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Atenção : Leia o trecho a seguir do poema de Ferreira Gullar para responder às questões de números 7 a 10.

A estrela

Gatinho, meu amigo,
fazes ideia do que seja uma estrela?

Dizem que todo este nosso imenso planeta
coberto de oceanos e montanhas
é menos que um grão de poeira
se comparado a uma delas

Estrelas são explosões nucleares em cadeia
numa sucessão que dura bilhões de anos

O mesmo que a eternidade

Não obstante, Gatinho, confesso
que pouco me importa
quanto dura uma estrela

Importa-me quanto duras tu,
querido amigo,
e esses teus olhos azul-safira
com que me fitas
(Adaptado de: GULLAR, Ferreira. Boa companhia: Poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2003)

Evidencia-se no poema

A o vínculo afetivo estabelecido entre o eu lírico e o gato.
B o deslumbramento do eu lírico diante da beleza estética da Natureza.
C a angústia do eu lírico diante da irrelevância de sua existência.
D a sagacidade do gato diante da ingenuidade do eu lírico.
E a hesitação do eu lírico quanto à eternidade do cosmos.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região Cargo: Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação Prova: FCC - TRT 2 - Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação - 2025
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Atenção : Leia o texto para responder às questões de números 1 a 6.

A “caixa de Pandora” é uma metáfora usada para caracterizar ações que, menosprezando o princípio da precaução, desencadeiam consequências maléficas, terríveis e irreversíveis. O mito de Pandora origina-se nos poemas épicos de Hesíodo (a Teogonia), escritos durante o século VII a.C. e considerados uma das mais antigas versões sobre a origem do Universo.
Zeus deu a Pandora, como presente de casamento, uma caixa (na Grécia antiga, um jarro), mas avisou-a para nunca a abrir, pois seria melhor deixá-la intocada. A vontade de abri-la superou qualquer precaução: coisas horríveis voaram para fora, incluindo ganância, inveja, ódio, dor, doença, fome, pobreza, guerra e morte.
Hoje em dia, a caixa de Pandora continua sendo aberta, não por pessoas desavisadas, mas por personagens que prestam serviços em nome da ciência, da política e da economia.
Aí estão os agravos à saúde da população, à biodiversidade, ao habitat dos demais seres vivos, à preservação dos ecossistemas, à própria Terra como um todo. A confiança na tecnologia como panaceia para todos os males resultou em considerar a “inteligência artificial” como opção para o declínio da “inteligência natural”.
Efeitos adversos relativos ao ultraprocessamento dos alimentos, às transformações genéticas, às radiações eletromagnéticas continuam ainda pouco explorados. Entidades diversas subsidiam pesquisas cientificas, desde que seus resultados respaldem, a priori, o que afirmam sobre seus métodos, produtos e ações.
Jornalistas, influenciadores e meios de comunicação social teriam que destacar os objetivos desejáveis e colocar em debate os caminhos para alcançá-los.
O resgate da Terra e o resgate da humanidade são aspectos complementares e devem ser tratados simultaneamente, no Espaço e no tempo, para seu apoio mútuo.
A questão é que as mudanças dependem da adoção de novas formas de estar no mundo. Elas implicam o apoio de dimensões interdependentes: intima (mundo pessoal); interativa (relações grupais): social (política, econômica); e biofísica (condições ambientais).
Existe uma sinergia entre todas essas dimensões: elas podem se congregar em torno de objetivos comuns (ecossistemas), ou se repelirem (ruptura e caos).
Eis aqui a caixa de Pandora.

(Adaptado de: André Francisco Pilon. Disponível em: https://jornal.usp.br. Acesso em 06/2025)

Por meio da frase Eis aqui a caixa de Pandora , o autor alerta, sobretudo, contra

A a tendência instintiva que impele o indivíduo a alterar as leis naturais do meio ambiente.
B as ações que ignoram a proteção à saúde das pessoas e dos ecossistemas.
C a propensão em buscar explicar os dilemas do presente por meio dos mitos gregos.
D a crítica excessiva aos recursos da tecnologia, os quais poderiam dirimir problemas ambientais e sociais.
E a falta de regulamentação das mídias nas redes sociais.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região Cargo: Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação Prova: FCC - TRT 2 - Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação - 2025
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Atenção : Considere o início da crônica “ Sobre o inferno ”, de Rubem Braga, para responder às questões de números 1 a 6.

