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Qual das seguintes variáveis, incluída no cálculo do SAPS 3, confere o maior peso ou a maior penalidade para o risco de mortalidade do paciente no momento da admissão na UTI?

A Hipotermia.
B Pressão arterial sistólica menor que 90 mmHg.
C Câncer metastático.
D Paciente hospitalizado há mais de 28 dias antes da admissão em UTI.
E Uso de droga vasoativa antes da admissão em UTI.

Considerando a Resolução CFM nº 2.173/2017, que define os critérios do diagnóstico de morte encefálica, como se deve realizar adequadamente o teste de reflexo vestíbulo-calórico?

A Irrigar o conduto auditivo com no mínimo 5 ml de solução fria (cerca de 5 °C).
B Irrigar o conduto auditivo com no mínimo 25 ml de solução fria (cerca de 5 °C).
C Irrigar o conduto auditivo com no mínimo 25 ml de solução fria (cerca de 15 °C).
D Irrigar o conduto auditivo com no mínimo 50 ml de solução fria (cerca de 5 °C).
E Irrigar o conduto auditivo com no mínimo 50 ml de solução fria (cerca de 15 °C).

Paciente de 66 anos, diabético, é admitido na emergência com quadro de febre, tosse produtiva e dispneia há 3 dias. Ao exame, apresenta pressão arterial de 86/52 mmHg, frequência cardíaca de 122 bpm, frequência respiratória de 32 irpm, temperatura de 38,7 °C, saturação de O₂ de 90% em ar ambiente e confusão mental. O lactato é de 3,8 mmol/L. Após infusão de 30 mL/kg de cristaloide, o paciente mantém pressão arterial de 84/50 mmHg. Nesse contexto, qual é a melhor conduta diante do quadro apresentado?

A Iniciar noradrenalina e antibioticoterapia imediatamente.
B Iniciar dopamina como vasopressor de escolha.
C Administrar bicarbonato de sódio para correção da acidose.
D Aguardar resposta volêmica antes de iniciar outras medidas.

A avaliação da resposta à reposição volêmica em pacientes críticos é um desafio. Qual dos seguintes parâmetros dinâmicos é considerado o melhor preditor de fluidorresponsividade em um paciente sob ventilação mecânica controlada com volume corrente de 8 ml/kg e sem incursões respiratórias espontâneas?

A Débito urinário.
B Nível de lactato arterial.
C Saturação venosa mista de oxigênio (SvO2).
D Medida da pressão venosa central (PVC).
E Variação da pressão de pulso.

Durante a monitorização de um paciente crítico com cateter de artéria pulmonar (Swan-Ganz), ao inflar o balão na ponta do cateter, o médico observa no monitor a transição de uma curva de pressão da artéria pulmonar para uma curva de pressão de oclusão da artéria pulmonar. Qual valor de pressão essa última medida reflete indiretamente?

A Pressão do átrio esquerdo.
B Pós-carga do ventrículo esquerdo.
C Pressão do átrio direito.
D Pressão do ventrículo direito.
E Pressão sistólica da artéria pulmonar.

Paciente de 40 anos, usuário de drogas injetáveis, é internado com diagnóstico de endocardite infecciosa em valva tricúspide por Staphylococcus aureus . O ecocardiograma mostra vegetação de 15 mm. Apesar de 6 dias de antibioticoterapia apropriada (oxacilina e gentamicina), o paciente mantém febre alta, hemoculturas positivas e desenvolve infiltrados pulmonares múltiplos compatíveis com êmbolos sépticos. A conduta mais apropriada nesse momento é

A trocar o esquema antibiótico para vancomicina e rifampicina.
B manter a antibioticoterapia e aguardar a resposta por mais 5 a 7 dias.
C indicar tratamento cirúrgico de urgência para ressecção de vegetação.
D adicionar um antifúngico ao esquema, como a micafungina.
E realizar plasmaférese para remover complexos imunes circulantes.

Na avaliação de um paciente com traumatismo cranioencefálico (TCE) grave, qual dos seguintes parâmetros de monitorização é considerado o mais importante para guiar a terapêutica e avaliar o prognóstico neurológico?

A Pressão de perfusão cerebral (PPC).
B Saturação venosa jugular de oxigênio (SjO2).
C Velocimetria de fluxo com Doppler transcraniano.
D Temperatura corporal central.
E Eletroencefalograma contínuo.

A integração da equipe multiprofissional é fundamental durante a Reanimação Cardiopulmonar (RCP) e exige comunicação clara, controle emocional, conhecimento técnico e habilidade prática. Segundo as diretrizes da American Heart Association (AHA, 2020), o atendimento à parada cardiorrespiratória segue a sequência mnemônica CABD, em que cada letra representa uma etapa específica do atendimento. No protocolo, a letra B corresponde a

A abrir via aérea com inclinação da cabeça e elevação do mento.
B instalar o DEA, assim que possível.
C verificar se o ritmo é chocável.
D aplicar 2 ventilações com duração de 1 segundo cada.
E iniciar ciclos de 30 compressões torácicas externas.

No contexto dos cuidados paliativos em UTI, o princípio da “ortotanásia” refere-se a

A permitir que a morte ocorra em seu tempo natural, sem o uso de medidas desproporcionais que prolonguem o sofrimento.
B acelerar o processo de morte através de medidas ativas.
C suspender todas as medidas de conforto, como analgesia e sedação.
D prolongar a vida do paciente a todo custo, utilizando todos os recursos disponíveis.
E oferecer tratamento para a cura da doença de base, independentemente do prognóstico.

Paciente de 55 anos, em nutrição parenteral total (NPT) há 3 semanas devido a uma fístula enterocutânea de alto débito, começa a apresentar elevação progressiva de bilirrubinas diretas e enzimas canaliculares (fosfatase alcalina e gama-GT). A causa mais provável dessa alteração hepática é

A sobrecarga de aminoácidos de cadeia ramificada.
B deficiência de oligoelementos essenciais como o selênio.
C esteatose e colestase associadas à nutrição parenteral prolongada.
D reação de hipersensibilidade aos componentes da emulsão lipídica.
E translocação bacteriana intestinal por ausência de estímulo enteral.