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O procedimento de fiscalização, previsto na Resolução Nº 011/2022 do Conselho Superior de Regulação da AGESAN-RS, envolve várias etapas, sendo que cada etapa se diferencia conforme a tipologia da fiscalização e, em casos específicos, de acordo com sua abrangência. É correto afirmar que

A somente alguns elementos do Relatório Técnico de Fiscalização devem ser baseados em evidências técnicas e cientificas, e serão devidamente consolidados para refletir a real situação dos itens fiscalizados a partir das Informações coletadas.
B a emissão do Relatório Técnico de Fiscalização por parte do ente regulador, deverá obedecer a um prazo máximo de 120 dias. A partir da data de entrega, será concedido prazo de 60 dias de manifestação para o prestador.
C deverão constar no Relatório Técnico de Fiscalização o objetivo, a metodologia e a abrangência, as constatações, as não conformidades, as determinações, as recomendações e as conclusões da equipe de fiscalização.
D deve ser observado no Relatório Técnico de Fiscalização que o processo de fiscalização empregado se caracteriza pela avaliação de aspectos julgados de menor relevância de objeto específico da fiscalização.
E o Termo de Conformidades somente será emitido quando houver descumprimento ou inconformidades na prestação dos serviços, por parte do prestador, conforme o Relatório Técnico de Fiscalização.

Durante auditoria no passivo não circulante, foi detectada a existência de empréstimos vultosos com empresas em paraísos fiscais (offshores), cujos juros são pagos mensalmente e tributos apurados e não recolhidos, mas o principal nunca é amortizado. O auditor identificou que os recursos entraram por meio de "empréstimos de sócios" não formalizados. Nessa situação, a estrutura possui indícios de

A falta de registro de passivos contingentes de curto prazo.
B identificação de origens de recursos fictícias para lavagem de receita.
C planejamento tributário legítimo visando a desoneração do capital.
D superavaliação do ativo realizável por circularização de ativos.
E subavaliação de passivos tributários contingentes por falta de retenção de tributos.

Uma companhia aberta, que detém participações em coligadas avaliadas pelo MEP, apurou lucro líquido de R$ 1.000.000, dos quais R$ 400.000 referem-se a ganho por equivalência patrimonial. A administração destinou R$ 300.000 para a reserva de lucros a realizar, alegando que apenas as variações monetárias de ativos de longo prazo (R$ 100.000) compunham o lucro não realizado financeiramente. Nessa situação hipotética, considerando a legislação vigente, o auditor deve concluir que

A o ajuste de avaliação patrimonial deveria absorver o ganho de equivalência antes da destinação ao PL.
B o dividendo obrigatório deve ser reduzido proporcionalmente ao valor total do ganho de equivalência.
C a reserva legal deve ser calculada apenas sobre o lucro realizado financeiramente, excluindo o MEP.
D o procedimento está correto, pois o lucro de equivalência é considerado realizado no momento do balanço.
E a reserva está subavaliada, devendo o ganho de equivalência integrar a parcela de lucros não realizados.

Uma indústria de componentes eletrônicos, ao encerrar seu exercício financeiro, apresentou um saldo de estoques de produtos acabados no valor de R$ 5.000.000. Durante a auditoria de asseguração, foram identificados os seguintes fatos relativos à formação desse custo.
1 Inclusões Indevidas: No montante de R$ 5.000.000, estão incluídos R$ 600.000 de ICMS recuperável sobre matérias-primas e R$ 400.000 de gastos com armazenamento de produtos que já estavam em condições de venda (estágio final).
2 Sinistro: O custo incorpora R$ 200.000 referentes a perdas anormais de insumos causadas por uma falha crítica no sistema de refrigeração, não inerente ao processo produtivo regular.
3 Valor de Mercado: O valor de venda estimado para este lote é de R$ 5.200.000, porém a empresa incorrerá em comissões de venda de 10% e fretes de entrega de 5% sobre o valor bruto.
Considerando as informações apresentadas e a base normativa aplicável à auditoria de estoques, assinale a opção correta.

