Atenção : Considere a entrevista abaixo para responder às questões de números 6 a 10.
1. La Lettre − O centésimo aniversário de Claude Lévi-Strauss e a grande atenção que suscita revelam a posição excepcional que ocupa o autor de Tristes trópicos, uma das grandes figuras do pensamento do século XX. Qual é o papel de Lévi-Strauss?
2. Eduardo Viveiros de Castro − Lévi-Strauss é um intelectual que excede amplamente o quadro de sua disciplina, embora tenha sempre se preocupado em só falar como antropólogo. Lévi-Strauss é uma referência de seu tempo.
3. La Lettre − Tristes trópicos se apresenta como um testemunho nostálgico de um mundo que está em via de desaparecer, uma vez que a assim chamada civilização destrói a diversidade cultural e os biótopos.
4. Eduardo Viveiros de Castro − Lévi-Strauss parece pensar que a espécie está vivendo seus últimos séculos, visto que causa danos irreversíveis ao meio ambiente. Nossa espécie já enfrentou situações piores. Contudo, há motivo para inquietação. Como gerir a expansão demográfica neste momento em que a superpopulação oferece um perigo para nós mesmos? Talvez estejamos diante de um impasse antropológico, que é também biológico. A distinção entre natureza e cultura se apagou: se havia dúvida sobre o fato de essas duas "ordens" estarem imbricadas, agora não há mais. Vemos que a cultura é uma força natural, e que a natureza está envolvida em redes culturais. Portanto, é absurdo tentar distingui-las.
Talvez sejamos a única espécie em risco de se extinguir sabendo disso de antemão. Concomitantemente, no campo da ficção científica vai se desenvolvendo todo um imaginário em torno da salvação da espécie. A ficção científica é a metafísica popular do nosso tempo, nossa nova mitologia.
Lévi-Strauss insistia na convergência entre o pensamento selvagem e a vanguarda da ciência. Parece que o mais primitivo e o mais avançado se juntam desde o auge da modernidade.
(Trecho adaptado de entrevista com Eduardo Viveiros de Castro. Disponível em: www.scielo.br )
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Texto associado
O verbo em destaque deve sua flexão ao termo sublinhado em:
Texto associado
TEXTO 1
Fonte: https://jornalggn.com.br/sites/default/files/admin/armandinho-saudade.png. Acesso em: 30 abr. 2019.
Fonte: https://jornalggn.com.br/sites/default/files/admin/armandinho-saudade.png. Acesso em: 30 abr. 2019.
Os verbos “era”, “passava”, “ardia” e
“doía”, empregados no Texto 1, estão,
respectivamente, conjugados no:
Texto associado
Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 10.
A obra de arte genial dribla de algum modo o efeito debilitador da passagem do tempo e adquire o poder de dizer coisas novas a sucessivas gerações de apreciadores. As grandes obras da ciência, como os tratados hipocráticos, foram criações que marcaram época, mas que a passagem do tempo reduziu à condição de peça de antiquário. Com a arte é diferente.
A obra de arte genial transcende sua época. Mas ela é fruto de uma época. O trabalho do artista inevitavelmente reflete os valores de uma época - ou aquilo que os alemães denominam "zeitgeist", o espírito definidor de um período histórico particular.
Duzentos e cinquenta anos nos separam do nascimento de Mozart. Os seus 36 anos de intensa atividade musical transcorreram no século XVIII. Sua morte, em 1791, praticamente coincide com o desfecho dramático do século das luzes que foi a Revolução Francesa.
De tempos em tempos, surgem artistas que não se contentam em fazer escolhas dentro dos marcos definidos pelos adeptos de uma tradição estética − colegas, críticos e o público −, mas almejam ir além e escolher por si mesmos as regras do fazer criativo.
Em sua formação musical Mozart assimilou desde cedo, sob a rigorosa tutela do pai, a tradição clássica austríaca que tinha em Joseph Haydn a sua mais consumada expressão. Na juventude, Mozart se empenhou com extraordinário afinco ao desafio de dominar essa tradição.
