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A respeito do processo de colonização europeia na região potiguar, no século XVI, assinale a opção correta.

A Além dos portugueses, franceses e holandeses visaram conquistar o território que hoje corresponde ao Rio Grande do Norte e, para tanto, firmaram alianças distintas com os habitantes indígenas locais.
B Quando da instituição do sistema de capitanias hereditárias, o território potiguar se estendia à região que atualmente corresponde aos estados da Bahia, de Alagoas e de Pernambuco.
C Ante o desinteresse dos donatários aos quais foi oferecida a capitania norte-rio-grandense, a Coroa portuguesa assumiu diretamente a administração da capitania.
D Houve consenso entre os países da Europa ocidental quanto à divisão do Novo Mundo entre Portugal e Espanha, tendo todos aceitado o Tratado de Tordesilhas.
E De acordo com o Tratado de Tordesilhas, assinado entre Portugal e Espanha, o território potiguar pertenceria à Espanha, o que acabou não ocorrendo, dada a ação dos bandeirantes.

Assinale a opção em que é mencionado importante acontecimento destacado pela historiografia do Acre ocorrido em janeiro de 1903 e integrante do processo que culminou com a incorporação da região ao território brasileiro.

A arrendamento do Acre a um consórcio anglo-americano sediado em Nova Iorque
B aclamação de Plácido de Castro como governador do estado independente do Acre
C assinatura do Tratado de Petrópolis, que não previa qualquer forma de compensação à Bolívia
D início da arbitragem norte-americana solicitada pelo Barão do Rio Branco para solucionar o impasse com a Bolívia
E afastamento da Anglo-Bolivian Syndicate da região, sem recebimento de qualquer indenização

Fordiândia é o nome de uma cidade construída no Pará, em 1927. Considere as seguintes afirmações acerca da história dessa cidade:

I. O projeto dessa cidade operária em uma área comprada do governo paraense foi executado pelo norte-americano Henry Ford e visava propiciar o fornecimento de látex para a produção de pneus utilizados em suas empresas automobilísticas, nos Estados Unidos.
II. Essa experiência coroou o primeiro ciclo da borracha uma vez que a indústria automobilística estava em plena expansão mundial e o início da I Guerra Mundial prejudicou a concorrência, favorecendo as exportações do produto brasileiro.
III. O estilo de vida norte-americano ( american way of life ) foi introduzido na Fordiândia de forma inédita e singular, juntamente com um projeto urbano original cujos vestígios históricos, recentemente tombados, são atualmente considerados Patrimônio Mundial.
IV. Diversas razões explicam o seu encerramento em 1945, como a ineficácia do sistema industrial imposto aos trabalhadores, vinculado ao modelo “fordista” de produção, e os equivocos no plantio e manejo das seringueiras.

É correto APENAS o que se afirma em:

A III e IV.
B I,II e IV.
C I e IV.
D Il e III.
E I, Il e III.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Administrativa - Especialidade: Contabilidade Prova: FCC - TRT 11 - Analista Judiciário - Área Administrativa - Especialidade: Contabilidade - 2024

A Constituição brasileira de 1988 reconfigurou o número de estados na Amazônia. Dentre as mudanças legalmente estabelecidas, houve

A a criação do estado de Tocantins, uma vez que já havia mobilização política e popular, nesse sentido, antes de 1988.
B a transformação do Território Federal de Rondônia em estado, com autonomia administrativa e a cidade de Porto Velho como capital.
C o desmembramento do estado de Mato Grosso em dois estados: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo o último mais populoso que o primeiro.
D a vinculação administrativa do Amapá ao estado do Pará, em virtude das condições de pobreza, os conflitos fronteiriços e as dificuldades administrativas locais.
E a conversão dos cinco territórios brasileiros remanescentes em estados da Federação, com exceção da Ilhas de Marajó e Fernando de Noronha, mantidas na condição de Territórios e administrados pelos estados mais próximos, Pará e Pernambuco.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Administrativa - Especialidade: Contabilidade Prova: FCC - TRT 11 - Analista Judiciário - Área Administrativa - Especialidade: Contabilidade - 2024

