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Considere as assertivas abaixo em relação às diferenças entre envelhecimento normal e Doença de Alzheimer:

I. No envelhecimento normal há o esquecimento de alguns nomes ou fatos, podendo ser lembrados posteriormente.

II. Na doença de Alzheimer, o esquecimento leva a prejuízo da vida diária e o paciente não percebe o esquecimento.

III. Os erros no envelhecimento normal são frequentes, impactando nas tarefas relativas às atividades instrumentais de vida diária.

IV. Na doença de Alzheimer o paciente apresenta capacidade preservada para resolver problemas, porém mostra lentificação nas atividades. As atividades de vida diária instrumentais estão preservadas.

V. Na doença de Alzheimer as atividades básicas de vida diária são as primeiras a serem prejudicadas. Está correto o que se afirma APENAS em

A II, III e IV.
B I e V.
C I e II.
D I, IV e V.
E II e III.

M.N.E., 78 anos, apresenta quadro no qual não se alimenta há 1 semana referindo estar morta, solicita aos familiares para comprar um caixão, em que deve ser enterrada. Nas últimas 24 horas parou de falar com as pessoas e passou a não reagir quando chamada. No último mês a família diz que estava mais isolada e pouco comunicativa, queixando-se de desânimo e não querendo ver os netos e os filhos. Neste período emagreceu 4 kg e vem se queixando de dificuldade para dormir. Há quinze dias pediu para suspender o almoço de domingo (“não sei se consigo cozinhar”, “minha cabeça está vazia”). Familiar informa que ao longo dos últimos dias tem passado cada vez mais tempo na cama, sem se movimentar, falando pouco e baixo e com temática de morte. Tem antecedente psiquiátrico de quadros depressivos e ansiosos com vários episódios ao longo da vida. Já fez uso de fluoxetina (60 mg), venlafaxina (75 mg), mirtazapina (30 mg), buspirona (15 mg) e mantém uso atual de clonazepan 1 mg à noite, sertralina 50 mg ao dia prescrita pelo cardiologista. Faz seguimento clínico para hipertensão e diabetes. O tratamento de escolha para o diagnóstico da paciente é:

A Eletroconvulsoterapia.
B Lítio.
C Ácido Valpróico com aumento gradual.
D Haloperidol e troca da sertralina por vortioxetina.
E Estimulação magnética transcraniana após aumento do clonazepam.
Texto associado
J.A., 24 anos, solteira, estudante universitária de engenharia, apresenta quadro importante de agitação, acompanhada de aceleração do pensamento, fala rápida, com dificuldade de permanecer no mesmo assunto. Quando questionada, paciente fala sentir-se triste e desanimada e pede um remédio para essa tristeza, chegando a rir e chorar na entrevista. A família nega antecedentes de quadros depressivos no passado. Informa que nas últimas 2 semanas tem dormido pouco, passando a noite acordada querendo jogar videogame de dança em casa. No último final de semana foi ao shopping e gastou quase 10 mil reais em compras para os amigos da faculdade. Conta que adora sair “para a balada” e que tem bebido bastante (“não me lembro bem do que ocorreu nas noites passadas”). Paciente apresenta-se, ao exame psíquico, consciente, orientada, atenção preservada, porém, com distratibilidade frente a estímulos; por vezes, chora na entrevista, apresentando grande labilidade emocional, pensamento com perda da direção e presença de arborizações; crítica prejudicada quanto ao estado mórbido. Paciente vem saindo muito à noite e postando fotos provocativas nas redes sociais. Diz querer “namorar muito”. Familiar nega conhecimento de uso de drogas ilícitas. Informa que paciente iniciou uso de lisdexanfetamina (50 mg) há cerca de 2 meses devido à dificuldade de estudar para provas e que o “curso de engenharia era muito puxado e ela sentia ter déficit de atenção e não conseguir se concentrar o suficiente para acompanhar o curso”. Nos últimos semestres, familiar refere que J.A. vinha sobrecarregada e se dizia “exausta” e que o uso da medicação ajudou “a dar conta da faculdade”. Familiar informa que tem tido dificuldade de manter a paciente em casa e que, por vezes, ela se mostra agressiva quando alguém tenta impedir que saia.

