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Perfil do Acadêmico
Sexto ocupante da Cadeira nº 35, eleito em 9 de junho de 2022, na sucessão de Candido Mendes de Almeida e recebido em 2 de setembro de 2022 pela Acadêmica Ana Maria Machado.
Cadeira: 35
Posição: Atual
Antecedido por: Candido Mendes de Almeida
Data de nascimento: 22 de Maio de 1951
Naturalidade: Blumenau - SC Brasil
Data de eleição: 9 de Junho de 2022
Data de posse: 2 de Setembro de 2022
Acadêmica que o recebeu: Ana Maria Machado
Considerando essas características, assinale a opção que identifica corretamente a função do texto apresentado.

Imagem da questão 209313
A Narrar a trajetória pessoal do acadêmico, destacando episódios marcantes de sua vida.
B Informar, de forma objetiva e organizada, dados biográficos e institucionais do acadêmico.
C Defender a relevância do acadêmico no campo literário, por meio de argumentos avaliativos.
D Relatar experiências vividas pelo acadêmico em primeira pessoa, com foco subjetivo.
E Explicar o funcionamento da instituição à qual o acadêmico pertence, detalhando suas regras.
Texto associado
Perfil do Acadêmico
Sexto ocupante da Cadeira nº 35, eleito em 9 de junho de 2022, na sucessão de Candido Mendes de Almeida e recebido em 2 de setembro de 2022 pela Acadêmica Ana Maria Machado.
Cadeira: 35
Posição: Atual
Antecedido por: Candido Mendes de Almeida
Data de nascimento: 22 de Maio de 1951
Naturalidade: Blumenau - SC Brasil
Data de eleição: 9 de Junho de 2022
Data de posse: 2 de Setembro de 2022
Acadêmica que o recebeu: Ana Maria Machado
https://www.academia.org.br/academicos/godofredo-de-oliveira-neto
Os gêneros textuais são formas composicionais que se organizam de acordo com finalidades comunicativas e contextos de circulação específicos. Considerando essas características, assinale a opção que identifica corretamente a função do texto apresentado.

Considerando essas características, assinale a opção que identifica corretamente a função do texto apresentado.

Imagem da questão 209233
A Narrar a trajetória pessoal do acadêmico, destacando episódios marcantes de sua vida.
B Informar, de forma objetiva e organizada, dados biográficos e institucionais do acadêmico.
C Defender a relevância do acadêmico no campo literário, por meio de argumentos avaliativos.
D Relatar experiências vividas pelo acadêmico em primeira pessoa, com foco subjetivo.
E Explicar o funcionamento da instituição à qual o acadêmico pertence, detalhando suas regras.
Texto associado
BRANCA (Está de pé, muito excitada.)
Era o que eu já devia ter feito. Assino em branco que reconheço todas as culpas de que me acusam ou venham a acusar-me e pronto. Assim, talvez devolvam a vocês a liberdade e a mim a luz do sol! (Sobe ao plano superior e grita.) Guarda! Guarda!
AUGUSTO
Branca, por Deus, não faça isso! Por que terei então resistido a todas as torturas? Para quê?
BRANCA
Mas eu não quero que você sofra!
AUGUSTO
Mas alguém tem de sofrer!
BRANCA
Não por minha causa.
AUGUSTO
Por uma causa qualquer, grande ou pequena, alguém tem que sofrer. Porque nem de tudo se pode abrir mão. Há um mínimo de dignidade que o homem não pode negociar, nem mesmo em troca da liberdade. Nem mesmo em troca do sol.
BRANCA
Nem mesmo em troca do sol.
GUARDA (Entra.)
Que foi? Alguém chamou?
BRANCA (Hesita ainda um instante.)
Não, ninguém Chamou.
GOMES, Dias. O Santo Inquérito. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1985. p. 66.

Que aspectos do gênero literário a que o Texto XV pertence devem ser adequadamente explorados em uma turma de 1ª série do ensino médio?