Seu reconhecimento definitivo veio do próprio Haydn que, em comentário feito ao pai de Mozart, afirmou: "seu filho é o maior compositor de que tenho conhecimento". Seria difícil pedir mais.
Mozart não foi um revolucionário, como Beethoven. Ele jamais se propôs a subverter os marcos da tradição na qual se fez músico. O que é assombroso constatar é que Mozart conquistou a expansão de um potencial criativo sem que precisasse abdicar de uma estrita adesão ao rigor formal clássico.
Não seria descabido especular que o peso esmagador do seu gênio tenha contribuído para impelir Beethoven a embarcar na aventura radical da ruptura romântica. Pois se é verdade, como dizia Marx, que "a tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos", o que dizer de uma tradição na qual floresce um Mozart?
Como entender a gênese de um gênio da estatura de Mozart? A imagem da criança prodígio, que aos oito anos arrebatou ao piano as cortes de Londres e Versailles, pode sugerir pistas enganosas - a ideia de dons sobrenaturais ou talentos geneticamente determinados.
Como pondera o biólogo Edward Wilson, "não existe um gene para tocar bem piano. O que há é uma ampla conjunção de genes cujos efeitos favorecem destreza manual, criatividade, expressão emotiva, foco, espectro de atenção e controle de tom, ritmo e timbre. Essa conjunção também torna a criança bem-dotada propensa a tirar proveito da oportunidade certa na hora certa". Mozart foi um prodígio que se fez gênio. O seu caminho de criança prodígio a gênio maduro revela o acerto do verso de Hesíodo: "Ante os portais da excelência, os altos deuses puseram o suor".
O surgimento de um Mozart, em suma, pode ser entendido como o efeito da convergência, estatisticamente improvável, de um grande número de circunstâncias felizes: excepcional dotação genética; a fortuna de uma educação exigente numa esplêndida tradição musical; a convivência com modelos inspiradores; um clima cultural propício e uma energia pessoal vulcânica ligada a um não menos generoso impulso criador. Acidentes felizes acontecem.
Mozart certamente não tem a profundidade emotiva de Beethoven. Nem por isso, contudo, é menor que ele. Na obra de Mozart sentimos pulsar a crença na possibilidade de existência de uma ordem cósmica que nos transcende. Alguma coisa além da nossa capacidade de compreensão, mas que nos é facultado entrever ou intuir no contato com a música. Que o ânimo luminoso dessa arte esteja conosco na difícil jornada que o século 21 prenuncia.
(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. O elogio do vira-lata . São Paulo: Cia. das Letras, 2018, edição digital.)
A obra de arte genial dribla de algum modo o efeito debilitador da passagem do tempo e adquire o poder de dizer coisas novas a sucessivas gerações de apreciadores. As grandes obras da ciência, como os tratados hipocráticos, foram criações que marcaram época, mas que a passagem do tempo reduziu à condição de peça de antiquário. Com a arte é diferente.
A obra de arte genial transcende sua época. Mas ela é fruto de uma época. O trabalho do artista inevitavelmente reflete os valores de uma época - ou aquilo que os alemães denominam "zeitgeist", o espírito definidor de um período histórico particular.
Duzentos e cinquenta anos nos separam do nascimento de Mozart. Os seus 36 anos de intensa atividade musical transcorreram no século XVIII. Sua morte, em 1791, praticamente coincide com o desfecho dramático do século das luzes que foi a Revolução Francesa.
De tempos em tempos, surgem artistas que não se contentam em fazer escolhas dentro dos marcos definidos pelos adeptos de uma tradição estética − colegas, críticos e o público −, mas almejam ir além e escolher por si mesmos as regras do fazer criativo.
Em sua formação musical Mozart assimilou desde cedo, sob a rigorosa tutela do pai, a tradição clássica austríaca que tinha em Joseph Haydn a sua mais consumada expressão. Na juventude, Mozart se empenhou com extraordinário afinco ao desafio de dominar essa tradição.
