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A denominação “República dos coronéis” refere-se aos coronéis da antiga Guarda Nacional, que eram em sua maioria proprietários rurais com base local de poder. A expressão pode causar equívocos porque se, de um lado, o fenômeno do coronelismo se associa à primeira República, de outro seria errôneo dizer que a República “pertenceu” aos “coronéis” (Fausto, 2006). A Primeira República (1889–1930) apresentou características próprias de organização política e econômica. Considerando esse contexto histórico, assinale a alternativa correta.

A O federalismo republicano promoveu a centralização política e administrativa, reduzindo significativamente a autonomia das oligarquias estaduais no controle dos processos eleitorais.
B A política dos governadores consistiu no apoio político mútuo entre o governo federal e as elites estaduais, contribuindo para a manutenção de mecanismos de controle eleitoral.
C O coronelismo assumiu papel secundário a partir das primeiras décadas republicanas em função da institucionalização do voto secreto, o que garantiu maior autonomia ao eleitorado.
D A economia cafeeira perdeu sua centralidade ainda no início da República, sendo substituída por um modelo industrial consolidado e dominante no cenário nacional.

Alcançado em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, dom Pedro proferiu o chamado Grito do Ipiranga, formalizando a Independência do Brasil. Em 1° de dezembro, com apenas 24 anos, o príncipe regente era coroado Imperador, recebendo o título de dom Pedro

I. O Brasil se tornava independente, com a manutenção da forma monárquica de governo. Mais ainda, o novo país teria no trono um rei português. Este último fato criava uma situação estranha, porque uma figura originária da Metrópole assumia o comando do novo país. (Boris Fausto. História do Brasil , 2000) A natureza da Independência do Brasil, referida pelo excerto,

A nstitui um sistema político ilustrado com concessão de direitos políticos às províncias brasileiras em prejuízo do poder central.
B comprova a presença dos princípios filosóficos da Independência das colônias inglesas da América do Norte na organização política do Estado brasileiro.
C une setores da elite socioeconômica em torno de uma figura política capaz de manter o ordenamento social brasileiro.
D explica a precocidade do movimento libertador brasileiro na comparação com as emancipações políticas das colônias hispano-americanas.
E mantém as relações econômicas brasileiras com a burguesia mercantil portuguesa em um regime ainda de exclusivo comercial.

Já nos anos de 1850, fazendeiros das áreas cafeeiras – alguns dos mais necessitados de mão de obra – tornaram-se interessados em promover a imigração e em substituir os escravos por imigrantes. As primeiras experiências falharam, e os fazendeiros de café recorreram ao tráfico de escravos interno. Mais tarde, quando as pressões abolicionistas aumentaram e leis contra o tráfico entre províncias foram promulgadas, os fazendeiros das áreas pioneiras buscaram na Itália os trabalhadores de que necessitavam. (Emília Viotti da Costa. “Da escravidão ao trabalho livre”. In: Da Monarquia à República: momentos decisivos, 1999) O excerto alude à

A baixa produtividade da economia agrícola brasileira devido às crises periódicas no fornecimento da mão de obra.
B transformação gradual do mercado de trabalho em um dos setores mais dinâmicos da economia agroexportadora brasileira.
C manutenção do trabalho compulsório nas grandes unidades agrícolas brasileiras de economia de exportação.
D decadência das áreas de produção agrícola dependentes do tráfico transatlântico de escravizados para o Brasil.
E redução do número de trabalhadores na agricultura brasileira como consequência da mecanização dos processos produtivos.

Alcançado em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, dom Pedro proferiu o chamado Grito do Ipiranga, formalizando a Independência do Brasil. Em 1º de dezembro, com apenas 24 anos, o príncipe regente era coroado Imperador, recebendo o título de dom Pedro

I. O Brasil se tornava independente, com a manutenção da forma monárquica de governo. Mais ainda, o novo país teria no trono um rei português. Este último fato criava uma situação estranha, porque uma figura originária da Metrópole assumia o comando do novo país. (Boris Fausto. História do Brasil , 2000) A natureza da Independência do Brasil, referida pelo excerto,

A explica a precocidade do movimento libertador brasileiro na comparação com as emancipações políticas das colônias hispano-americanas.
B comprova a presença dos princípios filosóficos da Independência das colônias inglesas da América do Norte na organização política do Estado brasileiro.
C une setores da elite socioeconômica em torno de uma figura política capaz de manter o ordenamento social brasileiro.
D mantém as relações econômicas brasileiras com a burguesia mercantil portuguesa em um regime ainda de exclusivo comercial.
E institui um sistema político ilustrado com concessão de direitos políticos às províncias brasileiras em prejuízo do poder central.