A A superavaliação identificada de R$ 1.200.000 distorce o lucro líquido do período, aumentando-o, mas o ajuste de correção não altera o saldo final de caixa líquido gerado nas atividades operacionais na DFC.
B Os gastos com armazenamento de R$ 400.000 devem permanecer no custo do estoque, pois a norma contábil exige a capitalização de todos os custos de manutenção até que ocorra a efetiva entrega ao cliente.
C Caso a empresa utilize o método primeiro que entra, primeiro que sai (PEPS), a superavaliação do estoque final provocará uma subavaliação do lucro líquido no exercício seguinte, devido à diminuição do custo das mercadorias vendidas de abertura.
D A entidade deverá reconhecer um ajuste de redução ao valor realizável líquido no montante de R$ 580.000, uma vez que o valor de mercado líquido de despesas de venda é inferior ao custo histórico registrado inicialmente.
E O valor correto dos estoques para fins de balanço patrimonial é de R$ 3.600.000, e a correção da superavaliação resultará em um aumento proporcional no fluxo de caixa das atividades operacionais pelo método indireto.

Na auditoria do ativo intangível, o auditor deverá recomendar o estorno de ágio (goodwill) quando este for decorrente de valorização gerada internamente pela própria empresa, pois tais ativos

A representam reservas de lucros a realizar em curto prazo.
B devem ser reclassificados como despesas no realizável a longo prazo.
C não podem ser reconhecidos contabilmente.
D devem ser amortizados pelo prazo fixo de vinte e cinco anos.
E sujeitam-se apenas ao teste de recuperabilidade trimestral.

Ao auditar a conta de investimentos em coligadas avaliados pelo método de equivalência patrimonial (MEP), o auditor deve assegurar que os lucros não realizados em vendas entre partes relacionadas sejam

A eliminados da base de cálculo da equivalência patrimonial.
B reconhecidos como ganho de capital na alienação de ativos.
C capitalizados como ágio por expectativa de lucro futuro.
D mantidos integralmente no ativo para fins de consolidação.
E tributados na fonte pelo imposto de renda retido da fatura.

Suponha que, ao auditar o ciclo de compras e estoques, o auditor detecte que despesas de propaganda foram ativadas no custo das mercadorias. Nessa situação, o registro, na formação dos custos de estoque, provoca, no exercício corrente

A uma superavaliação do lucro líquido e do ativo circulante.
B uma subavaliação do lucro líquido e do ativo circulante.
C uma redução indevida no valor do custo das vendas (CMV).
D um aumento no saldo das reservas de lucros a realizar.
E uma redução no capital circulante líquido.

Considere que, ao auditar o aumento do capital social, o auditor tenha verificado que a integralização ocorrera mediante a entrega de imóveis sem o respectivo laudo de avaliação. Nesse caso, esse achado de auditoria compromete a conta do patrimônio líquido (PL) e indica

A reserva de capital indevida por ágio na incorporação de ativos.
B ajuste de avaliação patrimonial passível de estorno imediato.
C inexistência de passivos ocultos vinculados à operação imobiliária.
D erro ou fraude na avaliação do valor do PL por ausência de valor justo.
E subavaliação do capital social por vício essencial de constituição.

Considere que, durante a auditoria das contas de resultado, tenha sido identificado que a empresa adotara o regime de caixa para despesas antecipadas de seguros anuais. Nessa situação, sob a perspectiva da auditoria, tal prática resulta em

A registro adequado conforme o princípio contábil da prudência.
B omissão de passivos circulantes referentes ao prêmio a pagar.
C incremento indevido no saldo de ativos intangíveis da entidade.
D superavaliação do lucro no mês de contratação da apólice.
E subavaliação do lucro no mês de contratação da apólice.

Acerca do planejamento da auditoria, dos riscos envolvidos e da utilização de técnicas e instrumentos associados à avaliação de controles e à obtenção de evidência, julgue o item a seguir. A ausência de papéis de trabalho que evidenciem os julgamentos profissionais realizados pelo auditor durante a auditoria não compromete o relatório, desde que as conclusões estejam devidamente expressas.

A Certo
B Errado