Seu reconhecimento definitivo veio do próprio Haydn que, em comentário feito ao pai de Mozart, afirmou: "seu filho é o maior compositor de que tenho conhecimento". Seria difícil pedir mais.
Mozart não foi um revolucionário, como Beethoven. Ele jamais se propôs a subverter os marcos da tradição na qual se fez músico. O que é assombroso constatar é que Mozart conquistou a expansão de um potencial criativo sem que precisasse abdicar de uma estrita adesão ao rigor formal clássico.
Não seria descabido especular que o peso esmagador do seu gênio tenha contribuído para impelir Beethoven a embarcar na aventura radical da ruptura romântica. Pois se é verdade, como dizia Marx, que "a tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos", o que dizer de uma tradição na qual floresce um Mozart?
Como entender a gênese de um gênio da estatura de Mozart? A imagem da criança prodígio, que aos oito anos arrebatou ao piano as cortes de Londres e Versailles, pode sugerir pistas enganosas - a ideia de dons sobrenaturais ou talentos geneticamente determinados.
Como pondera o biólogo Edward Wilson, "não existe um gene para tocar bem piano. O que há é uma ampla conjunção de genes cujos efeitos favorecem destreza manual, criatividade, expressão emotiva, foco, espectro de atenção e controle de tom, ritmo e timbre. Essa conjunção também torna a criança bem-dotada propensa a tirar proveito da oportunidade certa na hora certa". Mozart foi um prodígio que se fez gênio. O seu caminho de criança prodígio a gênio maduro revela o acerto do verso de Hesíodo: "Ante os portais da excelência, os altos deuses puseram o suor".
O surgimento de um Mozart, em suma, pode ser entendido como o efeito da convergência, estatisticamente improvável, de um grande número de circunstâncias felizes: excepcional dotação genética; a fortuna de uma educação exigente numa esplêndida tradição musical; a convivência com modelos inspiradores; um clima cultural propício e uma energia pessoal vulcânica ligada a um não menos generoso impulso criador. Acidentes felizes acontecem.
Mozart certamente não tem a profundidade emotiva de Beethoven. Nem por isso, contudo, é menor que ele. Na obra de Mozart sentimos pulsar a crença na possibilidade de existência de uma ordem cósmica que nos transcende. Alguma coisa além da nossa capacidade de compreensão, mas que nos é facultado entrever ou intuir no contato com a música. Que o ânimo luminoso dessa arte esteja conosco na difícil jornada que o século 21 prenuncia.
(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. O elogio do vira-lata . São Paulo: Cia. das Letras, 2018, edição digital.)
O verbo em destaque deve sua flexão ao termo sublinhado em:
Encontramos correspondência correta entre as formas verbais na frase:
... que faz com que os estúdios apostem em histórias já testadas e aprovadas por leitores.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o sublinhado acima encontra-se em:
Texto associado
SOLIDÃO INTERATIVA
Ronaldo Coelho Teixeira
A primeira vez que vi esse termo foi por
meio de um jeca superjóia: Juraildes da Cruz.
Tocantino de Aurora, radicado em Goiânia, Goiás
e um dos maiores compositores contemporâneos
brasileiros. Não seria pra menos! Afinal, foi ele
quem criou o hit que Genésio Tocantins espalhou
pelo Brasil por meio do Domingão do Faustão, na
TV Globo, em 1999. “Nóis é jeca, mas é joia”, aquele
da farinhada, feita da mandioca, da macaxeira ou
do aipim, a depender da região brasileira. Sacada
de mestre, de quem está sempre antenado ao
mundo e aos seus. Juraíldes da Cruz em sua letra,
visionária – como tudo o que os gênios, as antenas
da raça fazem – já arrepiava: “Tiro o bicho de pé
com canivete, mas já tô na internet”. E isso quando
a www ainda engatinhava.