A Os diferentes pontos de vista do narrador em perspectiva heterodiegética.
B A predominância da função emotiva ou expressiva e da 1ª pessoa do singular.
C O perfil coletivo da personagem principal e a objetividade da linguagem.
D O foco na ação das personagens e nas orientações semióticas das rubricas.
E A ambiência trágica da cena como determinante de uma narração particular.
Texto associado
Esse rapaz que, em Deodoro, quis matar a ex-noiva e suicidou-se em seguida, é um sintoma da revivescência de um sentimento que parecia ter morrido no coração dos homens: o domínio, quand même, sobre a mulher.
O caso não é único. Não há muito tempo, em dias de carnaval, um rapaz atirou sobre a ex-noiva, lá pelas bandas do Estácio, matando-se em seguida. A moça com a bala na espinha, veio morrer, dias após, entre sofrimentos atrozes.
Um outro, também, pelo carnaval, ali pelas bandas do ex-futuro Hotel Monumental, que substituiu com montões de pedras o vetusto Convento da Ajuda, alvejou a sua ex-noiva e matou-a.
Todos esses senhores parece que não sabem o que é a vontade dos outros.
Eles se julgam com o direito de impor o seu amor ou o seu desejo a quem não os quer. Não sei se se julgam muito diferentes dos ladrões à mão armada; mas o certo é que estes não nos arrebatam senão o dinheiro, enquanto esses tais noivos assassinos querem tudo que é de mais sagrado em outro ente, de pistola na mão.
O ladrão ainda nos deixa com vida, se lhe passamos o dinheiro; os tais passionais, porém, nem estabelecem a alternativa: a bolsa ou a vida. Eles, não; matam logo.
Nós já tínhamos os maridos que matavam as esposas adúlteras; agora temos os noivos que matam as ex-noivas.
De resto, semelhantes cidadãos são idiotas. É de supor que, quem quer casar, deseje que a sua futura mulher venha para o tálamo conjugal com a máxima liberdade, com a melhor boa-vontade, sem coação de espécie alguma, com ardor até, com ânsia e grandes desejos; como é então que se castigam as moças que confessam não sentir mais pelos namorados amor ou coisa equivalente?
Todas as considerações que se possam fazer, tendentes a convencer os homens de que eles não têm sobre as mulheres domínio outro que não aquele que venha da afeição, não devem ser desprezadas.
Esse obsoleto domínio à valentona, do homem sobre a mulher, é coisa tão horrorosa, que enche de indignação.
O esquecimento de que elas são, como todos nós, sujeitas, a influências várias que fazem flutuar as suas inclinações, as suas amizades, os seus gostos, os seus amores, é coisa tão estúpida, que só entre selvagens deve ter existido.
Todos os experimentadores e observadores dos fatos morais têm mostrado a inanidade de generalizar a eternidade do amor.
Pode existir, existe, mas, excepcionalmente; e exigi-la nas leis, ou a cano de revólver, é um absurdo tão grande como querer impedir que o sol varie a hora do seu nascimento.
Deixem as mulheres amar à vontade.
Não as matem, pelo amor de Deus!
BARRETO, Lima. Não as matem e outras crônicas de Lima Barreto. Rio de Janeiro: Editora Pop Stories, 2024. Adaptado.

Do ponto de vista das sequências tipológicas, o Texto IV, crônica de Lima Barreto, compõe-se predominantemente de sequências argumentativas.
Assim, em turmas de 9º ano do ensino fundamental, há de mostrar-se produtiva a estratégia de evidenciar, no texto, a(o)

