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Está correta a associação do subtipo de Esquizofrenia e sua respectiva descrição:

A Subtipos - Paranoide Descrição - Predominam sintomas positivos. O quadro clínico é dominado por delírios persecutórios relativamente estruturados. Pacientes mostram-se desconfiados, reservados e com maior propensão para comportamento agressivo. CID-10 - F20.0
B Subtipos - Hebefrênico ou Desorganizado Descrição - Predomínio de sintomas motores e alterações da atividade, que podem ir desde um estado de cansaço e acinético até à excitação. CID-10 - F20.2
C Subtipos - Catatônico Descrição - Nesta forma existe um predomínio de sintomas negativos, os doentes apresentam isolamento social, embotamento afetivo e uma pobreza em nível de conteúdo do pensamento. CID-10 - F20.1
D Subtipos - Indiferenciado Descrição - Sintomas afetivos e alterações do pensamento são predominantes. Ideias delirantes podem estar presentes, mas não são organizadas. Alguns pacientes podem apresentar episódios graves de agressividade. Existe um contato muito pobre com a realidade. CID-10 - F20.4
E Subtipos - Residual Descrição - Habitualmente apresenta desenvolvimento insidioso com isolamento social e comprometimento do desempenho laboral e intelectual. Observa-se uma certa apatia e indiferença relativa ao mundo exterior. CID-10 - F20.3

Com relação ao transtorno neurocognitivo maior ou leve devido à doença do príon, de acordo com o DSM-5:

A A doença do príon não costuma ser diagnosticada sem, no mínimo, um biomarcador característico: lesões reconhecidas em imagem por ressonância magnética com DWI (diffusion-weighted imaging), ou FLAIR (fluid-attenuated inversion recovery), tau ou proteína 14-3-3 no líquido cerebrospinal, ondas trifásicas características no encefalograma ou, nas formas familiares raras, história familiar ou teste genético.
B O tipo mais comum é a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob, associada à transmissão da encefalopatia espongiforme bovina, também conhecida como “doença da vaca louca”.
C Sua classificação inclui transtornos neurocognitivos devidos a um grupo de encefalopatias espongiformes agudas (entre as quais não devem ser incluídas o kuru e a insônia fatal), causadas por agentes transmissíveis conhecidos como príons.
D Normalmente, pessoas com doença de Creutzfeldt-Jakob apresentam déficits neurocognitivos e movimentos anormais, como mioclonia, coreia ou distonia; reflexo do sobressalto (startle reflex) é incomum.
E A incidência anual de doença de Creutzfeldt-Jakob esporádica é de cerca de 10 ou 20 casos por milhão de pessoas. A prevalência é desconhecida, mas muito reduzida, considerada a curta sobrevida.

M.N.E., 78 anos, apresenta quadro no qual não se alimenta há 1 semana referindo estar morta, solicita aos familiares para comprar um caixão, em que deve ser enterrada. Nas últimas 24 horas parou de falar com as pessoas e passou a não reagir quando chamada. No último mês a família diz que estava mais isolada e pouco comunicativa, queixando-se de desânimo e não querendo ver os netos e os filhos. Neste período emagreceu 4 kg e vem se queixando de dificuldade para dormir. Há quinze dias pediu para suspender o almoço de domingo (“não sei se consigo cozinhar”, “minha cabeça está vazia”). Familiar informa que ao longo dos últimos dias tem passado cada vez mais tempo na cama, sem se movimentar, falando pouco e baixo e com temática de morte. Tem antecedente psiquiátrico de quadros depressivos e ansiosos com vários episódios ao longo da vida. Já fez uso de fluoxetina (60 mg), venlafaxina (75 mg), mirtazapina (30 mg), buspirona (15 mg) e mantém uso atual de clonazepan 1 mg à noite, sertralina 50 mg ao dia prescrita pelo cardiologista. Faz seguimento clínico para hipertensão e diabetes. É um importante diagnóstico diferencial:

A Síndrome de Diógenes.
B Esquizofrenia residual.
C Transtorno delirante crônico persistente.
D Transtorno neurocognitivo menor.
E Catatonia.