A construção da rodovia Transamazônica foi motivada

A pela meta do governo militar de construir a maior rodovia do país, somando-se a outras obras “faraônicas” desse periodo como a Hidrelétrica de Itaipu e a Usina de Volta Redonda, simbolos do chamado “milagre brasileiro”.
B pelo propósito de se ter no país uma estrada que ligasse a costa atlântica ao Pacífico, objetivo que não se concretizou pois os govemos do Peru e do Equador não quiseram participar dessa obra alegando que, além de custosa, ela implicava em desmatamento e invasão de territórios indigenas,
C pela necessidade de se ampliar a integração nacional e a comunicação da região Norte com os estados do Nordeste, no sentido leste-neste, meta que se realizou muito precariamente, quando de sua inauguração em 1972, considerando os inumeros trechos intransitáveis e inacabados.
D por interesses econômicos voltados à exportação do látex, visto que o acesso aos portos, por seus produtores, sempre foi uma dificuldade para o desenvolvimento dessa exploração e o meio terrestre se mostrava como o mais adequado naquela região de grandes rios intransponiveis.
E pelo plano SALTE, implementado pelo general Eurico Gaspar Dutra, que visava, com a Transamazônica, promover e incentivar a ocupação da região norte, considerada muito despovoada e suscetível a invasões estrangeiras ou à instalação de movimentos de guerrilha rural.

Chico Mendes, assassinado em 1988, e Dorothy Stang, assassinada em 2005, são nomes referenciais na história dos movimentos sociais na Amazônia e têm suas trajetórias marcadas, respectivamente, pela

A ação política como deputado federal comprometido com a preservação do meio ambiente e a reforma agrária, no estado do Acre; e pelas denúncias levadas à ONU a respeito da conivência entre o governo e empresas ligadas à extração de madeira e garimpo, no Pará.
B vida dedicada à melhoria das condições de vida dos trabalhadores rurais, no Acre, sendo eleito presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros; e pela propagação da Teologia da Libertação em escolas fundadas por igrejas católicas e evangélicas, no Pará.
C luta em prol da melhoria das condições de trabalho dos seringalistas, no Acre, e pela ação caridosa em defesa dos direitos básicos dos camponeses, como a escolarização, no Pará, onde foi recentemente canonizada pela Igreja Católica.
D criação da União dos Povos da Floresta, no Acre, ONG que contou com reconhecimento e apoio da Unesco; e pela liderança no âmbito do MST na região nordeste do Pará.
E atuação na defesa do meio ambiente florestal contra o avanço das pastagens e na sindicalização dos seringueiros, no Acre; e pela defesa dos trabalhadores rurais em detrimento da atuação de fazendeiros e madeireiros em localidades às margens da rodovia Transamazônica, como missionária crista.

O fim do chamado “primeiro cicio da borracha” na Amazônia foi causado

A pelo esgotamento dessa produção resultante do desmatamento da região e da exploração desenfreada, uma vez que as seringueiras precisavam de periodos de descanso.
B pela concorrência representada pela exploração do látex nas ilhas do Caribe, e o menor custo de seu transporte aos Estados Unidos, seu principal comprador.
C pelo desenvolvimento de formas alternativas e mais rápidas de fabricação de pneus na Alemanha, a partir do processo conhecido como vulcanização.
D pela eclosão da I Guerra Mundial que provocou, por parte dos compradores, uma suspensão temporária na compra de látex ao priorizarem o aço e outros materiais usados na fabricação de armamentos.
E pelo resultado do contrabando de sementes pela Inglaterra, que tornou possivel dar início à plantação de seringais em colônias britânicas na Ásia.