“O Inferno são os outros” — diz esse desagradável senhor Sartre no final de Huis Clos, e eu respondo: “eu que o diga!” Hoje estou com pendor para confissões, vontade de abrir meu peito em praça pública; quem for pessoa discreta, e se aborrecer com derrames desses, tenha a bondade de não continuar a ler isto.
Conheci um homem que estava tão apaixonado, tão apaixonado por uma mulher (acho que ela não gostava dele), que uma vez estávamos nós dois num bar e no meio da conversa ele disse fremente:
- Isso é o maior verso da língua portuguesa!
Fiquei paleta, pois não escutara verso nenhum. Ele então pediu silêncio, e que ouvisse. Havia conversas na mesa ao lado, ruídos vários lá dentro, autos e ônibus que passavam, um bonde na outra rua, um violoncelo tocando num rádio qualquer, e lá no finzinho disso, longe, longe, um outro rádio com o samba que mal se podia ouvir e só era reconhecível pelos fragmentos de música que nos chegavam. O maior verso da língua portuguesa estava na letra daquele samba e avisava que “Emília, Emília, Emília, eu não posso mais”.

(Adaptado de: BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 2017)

O cronista dirige-se diretamente a seu leitor (incluindo-o no próprio texto de sua crônica) no seguinte trecho:

A Hoje estou com pendor para confissões; vontade de abrir meu peito em praça pública (1º parágrafo).
B uma vez estávamos nós dois num bar (2º parágrafo).
C Ele então pediu silêncio, e que ouvisse (4º parágrafo).
D Havia conversas na mesa ao lado, ruídos vários lá dentro (4º parágrafo)
E um outro rádio com o samba que mal se podia ouvir e só era reconhecível pelos fragmentos de música que nos chegavam (4º parágrafo).
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Atenção : Para responder às questões de números 1 a 5, baseie-se no texto abaixo.

Compreensão do tempo histórico

Quando cada instante do tempo que vivemos está vazio, ele não pode ser estimulado por uma expectativa promissora, por uma esperança. No entanto, se ele está sobrecarregado a ponto de explodir, fervilhando com o peso de todos os momentos anteriores, ele não dispõe de capacidade de provisão necessária para se abrir positivamente. Existe uma tensão entre a antecipação e a realização, entre o vazio do momento atual e a expectativa de que a qualquer momento ele será preenchido satisfatoriamente.
Para quem só se alimenta da ideia do progresso, todos os momentos são desvalorizados pelo fato de que cada um deles não passa de um degrau para o seguinte, o presente sendo uma prancha que desembarca no futuro. Cada átimo de tempo é depreciado em relação a uma infinidade de átimos que ainda virão, numa espécie de visão do progresso eterno.
A perspectiva de eternidade progressiva priva a história humana de seu caráter dramático, nela não se consegue perceber que não são os sonhos de que seus netos sejam livres que estimulam os homens e as mulheres a se revoltar, mas as lembranças de seus antepassados oprimidos. É o passado que nos fornece os recursos para ter esperança, e não simplesmente a possibilidade teórica de um futuro um pouco mais gratificante. É assim que o filósofo alemão Ernst Bloch pode falar do "futuro ainda não cumprido no passado".
Devemos nos esforçar, portanto, para manter o passado inacabado, recusando-nos a aceitar sua aparência de encerramento como palavra final, abrindo-o novamente ao reescrever sua fatalidade aparente sob o signo da liberdade crítica.

(Adaptado de EAGLETON, Terry. Esperança sem otimismo. Trad. Fernando Santos, São Paulo: Editora Unesp, 2023, p. 49-50)

De acordo com a tese defendida pelo autor ao longo do texto, o passado

A constitui um tempo cuja extinção histórica deve servir como alerta para que épocas futuras não tenham o mesmo destino.
B deve ser compreendido como um momento cuja superação depende da linha progressista em que o concebemos.
C é um tempo estimulante na medida em que nos abasteça de recursos capazes de mobilizar nossa esperança.
D pode nos mobilizar positivamente quando somos capazes de tomá-lo como inspiração para a escalada do progresso.
E requer que seja imobilizado em sua verdade própria para servir como exemplo para os nossos passos futuros.
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Atenção : Para responder às questões de números 1 a 7, baseie-se no texto abaixo.

