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Homem, de 55 anos, com miocardiopatia chagásica com fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 25%, entra em serviço de emergência por sensação de pré-síncope e intensa fadiga. Faz restrição hídrica e tratamento farmacológico otimizado para insuficiência cardíaca, com boa aderência terapêutica. Pressão arterial: 95 x 55 mmHg; frequência cardíaca: 88 bpm. Pulsos filiformes, tempo de enchimento capilar de 4 segundos. Ausculta pulmonar normal e ausência de edema de membros inferiores. Assinale a alternativa que apresenta a conduta inicial correta.

A Noradrenalina + dobutamina + manutenção do betabloqueador.
B Dobutamina + suspensão do betabloqueador.
C Dobutamina + redução de 50% da dose do betabloqueador.
D Noradrenalina + levosimendana + manutenção do carvedilol.
E Noradrenalina + dobutamina + redução de 50% da dose do carvedilol.

Criança de 4 anos, sexo masculino, 19 kg, é levada ao pronto atendimento, pois ingeriu acidentalmente 10 comprimidos de paracetamol de 500 mg, a mãe refere que a ingestão foi há cerca de 2 horas. A criança encontra-se em bom estado geral e sem sintomas, exceto por discreta sonolência. Sobre a intoxicação exógena por paracetamol na pediatria, é correto afirmar:

A é indicada administração de N-acetilcisteína, de preferência nas primeiras 8 horas da ingestão.
B a dose tóxica é definida por ingestão acima de 80 mg/kg.
C o paciente está assintomático, por isso devem ser coletados exames e deve ser feita observação clínica.
D estes casos cursam com falência hepática em até 24 horas após a ingestão.
E este é um caso confirmado de negligência, e as autoridades devem ser acionadas para proteção da criança.

Paciente do sexo masculino, 67 anos, no pós-operatório de colectomia total com ileostomia terminal, evolui com débito estomal de aproximadamente 1 litro por dia. Apresenta sinais de desidratação e distúrbios eletrolíticos. Foi iniciada loperamida via oral como parte do manejo clínico. Com relação ao mecanismo de ação da loperamida, é correto afirmar que

A atua como antagonista dos receptores serotoninérgicos 5-HT3, inibindo secreção entérica.
B reduz a secreção colônica por bloqueio dos canais de cloro na mucosa intestinal.
C age como inibidor da enzima acetilcolinesterase, aumentando o tônus do esfíncter anal.
D bloqueia os canais de cálcio da musculatura lisa intestinal, promovendo relaxamento e absorção.
E estimula os receptores opioides ? periféricos, diminuindo o peristaltismo intestinal.

A asfixia perinatal é uma doença grave, que acomete entre 1 e 6 bebês a cada mil nascidos vivos em países desenvolvidos, representando a terceira causa mais comum de morte neonatal no mundo, estimada em 23%. O acometimento é multissistêmico e se destaca pelo comprometimento neurológico denominado encefalopatia hipóxico-isquêmica. O comprometimento neurológico clinicamente manifesta-se por convulsões neonatais. Qual o tratamento de primeira escolha para as convulsões?

A Morfina.
B Diazepan.
C Fenitoína.
D Fenobarbital sódico.
E Ácido valproico.

Paciente de 50 anos de idade, com diagnóstico de câncer de mama, recorrente e metastático, em cuidados paliativos exclusivos, apresenta anorexia e caquexia, e a família está muito angustiada com a baixa aceitação alimentar. A paciente refere que não consegue “fazer a digestão”, ficando rapidamente com a sensação de plenitude, por isso não se alimenta com maiores volumes. Nesse caso, há indicação de

A benzodiazepínicos, olanzapina.
B metoclopramida, olanzapina, dexametasona.
C sonda nasoenteral.
D gastrostomia.
E escopolamina, dexametasona.

O mecanismo de ação dos agentes alquilantes é

A inibição de folato.
B inibição de pirimidinas.
C inibição de microtúbulos, bloqueando a polimerização ou despolimerização deles.
D inibição da síntese do DNA.
E lesão direta ao DNA, promovendo a ligação cruzada inter e intra-fita de DNA.

Mulher de 35 anos, com diagnóstico de epilepsia do lobo temporal há 5 anos, controlada previamente com carbamazepina 600 mg/dia, relata aumento recente na frequência das crises parciais complexas. Nega uso irregular da medicação. Exames laboratoriais revelam níveis séricos dentro da faixa terapêutica da carbamazepina. A paciente refere ainda sonolência excessiva, dificuldade de concentração e episódios de diplopia. Como a monoterapia parece insuficiente, cogita-se associação com outro fármaco. Considerando o perfil farmacológico da carbamazepina e os potenciais riscos de interações medicamentosas, assinale a alternativa que apresenta a melhor estratégia de associação antiepiléptica, com menor risco de interação farmacocinética relevante e boa tolerabilidade.

A Substituir carbamazepina por lamotrigina, iniciando dose alta devido ao metabolismo indutor prévio.
B Associar levetiracetam, que possui metabolismo independente do citocromo P450 e baixo risco de interação.
C Associar fenitoína, por ter efeito sinérgico e metabolismo semelhante, com risco mínimo de interação.
D Associar valproato, que aumenta os níveis da carbamazepina epóxido e pode potencializar efeitos adversos.
E Associar fenobarbital, pois é eficaz, barato e potencializa o efeito da carbamazepina sem aumentar toxicidade.
Texto associado
Paciente de 55 anos de idade, sexo feminino, compareceu ao atendimento médico com astenia e fadiga, além de rigidez articular matinal que dura mais de uma hora para passar. Ao exame físico apresenta dor e edema de todas as metacarpofangianas, punhos e duas metatarsofalangeanas, além de nódulo subcutâneo. Radiografia de mãos prévia mostra redução do espaço articular e erosão óssea.

Acerca do caso clínico apresentado, julgue o item subsecutivo. O tratamento de primeira linha a ser realizado inicialmente consiste na administração de anti-inflamatórios não esteroidais associados à corticoterapia.

A Certo
B Errado
Texto associado
Paciente de 55 anos de idade, sexo feminino, compareceu ao atendimento médico com astenia e fadiga, além de rigidez articular matinal que dura mais de uma hora para passar. Ao exame físico apresenta dor e edema de todas as metacarpofangianas, punhos e duas metatarsofalangeanas, além de nódulo subcutâneo. Radiografia de mãos prévia mostra redução do espaço articular e erosão óssea.

Acerca do caso clínico apresentado, julgue o item subsecutivo. O uso de prednisona em dose maior que 5 mg/dia ou equivalente em associação a drogas antireumáticas modificadoras da doença (DMARDs) como requisito para que haja remissão ou atividade baixa de doença após 3-6 meses de tratamento configura resistência à terapia sintética convencional.

A Certo
B Errado