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Leia o texto a seguir: Inteligência artificial consegue decifrar o que dizem textos de papiros históricos Com uma nova técnica, a inteligência artificial ajudou a decifrar papiros e mais textos antigos. Para que uma inteligência artificial (IA) seja usada para determinada função, ela é treinada, por meio de experiências, para que as máquinas adquiram conhecimentos e possam se adaptar às condições e desempenhar tarefas como os seres humanos. Seu uso pode ser infinito e nos mais variados campos. Como por exemplo, essa inteligência artificial que conseguiu decifrar o que dizem os textos de papiros históricos. Isso é algo que revoluciona todo o setor e traz vários dados inéditos sobre o passado. Com essa inteligência artificial, os especialistas foram capazes de decifrar os papiros de Herculano que foram queimados durante a erupção do Vesúvio em 79 d.C. Além desse feito, outras coisas que puderam ser decifradas por essa tecnologia foram o grande arquivo a respeito dos reinados de 27 reis coreanos, que viveram entre os séculos XIV e XX, e as tabuinhas de Creta, esculpidas com uma escrita complexa chamada “Linear B”. No caso dos papiros de Herculano, uma técnica de desenrolamento virtual foi criada. Ela consegue escanear os papiros, através de uma tomografia de raios X, e mapear cada camada. Depois que isso é feito, essa técnica o desenrola em uma imagem plana. A IA vem para fazer a distinção da tinta com a base de carbono, que é invisível nas digitalizações porque tem a mesma densidade do papiro. É assim que a inteligência artificial ajuda a decifrar essas folhas. Conseguir fazer isso é um grande passo no estudo da história da humanidade. Tanto que, no começo de 2024, três pesquisadores foram premiados com 700 mil dólares por terem conseguido produzir 16 colunas de texto claramente legíveis. Também existiu uma competição internacional nesse tema que foi capaz de desvendar letras, palavras e sentenças inteiras dos textos que foram carbonizados. “Nesse momento você realmente pensa: ‘Agora estou vivenciando algo que constituirá um momento histórico para minha área'”, afirmou Federica Nicolardi, papirologista da Universidade Federico II de Nápoles. A inteligência artificial ter ajudado a decifrar os papiros é uma nova porta para que a leitura de outros textos, antes inacessíveis, também possa acontecer. Alguns exemplos são os que estão escondidos nas encadernações de livros medievais ou nas bandagens envolvendo múmias antigas.

Fonte:https://www.fatosdesconhecidos.com.br/inteligencia-artificial-consegue-decifrar- o-que-dizem-textos-de-papiros-historicos/?fbclid=IwY2xjawHrhCxleHRuA2FlbQIxM QABHQzDWydLSnLeth9FB7XB-xjaek38BWgtmEE2d3uZbFDpn9AxXKWmHkg

A função da linguagem predominante no texto é a:

A metalinguística
B referencial
C conativa
D fática
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Leia o texto a seguir:

Internet virou "campo minado" para crianças e jovens, diz especialista Por Luiz Claudio Ferreira - As crianças já vulnerabilizadas socialmente estão mais suscetíveis a riscos no ambiente digital depois de decisão da empresa Meta de redução das normas de moderação das plataformas. A avaliação é do pesquisador Pedro Hartung, diretor de Políticas e Direitos das Crianças do Instituto Alana.

"A internet aumenta as vulnerabilidades que já existem no ambiente offline", explicou em entrevista à Agência Brasil.

Ele identifica que a internet se transformou em um "campo minado" para crianças e adolescentes. E reitera que, quando as plataformas não são pensadas para sobrepor ou superar essas violências, acabam reforçando e ampliando as desigualdades.

"Crianças negras, periféricas e meninas estão muito mais sujeitas a essas violências no mundo digital não só pela reprodução dessa violência social, mas pelo aumento dessa violência", afirmou Pedro Hartung.

O pesquisador lamenta a falta de participação das grandes empresas em debates, como o que ocorreu nesta semana, em uma audiência pública na Advocacia-Geral da União (AGU) com pesquisadores e representantes da sociedade civil para elencar argumentos sobre o tema.