Perigo da Inteligência Artificial (IA) não vem dos robôs, mas de nós

Em seu livro mais recente, "The Al Mirror" ("O espelho da IA"), a filósofa americana Shannon Vallor sustenta que o perigo oferecido pela inteligência artificial é muito diferente do que se costuma imaginar. O "risco existencial" para nossa espécie não viria da progressiva substituição de gente por máquinas, geradora de desemprego e, no limite, de nossa extinção. O perigo estaria em nós mesmos, em nosso enamoramento pela imagem que a IA reflete, como o de Narciso em seu lago.
Especialista em ética da tecnologia, a autora acredita que, se não abrirmos o olho, veremos "os poderes e virtudes mais vigorosos da espécie - nossa capacidade de pensamento criativo, ambição moral, imaginação política e, acima de tudo, sabedoria serem afogados no espelho da lA". Afogados porque rendidos, entregues de graça ou em troca de miçangas coloridas. Terceirizados, por narcisismo e preguiça, a algoritmos que se baseiam no que decidimos no passado para decidir em nosso nome no futuro. Decidir tudo: escolher gente para vagas de emprego, prender gente com base em reconhecimento facial, dosar fluxos de socorro humanitário para populações flageladas, resumir um grosso relatório em meia página.
Mas qual seria o problema disso tudo, ferramentas que podem ser tão úteis na solução de problemas? Segundo a autora, o risco é nada menos que a estagnação da espécie. Junto com o poder de decidir, estamos abrindo mão do domínio dos próprios meios para a tomada de decisões: escrever, fazer contas, projetar, raciocinar, escolher.
Todas as tecnologias sempre desafiaram moralmente os seres humanos, levando-os a conceber novos valores e formas de viver em sociedade. A seta sempre apontou para o futuro - até agora. "Precisamos abraçar, renovar e aprofundar esse aprendizado moral", prega a autora, "porque a IA representa uma forte tentação de esquecê-lo, aceitando em seu lugar um reflexo pálido e estático daquilo que um dia soubemos a nosso respeito. Estamos diante de crises planetárias e civilizacionais que a humanidade nunca enfrentou antes. Você planejaria sua escalada de uma montanha perigosa e desconhecida olhando pelo espelho, para aquilo que ficou para trás?"

(Adaptado de: RODRIGUES, Sérgio. Folha de S.Paulo . 02/04/2025)

Há no texto tanto o uso de conceitos como o de linguagem figurada , tal como ocorre, respectivamente, nas expressões

A estagnação da espécie / escalada de uma montanha perigosa (3/4º parágrafos).
B crises planetárias e civilizacionais / aprofundar esse aprendizado moral (4º parágrafo).
C enamoramento pela imagem / reflete como o de Narciso em seu lago (1ª parágrafo).
D nossa capacidade de pensamento criativo / ambição moral (2º parágrafo).
E em troca de miçangas coloridas / Afogados porque rendidos (2º parágrafo).
Órgão: Secretaria da Fazenda do Estado do Piauí Cargo: Analista do Tesouro Estadual - Área: Tecnologia da Informação Prova: FCC - SEFAZ PI - Analista do Tesouro Estadual - Área: Tecnologia da Informação - 2025
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Atenção : Para responder às questões de números 1 a 5, baseie-se no texto seguinte.

