A invenção e a difusão das máquinas e a elaboração
de formas de organização mais complexas permitiram outros usos
do território. Novas geografias desenham-se, sobretudo a partir
da utilização de prolongamentos não apenas do corpo do homem,
mas do próprio território, constituindo verdadeiras próteses.
O período técnico testemunha a emergência do espaço da
industrialização e da mecanização agrícola. São as lógicas e os
tempos humanos impondo-se à natureza, situações em que as
possibilidades técnicas presentes denotam os conflitos resultantes
da emergência de sucessivos meios geográficos.
Milton Santos e María Laura Silveira. O Brasil: território e sociedade no início
do século XXI. 7.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2005, p. 31 (com adaptações).
A respeito da dinâmica socioeconômica do território brasileiro,
julgue os itens que se seguem.
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A mecanização e a produtividade da agropecuária brasileira
Rendimento mensal real efetivo domiciliar per capita médio dos arranjos residentes em domicílios particulares, por estados – Brasil 2017
Até R$ 998,
Mais de R$ 998 até R$1 132
Mais de R$ 1 132 até R$1 477
Mais de R$ 1 477 até R$ 3 087
Acre, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Sergipe, Alagoas
Rondônia, Amapá, Tocantins, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte
Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo.
Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal
Fonte: IBGE pesquisa nacional por amostras de domicílios contínua 2017.
Levando em consideração o enunciado, o quadro e as regiões brasileiras de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assinale a alternativa INCORRETA.
Sobre o processo de industrialização
brasileiro, sua distribuição geográfica
e demais características, assinale a
alternativa correta.
Texto associado
Leia um excerto do livro Marco zero I: A revolução melancólica, escrito por Oswald de Andrade e publicado em primeira edição em 1943, para responder à questão: […] logo os horizontes [ficaram] penteados de cafezais. Pelos carreadores passava a condução mecânica, tratores, Fordes, caminhões. Enchiam-se os secadores, as tulhas debordavam. A máquina de beneficiar café socava de barulho a sede. A eletrificação havia animado o deserto. […] Toda essa aventura perecera no desastre mundial de 1929. […] O crédito cessara. Cessara a defesa artificial do produto, mantida pelos exploradores da City. (Oswald de Andrade. Marco zero I: A revolução melancólica, 1978.)
A “aventura pereceu” devido
A concentração industrial nas regiões Sudeste e Sul é tamanha que se torna necessário enfrentar o mais rápido possível certa reorganização. De fato, a hiperconcentração e as desigualdades geradas pelo sistema terminam por resultar em “deseconomias de aglomeração”, ou seja, em bloqueios. Parece que se assiste a um início de mudança, porque os inconvenientes da concentração começam a pesar mais que as vantagens. (Hervé Théry e Neli A. de Mello-Théry. Atlas do Brasil, 2018. Adaptado.) Entre os “inconvenientes” da concentração industrial, pode-se citar
Texto associado
Leia um excerto do livro Marco zero I: A revolução melancólica, escrito por Oswald de Andrade e publicado em primeira edição em 1943, para responder à questão: […] logo os horizontes [ficaram] penteados de cafezais. Pelos carreadores passava a condução mecânica, tratores, Fordes, caminhões. Enchiam-se os secadores, as tulhas debordavam. A máquina de beneficiar café socava de barulho a sede. A eletrificação havia animado o deserto. […] Toda essa aventura perecera no desastre mundial de 1929. […] O crédito cessara. Cessara a defesa artificial do produto, mantida pelos exploradores da City. (Oswald de Andrade. Marco zero I: A revolução melancólica, 1978.)