Mas com esse achado que agora evoco aqui,
o artista quer mesmo é alertar para o mau uso
das tecnologias, sobre coisas que o homem cria,
mas que geralmente acaba escravo delas. Solidão
interativa foi cunhado pelo sociólogo francês
Dominique Wolton. Em sua tese, o autor alerta
quanto ao cuidado para com o uso da internet,
principalmente das redes sociais, chamando
a atenção para um detalhe vital no avanço das
tecnologias de comunicação: não importam formas
e meios de expressão, a comunicação humana não
foi, não é e nunca será algo tão simples, sempre vai
conter grandeza e dificuldade.
Wolton justifica-se dizendo que a internet é
incrível para a comunicação entre pessoas e
grupos que tenham os mesmos interesses, mas
está longe de ser uma ferramenta de comunicação
de coesão entre pessoas e grupos diferentes. E
que por isso, a internet não é uma mídia, mas um
sistema de comunicação comunitário. Ele prova
isso afirmando que podemos passar horas, dias na
internet e sermos incapazes de ter uma verdadeira
relação humana com quer que seja.
A solidão interativa grassa nas redes sociais,
especialmente no facebook. São fotos e fotos
postadas – a maioria – forjando uma felicidade
quando, na verdade, é tudo fake. As mais usuais
são aquelas em que o autor se autofotografa – as
famosas selfies – e sai espalhando-as de um dia
para o outro, quando não, de uma hora para outra.
Tem as gastronômicas. Aquelas em que o autor
antes de comer um prato ou uma iguaria especial,
fotografa e já a lança na rede como a dizer que está
podendo. Mas aquela comidinha do dia a dia, a
da vida real, ele jamais vai postar. Ovo frito? Nem
pensar! E aquelas dos momentos felizes? Sim, tem
gente que acha que os seus instantes de lazer e
diversão têm que, obrigatoriamente, ser vistos
por todos. E lá vai um post ao lado do namorado
ou namorada, dos amigos, geralmente com ares
de forçação de barra. Porque a gaiola do tempo,
forjada por nós mesmos, só pode ser aberta pela
chave da felicidade plena.
E tem aquela que é emblemática: a mensagem
em que o internauta revela o status do seu
sentimento. Mas o ápice da solidão interativa está
naquela figura que posta alguma coisa e ela mesma
vai lá e a curte. De dar dó, não?
Temos milhares de ‘amigos’ nessa cornucópia
virtual. Nessa Caixa de Pandora do Século XXI,
eis-nos diante de uma incoerente quimera: o
autoengano. [...]
O autoengano é peça-chave para a nossa
sobrevivência. Mentimos – a partir dos dois meses de
idade – não só para os outros, mas, principalmente,
para nós mesmos. Mesmo protegidos na redoma da
interatividade, continuamos sós, ali, onde apenas
a solidão nos alcança. Enquanto teclamos a torto
e a direito, sugerindo que estamos sempre ON, a
vida verdadeira continua OFF. E nunca nos damos
conta de que, no fim, toda a solidão que nos rodeia,
essa sim, é real. Porque bytes, bits e pixels não
transmitem calor. E o verbo sem o hálito quente é
apenas palavra morta.
Adaptado de:< http://lounge.obviousmag.org/espantalho_lirico/
2016/08/solidao-interativa.html >.
Ronaldo Coelho Teixeira
A primeira vez que vi esse termo foi por
meio de um jeca superjóia: Juraildes da Cruz.
Tocantino de Aurora, radicado em Goiânia, Goiás
e um dos maiores compositores contemporâneos
brasileiros. Não seria pra menos! Afinal, foi ele
quem criou o hit que Genésio Tocantins espalhou
pelo Brasil por meio do Domingão do Faustão, na
TV Globo, em 1999. “Nóis é jeca, mas é joia”, aquele
da farinhada, feita da mandioca, da macaxeira ou
do aipim, a depender da região brasileira. Sacada
de mestre, de quem está sempre antenado ao
mundo e aos seus. Juraíldes da Cruz em sua letra,
visionária – como tudo o que os gênios, as antenas
da raça fazem – já arrepiava: “Tiro o bicho de pé
com canivete, mas já tô na internet”. E isso quando
a www ainda engatinhava.
