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A notificação compulsória, no contexto da vigilância epidemiológica em saúde, é uma prática essencial para o controle de doenças e agravos. A respeito dela, pode-se afirmar que:

A deve ser realizada apenas em casos de surtos ou epidemias, não sendo necessária em situações isoladas ou para doenças endêmicas
B é uma prática obrigatória apenas para doenças com alta taxa de mortalidade e sua realização é de responsabilidade exclusiva dos profissionais médicos
C o não cumprimento da notificação compulsória por parte dos profissionais de saúde é uma prática aceitável, desde que o caso não represente risco significativo para a saúde pública ou para a comunidade
D é um instrumento legal que visa a identificar, monitorar e controlar doenças e agravos à saúde, sendo obrigatória para todos os profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros e outros membros da equipe de saúde

Um paciente foi internado com diagnóstico de doença transmissível e está em precaução respiratória. Considerando as normas de segurança para o controle de infecções e a correta paramentação do profissional de saúde, a ordem correta para o processo de paramentação antes de atender o paciente corresponde a:

A colocar avental, máscara N95, luvas e, por último, protetor ocular
B colocar luvas, avental, máscara N95 e, por último, protetor ocular
C colocar máscara N95, avental, luvas e, por último, protetor ocular
D colocar avental, protetor ocular, máscara N95 e, por último, luvas

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil, criado em 1973, tem sido um marco na política de saúde pública do país. É importante considerar seu impacto na redução das desigualdades sociais, principalmente a ampliação do acesso à imunização. Sobre as estratégias adotadas pelo PNI e suas implicações sociais, é correto afirmar que:

A a adoção de vacinas de difícil acesso e de alto custo pelo PNI restringiu a ampliação da cobertura vacinal para regiões mais pobres e periféricas, o que gerou um aumento das disparidades no acesso à imunização no Brasil
B o PNI foi decisivo na diminuição das desigualdades sociais, pois garantiu o acesso universal à vacinação, incluindo populações indígenas, rurais e periféricas, sendo crucial para a proteção da saúde pública em áreas de maior vulnerabilidade
C o PNI implantou a vacinação universal apenas em grandes centros urbanos, não conseguindo expandir significativamente a cobertura vacinal em áreas rurais e em populações vulneráveis, o que limitou seu impacto na redução das desigualdades sociais
D apesar do sucesso na introdução de novas vacinas, o PNI teve um efeito limitado na redução das desigualdades sociais, pois as campanhas de imunização não estavam adequadamente adaptadas às necessidades específicas das populações marginalizadas, como as comunidades quilombolas e as populações indígenas

O técnico de enfermagem deve estar atento aos sinais e aos sintomas de flebite em pacientes com acesso venoso periférico. Considerando os sinais clínicos e a conduta adequada, é correto afirmar que:

A a flebite é caracterizada por dor moderada, eritema discreto e edema local, sendo necessário apenas monitoramento do quadro e manutenção da infusão até o desaparecimento dos sintomas
B em caso de flebite, o técnico de enfermagem deve continuar a infusão intravenosa até que sinais claros de infecção sistêmica, como febre e calafrios, apareçam, para então realizar a retirada do cateter
C a flebite é caracterizada pela dor leve no local de inserção, acompanhada de leve vermelhidão e inchaço, sendo sufi ciente apenas a observação do quadro, sem necessidade de interrupção da infusão intravenosa
D os sinais de flebite incluem dor intensa, eritema, calor, edema, endurecimento da veia e, em alguns casos, presença de cordão visível ao longo da veia afetada. A conduta é suspender a infusão, remover o cateter e comunicar ao enfermeiro responsável para novas orientações

Um paciente de 25 anos deu entrada no hospital após sofrer queimaduras em aproximadamente 18% da sua superfície corporal. As queimaduras atingem a epiderme e a derme superficial, com presença de bolhas, dor intensa e eritema. O técnico de enfermagem, ao avaliar a extensão das queimaduras, deve adotar a conduta apropriada para o cuidado inicial do paciente. A afirmação que descreve corretamente a classificação da queimadura e os cuidados necessários para o manejo inicial desse paciente é:

A a queimadura é de segundo grau, com 18% da superfície corporal afetada, o que exige a administração de analgésicos e a reposição volêmica com solução de Ringer lactato, além de monitorar os sinais vitais e realizar curativos estéreis para evitar infecção
B o técnico de enfermagem deve classificar a queimadura como de terceiro grau e iniciar a reposição volêmica com solução salina isotônica, sem a necessidade de curativos, já que a extensão das queimaduras é menor que 20% da superfície corporal
C a queimadura é de primeiro grau, o que implica que a reposição volêmica não seja necessária; o técnico de enfermagem deve focar no controle da dor com analgésicos não opioides e orientar o paciente quanto ao cuidado domiciliar
D a queimadura é de segundo grau, mas como não ultrapassa 15% da superfície corporal, a reposição volêmica não é indicada; o técnico de enfermagem deve realizar curativos úmidos e administrar analgésicos opioides para controle da dor, sem necessidade de monitoramento dos sinais vitais

Com base nas diretrizes do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), instituído pela Resolução RDC nº 36/2013 da ANVISA, a ação mais eficaz para minimizar os riscos de eventos adversos em ambientes hospitalares, considerando as práticas recomendadas para a segurança do paciente e os papéis dos profissionais de saúde, é:

