e o filminho na TV Chocolate quente e meus olhar era só pro cê Mas cê não quis, eu era mó feliz e nem sabia Beijinho de caramelo que recheava meus dia (Luccas Carlos, Bilhete 2.0 [fragmento]. Em: https://www.letras.mus.br)

No poema, o uso reiterado das aspas tem a intenção de

A amenizar o sentido expresso pelos vocábulos, que originalmente remeteriam a termos notadamente degradantes.
B indicar o sentido objetivo dos vocábulos, de forma a negar que a violência tenha causado tantas vítimas.
C intensificar o sentido expresso pelos vocábulos, que sugerem o descontrole emocional das pessoas consigo mesmas.
D negar o sentido literal dos vocábulos, sugerindo, com viés irônico, que as pessoas foram vítimas da violência.
E indicar o sentido conotativo dos vocábulos, sugerindo que existe exagero ao se referir à violência contra as pessoas.

Ao falar sobre o impacto da tecnologia no campo da aprendizagem, Costa da Costa pondera que a nova geração

A poderá ter prejuízos severos na memória, mas ainda é cedo para falar sobre eles, já que a geração dele continua tendo dificuldades de entender as inovações.
B mantém os mesmos padrões das gerações antigas ao tratar as informações, o que indica que não houve prejuízo à memória das pessoas.
C tende a juntar fragmentos de informações em uma base de tempo aleatória, o que deixa claro os prejuízos que houve à memória dessa geração.
D desenvolveu uma forma diferente de tratar as informações, o que pode ser estranho para as gerações mais antigas, mas pode ser produtivo para a atual.
E desenvolveu percepções equivocadas de tratamento das informações, o que é prejudicial à sociedade, que ainda tem dificuldade de entender as mudanças.