Ele sublinha que o ano de 2025 marca os 35 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o país se vê em desafi os para enfrentar o que ele chama de "colonialismo digital". E alerta para o fato de que o afrouxamento da moderação das redes Instagram e Facebook, da Meta, por exemplo, eleva a chance de crimes nas redes. "A gente não está falando somente de dimensões ligadas a uma manifestação de uma opinião".

Como saída, ele identifica a necessidade de o Estado aplicar a lei e também da implantação de uma política de educação digital.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista.

Nesta semana, houve uma audiência pública com a participação de pesquisadores e representantes de diferentes áreas da sociedade civil. O governo está recolhendo subsídios e argumentos nesse embate com as plataformas digitais. Mas os representantes das empresas não foram. O que você pensa sobre isso?

Lamentavelmente, as empresas e as plataformas digitais que operam no Brasil não estiveram na audiência. Escolheram não estar e contribuir para o debate com a perspectiva delas, com as informações que elas têm, para a gente criar um espaço de busca de soluções. Sem dúvida alguma, como está agora, não podemos admitir. O Congresso Nacional já vem trabalhando há alguns anos, na verdade, em projetos de lei para clarifi car e detalhar a proteção e a segurança de todos nós, inclusive de crianças no ambiente digital. O STF, recentemente, estava julgando o marco legal da internet, especialmente a constitucionalidade do artigo 19 [que aponta que a empresa somente poderá ser responsabilizada por danos se, após ordem judicial específi ca, não tomar providências]. Agora chegou a vez do Executivo assumir a sua responsabilidade de monitorar e fiscalizar o cumprimento da legislação que já existe e que garante, no caso de crianças e adolescentes, prioridade absoluta na proteção dos seus direitos.

Antes da decisão da Meta de alterar a moderação de conteúdo, as crianças já estavam vulnerabilizadas, certo?

Esse problema de moderação de conteúdo é uma falha da indústria como um todo, de todas as plataformas, de maior ou menor grau. É um verdadeiro campo minado para crianças e adolescentes, de exposição a conteúdos indevidos e muitas vezes ilegais e criminosos.

A internet pode ser mais perigosa para crianças e adolescentes?

O que era ruim vai ficar ainda pior. Porque a Meta, por mais que ela tenha respondido que essas mudanças não chegaram ainda ao Brasil, sem dúvida alguma é uma mensagem do setor e é um posicionamento ideológico dessas empresas do entendimento de que o espaço da internet não teria lei. É uma mensagem muito ruim para todo o setor e, na verdade, para todos nós como sociedade.

Quais são os principais riscos que nossas crianças e adolescentes estão submetidos?

Infelizmente, a internet que hoje a gente utiliza não foi a pensada pelos criadores da rede. Essa internet de hoje representa o verdadeiro campo minado para crianças e adolescentes no mundo, especialmente no Brasil, onde regras protetivas são menos aplicadas pelas mesmas empresas. O que já era ruim vai fi car muito pior. Vai fi car muito semelhante ao Discord, onde não tem uma moderação ativa de conteúdo e abre possibilidades para uma distribuição de informação que pode ser muito prejudicial para a saúde e integridade de crianças e adolescentes. Nós estamos falando aqui, por exemplo, de um crescimento de imagens advindas de violência contra a criança, que podem ser utilizadas, inclusive, para ameaçar crianças e adolescentes. Um crescimento, por exemplo, de cyberbullying, e também a exposição não autorizada da imagem em informações pessoais de crianças e adolescentes, ou conteúdos que ou representam ou são mesmo tratamento cruel e degradante, discurso de ódio, incitação e apologia a crimes.

Então não estamos falando de liberdade de expressão?

Aqui a gente não está falando somente de dimensões ligadas a uma manifestação de uma opinião. A gente está falando aqui de crime muito severo que crianças e adolescentes estão submetidos por uma internet não regulada. Já vi casos de plataformas sem moderação ativa de conteúdo em que cenas advindas de violência pessoal, que a gente chamaria de pornografia infantil e de violência, circulando livremente. A plataforma sem moderação de conteúdo gera muito mais riscos para a violência contra a criança e o adolescente. E os nossos filhos e filhas, netos, sobrinhos, sobrinhas, vão estar muito mais sujeitos a esses perigos e violências.

