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Podem estar sujeitos à exposição por tricloroetileno os trabalhadores da indústria de transformação de tecidos para limpar algodão, lã, e outros tecidos; em operações de limpeza a seco; fabricantes de adesivos, lubrificantes, tintas, vernizes, descascadores de tinta, agrotóxicos e limpadores de metais frios. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a exposição crônica a este solvente clorado não inflamável, volátil, incolor e de odor levemente adocicado pode causar:

A hepatite tóxica, câncer de pele, de fígado e de pulmão;
B arritmias cardíacas, câncer de estômago, efeitos colinérgicos no sistema nervoso central;
C tremores, sialorreia, fraqueza, cansaço respiratório, taquicardia, sudorese e hipertensão arterial;
D paralisias periféricas, câncer de fígado, efeitos colinérgicos no sistema nervoso central;
E esclerodermia (doença sistêmica autoimune); problemas reprodutivos; câncer de rim, fígado, linfoma não Hodgkin e mieloma.

O cultivo extensivo de monoculturas em latifúndios faz com que o Brasil esteja entre os maiores consumidores de agrotóxicos do planeta. A contaminação ambiental, a exposição de trabalhadores e o consumo de alimentos contaminados vêm se tornando um sério problema de saúde pública no país, agravado recentemente com a liberação do uso de diversos pesticidas, incluindo produtos que são proibidos em outros países. Grande parte dos casos de intoxicações agudas e crônicas por agrotóxicos são subnotificados por falta da correlação do quadro clínico com a exposição. Entre os inseticidas utilizados para fins agrícolas estão os organofosforados, cuja intoxicação aguda é caracterizada por:

A inibição irreversível da enzima acetilcolinesterase, com cefaleia, tontura, sonolência; danos aos nervos da face, à audição, visão e equilíbrio; hepatotoxicidade e insuficiência renal aguda;
B inibição irreversível da enzima acetilcolinesterase com sintomas irritativos das vias aéreas, como tosse não produtiva, dispneia, sibilos noturnos, além de broncoespasmo severo e edema agudo de pulmão nos casos mais graves;
C inibição irreversível da enzima acetilcolinesterase, com manifestações nicotínicas, muscarínicas e do sistema nervoso central, tais como tremores, fraqueza, cansaço respiratório, taquicardia, sudorese, miose, sialorreia, broncorreia e nível alterado de consciência;
D inibição irreversível da enzima acetilcolinesterase, com tremores, fraqueza, cansaço respiratório, taquicardia, sudorese, sialorreia, lesões no fígado, fibrose nos pulmões e insuficiência renal que, normalmente, levam à morte;
E inibição irreversível da enzima acetilcolinesterase, com manifestações nicotínicas, do sistema nervoso central e periférico, tais como tremores, fraqueza, cansaço respiratório, taquicardia, sudorese, midríase, sialorreia, brocoespasmos, paralisias periféricas, diarreia, nível alterado de consciência e convulsões.