A escolha de um registro mais coloquial, próximo ao cotidiano.
B aspecto fronteiriço entre as dimensões documental e ficcional.
C defesa de tese com argumentos constituídos de exemplificação.
D uso de narrador onisciente para validação de ponto de vista.
E ênfase no modo subjuntivo como estratégia de convencimento.
Texto associado
Durante algumas semanas, antes de o Departamento de Inglês do Oberlin College decidir me efetivar como professora, fui assombrada pelo sonho de fugir — de desaparecer —, até mesmo de morrer. O sonho não era uma reação ao medo de eu não conseguir a estabilidade no cargo. Era uma reação à realidade de que eu ia conseguir a estabilidade. Eu tinha medo de ficar presa na academia para sempre.
Em vez de ficar eufórica quando fui efetivada, caí numa depressão profunda que me pôs a vida em risco. Visto que todos ao meu redor achavam que eu devia me sentir aliviada, contente, orgulhosa, senti-me “culpada” por meus “verdadeiros” sentimentos e não consegui partilhá-los com ninguém. O ciclo de aulas me levou à ensolarada Califórnia e ao mundo new age da casa da minha irmã, em Laguna Beach, onde pude esfriar a cabeça por um mês. Quando partilhei meus sentimentos com minha irmã (ela é terapeuta), ela me garantiu que eles não eram nem um pouco impróprios. Disse: “Você nunca quis ser professora. Desde quando éramos pequenas, tudo o que você sempre quis foi escrever.” Ela tinha razão. Todos sempre partiram do pressuposto de que eu seria professora.
[...]
Mas o sonho de me tornar escritora sempre esteve presente dentro de mim. Desde a infância, eu acreditava que iria lecionar e escrever. O escrever seria o trabalho sério e o lecionar, o “emprego” não tão sério de que eu precisava para ganhar a vida. O escrever, conforme pensava então, era uma questão de anseio particular e glória pessoal, enquanto o lecionar era um serviço, uma forma de retribuir à comunidade. Para os negros, o lecionar — o educar — era fundamentalmente político, pois tinha raízes na luta antirracista. Com efeito, foi nas escolas de ensino fundamental, frequentadas somente por negros, que eu tive a experiência do aprendizado como revolução.
HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2017. p. 9-10. Adaptado.

Os gêneros textuais devem ser avaliados mais por suas funções sociodiscursivas do que por seus traços linguísticos estruturantes.
O Texto I, introdução do livro da escritora bell hooks (pseudônimo estilizado com iniciais minúsculas), define-se também como um relato pessoal, apresentando uma hibridização entre gêneros textuais, uma vez que

