Instruções Gerais: Conforme Edital publicado, Capítulo 10 [...] 10.8 Será atribuída nota ZERO à Prova Discursiva-Redação que: a) fugir ao tema proposto. Em
caso de fuga completa ao tema proposto, a redação não será pontuada em qualquer outro de seus aspectos, recebendo nota 0 (zero) em todos os itens do
critério. b) fugir à modalidade de texto solicitada. Em caso de fuga completa ao género/tipo de texto solicitado, a redação não será pontuada em qualquer outro
de seus aspectos, recebendo nota 0 (zero) em todos os itens do critério. c) apresentar texto sob forma não articulada verbalmente (apenas com desenhos,
números e palavras soltas ou versos) ou em outra lingua que não a lingua portuguesa; d) apresentar formas propositais e explícitas de anulação, como
impropérios e trechos jocosos, ou predominância de rasura; e) for assinada fora do local apropriado; f) apresentar qualquer sinal, marca, risco, desenho, rubrica,
assinatura ou nome, feito pelo candidato, nas linhas destinadas à resposta definitiva que, de alguma forma, possibilite a identificação do candidato; g) estiver em
branco; h) apresentar predominantemente letra ilegível e/ou incompreensível; i) apresentar até 7 (sete) linhas escritas; j) apresentar texto idéntico ou produzido
por outro candidato ou no qual se identifique cópia (em todo ou em parte) de modelos de textos prontos disponiveis para consulta em fontes de acesso público.
k) apresentar texto idéntico (em todo ou em parte) ao produzido pelo mesmo candidato, ainda que em cargos diferentes; 1) não atender aos requisitos definidos
na grade de correção de critérios pela Banca Examinadora. 10.9 Na Prova Discursiva-Redação, a folha para rascunho no caderno de provas será de
preenchimento facultativo. Em hipótese alguma o rascunho elaborado pelo candidato será considerado na correção pela Banca Examinadora. 10.9.1 O candidato
deverá atentar para a folha destinada ao rascunho e a folha destinada à resposta definitiva, a fim de que não seja prejudicado. A folha para a resposta definitiva
será a única válida para a avaliação da Prova Discursiva-Redação. 10.10 Na Prova Discursiva-Redação, deverá ser rigorosamente observado o limite minimo
de 20 (vinte) linhas e máximo de 30 (trinta) linhas, sob pena de perda de pontos a serem atribuídos à Prova-Discursiva-Redação. 10.11 A Prova Discursiva-
Redação terá caráter eliminatório e classificatório e será avaliada na escala de 0 (zero) a 100 (cem). 10.11.1 Considerar-se-á aprovado o candidato que tiver
obtido nota igual ou superior a 50,00 (cinquenta) pontos.
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A frase O rapaz de bigode pede aos outros se afastem e o deixem respirar está corretamente transposta para o discurso direto
Texto associado
O termo inclusão digital tenta expressar a noção já tradicional, embora controversa, de que certos meios e/ou tecnologias
podem ser aplicados de maneira planejada, eficaz e previsível ao desenvolvimento social. O qualificador "digital" aparece nessa
expressão para ressaltar o fato de que, em anos recentes, uma gama ampla de sentidos do desenvolvimento tem sido associada às
Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Essas, por sua vez, têm sido vistas como "chaves para o crescimento,
empregos, investimento e inovação" uma vez que "um uso mais amplo e eficiente das TIC por todos os setores da economia é uma
clara oportunidade de fomento da competitividade, do desenvolvimento sustentável e da inclusão social".
Grosso modo, duas condições para a inclusão digital têm sido apontadas como essenciais, quando não como suficientes: o
acesso à infraestrutura técnica mínima (computadores, software e serviços de conexão à internet) e um grau mínimo de capacitação
da população para o uso das TIC.
(Adaptado de: BUZATO, Marcelo. Letramento e inclusão. Revista Delta: Documentação e Estudos em Linguística Aplicada. v. 25, n. 1, 2009.
Disponível em: )
podem ser aplicados de maneira planejada, eficaz e previsível ao desenvolvimento social. O qualificador "digital" aparece nessa
expressão para ressaltar o fato de que, em anos recentes, uma gama ampla de sentidos do desenvolvimento tem sido associada às
Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Essas, por sua vez, têm sido vistas como "chaves para o crescimento,
empregos, investimento e inovação" uma vez que "um uso mais amplo e eficiente das TIC por todos os setores da economia é uma
clara oportunidade de fomento da competitividade, do desenvolvimento sustentável e da inclusão social".
Grosso modo, duas condições para a inclusão digital têm sido apontadas como essenciais, quando não como suficientes: o
acesso à infraestrutura técnica mínima (computadores, software e serviços de conexão à internet) e um grau mínimo de capacitação
da população para o uso das TIC.
(Adaptado de: BUZATO, Marcelo. Letramento e inclusão. Revista Delta: Documentação e Estudos em Linguística Aplicada. v. 25, n. 1, 2009.
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O verbo que possui o mesmo tipo de complemento que o da frase "as cidades ocidentais modernas sempre mantiveram vários
sinais de abertura", está sublinhado em:
Texto associado
O termo inclusão digital tenta expressar a noção já tradicional, embora controversa, de que certos meios e/ou tecnologias
podem ser aplicados de maneira planejada, eficaz e previsível ao desenvolvimento social. O qualificador "digital" aparece nessa
expressão para ressaltar o fato de que, em anos recentes, uma gama ampla de sentidos do desenvolvimento tem sido associada às
Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Essas, por sua vez, têm sido vistas como "chaves para o crescimento,
empregos, investimento e inovação" uma vez que "um uso mais amplo e eficiente das TIC por todos os setores da economia é uma
clara oportunidade de fomento da competitividade, do desenvolvimento sustentável e da inclusão social".
Grosso modo, duas condições para a inclusão digital têm sido apontadas como essenciais, quando não como suficientes: o
acesso à infraestrutura técnica mínima (computadores, software e serviços de conexão à internet) e um grau mínimo de capacitação
da população para o uso das TIC.
(Adaptado de: BUZATO, Marcelo. Letramento e inclusão. Revista Delta: Documentação e Estudos em Linguística Aplicada. v. 25, n. 1, 2009.
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podem ser aplicados de maneira planejada, eficaz e previsível ao desenvolvimento social. O qualificador "digital" aparece nessa
expressão para ressaltar o fato de que, em anos recentes, uma gama ampla de sentidos do desenvolvimento tem sido associada às
Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Essas, por sua vez, têm sido vistas como "chaves para o crescimento,
empregos, investimento e inovação" uma vez que "um uso mais amplo e eficiente das TIC por todos os setores da economia é uma
clara oportunidade de fomento da competitividade, do desenvolvimento sustentável e da inclusão social".
Grosso modo, duas condições para a inclusão digital têm sido apontadas como essenciais, quando não como suficientes: o
acesso à infraestrutura técnica mínima (computadores, software e serviços de conexão à internet) e um grau mínimo de capacitação
da população para o uso das TIC.
(Adaptado de: BUZATO, Marcelo. Letramento e inclusão. Revista Delta: Documentação e Estudos em Linguística Aplicada. v. 25, n. 1, 2009.
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As ruas abertas à livre circulação de pessoas e veículos representam uma das imagens mais vivas da cidade moderna. Apesar
de as cidades ocidentais incorporarem várias e até contraditórias versões da modernidade, há um grande consenso a respeito de
quais são os elementos básicos da experiência moderna de vida pública urbana [...].
No trecho acima, indicam juízos de valor os seguintes termos:
Texto associado
O termo inclusão digital tenta expressar a noção já tradicional, embora controversa, de que certos meios e/ou tecnologias
podem ser aplicados de maneira planejada, eficaz e previsível ao desenvolvimento social. O qualificador "digital" aparece nessa
expressão para ressaltar o fato de que, em anos recentes, uma gama ampla de sentidos do desenvolvimento tem sido associada às
Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Essas, por sua vez, têm sido vistas como "chaves para o crescimento,
empregos, investimento e inovação" uma vez que "um uso mais amplo e eficiente das TIC por todos os setores da economia é uma
clara oportunidade de fomento da competitividade, do desenvolvimento sustentável e da inclusão social".
Grosso modo, duas condições para a inclusão digital têm sido apontadas como essenciais, quando não como suficientes: o
acesso à infraestrutura técnica mínima (computadores, software e serviços de conexão à internet) e um grau mínimo de capacitação
da população para o uso das TIC.
(Adaptado de: BUZATO, Marcelo. Letramento e inclusão. Revista Delta: Documentação e Estudos em Linguística Aplicada. v. 25, n. 1, 2009.
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podem ser aplicados de maneira planejada, eficaz e previsível ao desenvolvimento social. O qualificador "digital" aparece nessa
expressão para ressaltar o fato de que, em anos recentes, uma gama ampla de sentidos do desenvolvimento tem sido associada às
Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Essas, por sua vez, têm sido vistas como "chaves para o crescimento,
empregos, investimento e inovação" uma vez que "um uso mais amplo e eficiente das TIC por todos os setores da economia é uma
clara oportunidade de fomento da competitividade, do desenvolvimento sustentável e da inclusão social".
Grosso modo, duas condições para a inclusão digital têm sido apontadas como essenciais, quando não como suficientes: o
acesso à infraestrutura técnica mínima (computadores, software e serviços de conexão à internet) e um grau mínimo de capacitação
da população para o uso das TIC.
(Adaptado de: BUZATO, Marcelo. Letramento e inclusão. Revista Delta: Documentação e Estudos em Linguística Aplicada. v. 25, n. 1, 2009.
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Considere as frases a seguir:
É claro que esse nunca foi exatamente o caso, em Paris ou em qualquer outro lugar. As cidades modernas foram sempre
marcadas por desigualdades sociais e segregação espacial e nunca deixaram de ser apropriadas de formas bastante diferentes
por diversos grupos, dependendo de sua posição social e de seu poder. (2º parágrafo)
Essa ficção, tão radical quanto aquela da cidade aberta, ajudou a destruir a ordem social estamental que a precedeu. (3º parágrafo)
Os termos sublinhados referem-se, respectivamente, a
Texto associado
O termo inclusão digital tenta expressar a noção já tradicional, embora controversa, de que certos meios e/ou tecnologias
podem ser aplicados de maneira planejada, eficaz e previsível ao desenvolvimento social. O qualificador "digital" aparece nessa
expressão para ressaltar o fato de que, em anos recentes, uma gama ampla de sentidos do desenvolvimento tem sido associada às
Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Essas, por sua vez, têm sido vistas como "chaves para o crescimento,
empregos, investimento e inovação" uma vez que "um uso mais amplo e eficiente das TIC por todos os setores da economia é uma
clara oportunidade de fomento da competitividade, do desenvolvimento sustentável e da inclusão social".
Grosso modo, duas condições para a inclusão digital têm sido apontadas como essenciais, quando não como suficientes: o
acesso à infraestrutura técnica mínima (computadores, software e serviços de conexão à internet) e um grau mínimo de capacitação
da população para o uso das TIC.
(Adaptado de: BUZATO, Marcelo. Letramento e inclusão. Revista Delta: Documentação e Estudos em Linguística Aplicada. v. 25, n. 1, 2009.
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podem ser aplicados de maneira planejada, eficaz e previsível ao desenvolvimento social. O qualificador "digital" aparece nessa
expressão para ressaltar o fato de que, em anos recentes, uma gama ampla de sentidos do desenvolvimento tem sido associada às
Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Essas, por sua vez, têm sido vistas como "chaves para o crescimento,
empregos, investimento e inovação" uma vez que "um uso mais amplo e eficiente das TIC por todos os setores da economia é uma
clara oportunidade de fomento da competitividade, do desenvolvimento sustentável e da inclusão social".
Grosso modo, duas condições para a inclusão digital têm sido apontadas como essenciais, quando não como suficientes: o
acesso à infraestrutura técnica mínima (computadores, software e serviços de conexão à internet) e um grau mínimo de capacitação
da população para o uso das TIC.
(Adaptado de: BUZATO, Marcelo. Letramento e inclusão. Revista Delta: Documentação e Estudos em Linguística Aplicada. v. 25, n. 1, 2009.
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Essa ficção, tão radical quanto aquela da cidade aberta, ajudou a destruir a ordem social estamental que a precedeu. No entanto,
foi só depois de muitas lutas que as definições de quem poderia ser considerado "livre e igual" foram pouco a pouco expandidas.
(3º parágrafo)
O termo sublinhado no trecho acima indica a
Texto associado
O termo inclusão digital tenta expressar a noção já tradicional, embora controversa, de que certos meios e/ou tecnologias
podem ser aplicados de maneira planejada, eficaz e previsível ao desenvolvimento social. O qualificador "digital" aparece nessa
expressão para ressaltar o fato de que, em anos recentes, uma gama ampla de sentidos do desenvolvimento tem sido associada às
Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Essas, por sua vez, têm sido vistas como "chaves para o crescimento,
empregos, investimento e inovação" uma vez que "um uso mais amplo e eficiente das TIC por todos os setores da economia é uma
clara oportunidade de fomento da competitividade, do desenvolvimento sustentável e da inclusão social".
Grosso modo, duas condições para a inclusão digital têm sido apontadas como essenciais, quando não como suficientes: o
acesso à infraestrutura técnica mínima (computadores, software e serviços de conexão à internet) e um grau mínimo de capacitação
da população para o uso das TIC.
(Adaptado de: BUZATO, Marcelo. Letramento e inclusão. Revista Delta: Documentação e Estudos em Linguística Aplicada. v. 25, n. 1, 2009.
Disponível em: )
podem ser aplicados de maneira planejada, eficaz e previsível ao desenvolvimento social. O qualificador "digital" aparece nessa
expressão para ressaltar o fato de que, em anos recentes, uma gama ampla de sentidos do desenvolvimento tem sido associada às
Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Essas, por sua vez, têm sido vistas como "chaves para o crescimento,
empregos, investimento e inovação" uma vez que "um uso mais amplo e eficiente das TIC por todos os setores da economia é uma
clara oportunidade de fomento da competitividade, do desenvolvimento sustentável e da inclusão social".
Grosso modo, duas condições para a inclusão digital têm sido apontadas como essenciais, quando não como suficientes: o
acesso à infraestrutura técnica mínima (computadores, software e serviços de conexão à internet) e um grau mínimo de capacitação
da população para o uso das TIC.
(Adaptado de: BUZATO, Marcelo. Letramento e inclusão. Revista Delta: Documentação e Estudos em Linguística Aplicada. v. 25, n. 1, 2009.
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A correção gramatical e a regência são plenamente contempladas no seguinte período:
Texto associado
O termo inclusão digital tenta expressar a noção já tradicional, embora controversa, de que certos meios e/ou tecnologias
podem ser aplicados de maneira planejada, eficaz e previsível ao desenvolvimento social. O qualificador "digital" aparece nessa
expressão para ressaltar o fato de que, em anos recentes, uma gama ampla de sentidos do desenvolvimento tem sido associada às
Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Essas, por sua vez, têm sido vistas como "chaves para o crescimento,
empregos, investimento e inovação" uma vez que "um uso mais amplo e eficiente das TIC por todos os setores da economia é uma
clara oportunidade de fomento da competitividade, do desenvolvimento sustentável e da inclusão social".
Grosso modo, duas condições para a inclusão digital têm sido apontadas como essenciais, quando não como suficientes: o
acesso à infraestrutura técnica mínima (computadores, software e serviços de conexão à internet) e um grau mínimo de capacitação
da população para o uso das TIC.
(Adaptado de: BUZATO, Marcelo. Letramento e inclusão. Revista Delta: Documentação e Estudos em Linguística Aplicada. v. 25, n. 1, 2009.
Disponível em: )
podem ser aplicados de maneira planejada, eficaz e previsível ao desenvolvimento social. O qualificador "digital" aparece nessa
expressão para ressaltar o fato de que, em anos recentes, uma gama ampla de sentidos do desenvolvimento tem sido associada às
Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Essas, por sua vez, têm sido vistas como "chaves para o crescimento,
empregos, investimento e inovação" uma vez que "um uso mais amplo e eficiente das TIC por todos os setores da economia é uma
clara oportunidade de fomento da competitividade, do desenvolvimento sustentável e da inclusão social".
Grosso modo, duas condições para a inclusão digital têm sido apontadas como essenciais, quando não como suficientes: o
acesso à infraestrutura técnica mínima (computadores, software e serviços de conexão à internet) e um grau mínimo de capacitação
da população para o uso das TIC.
(Adaptado de: BUZATO, Marcelo. Letramento e inclusão. Revista Delta: Documentação e Estudos em Linguística Aplicada. v. 25, n. 1, 2009.
Disponível em: )
O uso adequado do sinal indicativo de crase encontra-se em:
Texto associado
Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder às questões de 1 a 10.
A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.
(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.
(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)
Sêneca inclui seu interlocutor no próprio texto, valendo-se para tanto de verbo na segunda pessoa do singular, em:
Texto associado
Uma simples folha de papel... Ontem, num programa de TV, discutíamos entre escritores e jornalistas o drama do papel em branco na máquina e, diante dele, o pobre de nós que espreme o juízo até produzir qualquer coisa que encha as laudas necessárias e possa ir para a impressão. Acho que essa angústia existe desde que o primeiro escriba de cuneiforme, na Mesopotâmia, ficava aflito por uma ideia a gravar no tijolinho fresco, e depressa, antes que o barro secasse. Ou o emissário real, no Egito, diante do papiro virgem, rabiscando tentativamente um começo de hieróglifo sem saber o que contar na mensagem para o Faraó.
O curioso é que nem sempre, desse esforço de última hora, sai um resultado pífio. Às vezes, depois de minutos e minutos de indecisão e bloqueio, brota de repente uma ideia que é um clarão, o escriba bate freneticamente na máquina, tentando forçar os dedos a uma marcha mais veloz que a dos miolos; e em pouco ele entrega à oficina a sua melhor matéria do mês. Quando esse branco se dá na produção de livro, não tem tanta importância. O romance espera, o conto espera. E o poema só nasce na hora que quer. O jornal - que vive à custa do cotidiano e é voraz por fatos atuais e comentários sobre esses fatos, mal se consolando com projeções sobre o futuro ou meditações sobre o passado -, o jornal é que o grande tirano. Ele é como um alto forno de usina siderúrgica que não pode se apagar nunca e exige, dia e noite, combustível, minério, e a atenção infatigável dos seus alimentadores e manobreiros.
Aliás, para fazer justiça, não é propriamente o jornal o nosso tirano. O déspota implacável é mesmo o público, de quem o jornal é apenas o humilde, solícito, serviçal. O público é quem dá sentença de vida e morte, o público é quem boceja ou aplaude. Ele é quem recorta com amor o tópico feliz, ele quem amarrota a folha enfadonha a caminho da cesta. Nessa trêmula serventia vivemos todos os que dependemos da fera, e por isso a bajulamos, hesitamos num fraseado, trocamos um verbo mais incisivo por outro mais ameno, polvilhamos com um sal de malícia qualquer flagrante inocente, descobrimos interpretações sutis ou sibilinas para o que seria apenas massudo e incolor, sem o nosso intempestivo inuendo. Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos e não cair no perigoso terreno da invenção! Às vezes, basta insinuar que o figurão sorriu antes da sua resposta e se derruba todo um laborioso esforço de credibilidade, em hora de crise política.
O curioso é que nem sempre, desse esforço de última hora, sai um resultado pífio. Às vezes, depois de minutos e minutos de indecisão e bloqueio, brota de repente uma ideia que é um clarão, o escriba bate freneticamente na máquina, tentando forçar os dedos a uma marcha mais veloz que a dos miolos; e em pouco ele entrega à oficina a sua melhor matéria do mês. Quando esse branco se dá na produção de livro, não tem tanta importância. O romance espera, o conto espera. E o poema só nasce na hora que quer. O jornal - que vive à custa do cotidiano e é voraz por fatos atuais e comentários sobre esses fatos, mal se consolando com projeções sobre o futuro ou meditações sobre o passado -, o jornal é que o grande tirano. Ele é como um alto forno de usina siderúrgica que não pode se apagar nunca e exige, dia e noite, combustível, minério, e a atenção infatigável dos seus alimentadores e manobreiros.
Aliás, para fazer justiça, não é propriamente o jornal o nosso tirano. O déspota implacável é mesmo o público, de quem o jornal é apenas o humilde, solícito, serviçal. O público é quem dá sentença de vida e morte, o público é quem boceja ou aplaude. Ele é quem recorta com amor o tópico feliz, ele quem amarrota a folha enfadonha a caminho da cesta. Nessa trêmula serventia vivemos todos os que dependemos da fera, e por isso a bajulamos, hesitamos num fraseado, trocamos um verbo mais incisivo por outro mais ameno, polvilhamos com um sal de malícia qualquer flagrante inocente, descobrimos interpretações sutis ou sibilinas para o que seria apenas massudo e incolor, sem o nosso intempestivo inuendo. Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos e não cair no perigoso terreno da invenção! Às vezes, basta insinuar que o figurão sorriu antes da sua resposta e se derruba todo um laborioso esforço de credibilidade, em hora de crise política.