Mas com esse achado que agora evoco aqui,
o artista quer mesmo é alertar para o mau uso
das tecnologias, sobre coisas que o homem cria,
mas que geralmente acaba escravo delas. Solidão
interativa foi cunhado pelo sociólogo francês
Dominique Wolton. Em sua tese, o autor alerta
quanto ao cuidado para com o uso da internet,
principalmente das redes sociais, chamando
a atenção para um detalhe vital no avanço das
tecnologias de comunicação: não importam formas
e meios de expressão, a comunicação humana não
foi, não é e nunca será algo tão simples, sempre vai
conter grandeza e dificuldade.
Wolton justifica-se dizendo que a internet é
incrível para a comunicação entre pessoas e
grupos que tenham os mesmos interesses, mas
está longe de ser uma ferramenta de comunicação
de coesão entre pessoas e grupos diferentes. E
que por isso, a internet não é uma mídia, mas um
sistema de comunicação comunitário. Ele prova
isso afirmando que podemos passar horas, dias na
internet e sermos incapazes de ter uma verdadeira
relação humana com quer que seja.
A solidão interativa grassa nas redes sociais,
especialmente no facebook. São fotos e fotos
postadas – a maioria – forjando uma felicidade
quando, na verdade, é tudo fake. As mais usuais
são aquelas em que o autor se autofotografa – as
famosas selfies – e sai espalhando-as de um dia
para o outro, quando não, de uma hora para outra.
Tem as gastronômicas. Aquelas em que o autor
antes de comer um prato ou uma iguaria especial,
fotografa e já a lança na rede como a dizer que está
podendo. Mas aquela comidinha do dia a dia, a
da vida real, ele jamais vai postar. Ovo frito? Nem
pensar! E aquelas dos momentos felizes? Sim, tem
gente que acha que os seus instantes de lazer e
diversão têm que, obrigatoriamente, ser vistos
por todos. E lá vai um post ao lado do namorado
ou namorada, dos amigos, geralmente com ares
de forçação de barra. Porque a gaiola do tempo,
forjada por nós mesmos, só pode ser aberta pela
chave da felicidade plena.
E tem aquela que é emblemática: a mensagem
em que o internauta revela o status do seu
sentimento. Mas o ápice da solidão interativa está
naquela figura que posta alguma coisa e ela mesma
vai lá e a curte. De dar dó, não?
Temos milhares de ‘amigos’ nessa cornucópia
virtual. Nessa Caixa de Pandora do Século XXI,
eis-nos diante de uma incoerente quimera: o
autoengano. [...]
O autoengano é peça-chave para a nossa
sobrevivência. Mentimos – a partir dos dois meses de
idade – não só para os outros, mas, principalmente,
para nós mesmos. Mesmo protegidos na redoma da
interatividade, continuamos sós, ali, onde apenas
a solidão nos alcança. Enquanto teclamos a torto
e a direito, sugerindo que estamos sempre ON, a
vida verdadeira continua OFF. E nunca nos damos
conta de que, no fim, toda a solidão que nos rodeia,
essa sim, é real. Porque bytes, bits e pixels não
transmitem calor. E o verbo sem o hálito quente é
apenas palavra morta.
Adaptado de:< http://lounge.obviousmag.org/espantalho_lirico/
2016/08/solidao-interativa.html >.
Em relação aos verbos destacados a seguir,
assinale a alternativa correta.
Texto associado
Para
responder às questões
de 1 a 5 , leia o texto abaixo.
Investigação da Fifa vê indícios de
irregularidades cometidas por
Blatter
Em outubro de
2011, funcionários foram
premiados com US$ 14 milhões em bônus para a
Copa do Mundo 2014
Investigação interna feita pela
Federação
Internacional de Futebol informa ter
encontrado evidências de violações cometidas
pelo ex-presidente da entidade, Joseph
Blatter, e pelos ex-secretários gerais
Jérôme Valcke e Markus Kattner. Segundo a
Fifa, por meio de aumentos salariais, bônus
e incentivos, os três enriqueceram em mais
de US$ 79 milhões em apenas cinco
anos.