A apresenta sequências tipológicas predominantemente expositivas marcadas por um registro informal da língua.
B busca apresentar os pressupostos teóricos da obra com base numa dimensão subjetiva da produção epistemológica.
C cria um evento linguístico instável produzido a partir de uma prática comunicativa de ordem individual.
D induz o leitor a aderir a um procedimento injuntivo acerca do reconhecimento da autora sobre sua vocação.
E produz um efeito argumentativo por meio de estruturas descritivas elaboradas consoante uma experiência individual.
Texto associado
Não sei se é verdade que ao bater as botas vemos um túnel de luz – e taí um mistério que não tenho pressa em desvendar. O que venho descobrindo empiricamente é que quando uma pessoa muito especial parte, cria um túnel de luz do lado de cá, ajudando os que ficam a fazer a passagem. Tem o susto, a dor, mas aos poucos vão surgindo as memórias, histórias engraçadas vão brotando e quando você vê, um papo que começou com “meus pêsames" termina em risada.
Eu não conhecia direito o Marcão, mas ele era dessas pessoas que a gente não precisa conhecer direito pra conhecer bem. Vivia de guarda abaixada, o sorriso à mostra, principalmente quando falava da filha mais velha, Renatinha, minha amiga e colega de trabalho. Todo dia, há três anos, eu, a Renata, a Thais, o Chico e a Hela escrevemos uma série em longas reuniões Zoom. Quando o Marcão faleceu, não faz nem duas semanas, preparei-me pra uma Renata deprimida, calada: eu não contava com o túnel de luz. A cada dia a Renatinha traz uma história, uma memória, um traço do pai que nos leva às lágrimas ou às gargalhadas – não raro, ao mesmo tempo.
Anteontem ela nos contou que um dos maiores orgulhos do Marcão era ser "puxador de palmas". Ele era aquele cara que no teatro ou num show aplaude primeiro, forte, convicto, arrastando milhares atrás de si.
Você pode achar que não há grande mérito em ser puxador de palmas. Que seria uma virtude caxias, tipo: ser o primeiro a chegar numa fila ou o primeiro a acordar na família. Nada disso.
Pedro, meu querido cunhado, mencionou outro dia como O entusiasmo está fora de moda. O arrebatamento é tratado como uma fraqueza. Ficar enlevado é coisa de criança. No mundo das redes sociais, com as opiniões transformadas em commodities, nos tornamos todos "brokers" de nós mesmos, num “day-trade” infernal. Nos exibimos em tempo real nessas vitrines virtuais, ansiosos para que nosso valor seja estabelecido hora a hora pelo número de views, likes, reposts.
Como todo mercado, é um terreno competitivo, hostil. Nos apresentamos, portanto, segurados pela ironia, alavancados pelo sarcasmo, contando com circuit breaker do cinismo. Sai um filme, um álbum novo, um livro, as pessoas consultam as opiniões de duas dúzias antes de dar um pio (ou, agora que mudou o nome, pontificar sobre o X da questão). Na dúvida, falam mal, como se não gostar decorresse de profunda atividade intelectual e o alumbramento de uma espécie de reflexo instintivo.
Diametralmente oposto aos habitantes desta savana vital está o puxador de palmas. O puxador de palmas não tá na bolsa de valores, tá na praça, tá na roda. O que diz com o aplauso é "não importa o que o cês acharam, eu adorei!”. Uma mente amolecida pelo sol da savana veria no "puxador de palmas” um líder. Um influenciador. Talvez lançasse um livro de autoajuda: "Aplauda antes para ser aplaudido depois – como gerir pessoas e liderar equipes".
Não, amizade. O puxador de palmas não tá nem aí pro que os outros pensam, pra quem vem atrás, é o contrário. Ele é alguém que está à vontade dentro de si, despreocupado. Sua convicção não vem da análise macro e microeconômica das tendências culturais, vem do coração.
Esse é o tipo de assunto que surge toda vez que a Renatinha, no meio da lida, evoca o Marcão, orgulhoso puxador de palmas. De repente, do pranto faz-se o riso. Das mãos espalmadas faz-se o encanto. Faz-se de um Zoom uma aventura errante. De repente, não mais que de repente.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/05/o-puxador-de-palmas.shtml. Acesso em: 24 mar. 2026.

O texto O puxador de palmas é um exemplar de qual gênero textual da esfera jornalística?

A Notícia.
B Artigo de opinião.
C Editorial.
D Crônica.
E Reportagem.
Órgão: COMPANHIA DOCAS DO RIO GRANDE DO NORTE – CODERN Cargo: TÉCNICO PORTUÁRIO (ASSISTENTE ADMINISTRATIVO / ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - OPERAÇÕES PORTUÁRIAS) Prova: TÉCNICO PORTUÁRIO (ASSISTENTE ADMINISTRATIVO / ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - OPERAÇÕES PORTUÁRIAS)
Texto associado
Tecnologia amplia papel das crianças como motores do conhecimento nas famílias

Por Jornal da USP

Estudo mostra como crianças nascidas após 2010 intensificaram a socialização do conhecimento com gerações anteriores, o que pode ser facilitado de acordo com a tecnologia, a escola e o tipo de interação entre pais e filhos