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2025/01/1054036-internet-viroucampo-minado-para-criancas-e-jovens-diz-especialista.html. Excertos. Acesso em 27/01/2025

A obra utilizada para consultar a grafia correta das palavras é o dicionário. Nesse tipo de obra, a função da linguagem predominante é a:

A fática
B poética
C conativa
D referencial
E metalinguística

Ao ler um texto literário, é fundamental compreender não apenas a trama principal, mas também os sentimentos e intenções dos personagens, o que pode ser evidenciado pelo uso de linguagem figurada e metáforas. Dentre as alternativas abaixo, marque a que melhor explica a função da linguagem figurada nesse contexto.

A Enriquecer a descrição dos cenários.
B Dar um novo significado a expressões comuns.
C Apresentar informações objetivas.
D Expressar emoções de maneira literal.
E Simplificar a compreensão do enredo.

Uma das funções da linguagem é a chamada função metalinguística, que se destina a esclarecer significados do próprio código, ou seja, a língua empregada na mensagem. Assinale a opção que mostra a frase que exemplifica essa função.

A Conheço muitos que não puderam quando deviam, porque não quiseram quando podiam.
B O mistério não é um muro onde a inteligência esbarra, mas um oceano onde ela mergulha.
C O que é uma erva daninha senão uma planta cujas virtudes ainda não foram descobertas?
D Solidão é uma ilha com saudade de barco.
E Enfiar o dedo no anel ou enfiar o anel no dedo, eis um problema difícil.

Assinale a frase que está integralmente construída com linguagem lógica.

A A verdadeira dimensão de um homem vem do modo como ele trata quem não pode fazer nada por ele.
B A vida é um eco. Se você não gosta do que está recebendo, observe o que está emitindo.
C Em boca fechada não entra mosca.
D O silêncio é um texto fácil de ser lido errado.
E Num mundo culto temos uma conduta florida, e num mundo inculto temos discursos floridos.

Entre as funções de linguagem há uma, que se denomina conativa , marcada pelo interesse maior voltado para o receptor da mensagem. Assinale a frase que exemplifica esse tipo de função.

A Aquilo que se cala ainda pode ser dito; mas aquilo que foi dito já não pode ser calado.
B Ações falam mais alto que as palavras.
C Os olhos gritam o que os lábios temem dizer.
D Fale de acordo com o que pensa e aja de acordo com o que fala.
E Comunicação é a arte de ser entendido.

Leia o texto a seguir. "Ninguém está livre de padecer com uma doença grave e você mesmo pode ser o próximo paciente. Ajude-se desde agora, doando as moedas de troco de suas compras, no supermercado ou centro comercial de sua confiança." O argumento utilizado nesse texto

A está baseado em dados e fatos.
B apela para a intimidação do leitor.
C é um argumento de autoridade.
D é afetivo, apelando para a bondade do receptor.
E está fundamentado em valores sociais.
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Quando no decênio final do século XVI, os Países Baixos consolidaram militarmente na Europa sua independência da Espanha, a ofensiva batava desdobrou-se em ofensiva ultramarina visando à destruição das bases coloniais da riqueza e do poderio ibéricos. Nos primeiros anos do século XVII, a Companhia das Índias Orientais (VOC), sociedade de ações operando mediante monopólio outorgado pelo governo neerlandês, promoveu o comércio e a colonização na Ásia em detrimento da presença espanhola e portuguesa naquela parte das Índias Ocidentais ( doravante referida também pelas suas iniciais holandesas WIC, ou “West Indische Compagnie”), idêntico modelo institucional foi adotado para as Américas e para a costa ocidental da África. (MELLO, Evandro Cabral de. “Introdução”. In: O Brasil Holandês , São Paulo: Penguin & Companhia das Letras, 2010, p. 12)

Predomina no texto a seguinte função da linguagem:

A função fática, com destaque para o contato entre emissor e receptor.
B função metalinguística, marcada por comentários sobre a própria linguagem.
C função referencial, com viés informativo e uso de denotação.
D função conativa, com o foco no receptor da mensagem, de modo persuasivo.
E função poética, com o uso de conotação para enriquecer a mensagem.
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TEXTO IV
No início dos anos 80, a humanidade teve que se adequar às novas posturas em nome de um mercado globalizado. Agora, acomoda-se aos critérios do mundo digitalizado para não se excluir da dança orquestrada pelos artífices da vida virtual. São regras e comportamentos assentados sem plebiscitos ou referendos. [...]