Por meio de
nota, a Fifa divulgou os
resultados, que são ainda preliminares. De
acordo com um dos investigadores do caso,
Quinn Emanuel, foram aprovadas alterações
contratuais problemáticas em favor de
Blatter, Kattner e Valcke. "Essas alterações
resultaram em pagamentos maciços, no valor
de dezenas de milhões de dólares, para os
ex-funcionários na forma de salários e bônus
entre os anos de 2011 e 2015", disse
Emanuel, por meio de nota.
Enriquecimento
Segundo ele, há documentos e provas
revelando "um esforço coordenado por três
altos funcionários da Fifa para enriquecer
através de aumentos anuais de salário e
bônus da Copa do Mundo, bem como o pagamento
de indenizações indevidas." Em apenas uma
das operações citadas pelos investigadores,
os três teriam recebido, em 2010, US$ 23
milhões em bônus especiais para a Copa
daquele ano, realizada na África do Sul. De
acordo com a nota da Fifa, foram atribuídos
efeitos retroativos a esses prêmios quatro
meses após a conclusão da Copa,
"aparentemente, sem uma cláusula contratual
subjacente estipulando tais bônus".
Em outubro de 2011, Valcke e
Kattner foram
premiados novamente com um combinado de US$
14 milhões em bônus para a Copa do Mundo
2014 e em junho de 2014 receberam outros US$
15,5 milhões em bônus para a Copa do Mundo
de 2018, na Rússia.
(http://www.administradores.com.br/)
responder às questões
de 1 a 5 , leia o texto abaixo.
Investigação da Fifa vê indícios de
irregularidades cometidas por
Blatter
Em outubro de
2011, funcionários foram
premiados com US$ 14 milhões em bônus para a
Copa do Mundo 2014
Investigação interna feita pela
Federação
Internacional de Futebol informa ter
encontrado evidências de violações cometidas
pelo ex-presidente da entidade, Joseph
Blatter, e pelos ex-secretários gerais
Jérôme Valcke e Markus Kattner. Segundo a
Fifa, por meio de aumentos salariais, bônus
e incentivos, os três enriqueceram em mais
de US$ 79 milhões em apenas cinco
anos.
Por meio de
nota, a Fifa divulgou os
resultados, que são ainda preliminares. De
acordo com um dos investigadores do caso,
Quinn Emanuel, foram aprovadas alterações
contratuais problemáticas em favor de
Blatter, Kattner e Valcke. "Essas alterações
resultaram em pagamentos maciços, no valor
de dezenas de milhões de dólares, para os
ex-funcionários na forma de salários e bônus
entre os anos de 2011 e 2015", disse
Emanuel, por meio de nota.
Enriquecimento
Segundo ele, há documentos e provas
revelando "um esforço coordenado por três
altos funcionários da Fifa para enriquecer
através de aumentos anuais de salário e
bônus da Copa do Mundo, bem como o pagamento
de indenizações indevidas." Em apenas uma
das operações citadas pelos investigadores,
os três teriam recebido, em 2010, US$ 23
milhões em bônus especiais para a Copa
daquele ano, realizada na África do Sul. De
acordo com a nota da Fifa, foram atribuídos
efeitos retroativos a esses prêmios quatro
meses após a conclusão da Copa,
"aparentemente, sem uma cláusula contratual
subjacente estipulando tais bônus".
Em outubro de 2011, Valcke e
Kattner foram
premiados novamente com um combinado de US$
14 milhões em bônus para a Copa do Mundo
2014 e em junho de 2014 receberam outros US$
15,5 milhões em bônus para a Copa do Mundo
de 2018, na Rússia.
(http://www.administradores.com.br/)
Veja:
“Em apenas uma das operações citadas pelos investigadores, os três teriam recebido, em 2010, US$ 23 milhões em bônus especiais para a Copa daquele ano, realizada na África do Sul.”
Sobre o trecho, assinale a afirmação correta.
Texto associado
Para responder às questões 7 e 8 , utilize a lista de formas verbais abaixo, retiradas da tirinha.