O poder político é medido através da quantidade de votos de que dispõe um chefe local ou regional, no momento das eleições. Procurando manter ou expandir a força dos coronéis, os cabos-eleitorais são elementos de ligação indispensáveis entre o coronel e a massa dos votantes. A estrutura, grosso modo, apresenta-se hierarquizada em três níveis: os coronéis; abaixo deles os cabos-eleitorais; e, na base da estratificação política, os eleitores. (Maria Isaura Pereira de Queiroz. “O coronelismo numa interpretação sociológica”. In: Boris Fausto (org.) História Geral da Civilização Brasileira: O Brasil Republicano: estrutura de poder e economia (1889 – 1930), 1975) O excerto refere-se à política da Primeira República Brasileira (1889 – 1930) e

A à garantia da liberdade de expressão política do eleitorado e à instituição do voto secreto masculino nos estados mais importantes da República.
B às suspensões periódicas dos calendários eleitorais previstos pela Constituição e aos direitos políticos da população analfabeta do país.
C à atribuição às forças militares do poder constitucional de fiscalização das instituições políticas e à imposição do serviço militar obrigatório nas regiões rurais do país.
D à inexistência de atividades político-eleitorais nos municípios e ao controle das decisões governamentais pelos habitantes alfabetizados dos grandes centros urbanos.
E aos desdobramentos da instituição do sufrágio universal masculino e aos mecanismos oligárquicos de controle político.

A trajetória da Educação Física no Brasil foi marcada por distintas concepções pedagógicas que influenciaram a prática docente. Durante o período da ditadura militar, consolidou-se a chamada “Educação Física tecnicista”. Considerando esse contexto histórico, assinale a alternativa correta.

A A Educação Física tecnicista valorizava o corpo como instrumento de expressão cultural e crítica social, priorizando atividades lúdicas e criativas.
B A perspectiva tecnicista reduziu a Educação Física à função de treinamento físico voltado ao condicionamento, em consonância com os interesses de controle político da época.
C A corrente tecnicista teve origem na influência direta do movimento Escola Nova, ao priorizar a individualidade e a subjetividade no ensino.
D O enfoque tecnicista rompeu com qualquer vínculo militar, ao deslocar a centralidade da disciplina para a cultura corporal de movimento.
E A Educação Física tecnicista constituiu o marco inaugural da inclusão das dimensões sociais e afetivas nas aulas, favorecendo a participação crítica do aluno.

Numa aula sobre a configuração da sociedade colonial brasileira o professor oferece aos estudantes um texto clássico do historiador Caio Prado Jr. “Esta massa de escravos, índios ou negros, constituía a maior parte da população colonial. (...). Ao lado de pequenos proprietários encontramos o tipo mais comum dos agregados . São estes os indivíduos – em geral escravos libertos ou mestiços espúrios - que vivem nos grandes domínios prestando aos senhores toda sorte de serviços: guarda da propriedade, mensageiro, etc. Entre eles figuram também os rendeiros, que pagam seus aluguéis em dinheiro ou mais comumente em produtos naturais ou em serviços. A situação destes rendeiros é a mais precária possível. Raramente se faziam contratos escritos, e mesmo não havia autoridades para os sancionar. Na propriedade quem domina incontrastavelmente é o senhor. Todos os que se fixam em suas terras cedem, em troca da gleba que cultivam para seu sustento e da proteção que lhes outorga o senhor contra outros mandões do sertão ou a própria Justiça, praticamente, toda a liberdade”. PRADO JR., Caio. Evolução política do Brasil e outros estudos . São Paulo: Editora Brasiliense, 1953 (texto adaptado). A partir da leitura do excerto desse historiador, os estudantes devem ser instados a interpretarem a estrutura de classes que compunha a sociedade colonial e suas interrelações de dependência. Dessa atividade, resulta a compreensão de que

