QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
104 questões encontradas
Texto associado
O descobridor das coisas A gente vinha de mãos dadas, sem pressa de nada pela rua. Totoca vinha me ensinando a vida. E eu estava muito contente porque meu irmão mais velho estava me dando a mão e ensinando as coisas. Mas ensinando as coisas fora de casa. Porque em casa eu aprendia descobrindo sozinho e fazendo sozinho, fazia errado e fazendo errado acabava sempre tomando umas palmadas. Até bem pouco tempo ninguém me batia. Mas depois descobriram as coisas e vivem dizendo que eu era o cão, que eu era capeta, gato ruço de mau pelo. Não queria saber disso. Se não estivesse na rua eu começava a cantar. Cantar era bonito. Totoca sabia fazer outra coisa além de cantar, assobiar. Mas eu por mais que imitasse, não saía nada. Ele me animou dizendo que era assim mesmo, que eu ainda não tinha boca de soprador. Mas como eu não podia cantar por fora, fui cantando por dentro. Aquilo era esquisito, mas se tornava muito gostoso. E eu estava me lembrando de uma música que Mamãe cantava quando eu era bem pequenininho. Ela ficava no tanque, com um pano amarrado na cabeça para tapar o sol. Tinha um avental amarrado na barriga e ficava horas e horas, metendo a mão na água, fazendo sabão virar muita espuma. Depois torcia a roupa e ia até a corda. Prendia tudo na corda e suspendia o bambu. Ela fazia igualzinho com todas as roupas. Estava lavando a roupa da casa do Dr. Faulhaber para ajudar nas despesas da casa. Mamãe era alta, magra, mas muito bonita. Tinha uma cor bem queimada e os cabelos pretos e lisos. Quando ela deixava os cabelos sem prender, davam até na cintura. Mas bonito era quando ela cantava e eu ficava junto aprendendo. (José Mauro de Vasconcelos. O meu pé de laranja lima , 1975. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o termo destacado pertence à mesma classe gramatical e exerce a mesma função sintática que o destacado em: “Até bem pouco tempo ninguém me batia.”

A Totoca vinha me ensinando a vida.
B Mas depois descobriram as coisas ...
C Aquilo era esquisito ...
D Não queria saber disso .
E ... mas se tornava muito gostoso .
Texto associado
“[...] Antes de atravessar o Mar Vermelho, livrando seu povo do cativeiro do Egito, Moisés decidiu ouvir os marqueteiros de seu tempo, gente entendida na política neoliberal de resultados. Juntou os melhores profissionais da classe, que já naquele tempo achava que política é promoção. Disse que precisava atravessar o mar Vermelho e iria, à frente de seu povo, construir uma enorme ponte que ligasse as duas margens. Os entendidos fizeram cara feia. Nada de ponte, não haveria a tal criatividade (...) Moisés concordou. Além de rotineira, a ideia da ponte era cara e demorada. Mas tinha uma alternativa; construir barcos que o levariam o seu povo à Terra prometida. Mais uma vez o pessoal do marketing torceu a cara. Barcos era pior do que ponte, coisa velha. Além de não ser uma ideia criativa, era solução pouco moderna, desde os fenícios que os barcos eram veículos superados. Moisés ia perdendo a paciência e perdeu mesmo. Deu um murro na mesa e perguntou: ‘Afinal, o que vocês querem que eu faça? Que eu mande as águas se separarem, formarem muralhas líquidas e fazer meu povo atravessar a pé enxuto o mar Vermelho?’ O pessoal delirou. O mais categorizado dos marqueteiros, considerado o gênio da classe, exultou: ‘Isso, Moisés! Isso, sim, é uma solução criativa! Vai ser um estouro! Se você faz o seu pessoal atravessar a pé enxuto o mar Vermelho, eu lhe garanto duas páginas na Bíblia!’ [...]”

Leia o fragmento de texto que segue e assinale a alternativa correta: “O pessoal delirou. O mais categorizado dos marqueteiros , considerado o gênio da classe, exultou: ‘Isso, Moisés! Isso, sim, é uma solução criativa! Vai ser um estouro! Se você faz o seu pessoal atravessar a pé enxuto o mar Vermelho, eu lhe garanto duas páginas na Bíblia’!” - A palavras grifadas podem ser sequencialmente classificadas em:

A sujeito / verbo de ligação / adjunto adverbial modo / objeto direto.
B sujeito / verbo de ligação / adjetivo / objeto indireto.
C substantivo / verbo de ligação / adjetivo / objeto direto.
D substantivo / verbo de ligação / pronome / objeto indireto.
Texto associado
Texto 1 – Ginástica artística: história e curiosidade História A ginástica artística está presente nos Jogos Olímpicos desde ______ (I. a – à) primeira edição da Era Moderna, em Atenas 1896. Os gregos da antiguidade acreditavam que a ginástica artística era a junção perfeita entre mente e corpo, assim _______ (II. a – há) praticavam ______ (III. a fim de – afim de) manter a boa forma física e da saúde. Ela também era ensinada como uma preparação para outros esportes, além de treinamento militar. O alemão Friedrich Ludwig Christoph Jahn, apaixonado pelo esporte, criou a primeira escola de ginástica artística em 1811. “O pai da ginástica”, como ficou conhecido, além de aperfeiçoar a modalidade, também criou alguns saltos e os aparelhos cavalo com alças, trave, barras paralelas e horizontais. A ginástica estreou nos Jogos de Atenas 1896, reunindo atletas de apenas cinco países, que competiram em quatro aparelhos. Em Amsterdã 1928, as mulheres também passaram a competir, participando de uma única prova por equipes. Nas competições, homens e mulheres competem no solo e no salto. As barras assimétricas e a trave são aparelhos exclusivamente femininos, e os homens competem também na barra fixa, nas barras paralelas, no cavalo com alças e nas argolas. Curiosidades A romena Nadia Comaneci encantou o mundo nos Jogos Olímpicos de Montreal 1976. Ela foi a mais jovem ginasta a ganhar medalha e a primeira a obter nota 10 na ginástica artística feminina. Ao todo, Comaneci conquistou nove medalhas olímpicas. Já a ginasta soviética Larysa Latynina entrou para a história como uma das atletas que mais conquistou medalhas em Jogos Olímpicos. Ao todo, em sua carreira, ela obteve 9 ouros, 5 pratas e 4 bronzes. A última delas foi conquistada nos Jogos de Roma 1960. A primeira brasileira a ser campeã mundial foi Daiane dos Santos, em Anaheim 2003. Sabe-se que, em parceria com o treinador ucraniano Oleg Ostapenko, Daiane criou dois movimentos que foram eternizados pela Federação Internacional de Ginástica (FIG) e hoje levam o seu nome: o duplo twist carpado (Dos Santos I) e o duplo twist esticado (Dos Santos II). Somando suas participações nos Jogos Pan-americanos Winnipeg 1999, Santo Domingo 2003 e Rio 2007, a ginasta possui cinco medalhas: duas de prata e três de bronze. A primeira medalha olímpica da história da ginástica artística do Brasil foi dourada. Nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, Arthur Zanetti superou o chinês Chen Yibing e levou o ouro nas argolas. A ginástica que hoje é conhecida como artística ainda é citada em muitos livros e sites como ginástica olímpica. No passado, já foi chamada de ginástica desportiva e de ginástica de aparelhos. Em circuitos esportivos internacionais é comum ouvir atletas, técnicos e até leigos usando simplesmente as iniciais GA (ginástica artística). Se as informações apresentadas não foram suficientes para levá-los a se interessarem pela GA, então, acompanhem as performances de atuais ginastas que brilharão nos Jogos de Paris, em julho e agosto de 2024. (Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto original está no site da Confederação Brasileira de Ginástica, disponível em https://www.cob.org.br/pt/cob/time-brasil/esportes/Ginasticaartistica /; acesso em 13 jan-24)

Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas do primeiro parágrafo do texto.

A I. a / II. a / III. a fim de.
B I. à / II. à / III. a fim de.
C I. à / II. a / III. afim de.
D I. a / II. à / III. afim de.
E I. à / II. à / III. afim de.
Texto associado
Texto I Como lidar com colegas desagradáveis no ambiente de trabalho (por João Xavier) Veja o que fazer para sobreviver à influência dos colegas desagradáveis sem prejudicar seu desenvolvimento Colegas de trabalho desagradáveis não são raridade. Aprendemos desde cedo a lidar com quem nos desagrada. Isso porque toda família, toda escola, todo condomínio (ou turma da rua) tem aquele coleguinha que extrapola nas piadinhas, é “grudento”, desanimado ou inconveniente. A primeira estratégia que desenvolvemos é a de fugir da pessoa, evitando compartilhar do mesmo espaço físico. Essa tática parece estar ligada ao nosso instinto de sobrevivência, pois é natural ao ser humano evitar aquilo que causa desconforto – reagimos de maneira automática quando sentimos frio, calor, medo ou nojo. Essa técnica funciona bem, mas o problema é que em ambientes profissionais nem sempre é possível evitar o contato, principalmente quando há relações de troca, cooperação ou subordinação com pessoas chatas. Como se trata de uma estratégia primitiva, será que podemos desenvolver algo mais eficiente para lidar com essa situação? Sugestões de como lidar com essas pessoas no ambiente de trabalho: 1. Saiba o que incomoda Primeiramente faça uma análise profunda sobre o que mais o(a) incomoda em determinada pessoa. Como disse Freud: “Aquilo que te incomoda nos outros tem muito a dizer sobre você”. É provável encontrar pontos de simetria, o que poderá contribuir com o seu autoconhecimento, conhecimento do colega e consequente melhoria da relação. 2. Não compartilhe defeitos Feita a análise, por favor: não compartilhe os defeitos encontrados naquela pessoa nem com ela e nem com outros colegas. Guarde para si todas as imperfeições e compartilhe apenas aquilo que contém potencial de melhoria. A técnica do reforço positivo é muito mais eficiente do que a crítica – acredite! 3. Não forneça muita informação sobre você Uma versão mais elaborada do “fugir da pessoa” é o que chamo de não dar ousadia. A principal diferença entre elas é que não dar ousadia significa não fornecer informações que possam aumentar o contato com a pessoa, como pontos em comum, assuntos para conversas, informações pessoais. A ideia é manter as transações apenas no que tange as relações profissionais. E por falar em relações profissionais, ser profissional em suas relações significa: ser educado, respeitoso, cooperativo e facilitador. 4. Preserve seu (bom) humor Por fim, não se deixar abalar com a situação. Só existe uma pessoa capaz de alterar seu humor: você! No final das contas é você quem decide como vai lidar internamente com os acontecimentos do seu dia a dia. Como disse Dalai Lama: “não deixe que o comportamento dos outros tire a sua paz”. Importante: lembre-se de que ninguém é chato porque quer. O chato, normalmente, não sabe que é chato e por isso é digno de compaixão. Posso ser eu, pode ser você ou seu irmão Então, depende de nós encontrarmos meios de transformar as relações conflituosas em cooperativas e amistosas. (Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto base está disponível em https://profissoes.vagas.com.br/4-passos-paralidar-com-colegas-de-trabalho-desagradaveis/ sob o título: 4 passos para lidar com colegas de trabalho desagradáveis, de João Xavier)

Observe a descrição das características morfológicas a seguir. A palavra ______ é um adjetivo. Ela é paroxítona, formada por prefixo de negação. Em sua separação silábica contam-se 6 sílabas. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.

A inconveniente.
B desagradáveis.
C sobrevivência.
D família.
E interessante.
Texto associado
Texto: Medo: como superar esse ______ (Iempecilho - impecilho) para a vida. O medo é um sentimento natural e necessário para a sobrevivência humana, ou seja, não devemos fugir dele. No entanto, tal sensação pode se tornar debilitante quando passa a governar a nossa vida. Psicólogos explicam que a ansiedade tem forte ligação com o medo, posto que ela transforma momentos corriqueiros em verdadeiros cenários de filmes de terror. Assim, pessoas ansiosas têm mais propensão a temer situações, indivíduos e até certos sentimentos, especialmente os de caráter negativo. ______ (II- Por quê – Por que) sentimos medo? É da natureza humana se afastar de situações, pessoas e sentimentos potencialmente desagradáveis. Ninguém quer ter uma experiência ruim e carregar o ______ (III. mal-estar – mauestar) proveniente dela pelo restante do dia, semana ou até anos. As pessoas também se distanciam de ocasiões que não acreditam estar preparadas para enfrentar. Por exemplo, falar em público. Um indivíduo com medo de exposição foge de quaisquer possibilidades de conduzir uma apresentação diante de uma ______ (IV- plateia – platéia). Como enfrentar o MEDO: 7 dicas É a decisão mais lógica: para se preservar, ele evita o objeto do seu medo. Esse sentimento é, de fato, o que mantém as pessoas longe de ameaças, sejam reais ou imaginárias. Ele foi essencial para a sobrevivência de nossos ancestrais, principalmente diante do desconhecido. Sendo assim, sentir medo é uma forma de conservar a sua segurança e saúde. A questão é que as pessoas não temem somente o que podem lhes ferir física ou psicologicamente. Interações sociais, experiências de vida e conceitos abstratos também podem deixa-las temerosas. Neste caso, o medo se torna um aprisionador e impede que tudo o que a vida tem a oferecer seja aproveitado. É o caso de quem teme dirigir, sair da casa dos pais, mudar de profissão, se relacionar, fazer escolhas, perseguir seus sonhos, entre outros. O fator estressor não é enfrentado, então continua a causar desconforto emocional e opressão ao indivíduo. Ligação entre medo e ansiedade O medo pode se manifestar na forma de ansiedade. Uma pessoa com medo de se envolver romanticamente com outra, por exemplo, fica nervosa durante primeiros encontros, apreensiva ao pensar no futuro da relação e ansiosa ao considerar a possibilidade de um rompimento. Ela fica temerosa em relação ao futuro e cenários cuja possibilidade de acontecer é quase inexistente. Dessa forma, começa a nutrir a ansiedade no dia a dia, o que dificulta a superação do medo, consequentemente prolongando o sofrimento emocional. Um estudo da École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL) descobriu que o cérebro precisa reviver um medo para poder combatê-lo. Basicamente, as pessoas se acostumam com o fator estressor quando apresentadas a ele múltiplas e, em algum momento, conseguem agir com calma diante dele. Essa exposição contínua e controlada também reduz a ansiedade desencadeada não apenas quando se está cara a cara com o que desperta medo, como também quando se pensa ou fala sobre isso. Uma técnica psicoterapêutica para o tratamento de fobias – medo excessivo – é baseada nesse conceito. A terapia de exposição consiste em expor o paciente de maneira gradativa ao objeto causador do pânico. Ela é feita através de exercícios de visualização. Sendo assim, a conclusão que podemos chegar é óbvia: para vivermos bem, precisamos enfrentar o que nos causa medo. (Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto original está disponível em https://www.psicologo.com.br/blog/medocomo-superar/ acesso em 27 fev-24)

“Durante a vida, tive muitos medos, então, consultei um terapeuta caríssimo e descobri que, por caridade, ele ______ (I) um parente meu. Achei muito ______(II) e desisti das ______(III). Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.

A (I). assistia / (II). antiético / (III) sessões.
B (I). assistia a / (II). antiético / (III) seções.
C (I). assistia / (II). anti-ético / (III) cessões.
D (I). assistia a / (II). antiético / (III) seções.
E (I). assistia / (II). anti ético / (III) cessões.
Texto associado
Texto I Estava certo. Era preciso passar pelo menos um ano em lugar de bom clima e meu pai decidira mandar-me para Vila da Mata onde os Pereira, nossos primos, me ofereciam a fazenda do Córrego Fundo. O doutor dissera que eu tinha uma lesão de primeiro grau no pulmão direito. Sua luneta de tartaruga, de cordão preto atrás da orelha, dava-lhe um ar sábio infalível. Eu não acreditava na lesão, mas acreditava no doutor. À noite, meu pai, já conformado com a ideia da moléstia e da minha próxima ausência, veio ver-me no quarto, fingindo bom humor. - Então, seu chefe, as malas estão prontas? Nem estavam prontas, nem eu tinha vontade de prepará-las para tal viagem. Francamente ia meterme naquela remota Vila da Mata? Que ideia! Muito mais divertido seria tratar-me na Europa... Na Suíça, por exemplo. Sim, por que não na Suíça? Realmente! - Meu pai, se você me deixa ir para a Suíça, eu prometo ficar quietinho num sanatório o tempo todo que você queira. Fico dois, fico três anos. Mas, Vila da Mata, deve ser um degredo. Como é que eu poderia suportar todo um ano na fazenda dos Pereira? Tenho horror à roça, você não ignora. - Não senhor, não senhor. O médico é quem sabe. Ele acha excelente o clima de Vila da Mata. Além do que, você estando com os Pereira, não poderá fazer extravagâncias... Terá que proceder com muito juízo. Eles me trarão ao corrente de seus passos... Sorriu com ar de triunfo. No fundo, a preocupação de meu pai era apenas aquela: impedir-me de fazer o que ele chamava “extravagância”. Eu compreendia. (COUTO, Ribeiro. Cabocla. Rio de Janeiro: Ediouro, 17ª Ed. P.13)

No texto, o emprego do discurso direto contribui para o ritmo da narrativa. Sua presença é explicitada pelo uso:

A do pronome de tratamento “você”, expressando intimidade.
B de vocativos, como “seu chefe” no terceiro parágrafo.
C de travessões, marcando diferentes falas.
D de marcas gramaticais da 1ª pessoa do discurso.
Texto associado
O atleta negro brasileiro que enfrentou o nazismo nas Olimpíadas de 1936 (Itan Cruz) A poucos dias da abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, [...] a competição de 1936 tem muito a nos ensinar. Além de ter sido realizada em Berlim, capital da Alemanha nazista de Adolf Hitler, a competição internacional testemunhou a ascensão de um dos mais brilhantes esportistas de todos os tempos: o atleta negro estadunidense James Cleveland Owens, conhecido como Jesse Owens. Ele desafiou o nazismo com suas quatro medalhas de ouro no atletismo, derrubando a crença hitlerista na insignificância das habilidades da população negra que apregoaria a sua inferioridade racial. Mas do que pouco se fala é que um brasileiro, também negro, esteve ao lado de Owens nesse confronto. Seu nome era José Bento de Assis Junior, mais conhecido como Bento de Assis. Nasceu na capital paulista em 28 de fevereiro de 1914. Com muito custo, competindo pelo Vasco da Gama, o velocista e saltador reuniu as credenciais necessárias para integrar a delegação brasileira composta por 73 atletas, que embarcaram com destino às Olimpíadas de Berlim. Com apenas 22 anos de idade, esse atleta conheceria uma Europa orgulhosa da sua branquitude e do seu empenho colonial instrumentalizado pela violência na África. Certamente, entre as dezenas de competidores brasileiros, Assis não era o único negro a enfrentar esse desafio. Também corredor como Owen, Bento de Assis não conquistou medalha naquela competição – assim como toda a delegação brasileira. No entanto, a sua simples presença na competição, tal qual a de Owen e outros negros, serviria para confrontar Hitler e toda a Alemanha ariana. A habilitação de atletas negros para os jogos naquele ano significava a ruína dos parâmetros tidos como “científicos” do racismo, argumento usado pelos alemães para tentar comprovar a sua vanguarda civilizacional. Naquele ano, os partidários de Hitler tiveram de testemunhar vários esportistas negros nas disputas. No ano seguinte, Bento de Assis, além de ter sido escolhido para empunhar a bandeira do Brasil na abertura dos jogos latino-americanos, sagrou-se campeão em quatro modalidades diferentes na corrida dos 100 e 200 metros rasos, no revezamento 4 x 100 e 4 x 400 metros. A falta de conhecimento sobre a trajetória de Bento de Assis comprova como o racismo também pode se manifestar pela negação da memória, na manifestação deliberada e sistemática da política de esquecimento em relação às pessoas negras no Brasil. [...] (Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/presencahistorica/2024/07/17/o-atleta-negro-brasileiro-que-enfrentouo-nazismo-nas-olimpiadas-de1936.htm#:~:text=Seu%20nome%20era%20Jos%C3%A9%2 0Bento,conhecido%20como%20Bento%20de%20Assis . Acesso em 18 de julho de 2024.)

Na passagem “os partidários de Hitler tiveram de testemunhar vários esportistas negros na disputa” (7º§), a segunda ocorrência da preposição “de” revela uma:

A variação de regência verbal.
B especificação do adjunto adverbial.
C complementação do substantivo.
D exigência de concordância verbal.
E adequação à concordância nominal.
Texto associado
Text 1 Structure of education in Singapore The complete control and management of Singapore’s education is in the hands of the Ministry of Education (MOE). With continuous endeavour from MOE, today Singapore can be considered to have a strong and well-reputed education system. As per recent study Singapore is ranked fourth in terms of World’s Best Education System. The preschools are run by the private sector, including religious bodies, community foundations, business groups, etc. However, every preschool need to register itself with the Singapore Ministry of Education before being functional. After completion of 6 years of primary education, students have to appear for a Primary School Leaving Exam (PSLE). All those students who passed the exam are admitted in a secondary level course, which is usually completed in 4-5 years. It is similar to attending seventh grade through tenth grade in the American education system. After completion of the secondary education, the students need to appear in Singaporean GCE ‘O’ Level exam. Based on the merit in that exam, students proceed to pre-university education, which is similar to attending eleventh grade and twelfth grade as per the American education system. At this level students can opt for a wide range of subjects from varied academic areas covering Humanities, Arts and Languages, Sciences and Mathematics streams. www.singaporeeducation.info/Education-System/ Structure-of-Education

Read the following sentence from text 1: However , every preschool need to register itself with the Singapore Ministry of Education before being functional. Analyze the underlined words. 1. However is an adverb that can be used at the beginning of a sentence, to introduce a contrasting statement. 2. itself is a relative pronoun that can be used to refer back to register . 3. being is a verb in the progressive tense that means life. Choose the alternative which contains the correct affirmatives.

A Only sentence 1 is correct.
B Only sentence 2 is correct.
C Only sentence 3 is correct.
D Only sentences 1 and 3 are correct.
E Only sentences 2 and 3 are correct.
Texto associado
Text Reading skill will help you to improve your understanding of the language and build your vocabulary. Read the text below carefully. Social media, magazines and shop windows bombard people daily with things to buy, and British consumers are buying more clothes and shoes than ever before. Online shopping means it is easy for customers to buy without thinking, while major brands offer such cheap clothes that they can be treated like disposable items – worn two or three times and then thrown away In Britain, the average person spends more than £1,000 on new clothes a year, which is around four per cent of their income. That might not sound like much, but that figure hides two far more worrying trends for society and for the environment. First, a lot of that consumer spending is via credit cards. British people currently owe approximately £670 per adult to credit card companies. That’s 66 per cent of the average wardrobe budget. Also, not only are people spending money they don’t have, they’re using it to buy things they don’t need. Britain throws away 300,000 tons of clothing a year, most of which goes into landfill sites. People might not realize they are part of the disposable clothing problem because they donate their unwanted clothes to charities. But charity shops can’t sell all those unwanted clothes. Fast fashion goes out of fashion as quickly as it came in and is often too poor quality to recycle; people don’t want to buy it second-hand. Huge quantities end up being thrown away, and a lot of clothes that charities can’t sell are sent abroad, causing even more economic and environmental problems. However, a different trend is springing up in opposition to consumerism – the ‘buy nothing ’ trend. The idea originated in Canada in the early 1990s and then moved to the US, where it became a rejection of the overspending and overconsumption of Black Friday and Cyber Monday during Thanksgiving weekend. On Buy Nothing Day people organize various types of protests and cut up their credit cards. Throughout the year, Buy Nothing groups organize the exchange and repair of items they already own. The trend has now reached influencers on social media who usually share posts of clothing and make- -up that they recommend for people to buy. Some YouTube stars now encourage their viewers not to buy anything at all for periods as long as a year. Two friends in Canada spent a year working towards buying only food. For the first three months they learned how to live without buying electrical goods , clothes or things for the house. For the next stage, they gave up services, for example haircuts, eating out at restaurants or buying petrol for their cars. In one year, they’d saved $55,000. The changes they made meant two fewer cars on the roads, a reduction in plastic and paper packaging and a positive impact on the environment from all the energy saved. If everyone followed a similar plan, the results would be impressive. But even if you can’t manage a full year without going shopping, you can participate in the anti-consumerist movement by refusing to buy things you don’t need. Buy Nothing groups send a clear message to companies that people are no longer willing to accept the environmental and human cost of overconsumption. source: learnenglish.britishcouncil.org

Read the sentences below and determine whether they are true ( T ) or false ( F ), according to structure and grammar use.

( ) The verbs worn and thrown (1 st paragraph of the text) has its infinitive form as wear and throw .

( ) The underlined words in the text: nothing , anything and, everyone are examples of relative pronouns.

( ) The singular form of the following words from the text clothes and goods are, respectively cloth and good .

( ) The following sentence from the text: “Fast fashion goes out of fashion as quickly as it came in …” (3 rd paragraph of the text). The words in bold are being used to compare things that are equal in some way.

( ) The negative form of the sentence “ In one year, they’d saved $55,000. ” (5 th paragraph of the text), is “ In one year, they hadn’t saved $55,000. ” Select the option that presents the correct sequence from top to bottom.

A T • T • F • F • T
B T • F • F • T • T
C F • T • F • T • F
D F • T • T • F • F
E F • T • F • T • T
Texto associado
Texto 1 Inteligência artificial: faz escolhas por nós À medida que as nossas vidas ficam mais dependentes da IA – das previsões meteorológicas às transações do mercado financeiro ou às análises de DNA –, estamos delegando as escolhas humanas. A IA escolhe as notícias e informações a que estamos expostos e sugere o que devemos comprar. A utilização de algoritmos nas redes sociais resulta na diminuição da exposição das pessoas a notícias que suscitem atitudes contrárias, facilitando a polarização de pontos de vista. Entre os millenials – também conhecidos como Geração Y –, em muitas partes do mundo, as redes sociais são frequentemente a fonte dominante de notícias sobre política e governos. Ao recomendarem vídeos e notícias de forma automatizada, o conteúdo manipulativo chega agora facilmente aos que o visualizam, amplificando a difusão da desinformação. As redes sociais também podem alimentar ondas populistas, nacionalistas e xenófobas em todas as sociedades. A IA contribui para a criação de informações falsas e para a propagação da desinformação. Deve-se considerar que as redes geradoras antagônicas criam áudios e vídeos falsos. Essas tecnologias podem agora ser facilmente utilizadas através de aplicações para criar falsificações graves e perigosas. Em 2016, mais de 50% do tráfego da Internet foi gerado por bots. De fato, a informação falsa tende a espalhar-se mais amplamente que a verdadeira. As redes sociais podem reduzir a avaliação crítica e facilitar a difusão de teorias da conspiração. Na mesma ordem de ideias, quem é responsável por decisões erradas em matéria de IA? Os pedidos de crédito são rejeitados, e as publicações nas redes sociais são eliminadas com base em decisões de IA, enquanto os mecanismos para contestar essas decisões não se encontram totalmente desenvolvidos. Muitos algoritmos são opacos, não são regulamentados e difíceis de contestar. Algoritmos de reconhecimento de padrões podem ser aplicados para atingir determinadas pessoas ou produzir danos colaterais desproporcionais e tendenciosos quando há imperfeições no código ou nos dados de formação. A utilização de IA nas forças armadas para a utilização de armas autônomas ou de robôs assassinos levanta muitas questões. A aprendizagem automática também fornece às empresas informações de mercado que nunca tiveram antes, criando novos caminhos para a publicidade enquanto violam potencialmente a privacidade do consumidor. Quando os consumidores compram online, revelam as suas preferências e, possivelmente, informações sobre os seus amigos e familiares, que as empresas podem utilizar para expandirem o alcance do mercado. Tais dados, frequentemente fornecidos inadvertidamente pelos consumidores, podem transferir informações para empresas sem restrições sobre a forma como podem ser utilizados. Desenvolvimento Humano: relatório de 2021/2022. Disponível em: , p. 45. Acesso em: 12 de ago. 2024. Fragmento adaptado.

Assinale a frase que está na ordem direta e na qual constam sujeito, verbo e complementos verbais e complementos nominais.

A Os consumidores revelam suas preferências e informações sobre seus amigos e familiares.
B Na mesma ordem de ideias, em matéria de IA, quem é responsável por decisões erradas?
C Tais dados, frequentemente fornecidos inadvertidamente pelos consumidores, podem transferir, sem restrições, informações para empresas.
D Rejeitaram-se todos os pedidos porque os mecanismos de controle ainda não se encontram totalmente desenvolvidos.
E Sem regulamentação adequada, não se contestam algoritmos opacos.