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Ao escrever sobre a formação de educadores para o combate ao racismo, Silva (in Cavalleiro, 2001) define o preconceito, basicamente, como

A um tipo de comportamento aberto e visível nas relações sociais, expresso por atitudes claras de rejeição ao outro e sustentado por práticas que se manifestam de forma concreta e identificável no cotidiano.
B uma atitude negativa com relação a um grupo ou pessoa, baseando-se num processo de comparação social em que o grupo da pessoa preconceituosa é considerado um ponto positivo de referência.
C um mecanismo de valorização cultural que atua para preservar e difundir os costumes do grupo mais influente da sociedade, promovendo o respeito às suas tradições e garantindo sua continuidade histórica.
D uma comparação entre grupos diferentes, fundamentada na análise de dados considerados objetivos e elaborada com a intenção de interpretar distinções sem atribuir hierarquia entre aos envolvidos.
E um conjunto de estereótipos históricos e universais que determinam irreversivelmente a forma como os indivíduos percebem, interpretam e orientam suas condutas nos diferentes contextos de interação social.
Órgão: Prefeitura de Itatiba SP Cargo: Professor de Ensino Básico I Efetivo/Substituto Prova: VUNESP - Prefeitura de Itatiba SP - Professor de Ensino Básico I Efetivo/Substituto - 2025

Na educação pública, a valorização das diferenças de gênero significa

A promover práticas educacionais que privilegiem um gênero sobre o outro em termos de habilidades e comportamentos.
B reconhecer e respeitar as diversidades relacionadas ao gênero, promovendo um ambiente de aprendizagem inclusivo e igualitário.
C encorajar os alunos a adotarem comportamentos que reforçam os estereótipos de gênero tradicionalmente aceitos pela sociedade.
D criar espaços separados para meninos e meninas, de acordo com os interesses e as habilidades de cada um deles, diminuindo as desigualdades.
E ensinar os alunos a se comportarem de maneira adequada, estimulando os meninos à prática de esportes, e as meninas, às atividades domésticas.

Para Zabala (1998, capítulo 2), quando a função social que se atribui ao ensino é a formação integral da pessoa, é preciso

A criar um modelo teórico capaz de dar respostas uniformes e coerentes às diferentes necessidades do cotidiano escolar.
B construir respostas simples e construtivistas que funcionem como determinações gerais para o desenvolvimento dos alunos.
C implementar fórmulas magistrais, entendidas como conteúdos procedimentais que atendem à diversidade dos alunos.
D introduzir, em cada momento, as ações que se adaptem às novas necessidades formativas.
E elaborar democrática e coletivamente um método ideal de aprendizagem de conteúdos conceituais e atitudinais.

Leia o excerto a seguir, adaptado de Paro

( 2001 ): Se entendermos _____________ nesse sentido mais elevado de mediação para a construção e exercício da liberdade social, englobando todos os meios e esforços que se utilizam para concretizar o entendimento entre grupos e pessoas, a partir de valores construídos historicamente, podemos dizer que essa dimensão social dos objetivos da escola se sintetiza ______________. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.

A o currículo … na avaliação da aprendizagem
B o interesse … no engajamento psicológico e cognitivo
C a democracia … na educação para a democracia
D o projeto político-pedagógico … no regimento escolar
E a gestão escolar … na pedagogia crítica dos conteúdos

Em sua abordagem acerca de conflitos na escola, Ceccon et al.

( 2009 ) afirmam que conflitos

A têm origem em diferenças.
B são sinônimo de violência.
C inexistem onde há diálogo.
D devem ser eliminados das interações saudáveis.
E provocam estagnação e impedem mudanças.

Domingues et al.

( 2010 ) destacam que as crenças e mitos que permeiam o imaginário social sobre a deficiência visual se manifestam em falas, gestos e atitudes, refletindo o desconhecimento acerca das especificidades da cegueira e de suas reais implicações. Os autores ressaltam que uma crença bastante comum entre leigos e educadores é a de que

A todas as pessoas com cegueira têm uma memória extraordinária, que a falta da visão é compensada por uma grande capacidade de armazenar informações.
B a deficiência visual não impede o desenvolvimento cognitivo, desde que sejam oferecidos estímulos e recursos adequados de aprendizagem.
C o uso de tecnologias assistivas favorece a autonomia e o acesso à informação de pessoas com deficiência visual em diferentes contextos.
D pessoas com cegueira desenvolvem estratégias variadas para acessar informações, de acordo com suas experiências e oportunidades educacionais.
E cada pessoa com deficiência visual possui habilidades únicas, que não podem ser generalizadas com base em estereótipos sociais.

Ao abordar os conceitos de Bernstein, Miranda (em Baptista; Caiado e Jesus, 2010) afirma que as atividades desenvolvidas pelos professores terão um ou outro efeito educativo em função

A do nível de desenvolvimento intelectual do aluno.
B dos recursos tecnológicos utilizados como suporte.
C das relações diretivas relacionadas ao nível estrutural da escola.
D das características específicas das relações que possibilitam.
E do desempenho escolar da turma e do aluno com deficiência.

Macedo

( 2008 ) discute sobre várias modalidades das deficiências físicas congênitas, bem como a relação entre “Deficiência e Cultura”. Considerando essa discussão, assinale a alternativa que melhor expressa a concepção do autor sobre os fatores que influenciam a construção da identidade da pessoa com deficiência.

A A identidade da pessoa com deficiência é moldada por um conjunto de fatores em constante interação, em que as dimensões biológica, psicológica e social estão interligadas.
B A compreensão da deficiência como construção cultural decorre do modo como as sociedades estabelecem normas, ainda que, na prática, pouco se altere a forma como lidam com o diferente
C A constituição da identidade da pessoa com deficiência envolve a interação com o meio social, que, embora seja suscetível a mudanças, ainda impõe barreiras simbólicas à aceitação da diferença.
D Embora os elementos sociais exerçam influência sobre a experiência da deficiência, essa influência é limitada pelas características individuais e pelo grau de desvio da norma.
E A construção da identidade da pessoa com deficiência é orientada por fatores biológicos, ainda que os aspectos culturais também possam desempenhar algum papel complementar.

De acordo com Goulart

( 2015 ), a Psicometria teve um impacto significativo na educação, especialmente por meio dos testes de inteligência. Esses testes forneceram uma explicação “científica” para o fracasso escolar, destacando as diferenças individuais e a influência das aptidões. No entanto, o autor alerta ser importante reconhecer o caráter ideológico da apropriação da Psicometria pela escola: “Ela veio justificar a divisão de classes, evidenciando que os mais bem dotados eram realmente os que pertenciam aos grupos socioeconômicos mais elevados e que, obviamente, constituíam a classe dominante”. Portanto, a Psicometria contribuiu para

A reproduzir na escola a estrutura social mais ampla, sobretudo para perpetuar esta estrutura.
B permitir que os professores reconhecessem diferentes estilos de aprendizagem e adaptassem suas práticas.
C fortalecer a neutralidade da educação, dissociando o rendimento escolar das condições materiais dos alunos.
D denunciar criticamente a falta de investimento do Estado por meio de suas descobertas.
E ampliar o acesso equitativo ao conhecimento escolar, superando desigualdades por meio da objetividade.

De acordo com Del Prette e Del Prette

( 2005 ), a habilidade social que está sendo demonstrada por uma criança que pede ajuda ao professor quando não entende uma tarefa é denominada:

A civilidade
B empatia
C assertividade
D enfrentamento