O estranho ofício de escrever

Éramos três condenados a escrever uma crônica diária em jornal: Rubem Braga no Diário de Notícias , Paulo Mendes Campos no Diário Carioca e eu no O Jornal . Um dia, numa hora de aperto, o Rubem perdeu a cerimônia: - Será que você não teria aí uma crônica pequeninha para me emprestar? Procurei uma e lhe cedi uma que talvez servisse.
Tempos depois chegou a minha vez, e perguntei ao Rubem se não tinha uma crônica usada para servir este seu amigo. Pois não é que ele me passou a crônica que eu lhe havia cedido? Sou pobre, mas não sou soberbo. Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos.
De toda crônica que publiquei na vida, houve sempre um leitor para achar que era a melhor e outro a pior que já escrevi. Nunca me esqueci do dia em que o Carlos Castello Branco me disse: — Eu, se fosse você, parava um pouco. Essa sua última crônica estava de amargar.
Parei dois anos por causa disso.
Quando recomecei, vez por outra recauchutava um escrito antigo, à falta de coisa melhor. Até que chegou o dia em que no meu estoque não restava senão uma, jamais republicada - justamente aquela que o Castellinho havia estigmatizado com seu implacável juízo crítico. Pois não é que veio ele me dizer, efusivo, a propósito da mesmíssima crônica: — É das melhores coisas que você já escreveu.
Havia-se esquecido, o mandrião. E por causa dele eu passara dois anos no estaleiro.
Quando lhe acusei a contradição, ele não se perturbou: - Agora achei boa. Ou a crônica melhorou, ou eu é que piorei.
(Adaptado de: MASSI, Augusto (org.) SABINO, Fernando. Os sabiás da crônica. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 151-152)

Fernando Sabino problematiza nesta crônica a recepção dos leitores e a questão do sempre discutível gosto literário , tal como se pode depreender deste enunciado:

A recauchutava um escrito antigo, à falta de coisa melhor (5º parágrafo).
B havia estigmatizado com seu implacável juízo crítico (5º parágrafo).
C condenados a escrever uma crônica diária em jornal (1º parágrafo).
D perguntei ao Rubem se não tinha uma crônica usada (2º parágrafo).
E Ajeitei a crônica como pude, toquei-lhe uns remendos (2º parágrafo).
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Atenção : Para responder às questões de números 8 a 15, considere o texto a seguir.

Como arquiteto e paisagista, pertenço ao grupo de estudiosos que adota o ponto de vista do ordenador, que difere do planejador, embora ambos façam parte de um mesmo processo. O enfoque do ordenador resume-se na tentativa de avaliação da cidade como uma estrutura global do meio ambiente e não somente como uma série de elementos que fortuitamente se interligaram. É possível, por exemplo, avaliar a cidade em termos de experiência pela qual passam todas as pessoas que nela vivem. Primeiro, constroem as ruas, implantam a infraestrutura, depois os prédios e, se sobrar espaço, colocam uma ou duas árvores ou um chafariz. Em torno disso, pessoas e automóveis.
Outra forma de avaliação da cidade seria através da relação entre quatro elementos: edifícios, espaço para veículos, espaço para pedestres e elementos naturais. Estamos tão acostumados a viver rodeados por edifícios e automóveis que não nos ocorre a possibilidade de questionar se eles estão fora de proporção. O espaço para pedestres é o que sobrou do espaço destinado aos automóveis. Caminhamos contornando as calçadas, ao longo das ruas ou através de estacionamentos, se o automóvel nos der passagem. Nas cidades, especialmente no centro, a vegetação constitui apenas um elemento decorativo. Se as plantas fossem de plástico, não faria diferença nenhuma, já que não tem nenhuma função específica.
Na arquitetura, uma extensa série de argumentos históricos demonstram que as árvores não são necessárias à ordenação urbana. Um dos sempre repetidos é que a praça São Marcos, em Veneza, não tem árvores. Mas esse é um tipo de argumento evasivo, pois não explica como foi construída a praça São Marcos.
É preciso não esquecer que uma árvore tem funções comparáveis as de um prédio. Ela molda o espaço, dá abrigo, modera o clima e estabelece relacionamento entre nós e os espaços mais amplos que nos rodeiam. Como um dos principais elementos do melo ambiente, não é apenas uma peça decorativa, colocada defronte a um edifício: ordena o espaço da mesma maneira que a arquitetura molda o espaço.
Além das árvores e outros elementos que compõem o conjunto urbano, é igualmente importante considerar o tipo de relação que existe entre edifícios, veículos, pedestres e elementos naturais. Tomemos o caso de São Paulo. Sobrevoando a cidade de helicóptero, o panorama é espantoso. Por que um povo inteligente construiria edifícios de vinte andares, com fachadas cheias de janelas, afastadas a cada quatro ou cinco metros, através das quais os moradores só podem se ver uns aos outros?