A hipótese diagnóstica mais provável é:

A Transtorno afetivo bipolar – estado misto atual.
B Transtorno afetivo bipolar – episódio depressivo atual.
C Transtorno de humor unipolar – episódio de mania atual.
D Hipomania grave com sintomas psicóticos.
E Hipomania leve sem sintomas psicóticos.

Com relação aos transtornos relacionados a estimulantes, é correto afirmar, com base no DSM-5:

A Estima-se que a prevalência de 12 meses do transtorno por uso de estimulantes tipo anfetamina nos Estados Unidos seja de 0,2% na faixa etária dos 12 aos 17 anos e de 0,2% entre indivíduos a partir dos 18 anos. As taxas são similares entre homens e mulheres adultos (0,2%), mas, dos 12 aos 17 anos, a taxa para meninas (0,3%) é superior à taxa para meninos (0,1%).
B Os padrões de uso e o curso são semelhantes entre transtornos envolvendo estimulantes tipo anfetamina e cocaína, já que ambas as substâncias são potentes estimulantes do sistema nervoso central com efeitos psicoativos e simpatomiméticos semelhantes. Estimulantes tipo cocaína têm ação mais prolongada do que anfetamina e, portanto, são usados menos vezes por dia.
C O uso de estimulantes tipo anfetamina via intravenosa apresenta uma proporção entre os sexos masculino e feminino de 2:1, mas as taxas são mais equilibradas entre usuários que não injetam a substância, sendo que indivíduos do sexo feminino constituem 58% das internações primárias para tratamento.
D A benzoilecognina, um metabólito da cocaína, normalmente permanece na urina durante 7 dias depois de uma dose única e pode ficar presente durante 16 a 18 dias em indivíduos que usam altas doses repetidamente.
E O transtorno por uso de estimulantes pode se desenvolver rapidamente com a administração via intravenosa ou fumada; entre as internações primárias decorrentes do uso de estimulantes tipo anfetamina, 52% relataram fumar, 33% relataram inalar, e 15% relataram injetar.

É correto afirmar, com relação aos transtornos de tique, de acordo com o DSM-5:

A A prevalência estimada de transtorno de Tourette varia de 10 a 12 a cada 1.000 crianças em idade escolar. O sexo feminino costuma ser mais afetado do que o masculino, com a proporção variando de 2:1 a 3:1.
B Complicações obstétricas, idade paterna avançada, baixo peso ao nascer e tabagismo materno durante a gestação – conhecidos fatores de risco para outros transtornos – não parecem associados à piora da gravidade dos tiques.
C O sexo feminino é mais comumente acometido do que o masculino, embora não existam diferenças de gênero em relação ao tipo de tiques, idade do início ou curso. Homens com transtornos de tique persistentes podem ter mais propensão a sofrer de ansiedade e depressão.
D A vulnerabilidade para o desenvolvimento de comorbidades se modifica à medida que as pessoas passam pelas idades de risco para as várias condições comórbidas. Por exemplo, crianças pré-púberes com transtornos de tique são mais propensas a ter o início de um transtorno depressivo maior e transtorno de ansiedade de separação do que adolescentes e adultos, estes mais propensos a ter TOC, transtorno por abuso de substância ou transtorno bipolar.
E O início dos tiques ocorre tipicamente entre 4 e 6 anos de idade. O pico da gravidade ocorre entre 10 e 12 anos, com declínio na adolescência. Muitos adultos com transtornos de tique podem ter diminuição dos sintomas. Um percentual pequeno de indivíduos terá sintomas persistentemente graves ou que pioram na vida adulta.
Texto associado
M.N., 54 anos, vem trazida pela irmã ao serviço de emergência psiquiátrica, pois a paciente recebeu uma intimação judicial para manter-se afastada do ator e cantor F.A.B., sob pena de prisão. A paciente conta que acompanha a carreira de F.A.B desde o início, e foi conhecê-lo numa entrevista há cerca de 6 meses. Nesse dia, percebeu que as músicas que ele escrevia eram para ela, e passou a ir aos lugares que ele costumava frequentar. Mandava cartas diariamente, e mostra uma foto autografada “que ele mandou somente para mim”. Após receber essa foto, teve certeza de que ele a cortejava. Ao ser questionada sobre a família do ator, responde: “ele casou com ela antes de me conhecer, e ela não deixa ele se separar, usa os filhos”. Passa dias seguindo F.A.B e, devido a faltas, perdeu o emprego no mês passado – “mas quando casarmos voltarei a trabalhar”. Nas últimas semanas vem escrevendo “sobre o que fazer para se livrar dela”. A irmã está preocupada com o que pode acontecer com a paciente, informando que tem autocuidados preservados, mantém cuidados com a casa, vai ao banco e gerencia sua conta. Sono e apetite preservados. A irmã nota a piora comportamental há cerca de 2 meses, quando a paciente começou a falar mais sobre o assunto, e não aceita quando ela (irmã) tenta falar sobre a impossibilidade desta relação - nestes momentos fica irritada e já chegou a jogar prato na parede. Ao exame psíquico: consciente, atenta e vigil. Orientada no tempo e espaço. Memória preservada. Humor sem polarização, afeto reativo. Psicomotricidade sem alterações. Não foram observados sinais alucinatórios. Pensamento com curso e direção preservados, fala pausada sem alteração quanto à velocidade.