(digofreitas.com)
sabe
pode
estava
fazer
pensando
acha
sou
quero
(digofreitas.com)
sabe
pode
estava
fazer
pensando
acha
sou
quero
Quantas dessas formas verbais pertencem a verbos da 1ª, da 2ª e da 3ª conjugação, respectivamente?
Texto associado
Considere o texto abaixo para responder às questões de números 12 a 17.
Uma pesquisa feita em uma universidade mostrou que cães têm a capacidade de distinguir palavras de um vocabulário e captar a entonação da fala dos donos usando regiões cerebrais semelhantes àquelas usadas por seres humanos.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores mediram a atividade do cérebro dos cães em aparelhos de ressonância magnética. Eles ouviam então gravações de vozes de seus donos ou treinadores usando várias combinações de vocabulário e entonação, ou elogiando ou de modo neutro.
"A imagem por ressonância magnética fornece um método inofensivo de medição de que os cães gostam", diz a coautora do estudo.
Independentemente da entonação, cães reconheceram cada palavra como algo distinto e o fizeram de uma forma similar aos seres humanos, usando o lado esquerdo do cérebro.
Os pesquisadores descobriram ainda que os cães processam a entonação separadamente do vocabulário, nas regiões auditivas no lado direito do cérebro, o que também acontece com humanos.
Os pesquisadores observaram que o elogio ativa o "centro de recompensa" do cérebro dos cães – a região que responde a estímulos de prazer. Mas o centro de recompensa só era ativado quando o cão ouvia palavras de louvor com entonação adequada.
Isso mostra que, para os cães, um elogio pode funcionar como recompensa, mas funciona melhor ainda se as palavras e a entonação baterem. Ou seja, os animais não só separam o que dizemos e como dizemos, mas também podem combinar os dois para uma melhor interpretação do que aquelas palavras realmente querem dizer.
Os resultados indicam que os mecanismos neurais para processar palavras evoluíram bem antes do que se imaginava. "O que torna as palavras singularmente humanas não é a capacidade neural para processá-las", dizem os autores. Seres humanos são únicos na sua capacidade de inventar palavras.
(Adaptado de: NETO, Ricardo Bonalume. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia)
Uma pesquisa feita em uma universidade mostrou que cães têm a capacidade de distinguir palavras de um vocabulário e captar a entonação da fala dos donos usando regiões cerebrais semelhantes àquelas usadas por seres humanos.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores mediram a atividade do cérebro dos cães em aparelhos de ressonância magnética. Eles ouviam então gravações de vozes de seus donos ou treinadores usando várias combinações de vocabulário e entonação, ou elogiando ou de modo neutro.
"A imagem por ressonância magnética fornece um método inofensivo de medição de que os cães gostam", diz a coautora do estudo.
Independentemente da entonação, cães reconheceram cada palavra como algo distinto e o fizeram de uma forma similar aos seres humanos, usando o lado esquerdo do cérebro.
Os pesquisadores descobriram ainda que os cães processam a entonação separadamente do vocabulário, nas regiões auditivas no lado direito do cérebro, o que também acontece com humanos.
Os pesquisadores observaram que o elogio ativa o "centro de recompensa" do cérebro dos cães – a região que responde a estímulos de prazer. Mas o centro de recompensa só era ativado quando o cão ouvia palavras de louvor com entonação adequada.
Isso mostra que, para os cães, um elogio pode funcionar como recompensa, mas funciona melhor ainda se as palavras e a entonação baterem. Ou seja, os animais não só separam o que dizemos e como dizemos, mas também podem combinar os dois para uma melhor interpretação do que aquelas palavras realmente querem dizer.
Os resultados indicam que os mecanismos neurais para processar palavras evoluíram bem antes do que se imaginava. "O que torna as palavras singularmente humanas não é a capacidade neural para processá-las", dizem os autores. Seres humanos são únicos na sua capacidade de inventar palavras.
(Adaptado de: NETO, Ricardo Bonalume. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia)