QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
207 questões encontradas

Leia o trecho a seguir. Comparações e conexões são dois meios muito diferentes de cruzar limites. As comparações visam transcender a unidade única e fechada de análise para contrastar entre duas ou mais unidades para destacar diferenças e/ou semelhanças, para testar atribuições casuais ou para formular um padrão ou generalização. A outra forma importante de transcender fronteiras é conectar unidades que são geralmente abordadas separadamente e sublinhando os laços em jogo entre eles. Neste caso, os limites são ultrapassados substancialmente, em vez de analiticamente, já que o cruzamento é indispensável para definir uma unidade de análise maior do que o normal ou o próprio objeto de pesquisa. Adaptado de: OLSTEIN , Diego. Thinking History Globally . New York: Palgrave Macmillan, 2015, p. 59. Com base na leitura do trecho, analise as afirmativas a seguir, que apresentam definições de História Comparada e de História Conectada.

I. A História Comparada estuda duas ou mais unidades de análise histórica para encontrar afinidades ou divergências entre elas.

II. A História Conectada examina uma única unidade de análise histórica para aprofundar o estudo e torná-lo mais específico.

III. A História Comparada e a História Conectada são metodologias idênticas, pois buscam relacionar diferentes unidades de análise históricas. Está correto o que se afirma em

A I, apenas.
B I e II, apenas.
C I e III, apenas.
D II e III, apenas.
E I, II e III.

Leia o trecho a seguir. A maioria das pessoas tende a pensar que a História Cultural aborda a cultura superior, a Cultura com C maiúsculo. Então, o leitor pode querer uma palavra de explicação. Enquanto o historiador das ideias esboça a filiação do pensamento formal, de um filósofo para outro, o historiador etnográfico estuda a maneira como as pessoas comuns entendiam o mundo. Tenta descobrir a cosmologia, mostrar como organizavam a realidade em suas mentes e a expressavam em seu comportamento. Não tenta transformar em filósofo o homem comum, mas ver como a vida comum exigia uma estratégia. Operando ao nível corriqueiro, as pessoas comuns aprendem a “se virar” e podem ser tão inteligentes, à sua maneira, quanto os filósofos. Mas, em vez de tirarem conclusões lógicas, pensam com coisas, ou com qualquer material que sua cultura lhes ponha à disposição, como histórias ou cerimônias. Adaptado de: DARNTON , Robert. O grande massacre dos gatos. E outros episódios da História cultural francesa. Rio de Janeiro: Graal, 1986, p. XIV. Assinale a opção que descreve corretamente a compreensão do autor sobre o objeto de estudo da História Cultural.

A O estudo da cultura das elites intelectuais, que criaram e influenciaram os elementos culturais das sociedades.
B O estudo que reconhece que a população cria cultura, desconsiderando a capacidade do conhecimento filosófico de produzir saber.
C O estudo que investiga as experiências e visões da população comum sobre seus cotidianos.
D O estudo das expressões culturais individuais, sem considerar fatores externos.
E O estudo que separa o comportamento social da cultura para entender as expressões sociais.

Uma das tendências da historiografia contemporânea é a concepção da cultura como circular, ou seja, resultado da reunião de elementos de naturezas diferentes na composição de saberes culturais para contextos determinados. Com o objetivo de colocar seus estudantes diante dessa concepção de circularidade cultural, uma professora de História desafiou seus estudantes a reunirem, em sustentação lógica, argumentos das mais diversas origens para produzir justificativas em defesa da ampliação dos espaços públicos para lazer infantil em sua cidade. Com esse exercício, a docente preparou os estudantes a entrarem em contato com a concepção de história que embasam obras didáticas de

A Leonardo Benevolo, que estudou a cidade ao longo da História e marcou a dinâmica dos projetos urbanos contemporâneos pela necessidade de contemplar a infância.
B Marc Bloch, que abordou o processo de construção do conceito de Europa a partir da visão reversa do Oriente e das Américas sobre o continente.
C Fazer uma apresentação em Power Point com muitos dados e estatísticas sobre a economia da Europa na época.
D Convidar um especialista na temática para dar uma palestra técnica sobre o Antigo Regime.
E Levar os estudantes ao museu de Arte Sacra e esperar que façam relações individualmente das obras às características do Antigo Regime europeu.

Sobre o sistema feudal em vigor na Europa durante a Idade Média, pode-se afirmar que

A fundava-se na concepção de Santo Agostinho de que as terras agricultáveis pertenciam ao reino de Deus e que somente a Igreja Católica tinha autoridade para distribuí-las e nelas empregar o trabalho de escravizados.
B estabelecia as relações de proteção pela fortificação dos castelos no interior das cidades medievais habitadas por trabalhadores manufatureiros e camponeses, com gestão cooperativa.
C II, III e IV.
D I, III e IV.
E I, IV e V.

A Revolução Francesa do século XVIII foi um movimento que derrubou o Antigo Regime naquele país e fixou um paradigma de transformação política no imaginário social muito além da França e da época em que ocorreu. Sobre essa afirmação, deve-se dizer que

A a França, desde então, não teve mais governos monárquicos e que o modelo de transformação social difundido foi o da persuasão e do entendimento diplomático entre os detentores do poder e os descontentes.
B girondinos, integrantes da vanguarda revolucionária, nutriram-se do Grande Medo dos camponeses para o golpe fatal na realeza e a medida que passou a ser estratégica desde então para as mudanças foi adoção da reforma agrária.
C A garantia de sobrevivência dos trabalhadores negros nas fazendas estava na remuneração assalariada que os senhores lhes passaram a oferecer para que permanecessem ali e acumulassem recursos.
D Libertos por direito, os negros antes escravizados não tiveram a liberdade de fato assegurada, pois marcados racialmente pelo regime anterior não eram vistos pela sociedade como indivíduos livres e capazes.
E O regime escravocrata enraizou-se de tal maneira na mentalidade dos negros que, mesmo libertos, eles não conseguiam conceber modos de vida distintos daqueles a que estavam habituados.

A arte renascentista italiana do ‘ Quattrocento ’, na Itália, teve como característica

A a proibição de representação do corpo humano.
B o emprego exclusivo de personagens santificados.
C à queda da oferta de mão de obra especializada na lavoura açucareira, habilidade detida secularmente pelos holandeses.
D ao relativo e circunstancial desinteresse dos reinos ibéricos unidos quanto às plantations em favor da agricultura diversificada, modelo próprio dos espanhóis.
E ao fato de que os holandeses descobriram metais preciosos no território brasileiro e passaram a financiar expedições de prospecção no interior da colônia.

Nikolai Petrovitch Kirsanóv tem uma boa propriedade com duzentas almas, desde que demarcou as terras dos camponeses. [...] Ao filho que o visita, revela – Estou tendo grandes preocupações com os mujiques este ano [...]. Não estão pagando o obrok. O que é que se vai fazer? E o filho indaga “– E com seus trabalhadores contratados, está satisfeito? Nikolai responde por entre os dentes – estão sendo instigados, isso é que é ruim; e ainda por cima eles não se esforçam de verdade. Estragam o arreamento. Por outro lado, até que lavraram direito. TURGUÊNIEV, Ivan. Pais e Filhos

( 1862 ). Antofágica (e-book), RJ, 2020. Tradução Lucas Simone. Adaptado. A leitura do texto acima nos remete ao contexto da Rússia na segunda metade do século XIX, em que

A a demarcação de propriedades no campo deu origem a relações de produção nas quais os mujiques passaram a empregar mão de obra contratada para realizar o trabalho que anteriormente cabia a eles.
B o plano quinquenal de expansão econômica, desencadeado pelo Estado, gerou a necessidade de convivência de regimes de trabalho distintos na produção rural e a preocupação de que servos camponeses fossem “instigados” pelos contratados.
C a adoção da perspectiva na composição das imagens.
D a introdução de ilusionismos e ludicidade na pintura.
E o conceitualismo estético abstrato.

Leia os fragmentos de texto a seguir.

I. Uma parte da mobilização emocional, uma herança do descartado programa nacional-socialista, foi o antissemitismo, a marca de todos os movimentos nacionalistas. Mas logo veio a servir a um propósito mais sinistro. Os judeus tornaram-se os objetos indefesos sobre os quais milhões de alemães exerceram pela primeira vez a brutalidade essencial para que a Alemanha dominasse toda a Europa. Eles eram o campo de prática, a escola de treinamento de batalha, para as virtudes nórdicas, que mais tarde encontrariam sua plena expressão na Polônia, na França e na Rússia ocupada. Se os alemães tinham estômago para isso, eles podiam suportar qualquer coisa. Nenhuma voz de protesto foi levantada, em nenhum caso uma Igreja Cristã, seja Católica Romana ou Protestante, abriu suas portas para os judeus em refúgio, nenhum bispo alemão colocou a estrela de Davi. Os alemães passaram no teste com louvor: eles estavam de fato unidos. (Adaptado de: TAYLOR , A. J. P. The Course of German History : A survey of the development of Germany since 1815. New York: Coward McCann, 1962.)

II. O hitlerismo, por outro lado, trouxe de repente no mercado mundial um novo artigo de exportação que tinha técnicas refinadas e rapidamente adaptáveis a todos os países. A matéria-prima deste artigo consistiu em certo grau de ideologia racial com seu ponto central de ódio contra os judeus. Disto já havia uma certa quantidade em cada país, ou poderia ser estimulado. Mas o refinamento dessa matéria-prima ocorreu na organização hierárquica nazista. Visava conquistar as massas. Quando a ideologia racial e o ódio aos judeus eram um tanto ineficazes como matéria-prima para as necessidades das massas, alguma outra ideologia, engendrada por teóricos ou seitas, poderia substitui-la e ser devidamente estimulada. (Adaptado de: MEINECKE , Friedrich. The German Catastrophe. Boston: Beacon Press, 1969, p. 59.) Assinale a afirmativa que apresenta corretamente a interpretação dos dois fragmentos sobre o antissemitismo na Alemanha nazista.

A O texto I defende que a resistência da população alemã e de outras instituições foi fundamental para conter as intenções nazistas, e o texto II argumenta que a sociedade permaneceu apática diante do novo movimento.
B O texto I defende que o ódio aos judeus foi um fenômeno novo criado pelo nazismo, e o texto II argumenta que esse ódio já existia entre os alemães antes da ascensão do regime nazista.
C Os textos I e II defendem que a violência e o ódio contra os judeus foram utilizados como uma ideologia para justificar e alcançar os interesses políticos da Alemanha durante o regime nazista.
D Os textos I e II defendem que o antissemitismo entre os alemães foi um elemento introduzido por Hitler, representando um fenômeno completamente novo e fora do contexto histórico da Alemanha.
E Os textos I e II defendem que o ódio aos judeus foi uma característica particular dos alemães, desconhecida em outros países, e que atingiu seu auge durante o regime nazista.

Leia o trecho a seguir. O nacionalismo liberal foi espelhado no mundo real pelas políticas liberais ou liberalizantes de imigração e cidadania que atingiram o pico na mesma época. Contudo, a ironia é que o nacionalismo liberal entrou em campo justamente quando a sociedade e o Estado foram radicalmente remodelados segundo as linhas neoliberais. Se aplicado às políticas de imigração e cidadania, o neoliberalismo partilha com o liberalismo a aversão à discriminação categórica a nível de grupo. Para o neoliberalismo, tal discriminação é particularmente odiosa porque entra em conflito com os seus fundamentos meritocráticos. Mas o neoliberalismo afasta-se do liberalismo ao repudiar a responsabilidade da sociedade e do Estado de corrigir resultados desiguais do mercado. Em vez disso, o neoliberalismo estipula uma autorresponsabilidade austera do indivíduo, seja ele cidadão ou imigrante. Na verdade, a distinção cidadão-imigrante torna-se irrelevante, uma vez que a unidade individual numa ordem neoliberal é o “cidadão trabalhador” etnicamente anônimo. Ao mesmo tempo, o nacionalismo neoliberal remodela a comunidade política de uma comunidade de destino para uma comunidade contratual e dependente da contribuição individual e de um sentido estrito de reciprocidade. Adaptado de JOPPKE , Chirstian. Neoliberal nationalism and immigration policy, Journal of Ethic and Migration Studies , vol. 50, n. 7, 2024, p. 1658. Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o neoliberalismo

A modificou a sociedade ao incluir novos membros, que se conectam à comunidade por meio do trabalho.
B expandiu as possibilidades de exercitar a reciprocidade entre os nacionais e imigrantes, favorecendo a formação de uma comunidade unificada.
C ampliou as desigualdades sociais, fortalecendo o papel do Estado na regulação das condições materiais dos imigrantes.
D reforçou a necessidade de discriminar nacionais e imigrantes, ao intensificar a competitividade no mercado de trabalho entre ambos
E eliminou o sentimento de nacionalismo entre os nativos e os imigrantes, criando uma comunidade desprovida de vínculo.

Leia o trecho a seguir de uma carta escrita por um imigrante alemão recém-chegado na região fluminense do Rio de Janeiro, datada de 1852. Deus esteja convosco! Queridos pais e cunhados. Nós todos nos encontramos ainda com saúde e bem, e desejamos de coração ouvir o mesmo de vocês. Depois de tudo que pudemos ver até agora, consideramos o nosso futuro mais assegurado do que aí em casa. Do porto, onde não pudemos permanecer devido à febre amarela, até a nossa fazenda são aproximadamente 20 milhas. As nossas casas ainda não estão todas prontas e, até lá, teremos que nos contentar com barracas. Agradecemos mil vezes à nossa comunidade por nos ter ajudado com a nossa emigração. Quisera Deus que todos os pobres estivessem aqui no Brasil! Depois de Pentecostes iniciaremos o nosso trabalho diário; é um trabalho fácil, durante o qual recebemos boa alimentação, por exemplo, arroz, pão de milho, feijão e, todos os dias, carne. Há também boa aguardente, até melhor do que a de vocês. Na cidade de Petrópolis, fundada há 7 anos, moram quase só alemães. ALVES, Débora. Cartas de imigrantes como fonte para o historiador: Rio de Janeiro - Turíngia (1852-1853), Revista Brasileira de História, vol. 23, nº 45, 2003, p. 174. (Adaptado). A respeito do uso desse material em sala de aula, assinale a afirmativa que descreve corretamente seu objetivo de acordo com os fundamentos do pensamento histórico.

A A atividade permite que os alunos conheçam a narrativa histórica, a partir da análise de documentos que destacam trajetórias individuais elevados à condição de heróis nacionais.
B A atividade permite que os alunos compreendam o conceito de tempo histórico, que é a memorização de datas significativas e sua relação com temas internacionais.
C A atividade permite que os alunos apliquem a imaginação e a capacidade de julgar eventos históricos a partir de valores contemporâneos.
D A atividade permite que os alunos deem sentido ao passado, promovendo a empatia com a situação do personagem histórico e a contextualização do tema.
E A atividade permite que os alunos utilizem documentos oficiais como fontes primárias, empregando-os na interpretação da história como uma estrutura factícia.