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[...] Ouve-me, ouve o silêncio. O que te falo nunca é o que eu te falo e sim outra coisa. Capta essa coisa que me escapa e no entanto vivo dela e estou à tona de brilhante escuridão. (LISPECTOR, Clarice. Água viva. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.) A terceira fase do modernismo no Brasil, no campo literário, foi de grande relevância e abundância em produção artística. Clarice Lispector tornou-se um dos grandes nomes desse período; considerando o estilo citado e o fragmento anterior, pode-se afirmar que a prosa de Clarice:

I. É considerada pela crítica, ao lado de João Guimarães Rosa, uma produção pertencente à vanguarda da narrativa brasileira contemporânea.

II. Promove uma verdadeira imersão na realidade do ser humano de uma forma intimista, empregando para isso o monólogo interior assim como o fluxo de pensamentos.

III. Em suas inovações quanto à linguagem, destacam-se: neologismos, arcaísmos e uso de termos eruditos na tentativa de retomar os modelos clássicos da linguagem literária.

IV. Dialoga com a produção marcante e subjetiva do Romantismo no Brasil, principalmente através de nomes como Joaquim Manuel de Macedo, cujos personagens femininos demonstram, predominantemente, subjetividade e idealismo exagerados. Está correto o que se afirma apenas em

A III.
B I e II.
C III e IV.
D I, II e IV.

Em 2020, a escritora Clarice Lispector completaria cem anos de idade. Autora de prosa e ficção, ela é uma representante da terceira geração modernista. As obras produzidas pelos escritores dessa geração ficaram marcadas, entre outras características,

A pela importância dada à forma, o que fez muitos autores serem considerados experimentalistas.
B pela preocupação exagerada com a forma, o que impedia que esses autores fossem considerados experimentalistas.
C pela despreocupação com o conteúdo, o que tornava esses autores instrumentalistas.
D pelo descuido da forma e pela preocupação com o conteúdo, representando a tendência poética denominada práxis.
E pela valorização excessiva da tradição das gerações anteriores, embora de forma renovada.

Leia o comentário (adaptado) do crítico Sânzio de Azevedo, publicado em 2006: “Identificação da poesia com a escultura; correção métrica e gramatical; ausência de sentimentalismo (mas não de sentimento); ‘mot juste’, a palavra exata; gosto pelos poemas descritivos e/ou narrativos; uso do alexandrino (o que nem sempre foi seguido); apreço pela rima (raros poemas em versos brancos); predileção pela forma fixa (soneto, balada etc); presença da mitologia greco-latina; história grega ou romana; exotismo, focalizando o mundo oriental; tudo isso constitui o conjunto das principais características desse movimento.” O texto refere-se ao

A Arcadismo.
B Realismo.
C Modernismo.
D Barroco.
E Parnasianismo.

“ Se a gente se cansa Do mesmo lugar, Do mesmo ser Por que não se cansar?” (2ª estrofe) Os termos sublinhados constituem

A pronomes, somente.
B conjunção, pronome e pronome, respectivamente.
C conjunções, somente.
D pronome, conjunção e conjunção, respectivamente.
E conjunção, conjunção e pronome, respectivamente.
Texto associado
Leia o poema de Carlos Drummond de Andrade. Toada do Amor E o amor sempre nessa toada: briga perdoa perdoa briga. Não se deve xingar a vida, a gente vive, depois esquece. Só o amor volta para brigar, para perdoar, amor cachorro bandido trem. Mas, se não fosse ele, também que graça que a vida tinha? Mariquita, dá cá o pito, no teu pito está o infinito. (Carlos Drummond de Andrade, Alguma poesia . In: Poesia 1930-1962.

Em harmonia com a estética do modernismo brasileiro, observa-se, no poema, o uso

A da métrica regular e a preferência por rimas internas.
B de um ritmo intenso, que aproxima a poesia da música.
C de uma linguagem coloquial e a irreverência ao tratar do amor
D de metáforas obscuras, distanciando a poesia da linguagem cotidiana.
E da pergunta retórica, revelando um discurso marcadamente intimista.