Uma pesquisa feita na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP investiga quais são os fatores que influenciam o processo de socialização reversa de famílias brasileiras. Tal socialização ocorre quando a criança cresce adquirindo mais conhecimento que seus pais, o que acaba por gerar neles o interesse em aprender com os filhos. O trabalho foi idealizado por Murilo Lima Araújo, com orientação do professor Andres Rodrigues Veloso, do Departamento de Administração.
“[Para o desenvolvimento do trabalho] me baseei na teoria da socialização do consumidor e da socialização reversa, que é um fenômeno estudado desde os anos 1970. Então, discorri sobre essa socialização nas características cotidianas: no futebol, na alimentação, viagens, roupas, sustentabilidade e tecnologia”, declarou o pesquisador. De acordo com Araújo, nas últimas décadas, as crianças têm desempenhado um papel dentro do contexto familiar diferente do que acontecia nas gerações anteriores. Esse cenário ocorre em virtude das mudanças na sociedade atual, por exemplo, as políticas garantidoras de educação e a alteração do currículo escolar. Além disso, a acessibilidade à tecnologia, proteção contra trabalho infantil, proteção contra abusos físicos, diminuição da fertilidade da população e alteração de estilos parentais mais restritivos para mais abertos desempenham um papel importante na geração atual.
Levando essas questões em consideração, o estudo focou a geração de indivíduos que nasceram a partir do ano de 2010, também denominada Geração Alfa, a qual possui um elevado potencial cognitivo (AV1), consequência de estarem sendo socializados em um ambiente com altos estímulos provocados pela revolução digital. “As gerações anteriores a essa [Alfa] tiveram menos oportunidade de estudo, nasceram no mundo analógico. E sabemos que isso impacta muito na comunicação das pessoas”, analisou.
A metodologia utilizada para o desenvolvimento do projeto se deu em uma pesquisa qualitativa em duas etapas: foram coletados desenhos feitos por crianças de 7 a 11 anos em uma escola estadual, bem como a realização de entrevistas em profundidade com as famílias. Já a análise dos dados ocorreu por meio de triangulação de ambas as coletas. Dessa forma, os desenhos foram analisados, conforme a literatura pesquisada, e as entrevistas foram transcritas verbatim e codificadas por meio do software Atlas.ti.
Dessa maneira, foi evidenciado que os fatores que facilitam a socialização reversa são: tecnologia, escola e estilo parental, isto é, a natureza da interação de pais e filhos. Com efeito, os resultados da pesquisa indicam que esse tipo de socialização é manifestado através do consumo de eletrônicos, consumo de roupas, atitudes pró-ambientais, atividade física, relações interpessoais e inteligência emocional.
Segundo Costa, os achados de seu trabalho podem auxiliar na elaboração de ações educacionais para gerações mais velhas no intuito de diminuir as lacunas geracionais. “Como contribuição social, é interessante para gestores públicos pensar em estratégias de marketing político, para, de repente, utilizar a criança como socializadora no combate à obesidade”. Ademais, a sociedade, em geral, poderá refletir sobre a educação que está propiciando aos seus filhos e suas possíveis consequências positivas e negativas.

Adaptado de: https://jornal.usp.br/ciencias/cienciashumanas/tecnologia-amplia-papel-das-criancas-como-motores-doconhecimento-nas-familias/. Acesso em: 10 jun. 2025.

A organização das informações e os recursos utilizados no texto permitem identificar que ele equivale a um(a)

A reportagem, por combinar divulgação científica com entrevistas, dados e contextualização informativa.
B editorial, pois apresenta uma opinião institucional em relação ao papel social das crianças.
C ensaio teórico, por desenvolver reflexões com um tom subjetivo no que compete à geração Alfa.
D artigo de opinião, pois defende um ponto de vista solidificado sobre práticas educativas familiares.
E resenha, por fazer uma avaliação crítica e interpretativa acerca de uma produção acadêmica.
Texto associado
Tecnologia inspirada no cérebro pode acelerar diagnóstico de doenças raras

Por CNN Brasil

Sistema inovador cruza dados médicos e genéticos, identifica padrões ocultos e pode reduzir o tempo de espera para conclusão do quadro