(Adaptado de: ECKBO. Garret. O Paisagismo nas Grandes Metrópoles. São Paulo: Ateliê, 2008, pp. 39-42)

O texto de Garre! Eckbo é uma condensação de palestras proferidas a convite da Secretaria dos Negócios Metropolitanos, em São Paulo. Nele,

A ao comparar os papéis desempenhados pela árvore e pelo edifício, respectivamente incidental e estrutural, sanciona, em sua avaliação, o planejamento de centros urbanos como São Paulo, tendo em vista a cidade enquanto uma estrutura global.
B procura, mediante duas perspectivas distintas, mas convergentes em seu resultado, hierarquizar, por níveis de relevância, os elementos do conjunto urbano - edifícios, veículos, pedestres e elementos naturais.
C enquanto versa a respeito de modos de avaliação da estrutura urbana de uma cidade, deixa entrever seu ponto de vista acerca do papel estruturante que a natureza deve desempenhar nesse contexto.
D alinha sua perspectiva sobre o paisagismo urbano à realidade da cidade de São Paulo, como se pode ver ao final dos dois primeiros parágrafos., mediante o recurso ao exemplo paradigmático da praça de São Marcos. em Veneza.
E buscando definir duas diferentes formas de avaliar uma tessitura urbana, faz uso de exemplos diametralmente opostos para sua perspectiva, quais sejam, as cidades de Veneza e São Paulo.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 6 a 10, baseie-se no texto seguinte.

Usos da tecnologia

O uso da tecnologia em geral e dos dispositivos digitais em particular adquiriu importância social e passou a ressignificar a vida das pessoas, no que tange à corrente de informações, aos vários níveis de comunicação, ao consumo e à educação. Com a pandemia do novo coronavírus, em 2020, o que vinha acontecendo gradativamente acabou sendo acelerado com o uso mais intenso da tecnologia, como nos casos do ensino a distância e do trabalho remoto.
O que já era uma tendência do mercado passou a fazer parte da rotina das pessoas. Grande parte da sociedade passou a vi- ver imersa em diversos recursos tecnológicos: mensagens instantâneas, aulas virtuais, áudios e vídeos compartilhados. São operações que nos aproximam e que solucionam problemas emergentes, mas que também requerem cuidado e prudência em sua utilização.
A integração crescente da tecnologia no nosso cotidiano pode impactar a saúde das pessoas de diversas maneiras, o uso excessivo de dispositivos digitais tornou-se de tal modo uma constante que passou a representar um sério risco para a saúde dos jovens, em boa parte sedentários e com distúrbios do sono, e do equilíbrio mental de toda pessoa que se entrega ao regime cativante das imagens, afastando-se cada vez mais dos componentes do mundo real. Além disso, a conectividade exagerada pode contribuir para intensificar a ansiedade e a frustração de expectativas entre os usuários renitentes da tecnologia. Ferramentas úteis e necessárias, quando mal utilizadas, podem tornar-se letais para quem delas faz uso indiscriminado.

(Adaptado de: Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV). Disponível em: https://abqv.org.br/uso-de-teconologia)

Expressões como acabou sendo acelerado (1º parágrafo), passou a fazer parte da rotina (2º parágrafo) e i ntegração crescente da tecnologia (2º parágrafo) acentuam

A uma salutar moderação no uso potencial da tecnologia.
B a oportunidade de boa utilização das novas ferramentas.
C a dinâmica progressiva do emprego das tecnologias.
D as consequências geradas pela busca de digitalização.
E o progressivo estreitamento das relações pessoais.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação Prova: FCC - TRT 6 - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação - 2025
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Atenção : Para responder às questões de números 1 a 5, baseie-se no texto abaixo — uma apresentação ao livro Mar sem fim , de Amyr Klink.