A a implementação de uma rotina de identificação verbal do paciente antes de procedimentos invasivos pode ser considerada sufi ciente para garantir a segurança, dispensando o uso de identificação por pulseira, especialmente em casos de urgência
B a priorização de protocolos de comunicação e a utilização de sistemas de verificação de medicamentos podem ser realizadas apenas em serviços de maior complexidade, uma vez que os protocolos são mais eficazes em ambientes com maior volume de pacientes
C a monitorização constante da segurança do paciente deve ser realizada somente após a ocorrência de eventos adversos, para garantir que as ações corretivas sejam efetivas e que os erros não se repitam, sem necessidade de estratégias preventivas contínuas
D a padronização de procedimentos e o uso de checklists de segurança, incluindo a verificação da identificação do paciente, a conferência de medicamentos e a correta realização de procedimentos, são fundamentais e devem ser sistematicamente aplicados por todos os membros da equipe, independentemente da gravidade do quadro do paciente

Em uma unidade de saúde de uma cidade de médio porte, um enfermeiro está conduzindo um estudo epidemiológico sobre a ocorrência de doenças respiratórias em crianças menores de 5 anos. Durante um período de 12 meses, ele registra 120 casos de doenças respiratórias entre 1.000 crianças dessa faixa etária cadastradas na unidade de saúde. Com base nesse cenário, a medida epidemiológica mais adequada para descrever a proporção de crianças que apresentaram doenças respiratórias durante o ano é:

A incidência, pois reflete o número de novos casos de doenças respiratórias entre as crianças durante o período de estudo
B taxa de mortalidade, pois indica o número de óbitos em crianças menores de 5 anos por doenças respiratórias no período
C prevalência, pois descreve a proporção de crianças que apresentaram doenças respiratórias em relação ao total de crianças da população durante o período de estudo
D risco relativo, pois compara a ocorrência de doenças respiratórias em diferentes grupos de crianças com características diferentes, mas suscetíveis aos mesmos determinantes

Dentro da Estratégia Saúde da Família (ESF), o técnico de enfermagem desempenha um papel multifacetado e essencial para o cuidado integral da saúde das comunidades. Suas atividades envolvem desde ações preventivas até o acompanhamento de tratamentos, sempre com foco na promoção e na redução das desigualdades no acesso à saúde. Com base em suas atribuições, assinale a alternativa que melhor descreve as responsabilidades do técnico de enfermagem na ESF:

A o técnico de enfermagem é responsável unicamente pelo cuidado direto ao paciente durante o atendimento médico, sem participação em ações educativas ou de prevenção de saúde
B o técnico de enfermagem atua no planejamento e execução de atividades educativas em saúde, apoio nas campanhas de vacinação, monitoramento da adesão ao tratamento e acompanhamento do ambiente domiciliar, sempre sob a supervisão da enfermeira ou médico
C o técnico de enfermagem exerce funções exclusivas de administração, coordenando as atividades da equipe de saúde e supervisionando médicos e enfermeiros nas ações de cuidado à comunidade
D o técnico de enfermagem tem autonomia para prescrever tratamentos e realizar diagnósticos de enfermagem, assumindo responsabilidades administrativas na gestão da unidade de saúde

Após o técnico de enfermagem realizar a aspiração traqueal, o paciente apresenta sinais de desconforto, como aumento da frequência cardíaca e dificuldade para respirar. Considerando os cuidados necessários para garantir a segurança do paciente, a conduta do técnico responsável deve ser:

A administrar oxigênio imediatamente, monitorando a frequência cardíaca e respiratória, e realizar a aspiração novamente após 30 minutos
B reavaliar a saturação de oxigênio, monitorar os sinais vitais e proporcionar conforto respiratório, evitando novas aspirações desnecessárias
C solicitar o médico para uma nova avaliação, já que a aspiração traqueal pode causar complicações e o paciente precisa de observação contínua
D continuar a aspiração de secreções até que o paciente apresente melhora completa na respiração, sem a necessidade de monitoramento adicional

Um paciente de 68 anos foi admitido com sepse severa e está sendo mantido em ventilação mecânica invasiva, além de ter acesso venoso central e sonda vesical. Durante o acompanhamento do técnico de enfermagem, foram observados sinais de deterioração clínica, como febre persistente, alteração no débito urinário e instabilidade hemodinâmica. A alternativa que expressa as condutas corretas de biossegurança e controle de infecção hospitalar que o técnico de enfermagem deve seguir é:

A realizar a higienização das mãos apenas após cada procedimento com o paciente, já que a maioria dos dispositivos invasivos é estéril, e não há necessidade de utilizar máscara ou avental, considerando que o paciente está em ventilação mecânica, o que reduz o risco de infecção
B higienizar as mãos apenas após o contato com as superfícies do paciente e, quando manipular dispositivos invasivos, pode utilizar luvas não estéreis, contudo, a máscara e o avental devem ser utilizados apenas em procedimentos de risco elevado, como inserção de cateteres ou punção venosa
C focar apenas na utilização de luvas estéreis para manipulação de dispositivos invasivos e pode dispensar a higienização das mãos, já que o risco de infecção é minimizado pelo uso de dispositivos estéreis, e a máscara não é necessária, pois a ventilação mecânica protege o paciente contra a infecção
D realizar a higienização das mãos antes e após cada contato com o paciente ou manipulação de dispositivos invasivos, utilizar luvas estéreis ao manusear a ventilação mecânica e o acesso venoso central, e utilizar máscara, avental e proteção ocular sempre que houver risco de exposição a secreções corporais ou materiais biológicos