Identificar doenças raras no Brasil e no mundo ainda é um desafio para médicos e uma angústia constante para milhares de famílias. Muitas dessas condições são genéticas, complexas e pouco conhecidas, o que dificulta o diagnóstico correto e pode levar anos de incerteza. No entanto, uma tecnologia inovadora, inspirada no funcionamento do cérebro humano, começa a mudar esse cenário e promete acelerar o processo diagnóstico: trata-se dos bancos de dados em grafos.
[...]
São consideradas doenças raras um grupo de 6 mil a 8 mil condições que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos. Mais de 13 milhões de pessoas convivem com uma dessas condições no Brasil, segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. No mundo, estima-se que pelo menos 300 milhões tenham algum tipo de enfermidade do tipo. Apesar do número expressivo, o caminho até um diagnóstico correto costuma ser lento, confuso e exaustivo. Atualmente, ele é feito por meio de uma combinação de avaliação clínica, exames complementares (imagem e bioquímicos) e testes genéticos. “Muitas das síndromes raras apresentam sintomas variados e que se sobrepõem com o quadro clínico de doenças comuns, tornando o diagnóstico clínico ainda mais difícil”, explica Vanessa Montaleone, geneticista do Núcleo de Genética do Hospital Sírio-Libanês.
No Brasil, os desafios se tornam ainda maiores pelas complexidades intrínsecas ao país. Antoine Daher, presidente da Casa Hunter e da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras (Febrararas), destaca as principais dificuldades enfrentadas pelas famílias: demora no diagnóstico (em média, leva de 5 a 7 anos até se chegar a um diagnóstico correto); desinformação e falta de conhecimento adequado sobre o tema (inclusive pelos profissionais de saúde responsáveis pelo caso); custo elevado de exames genéticos, consultas especializadas e terapias de suporte; acesso desigual aos serviços de saúde para as famílias que dependem exclusivamente do SUS.
[...]
Desenvolvida há quase 20 anos pela startup Neo4j, a tecnologia de banco de dados em grafos tem como objetivo identificar e armazenar a relação entre dados – e não apenas os dados em si. “A intenção é apresentar uma conexão visual dessas relações, que funcionam como as ligações promovidas pelas sinapses do cérebro. Assim, é possível descobrir padrões ocultos e obter insights altamente conectados em tempo real”, diz o VP Latam Paulo Farias da Neo4j. Diferentemente dos bancos tradicionais, que dependem de tabelas ou esquemas fixos, os bancos em grafos utilizam nós e conexões para representar, conectar e fornecer contexto às informações de maneira mais intuitiva e flexível. “Sendo até 1.000 vezes mais rápido e consumindo menos recursos de nuvem”, expõe Farias.
No contexto das doenças raras, a tecnologia se torna uma solução que permite a pesquisadores e médicos conectar sintomas, variantes genéticas, publicações científicas e históricos clínicos em uma rede dinâmica e consultável. Isso contribui para a formulação de diagnósticos mais precisos e em menor tempo. “Levando em consideração os mais de 3 bilhões de DNA presentes no corpo humano, analisar e mapear a relação de cada um com diagnósticos, exames e medicamentos seria humanamente impossível. Sem falar nas mais de 6 mil a 8 mil doenças raras catalogadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”, analisa Farias. O recurso tem sido utilizado no Hospital Infantil Dr. von Hauner, na Alemanha. Para isso, foi criado o Grafo de Conhecimento Clínico (CKG), que combina tecnologia de grafos, inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (ML), contendo dados de 2.500 pacientes pediátricos do país (até o momento).
[...]

Adaptado de: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/tecnologia-inspirada-no-cerebro-pode-acelerar-diagnostico-de-doencas-raras/. Acesso em: 10 jun. 2025.