Sobre a história de Teresina como capital do Piauí, cabe destacar sua

A origem como Vila Nova do Poli, antes de se tornar capital, apresentando arquitetura típica colonial visível no casario do centro histórico, do qual é exemplo o casarão que abriga o Museu do Piauí.
B importância econômica no século XIX, com o início de atividade de mineração, vindo a se constituir na mais populosa cidade do estado.
C oficialização como tal em 1852, após o titulo ser ocupado primeiramente por Parnaíba, depois por Oeiras e a mudança ocorrer com o objetivo de facilitar a comunicação e intensificar o comércio com o Maranhão.
D localização distante do litoral do estado, diferentemente de outras capitais nordestinas e em consonância com um processo de ocupação que ocorreu do sertão para o litoral.
E denominação em razão do falecimento da imperatriz Teresa Cristina, então homenageada por meio da construção de uma cidade planejada e arborizada.
Órgão: Secretaria de Administração do Estado do Piauí Cargo: Analista Governamental - Área: Planejamento e Orçamento Prova: FCC - SEAD PI - Analista Governamental - Área: Planejamento e Orçamento - 2024

No processo de Independência, a provincia do Grão-Pará

A foi desmembrada em 1824, com a criação da Província do Amazonas, como punição pela demora em aderir ao Império do Brasil.
B aderiu ao Império do Brasil quase um ano depois da separação entre Brasil e Portugal, rompendo com a metrópole portuguesa em agosto de 1823.
C enfrentou uma querra separatista com outra província amazônica, a Provincia de Rio Negro, por causa da fidelidade desta última a Portugal,
D tardou em aderir ao Império do Brasil, uma vez que ocorria, internamente, a Cabanagem, conflito que foi suscitado por disputas entre brasileiros e portugueses.
E oi excluída da Constituição de 1824, ficando sem direito a ter Conselho Provincial, apesar de sua pronta adesão ao Império do Brasil.

Considere o texto a seguir:

Figura central na política do Pará desde abril de 1822 até o alinhamento ao Rio de Janeiro, em agosto de 1823, Moura [Jose Maria de Moura, Governador de Armas do Pará] entrou para a historiografia clássica como o símbolo da resistência portuguesa à independência. Para amparar seu pedido de envio de forças armadas por Portugal, Moura insistia que havia relações históricas e econômicas que criavam uma relação de hierarquias, nas quais o Maranhão e o Pará eram cabeças de uma região, atando em torno de si províncias que ele denominava como dependentes, tal como Mato Grosso, Piauí, Ceará e o norte de Goiás. A geografia também era descrita como determinante: desfavorável para as relações com o sul é ao mesmo tempo favorável para aumentar as comunicações no interior do bloco, uma vez que a hidrografia era novamente apontada como promissora para escoar os produtos do interior até os portos como o de Belém. Sempre alegando ter continuamente notícias das províncias do interior do continente, Moura insistia que bastava ter forças militares no Maranhão e no Pará para que toda essa região continuasse fiel a Portugal, território que ele lembrava corresponder a um terço dos domínios lusos na América.

(MACHADO, André Roberto de Arruda. Para além das fronteiras do Grão-pará: o peso das relações entre as províncias no xadrez da independência (1822-1825). Outros Tempos, v. 12, n. 20, 2015, p. 13)

As alegações do Governador de Armas do Pará, na época mencionada no texto,

A manifestavam a contrariedade do governo local em relação à Portugal e à relação hierárquica que havia se estabelecido, expondo o potencial econômico e o tamanho daquele território, de modo a exigir o comando, pelo Pará, de toda aquela região.
B sinalizam os esforços empreendidos pelas autoridades no Pará para reforçar, com o apoio bélico da coroa portuguesa, as batalhas travadas na região a fim de evitar a subordinação ao Rio de Janeiro, por considerarem mais vantajoso política e economicamente a manutenção do alinhamento a Portugal.
C salientam a ligação existente entre as duas províncias, Maranhão e Pará, dado que contribui para compreender a existência de um projeto político de autonomia, que almejava uma independência própria, regional, para a posterior fundação de uma república aliada a Portugal.
D defendiam que Maranhão e Pará deveriam dominar as demais províncias mencionadas, aliadas ao governo de D. Pedro I no Rio de Janeiro, pois as características geográficas contribuíam para sua superioridade regional e a garantia da unidade territorial daquele território luso.
E demonstram que o povo paraense, mesmo sem apoio de Portugal, buscou resistir à independência do Brasil, por diversos fatores que contribuíam para seu evidente distanciamento político em relação ao governo monárquico recém-instituído no Rio de Janeiro.