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A filosofia kantiana propôs superar a controvérsia entre inatismo e empirismo, elaborando uma nova posição acerca das possibilidades do conhecimento humano. Assinale a opção que identifica corretamente uma tese kantiana sobre as possibilidades do conhecimento humano.

A A universalidade e a necessidade são apenas efeitos psicológicos da repetição dos fenômenos.
B Os sentidos oferecem materiais necessários para que as formas inatas da cognição realizem suas sínteses.
C O conhecimento encontra nos dados da experiência critérios suficientes para sua validade científica.
D O princípio de razão suficiente permite conciliar ideias inatas e empíricas em um único sistema.
E As estruturas inatas da cognição permitem o conhecimento empírico das coisas em si mesmas.

“O pensamento conceitual ou lógico opera de maneira diferente e mesmo oposta à do pensamento mítico.” CHAUÍ , Marilena. Convite à Filosofia . São Paulo: Editora Ática, 2010. Com base na obra citada, assinale a opção que caracteriza corretamente o pensamento mítico e o conceitual, respectivamente.

A O primeiro articula imagens polissêmicas carregadas de sentido; enquanto o segundo articula símbolos que funcionam por metáfora.
B O primeiro opera por associação de diversos materiais da experiência, ao passo que o segundo opera por método, análise e regragem lógica.
C O primeiro tem a função de produzir conhecimento generalizável; enquanto o segundo tem a função de legitimar as proibições e garantir coesão social.
D O primeiro é um conjunto de lendas que obscurecem a experiência, ao passo que o segundo é uma organização da realidade a partir da experiência.
E O primeiro caracteriza uma etapa primitiva do intelecto humano, enquanto o segundo caracteriza um estágio avançado da consciência.

“De há muito, a filosofia correlacionou verdade e ser. A própria filosofia se determina como ciência da verdade. Ao mesmo tempo, porém, como ciência que considera o ente enquanto ente, ou seja, no tocante ao seu ser.” Adaptado de HEIDEGGER , Martin. Ser e tempo . Petrópolis: Editora Vozes, 2005. Assinale a opção que identifica corretamente a concepção heideggeriana de verdade.

A Eficácia verificada mediante experiência.
B Superstição da metafísica ocidental.
C Adequação entre linguagem e objeto.
D Transcendente inacessível ao homem.
E Manifestação da presença do ser.

A Filosofia coloca desafios específicos quando se busca definir a forma de ensiná-la no Ensino Médio, quais conteúdos abordar e quais competências se espera desenvolver. Um fator a ser levado em conta, conforme preconiza o Currículo da Cidade de São Paulo, é que as disciplinas “também precisam dialogar com a realidade dos adolescentes, de forma a conectarem-se com seus interesses, necessidades e expectativas”. Assinale a opção que descreve corretamente o modo como o ensino de Filosofia deve levar em conta o fator preconizado pelo Currículo da Cidade de São Paulo.

A Deve privilegiar a memorização de autores, datas, conceitos e teorias filosóficas.
B Deve selecionar os conteúdos curriculares com base naquilo que mais atrai os alunos.
C Deve focar nos conteúdos que oferecem maior aplicabilidade profissional e retorno econômico.
D Deve substituir a produção filosófica do passado pelo estudo dos filósofos da contemporaneidade.
E Deve conectar temas e o modo filosófico de reflexão aos problemas concretos que afetam os estudantes.

“Seguir o filão complexo da proveniência é, ao contrário, manter o que se passou na dispersão que lhe é própria: é demarcar os acidentes, os ínfimos desvios – ou, ao contrário, as inversões completas –, os erros, as falhas na apreciação, os maus cálculos que deram nascimento ao que existe e em valor para nós; é descobrir que na raiz daquilo que nós conhecemos e daquilo que somos – não existem a verdade e o ser, mas a exterioridade do acidente.” FOUCAULT , Michel. Nietzsche, a genealogia e a história . In Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015. Sobre a concepção de História contida no método genealógico de Foucault, é correto afirmar que

A trata-se de uma sequência violenta de descontinuidades que modificam os sentidos e valores da discursividade.
B é tomada como processo cumulativo em que cada novo conflito resulta em enriquecimento global do processo.
C deve ser ignorada em favor da investigação das estruturas do tempo presente devido à sua ininteligibilidade.
D se organiza de tal modo que suas tensões constitutivas a orientam imanentemente a um estágio final harmonioso.
E é um processo de erosão dos valores, na medida em que se afasta progressivamente de seus pontos de origem.