No contexto em que se encontra, o elemento sublinhado expressa ideia de:
Texto associado
Uma simples folha de papel... Ontem, num programa de TV, discutíamos entre escritores e jornalistas o drama do papel em branco na máquina e, diante dele, o pobre de nós que espreme o juízo até produzir qualquer coisa que encha as laudas necessárias e possa ir para a impressão. Acho que essa angústia existe desde que o primeiro escriba de cuneiforme, na Mesopotâmia, ficava aflito por uma ideia a gravar no tijolinho fresco, e depressa, antes que o barro secasse. Ou o emissário real, no Egito, diante do papiro virgem, rabiscando tentativamente um começo de hieróglifo sem saber o que contar na mensagem para o Faraó.
O curioso é que nem sempre, desse esforço de última hora, sai um resultado pífio. Às vezes, depois de minutos e minutos de indecisão e bloqueio, brota de repente uma ideia que é um clarão, o escriba bate freneticamente na máquina, tentando forçar os dedos a uma marcha mais veloz que a dos miolos; e em pouco ele entrega à oficina a sua melhor matéria do mês. Quando esse branco se dá na produção de livro, não tem tanta importância. O romance espera, o conto espera. E o poema só nasce na hora que quer. O jornal - que vive à custa do cotidiano e é voraz por fatos atuais e comentários sobre esses fatos, mal se consolando com projeções sobre o futuro ou meditações sobre o passado -, o jornal é que o grande tirano. Ele é como um alto forno de usina siderúrgica que não pode se apagar nunca e exige, dia e noite, combustível, minério, e a atenção infatigável dos seus alimentadores e manobreiros.
Aliás, para fazer justiça, não é propriamente o jornal o nosso tirano. O déspota implacável é mesmo o público, de quem o jornal é apenas o humilde, solícito, serviçal. O público é quem dá sentença de vida e morte, o público é quem boceja ou aplaude. Ele é quem recorta com amor o tópico feliz, ele quem amarrota a folha enfadonha a caminho da cesta. Nessa trêmula serventia vivemos todos os que dependemos da fera, e por isso a bajulamos, hesitamos num fraseado, trocamos um verbo mais incisivo por outro mais ameno, polvilhamos com um sal de malícia qualquer flagrante inocente, descobrimos interpretações sutis ou sibilinas para o que seria apenas massudo e incolor, sem o nosso intempestivo inuendo. Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos e não cair no perigoso terreno da invenção! Às vezes, basta insinuar que o figurão sorriu antes da sua resposta e se derruba todo um laborioso esforço de credibilidade, em hora de crise política.
O curioso é que nem sempre, desse esforço de última hora, sai um resultado pífio. Às vezes, depois de minutos e minutos de indecisão e bloqueio, brota de repente uma ideia que é um clarão, o escriba bate freneticamente na máquina, tentando forçar os dedos a uma marcha mais veloz que a dos miolos; e em pouco ele entrega à oficina a sua melhor matéria do mês. Quando esse branco se dá na produção de livro, não tem tanta importância. O romance espera, o conto espera. E o poema só nasce na hora que quer. O jornal - que vive à custa do cotidiano e é voraz por fatos atuais e comentários sobre esses fatos, mal se consolando com projeções sobre o futuro ou meditações sobre o passado -, o jornal é que o grande tirano. Ele é como um alto forno de usina siderúrgica que não pode se apagar nunca e exige, dia e noite, combustível, minério, e a atenção infatigável dos seus alimentadores e manobreiros.
Aliás, para fazer justiça, não é propriamente o jornal o nosso tirano. O déspota implacável é mesmo o público, de quem o jornal é apenas o humilde, solícito, serviçal. O público é quem dá sentença de vida e morte, o público é quem boceja ou aplaude. Ele é quem recorta com amor o tópico feliz, ele quem amarrota a folha enfadonha a caminho da cesta. Nessa trêmula serventia vivemos todos os que dependemos da fera, e por isso a bajulamos, hesitamos num fraseado, trocamos um verbo mais incisivo por outro mais ameno, polvilhamos com um sal de malícia qualquer flagrante inocente, descobrimos interpretações sutis ou sibilinas para o que seria apenas massudo e incolor, sem o nosso intempestivo inuendo. Mas quanto equilíbrio e cuidados são necessários para não transpor o frágil limite da verdade dos fatos e não cair no perigoso terreno da invenção! Às vezes, basta insinuar que o figurão sorriu antes da sua resposta e se derruba todo um laborioso esforço de credibilidade, em hora de crise política.