O moço e o mar

Poucas pessoas poderão ter gozado da solidão como uma alternativa, ou seja, do convívio exclusivo consigo mesmo, com o usufruto de um prazer tão completo como faz Amyr Klink em suas longas viagens a bordo do barco Paratii. Este livro - Mar sem fim — descreve a viagem que começou em 31 de outubro de 1998 e durou cinco meses.
Nela, ele deu a volta ao mundo mais curta, mais rápida e mais difícil que poderia ser feita, circunavegando a Antártica — multas vezes tentada, nunca conseguida. Foi conviva das estrelas, cruzou neblinas, nevascas e geleiras, e desafiou mares temperamentais.
Nada do que tiver contemplado nas breves paradas na Geórgia do Sul, ou do que possa ter restado de exótico na ilha de Bouveloya, a mais isolada do planeta, será suficientemente inédito para ter impressionado o argonauta, muito mais ilhado ele mesmo do que aquele território ignoto e inóspito. Por mais surpreendentes que possam ser a fora e a fauna marinhas, que o marinheiro encontrou protegidas da loucura furiosa da humanidade predadora de pés firmes no chão, nada tera superado a graça que ele achou nos porões da própria alma, ao atravessar com destemor, mas com respeito, as fronteiras da vida.
Quem concorde com a dura frase em que Sartre afirma que “o inferno são os outros" está convidado a visitar o céu que cada um contém em si mesmo e que Amyr Klink se dispôs a nos revelar em mais este fascinante relato de seu caso de amor com o mar. A saga desse brasileiro transporta a mitologia grega para nossos dias, nos induzindo a crer com sua viagem que o fardo de viver pode ser mais leve, intrépido e digno de ser carregado.

(Adaptado de: NÉUMANE, José. In: KLINK, Amyr. Mar sem fim. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, orelha)

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

A atravessar com destemor, mas com respeito (3º parágrafo) = cruzar com temor raro, porém com dignidade.
B nos induzindo a crer (4º parágrafo) = levando-nos a intuir.
C gozado da solidão como uma alternativa (1º parágrafo) = optado por uma vantagem subjetiva.
D Foi conviva das estrelas (2° parágrafo) = convocou a vivacidade dos astros.
E será suficientemente inédito (3º parágrafo) = terá originalidade bastante.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Enfermagem do Trabalho Prova: FCC - TRT 1 - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Enfermagem do Trabalho - 2025
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 6 a 10, baseie-se no texto seguinte.

[Poetas moços e velhos poetas]

Hoje vos entreterei, caros leitores, com certo aspecto da vida literária. Aqueles que fazem versos e já atingiram a idade madura costumam receber pedidos de outros que também fazem mas estão na casa dos vinte. Parece que é esse um dos prêmios (muito discutíveis) de envelhecer: ser solicitado pelos mais novos a dar opinião sobre os vagidos do talento.
A coisa se dá assim: o moço apresenta-se confiante, munido de seus versos; o "mestre" responde benévolo, paciente, minucioso, interessado em pormenores biográficos, ocultando sua vaidade sob um verniz de simpatia: "Escreva sempre, meu filho". A isto se chama vida literária.
Sendo a literatura fenômeno socializante por excelência, contudo permanece fenômeno individual quanto à produção. E eu vos pergunto: pode a experiência do mais idoso servir à hesitação do jovem, dissolvê-la em certeza, encaminhá-lo a rumo certo? A vida responde a tudo isso repetindo a situação: todos os dias moços fazem consultas e todos os dias os "maduros" atendem com indicações, conselhos, receitas de poesia.
É certo que cinco ou dez anos depois a receita foi esquecida e o mestre com ela. Sucede também que após esse lapso de tempo o mestre seja não apenas esquecido, mas negado. Ataca-se o mestre, descobre-se que ele não o é. Na força do adulto, vinga-se o homem das debilidades do período de crescimento físico e intelectual, negando o que adorara. Os mestres da poesia não escapam a essa contingência, e ao escreverem uma "carta ao jovem poeta" deveriam meditar bem na escolha das palavras e no prazo de validade do sortilégio.

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. Passeios na ilha. São Paulo: Cosac Naify, 2011, p. 113-114)

Na relação entre poetas de diferentes gerações, o autor do texto considera

A a rara contingência de um jovem estreante acatar os aconselhamentos dos mais velhos.
B a perene e irredutível submissão dos poetas jovens aos mestres desse género literário.
C a vaidade que os veteranos experimentam aos serem tão respeitosamente consultados.
D o franco destemor de que se valem os poetas experientes para acusar os vícios dos jovens.
E o alento sincero que os mais velhos imprimem à arte promissora dos mais jovens.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região Cargo: Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação Prova: FCC - TRT 1 - Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação - 2025