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A participação do intérprete de Libras-Português é um direito de alunos surdos ou com deficiência auditiva na inclusão escolar. Neste contexto, o intérprete em sala de aula:

A trabalha de forma distinta se comparado ao intérprete generalista.
B em nada se distingue do intérprete generalista que atua em outros contextos.
C deve evitar qualquer tipo de envolvimento pedagógico com os professores.
D atua substituindo o professor regente de classe.
E realiza e corrige as atividades realizadas por alunos surdos.

Entre os diferentes tipos de interpretação, há aquela em que os intérpretes — sempre em duplas — trabalham isolados numa cabine de vidro, de forma a permitir a visão do orador, e recebem o discurso por meio de fones de ouvido. Ao processar a mensagem, reexpressam-na na língua de chegada por meio de um microfone ligado a um sistema de som que leva sua fala até os ouvintes, por meio de fones de ouvido ou receptores semelhantes a rádios portáteis. LACERDA, Cristina B.F. de. Intérprete de Libras : em atuação na educação infantil e no ensino fundamental. Porto Alegre: Mediação, 2009 A atividade de interpretação acima descrita é de natureza

A consecutiva
B simultânea
C sussurrada
D simultânea e sussurrada
E sussurrada e consecutiva

A atuação de tradutores-intérpretes de língua brasileira de sinais, no ensino básico, é uma condição necessária de acessibilidade aos conteúdos curriculares quando, em sala de aula, há a presença de alunos

A com perda auditiva leve.
B com perda auditiva média e não usuários de libras.
C surdos oralizados e usuários de libras.
D surdos oralizados e não usuários de libras.
E surdos não oralizados e não usuários de libras.

Na circunstância de não haver língua comum entre aluno surdo e professor regente ouvinte, a atuação do intérprete em sala de aula visa a

A substituir o professor em sua ausência.
B orientar o professor sobre como ele pode-se comunicar com o aluno.
C ensinar, em língua de sinais, a matéria dada pelo professor.
D interpretar a matéria dada pelo professor.
E tirar dúvidas do aluno quanto aos conteúdos curriculares.

A função primordial do intérprete de Libras que atua em contextos de ensino é

A auxiliar o professor no planejamento e no desenvolvimento de suas aulas.
B atuar como tutor do aluno surdo, auxiliando-o em suas dificuldades com os conteúdos curriculares.
C dar acessibilidade linguística aos surdos, intermediando as relações estabelecidas pelos atores que compõem a sala de aula.
D sugerir estratégias de ensino que favoreçam a compreensão do aluno surdo em seus processos de aprendizagem.
E intervir no processo de ensino-aprendizagem orientando os agentes educacionais quanto a mudanças curriculares.

É de grande importância que os tradutores-intérpretes de Libras e português que atuam nos contextos de ensino tenham uma formação de qualidade, pois para favorecer a aprendizagem do estudante surdo, esse trabalho requer principalmente

A conhecimentos de mundo, escolhas lexicais e de sentido em Libras e língua portuguesa.
B conhecimento profundo apenas de língua portuguesa.
C contatos esporádicos com pessoas surdas.
D noções iniciais da gramática de Libras.
E experiência com tradução-interpretação de línguas orais.

De acordo com a publicação O tradutor e intérprete de Língua Brasileira de sinais e língua portuguesa (Quadros, 2004), editada pelo MEC, há uma série de recomendações de ordem ética sobre como esse profissional deve se portar em contexto de interpretação da língua portuguesa escrita no momento de provas e concursos. Segundo essas recomendações, é correto afirmar que o intérprete:

A não deve fazer interpretação de instruções presentes na prova.
B deve confirmar com o olhar escolhas do candidato na resolução das questões.
C deve omitir metáforas e expressões idiomáticas.
D deve traduzir do português escrito para a Libras todas as questões e instruções da prova.
E deve se responsabilizar pela escrita do candidato surdo.

A compreensão mais atual do trabalho de tradução e interpretação entre línguas considera essas práticas como lugar de construção e produção de sentidos, que pressupõe uma postura dialógica no ato tradutório. O tradutor- -intérprete no exercício de seu trabalho não lida com palavras ou sinais isolados, mas com enunciados concretos e seus sentidos no discurso. A opção que melhor corresponde a essa concepção é a de que o tradutor-intérprete deve

A direcionar sua atenção a cada significado de palavra ou sinal enunciado no contexto discursivo.
B buscar equivalências precisas de sentido a cada sinal ou cada palavra emitida no contexto discursivo.
C omitir metáforas e expressões idiomáticas enunciadas no contexto discursivo.
D procurar opções possíveis de tradução de acordo com os sentidos produzidos nos contextos discursivos.
E se ater aos significados das palavras ou sinais independentemente dos contextos discursivos.

Lacerda aponta que a inclusão escolar é um processo dinâmico e gradual, que toma diversas formas a partir da necessidade dos alunos. Nesse sentido, o professor é responsável por incentivar e mediar a construção do conhecimento através da interação com o aluno surdo e seus colegas. para que o aluno surdo possa ter sucesso em sua vida escolar, faz-se necessário que o professor regente tenha conhecimento acerca das singularidades:

A linguísticas e sociais.
B culturais e sociais.
C linguísticas e cognitivas.
D cognitivas e afetivas.
E linguísticas e culturais.