K.W.S., 35 anos, sexo feminino, possui história de inúmeras visitas a diferentes médicos nos últimos 10 anos, apresentando sempre múltiplos sintomas que têm interferido em sua vida. Acaba recebendo medicações excessivas, já foi hospitalizada algumas vezes para investigação, sendo que em duas delas chegou a ser submetida a cirurgia exploradora, mas o seu quadro clínico não encontra explicação dos clínicos gerais e dos cirurgiões que a avaliam. Recentemente, foi solicitada interconsulta com o psiquiatra, que considerou seu caso compatível com F48.8 (CID-10), correspondendo ao transtorno de:

A Dandy-Walker.
B Caenis.
C Bianchi.
D Briquet.
E Hunt.

Com base no DSM-5, é correto afirmar, com relação à esquizofrenia:

A A proporção entre os sexos difere em amostras e populações: por exemplo, ênfase em sintomas negativos e duração maior do transtorno (associada a pior prognóstico) demonstram taxas mais elevadas de incidência nos indivíduos do sexo masculino, ao passo que definições que possibilitam a inclusão de mais sintomas de humor e apresentações breves (associadas a melhor prognóstico) demonstram riscos equivalentes para ambos os sexos.
B A prevalência da esquizofrenia ao longo da vida parece ser de 1,3 a 1,5%, embora haja relatos de variação por raça/etnia entre países e por origem geográfica para imigrantes e filhos de imigrantes.
C A estação do ano no nascimento é associada à incidência da esquizofrenia, incluindo fim do verão/início do outono em alguns locais e inverno para a forma da doença com déficits.
D Existe forte contribuição dos fatores genéticos na determinação do risco para esquizofrenia, e a maioria dos indivíduos com diagnóstico do transtorno apresenta história familiar de psicose.
E Cerca de 10% dos indivíduos com esquizofrenia morrem por suicídio; em torno de 35% tentam suicídio em uma ou mais ocasiões, e muitos mais têm ideação suicida importante. O risco de suicídio é maior no período após um episódio psicótico, e menor após a alta hospitalar.

P.D.A., 8 anos, sexo masculino, apresenta quociente de inteligência (QI) abaixo de 20, é gravemente limitado em sua capacidade de entender ou de agir de acordo com pedidos ou instruções, é gravemente restrito em sua mobilidade, incontinente, não possuindo capacidade de cuidar de suas próprias necessidades básicas e requerendo constante ajuda e supervisão. De acordo com a CID-10, a principal hipótese diagnóstica para o seu caso é:

A Retardo mental grave.
B Subnormalidade mental profunda.
C Debilidade mental.
D Imbecilidade.
E Oligofrenia grave.

De acordo com o DSM-5, são consideradas características de bom prognóstico para o transtorno esquizofreniforme, EXCETO:

A Bom funcionamento social e profissional pré-mórbido.
B Confusão ou perplexidade.
C Avolia.
D Ausência de afeto embotado ou plano.
E Início de sintomas psicóticos proeminentes em quatro semanas da primeira mudança percebida no comportamento ou funcionamento habitual.
Texto associado
J.A., 24 anos, solteira, estudante universitária de engenharia, apresenta quadro importante de agitação, acompanhada de aceleração do pensamento, fala rápida, com dificuldade de permanecer no mesmo assunto. Quando questionada, paciente fala sentir-se triste e desanimada e pede um remédio para essa tristeza, chegando a rir e chorar na entrevista. A família nega antecedentes de quadros depressivos no passado. Informa que nas últimas 2 semanas tem dormido pouco, passando a noite acordada querendo jogar videogame de dança em casa. No último final de semana foi ao shopping e gastou quase 10 mil reais em compras para os amigos da faculdade. Conta que adora sair “para a balada” e que tem bebido bastante (“não me lembro bem do que ocorreu nas noites passadas”). Paciente apresenta-se, ao exame psíquico, consciente, orientada, atenção preservada, porém, com distratibilidade frente a estímulos; por vezes, chora na entrevista, apresentando grande labilidade emocional, pensamento com perda da direção e presença de arborizações; crítica prejudicada quanto ao estado mórbido. Paciente vem saindo muito à noite e postando fotos provocativas nas redes sociais. Diz querer “namorar muito”. Familiar nega conhecimento de uso de drogas ilícitas. Informa que paciente iniciou uso de lisdexanfetamina (50 mg) há cerca de 2 meses devido à dificuldade de estudar para provas e que o “curso de engenharia era muito puxado e ela sentia ter déficit de atenção e não conseguir se concentrar o suficiente para acompanhar o curso”. Nos últimos semestres, familiar refere que J.A. vinha sobrecarregada e se dizia “exausta” e que o uso da medicação ajudou “a dar conta da faculdade”. Familiar informa que tem tido dificuldade de manter a paciente em casa e que, por vezes, ela se mostra agressiva quando alguém tenta impedir que saia.

O tratamento inicial mais indicado para essa paciente seria:

A Manter lisdexanfetamina em 50 mg e associar haloperidol com prometazina IM.
B Aumentar para 70 mg a lisdexanfetamina e associar bupropiona.
C Reduzir para 30 mg a lisdexanfetamina e iniciar venlafaxina.
D Suspender lisdexanfetamina e iniciar quetiapina.
E Manter lisdexanfetamina em 50 mg e iniciar quetamina para reduzir risco de suicídio.
Texto associado
M.N., 54 anos, vem trazida pela irmã ao serviço de emergência psiquiátrica, pois a paciente recebeu uma intimação judicial para manter-se afastada do ator e cantor F.A.B., sob pena de prisão. A paciente conta que acompanha a carreira de F.A.B desde o início, e foi conhecê-lo numa entrevista há cerca de 6 meses. Nesse dia, percebeu que as músicas que ele escrevia eram para ela, e passou a ir aos lugares que ele costumava frequentar. Mandava cartas diariamente, e mostra uma foto autografada “que ele mandou somente para mim”. Após receber essa foto, teve certeza de que ele a cortejava. Ao ser questionada sobre a família do ator, responde: “ele casou com ela antes de me conhecer, e ela não deixa ele se separar, usa os filhos”. Passa dias seguindo F.A.B e, devido a faltas, perdeu o emprego no mês passado – “mas quando casarmos voltarei a trabalhar”. Nas últimas semanas vem escrevendo “sobre o que fazer para se livrar dela”. A irmã está preocupada com o que pode acontecer com a paciente, informando que tem autocuidados preservados, mantém cuidados com a casa, vai ao banco e gerencia sua conta. Sono e apetite preservados. A irmã nota a piora comportamental há cerca de 2 meses, quando a paciente começou a falar mais sobre o assunto, e não aceita quando ela (irmã) tenta falar sobre a impossibilidade desta relação - nestes momentos fica irritada e já chegou a jogar prato na parede. Ao exame psíquico: consciente, atenta e vigil. Orientada no tempo e espaço. Memória preservada. Humor sem polarização, afeto reativo. Psicomotricidade sem alterações. Não foram observados sinais alucinatórios. Pensamento com curso e direção preservados, fala pausada sem alteração quanto à velocidade.

Do ponto de vista da medicina legal, a paciente é

A inimputável, visto que apresenta crítica prejudicada.
B inimputável, visto que apresenta rebaixamento da consciência.
C imputável, visto que apresenta preservação de atividades de vida diária.
D semi-imputável, visto que apresenta preservação da atividade de vida diária, mas associada a períodos de irritabilidade e explosividade.
E imputável, pois demonstra consciência e tem mostrado premeditação através das cartas.