A hipótese diagnóstica mais provável para o presente quadro clínico é:

A Transtorno afetivo bipolar - estado de mania moderada.
B Síndrome de Clerambault.
C Síndrome de Cottard.
D Síndrome de Ekbom.
E Síndrome de Diógenes.
Texto associado
M.N., 54 anos, vem trazida pela irmã ao serviço de emergência psiquiátrica, pois a paciente recebeu uma intimação judicial para manter-se afastada do ator e cantor F.A.B., sob pena de prisão. A paciente conta que acompanha a carreira de F.A.B desde o início, e foi conhecê-lo numa entrevista há cerca de 6 meses. Nesse dia, percebeu que as músicas que ele escrevia eram para ela, e passou a ir aos lugares que ele costumava frequentar. Mandava cartas diariamente, e mostra uma foto autografada “que ele mandou somente para mim”. Após receber essa foto, teve certeza de que ele a cortejava. Ao ser questionada sobre a família do ator, responde: “ele casou com ela antes de me conhecer, e ela não deixa ele se separar, usa os filhos”. Passa dias seguindo F.A.B e, devido a faltas, perdeu o emprego no mês passado – “mas quando casarmos voltarei a trabalhar”. Nas últimas semanas vem escrevendo “sobre o que fazer para se livrar dela”. A irmã está preocupada com o que pode acontecer com a paciente, informando que tem autocuidados preservados, mantém cuidados com a casa, vai ao banco e gerencia sua conta. Sono e apetite preservados. A irmã nota a piora comportamental há cerca de 2 meses, quando a paciente começou a falar mais sobre o assunto, e não aceita quando ela (irmã) tenta falar sobre a impossibilidade desta relação - nestes momentos fica irritada e já chegou a jogar prato na parede. Ao exame psíquico: consciente, atenta e vigil. Orientada no tempo e espaço. Memória preservada. Humor sem polarização, afeto reativo. Psicomotricidade sem alterações. Não foram observados sinais alucinatórios. Pensamento com curso e direção preservados, fala pausada sem alteração quanto à velocidade.

O tratamento mais adequado seria:

A Antidepressivo – bupropiona ou venlafaxina.
B Estabilizador de humor – lítio ou ácido valpróico.
C Antipsicótico – risperidona ou paliperidona.
D Quetamina EV ou SC.
E Benzodiazepínicos – clonazepam ou clobazam.

Sobre a epidemiologia do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), sabe-se que

A na vida adulta, a proporção entre os sexos é semelhante àquela observada na infância e na adolescência.
B na infância, a apresentação predominantemente desatenta é a mais encontrada em serviços especializados.
C a comorbidade com outros transtornos ocorre em cerca de 10 a 20% dos casos.
D em diferentes países, a prevalência é de cerca de 1 em 20 crianças
E não há estudos demonstrando a presença do transtorno em idosos.

Sobre o suicídio na prática clínica do psiquiatra, assinale a afirmativa correta.

A A mortalidade é significativamente maior em mulheres.
B A presença de ideação suicida é significativamente maior em homens.
C Histórico familiar positivo de suicídio deve ser considerado como fator de risco importante.
D Transtornos de Ansiedade não apresentam risco aumentado, ao contrário dos Transtornos do Humor.
E É mais comum em casados.