A respeito da estrutura do texto, é correto afirmar que se trata de um(a)

A texto jornalístico informativo, pois apresenta, em linguagem objetiva, dados e entrevistas com especialistas sobre uma inovação científica.
B artigo de opinião, pois defende explicitamente o uso de tecnologias para substituir médicos no diagnóstico.
C ensaio científico, pois explora uma teoria em desenvolvimento e a análise de resultados experimentais.
D editorial, pois expressa o posicionamento institucional da CNN Brasil sobre inovações tecnológicas na medicina.
E crônica científica, pois descreve com subjetividade e linguagem literária a evolução dos bancos de dados médicos.
Órgão: Instituto do Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte Cargo: Analista Administrativo - Área Administração Prova: Instituto AOCP - IDEMA - Analista Administrativo - Área Administração - 2025

As tirinhas, em geral, são recursos didáticos bastante acessíveis, que aliam linguagem verbal e visual, favorecendo a compreensão e a produção textual. De acordo com Bakhtin (1997), esse tipo de texto evidencia uma relação dialógica, na qual os interlocutores, mediados pela linguagem, constroem sentidos de forma compartilhada, participando ativamente do processo comunicativo. A respeito desse assunto, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

I. Por apresentarem uma linguagem predominantemente informal e temática cotidiana, as tirinhas não exigem do leitor habilidades de análise textual ou inferência de sentidos, sendo apropriadas, por isso, apenas para o ensino em níveis iniciais de escolarização.
II. A presença do humor nas tirinhas pode funcionar como estratégia discursiva para provocar reflexão sobre questões sociais e culturais.
III. As tirinhas podem ser utilizadas como ferramenta pedagógica para desenvolver competências linguísticas e interpretativas, por sua capacidade de integrar diferentes linguagens e aproximar-se da realidade dos estudantes/interlocutores.
IV. A relação dialógica presente nas tirinhas, conforme propõe Bakhtin, permite que esse gênero seja trabalhado como instrumento de reflexão sobre linguagem, ideologia e interação social.
V. O gênero tirinha pode ser considerado multimodal, uma vez que integra, de forma articulada, elementos verbais (como diálogos e demais textos escritos) e não verbais (como imagens e expressões faciais dos personagens), exigindo do leitor a mobilização de diferentes habilidades interpretativas para a construção do sentido.

A Apenas I.
B Apenas II e III.
C Apenas II, IV e V.
D Apenas II, III, IV e V.
E I, II, III, IV e V.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Professor - Área: Português/Inglês Prova: Instituto AOCP - IFMS - Professor - Área: Português/Inglês - 2025
Texto associado
Texto CG2A1-I
Nos últimos anos, apesar de muitas empresas terem se destacado na promoção da sustentabilidade por meio de medidas e ações como a redução de pegadas de carbono e da utilização de água, relativamente poucas fazem dessa sustentabilidade uma parte essencial de suas marcas.
As empresas que o fazem, todavia, encontram um público consumidor ávido por ajudar a promover a conservação ambiental — especialmente no Brasil. Uma pesquisa de consumo mostrou que até 75% dos brasileiros estão dispostos a pagar mais por variedades sustentáveis.
O poder da onda verde e o consumo consciente manifestam-se também no crescimento de novas marcas que fazem uso de materiais naturais ou com menor impacto sobre o planeta. Além disso, mesmo marcas já estabelecidas podem usar a sustentabilidade para reacenderem a sua relevância, desde que seus produtos e serviços sejam verdadeiramente alinhados a estratégias ecológicas.
Segundo um estudo de uma consultoria, as principais barreiras para a compra dos chamados “produtos verdes” são: consciência de que o produto/serviço existe, disponibilidade, preço, conveniência, qualidade, confiança, interesse e fatores sociais — como relutância para mudar hábitos já estabelecidos, por exemplo.
Embora rever hábitos antigos seja difícil, de acordo com a consultoria, o caminho do sucesso é esclarecer para o consumidor que escolhas ambientalmente corretas também podem atender a suas necessidades.
Internet: (com adaptações).

Considerando-se as características do texto CG2A1-I, é correto classificá-lo, quanto ao gênero textual, como

A anúncio publicitário.
B entrevista.
C notícia.
D crônica.
E regulamento.