Deste modo, as pessoas adentram no universo da informática, em cujo seguimento, de forma instigadora, vende-se a ideia de facilitação, de encurtamento de distâncias, e de inclusão social […]. No caminho desses trilhos virtuais se estabelecem dependências, e as pessoas, apesar dos inúmeros amigos em suas redes sociais, estão sozinhas ao final de cada acesso e bate-papos. Essas certificam pesarosas, enfim, que as telas de computadores ou de celulares não lhes proporcionam aquilo que apenas outro humano poderia ceder-lhes, a exemplo do calor e afeição.

No modus vivendi da pressa e do estresse, enquanto marco da nova era, abre-se o leque para temáticas que vão desde os meandros da informática até a implantação de chips em humanos, sem embargo das nuvens que acondicionam informações digitais. O diálogo, agora, se esvazia na perspectiva de humanos. Há um monólogo estabelecido com robôs ou inteligências artificiais, que vicejam superar homens, antes de servi-los, apesar da evidente colisão com o princípio da automação que recomenda que a máquina jamais supere humanos. Constata-se, todavia, que o contrário dessa premissa vai se assentando, na medida em que pais de família, superados por computadores, estão expostos na vala do desemprego. Nesse sentido, atesta-se a estruturação de uma sociedade de excluídos numa época que tanto se propugna por ações inclusivas. […]

FILHO, Zilmar Wolney Aires. Fragmentos. Disponível em: . Acesso em: 18 jun. 2019.

Quanto ao Texto IV, no que diz respeito aos elementos da comunicação e às funções da linguagem, assinale a alternativa correta.

A A função poética é predominante, devido às metáforas utilizadas ao longo de todo o texto.
B A função emotiva não está presente no texto, pois, para isso ocorrer, ele deveria estar escrito na 1ª pessoa do singular
C No texto, predomina a função emotiva, visto que a escolha vocabular é feita de modo a evidenciar o ponto de vista do emissor do texto.
D No texto, predomina a função referencial, visto que é utilizada a 3ª pessoa do discurso de modo a colocar em evidência o referente, ou seja, o assunto das inteligências artificiais.
E No texto, predomina a função apelativa, pois há diversas marcas linguísticas que comprovam que o propósito comunicativo do texto é convencer o leitor.
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Leia o poema para responder a questão . Meninos carvoeiros Os meninos carvoeiros Passam a caminho da cidade. – Eh, carvoero! E vão tocando os animais com um relho enorme. Os burros são magrinhos e velhos. Cada um leva seis sacos de carvão de lenha. A aniagem é toda remendada. Os carvões caem. (Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe, [dobrando-se com um gemido.) – Eh, carvoero! Só mesmo estas crianças raquíticas Vão bem com estes burrinhos descadeirados. A madrugada ingênua parece feita para eles... Pequenina, ingênua miséria! Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis! – Eh, carvoero! Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado, Encarapitados nas alimárias Apostando corrida, Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos [desamparados! (Manuel Bandeira, Estrela da vida inteira , 1993) Vocabulário: • Relho : chicote • Aniagem : tecido grosseiro usado na confecção de sacos e fardos • Encarapitados : postos no alto • Alimárias : bestas de carga

Analisando a organização textual-discursiva do poema, conclui-se corretamente que o seu foco está na

A temática da infância, que aparece em oposição à ideia de lúdico e alegria.
B informalidade na voz do eu lírico, que atribui alegria às cenas descritas.
C descrição de ações e seres, raramente empregando linguagem figurada.
D flagrante liberdade criadora, com a métrica e as rimas regulares.
E opção por uma métrica irregular contrariando os preceitos modernistas.