“Pois de nenhum modo submeto Deus ao fado, mas concebo que todas as coisas se seguem da natureza de Deus por uma necessidade inevitável, do mesmo modo que todos concebem que, da própria natureza de Deus, segue-se que Deus entende a si mesmo; certamente, ninguém nega que isso se segue necessariamente da natureza divina, e, todavia, ninguém concebe Deus coagido por algum fado, mas sim que ele, ainda que necessariamente, entende a si mesmo com total liberdade.” ESPINOSA , Bento de. Correspondência entre Espinosa e Oldenburg . Belo Horizonte: Autêntica, 2021, Carta LXXV. Assinale a opção que identifica corretamente a concepção espinosana de Deus.

A Ente supremo cuja livre vontade supera as legislações natural e humana.
B A própria natureza, processo material de produção que funciona mecanicamente.
C Inteligência intrínseca da natureza cuja operação se orienta a finalidades predeterminadas.
D Substância única a partir da qual todas as coisas vêm a ser de maneira determinada.
E Ser dessemelhante do humano por sua natureza absolutamente transcendente.

Uma doutrina filosófica é capaz de se impor, ganhando força de crença e peso de verdadeiro preconceito sobre as mentes, caso não seja questionada e posta em movimento. Torna-se, assim, uma espécie de fábula que faz obstáculo às capacidades intelectuais e à instalação de uma mentalidade científica. O trecho acima descreve o que Francis Bacon chamou de ídolos

A do teatro.
B do templo.
C da tribo.
D do fórum.
E da caverna.

Edmund Husserl pretendeu fundamentar a filosofia e as ciências numa análise rigorosa das estruturas fundamentais da experiência. Com relação ao projeto fenomenológico de Husserl, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa:

( ) Objetivou uma redução da filosofia à psicologia, na medida em que tratou de buscar os mecanismos da percepção.

( ) Entendeu a consciência como atividade caracterizada por se direcionar a realidades e dotá-las de sentido.

( ) Concebeu o númeno como realidade inacessível à consciência cuja postulação, no entanto, é logicamente necessária. As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,

A F – V – V.
B F – V – F.
C V – F – F.
D V – V – F.
E F – F – V.

O filósofo da ciência Karl Popper defendeu a ideia de falseabilidade como critério lógico para avaliação das teorias científicas. Assinale a opção que descreve corretamente um aspecto do falsificacionismo popperiano.

A Uma teoria deve ser avaliada pela quantidade de fatos que corroborem suas afirmações.
B Uma teoria é abandonada quando seu paradigma é esgotado, levando a uma ruptura total.
C Uma teoria se aproxima da verdade na medida em que oferece descrições verossimilhantes da realidade.
D Uma teoria é científica quando suas asserções são passíveis de refutação pela verificação empírica.
E Uma teoria é eficaz quando consegue incorporar de forma coerente os conhecimentos anteriores.

Hoje, uma das problemáticas mais discutidas é a chamada pós- verdade . Trata-se da crescente dificuldade de estabelecer o que é verdadeiro ou não, o que tem consequências graves quando é preciso decidir qual a melhor forma de agir. A respeito do problema da pós-verdade , analise as afirmativas a seguir.

I. É característica da pós-verdade que as afirmativas transmitidas por certos emissores tomadas como juízos de valor sejam verificadas e confirmadas como juízos de fato.

II. É característica da pós-verdade que os juízos de fato sejam reconhecidos ou rejeitados em função das preferências pessoais de cada indivíduo ou grupo.

III. É característica da pós-verdade que a indistinção da fronteira entre juízos de fato e juízos de valor torne-os equivalentes em certos casos. Está correto o que se afirma em

A I, apenas.
B III, apenas.
C I e III, apenas.
D II e III, apenas.
E !, l e lll.