A a sociedade colonial era formada por três classes: os senhores, os escravizados e os agregados (e dentre estes, os rendeiros) que, cada um a seu modo, dependiam dos interesses e das necessidades dos senhores.
B os senhores e os agregados não tinham obstáculos às suas necessidades e vontades, ao passo que os escravos eram privados de qualquer liberdade.
C A localização de rodoviárias e estradas.
D As relações entre comércio e serviço.
E As redes de transporte e comunicação.

A Era Vargas refere-se ao período de 1930 a 1945, no qual o Brasil foi governado por Getúlio Vargas, presidente que implementou uma série de políticas socioeconômicas na economia. Em relação a esse período da história, é correto afirmar que:

A Getúlio Vargas descentralizou o poder e implementou a política de valorização do preço do café, como forma de recuperar o crescimento econômico do país;
B a carta constitucional de 1934 instituiu o salário mínimo, as férias anuais remuneradas, bem como o décimo terceiro salário;
C o período foi autoritário, com um governante populista em defesa das massas e que ampliou benefícios trabalhistas e reconheceu sindicatos e associações profissionais;
D o fim da política do café com leite em 1930 fez com que Getúlio Vargas perdesse as eleições para Júlio Prestes, que foi deposto por um golpe de Estado;
E o Estado Novo (1937-1945), embora tenha sido uma fase ditatorial, não promoveu a censura de opiniões contrárias ao governo, mas tornou-se o momento oportuno para a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

“Filho de ex-escravos, crescera na fazenda levando a mesma vida dos pais. Era pajem do sinhô moço. Tinha a obrigação de brincar com ele. Era o cavalo em que o mocinho galopava sonhando conhecer todas as terras do pai. Tinham a mesma idade. [E ele perguntava:] Se eram livres, por que continuavam ali? Por que, então, tantas negras na senzala? Por que todos não se arribavam à procura de outros lugares e trabalhos?” EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio . Pallas, RJ: 2023. Pensando nas raízes históricas do racismo no Brasil, escolha a alternativa que responde as questões levantadas pela autora em seu livro.

A A vinculação de escravizados ao cotidiano familiar dos senhores criava relações de afeto entre negros e brancos, que garantiam liberdades e conforto compensatórias aos empregados descendentes de africanos.
B Acostumados ao regime de servidão relativa, mesmo após a libertação os negros e seus familiares mantinham-se voluntariamente apegados ao trabalho nas fazendas e às relações de submissão.
C mantinha as relações de poder baseadas em códigos jurídicos inspirados no Direito Romano que previa a propriedade agrária como bem inalienável e sua defesa como direito de guerra.
D estruturava uma rede de poder militar entre nobres que, pelas obrigações de defesa do reino, tinham como contrapartida a posse de terras, vinculando a elas servos camponeses devedores da corveia a seus senhores.
E apoiava-se no estabelecimento de reinos formados pelos outrora oficiais do exército romano que passaram a adquirir títulos de nobreza com o correspondente direito de explorá-las com o trabalho de servos assalariados.

A presença holandesa no Brasil, no século XVII, está ligada

A ao esgotamento do sistema escravocrata utilizado na lavoura colonial, monocultora e voltada ao comércio exterior, desde o século XVI.
B à união das coroas de Portugal e Espanha que desestabilizou a produção açucareira e o tráfico de escravos em detrimento de interesses holandeses.
C movidos por ideias liberais, jacobinos mobilizaram setores descontentes com o regime monárquico para efetivar a ruptura política, gesto que destacou o papel que grupos radicais tiveram na implantação da república.
D as ideias iluministas, com grande penetração na aristocracia, faziam com que esse setor fosse sensível às iniciativas de racionalizar a estrutura do Estado, popularizando o protagonismo de nobres esclarecidos.
E a união de sans-culottes e camponeses foi responsável por destronar o monarca e realizar a mais radical transformação social da história, ensinando que camponeses são, por excelência, a força motriz das revoluções.