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As frases a seguir foram retiradas de diferentes obras de Machado de Assis. Assinale aquela em que o termo sublinhado mostra um substantivo abstrato que tenha adquirido valor concreto.

A "Podia não ser mais que uma galanteria, e as galanterias é de uso que se agradeçam." (Quincas Borba)
B "Entre um pirralho da minha idade e uma viúva quarentona, não havia lugar para ciúme." (Dom Casmurro)
C "Capitu, aos quatorze anos, tinha já ideias atrevidas." (Dom Casmurro)
D "Quando nem mãe nem filho estavam comigo, o meu desespero era grande." (Dom Casmurro)
E "Lá se iam bailes e festas, lá ia a liberdade e a folga." (Esaú e Jacó)

Assinale a frase em que a preposição "com" mostra valor corretamente indicado.

A "Passou, porém, uma senhora com um menino." / modo.
B "As armas com que lutava eram certamente de boa têmpera." / companhia.
C "Capitu foi ao muro e, com um prego, disfarçadamente, riscou os nossos nomes escritos." / meio ou instrumento.
D "Rubião ofereceu-lhe a casa com insistência." / finalidade.
E "Rubião ficou passeando no jardim, com as mãos no bolso do chambre." / companhia.
Texto associado
Por não estarem distraídos
(Clarice Lispector)

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto, ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbitos, exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

Na frase "Até que tudo se transformou em não", assinale a alternativa incorreta sobre o elemento em destaque.

A Trata-se de uma palavra substantivada, precedida de preposição.
B Originalmente é um advérbio de negação.
C Atua, no trecho, como identificador do estado do sujeito.
D Mantém sua função original como modificador do verbo.
E Sofreu um processo de derivação imprópria.
Texto associado
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto, ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbitos, exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

Na frase "Até que tudo se transformou em não", assinale a alternativa incorreta sobre o elemento em destaque.

A Trata-se de uma palavra substantivada, precedida de preposição.
B Originalmente é um advérbio de negação.
C Atua, no trecho, como identificador do estado do sujeito.
D Mantém sua função original como modificador do verbo.
E Sofreu um processo de derivação imprópria.
Texto associado
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto, ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbitos, exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

Na frase "Ele procurava e não via", o conectivo destacado tem o valor de

A adição.
B alternância.
C oposição.
D complementariedade.
E concomitância.

Considere o trecho a seguir, extraído do texto de divulgação científica presente na prova:
“Em vez de injeções, a abordagem utiliza materiais biocompatíveis aplicados sobre o epitélio juncional do sulco gengival (o pequeno espaço entre o dente e a gengiva). Essa região é altamente permeável e metabolicamente ativa (…).”
Assinale a alternativa correta em relação ao papel morfossintático e textual do termo destacado.

A Classifica-se morfologicamente como pronome demonstrativo, desempenhando função anafórica, o que promove a coesão referencial.
B Apresenta valor de advérbio, sendo empregado estritamente para situar o leitor no momento presente da inovação tecnológica descrita.
C Classifica-se como pronome relativo, exercendo isoladamente a função sintática de núcleo do sujeito da oração.
D Desempenha função catafórica no período, visto que o vocábulo é utilizado para prenunciar os atributos que serão explicitados no texto.
E Configura um desvio à norma-padrão da língua, uma vez que apenas o demonstrativo “esta” pode citar um elemento textual precedente.

Analise a imagem abaixo e Assinale a alternativa que apresenta o uso correto das palavras ou expressões correspondentes aos quadrinhos em branco na sequência do diálogo.

Imagem da questão 207502
A EU • EU • EU • EU • PRA MIM • MIM
B EU • MIM • EU • MIM • PRA EU • EU
C MIM • EU • EU • EU • PRA MIM • MIM
D MIM • EU • MIM • EU • A MIM • MIM
E MIM • MIM • MIM • MIM • PRA EU • EU
Texto associado
Atenção: Considere o texto do filósofo latino Sêneca para responder às questões de 1 a 10.
A vida divide-se em três períodos: o que se foi, o que está sendo e o que há de vir. Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo. É este último de fato aquele sobre o qual a fortuna perdeu seu direito, o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém. Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento. Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado, exceto quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar. Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória. Ora, essa é a parte sagrada e intocável de nosso tempo, posta acima de todos os reveses humanos, subtraída ao reino da Fortuna, e que nem a penúria, nem o medo, nem o ataque de doenças podem atingir. Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios. Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos. Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer. É próprio de uma mente segura e tranquila percorrer todos os períodos de sua vida; as almas dos ocupados, como se estivessem atadas sob o jugo, não podem virar-se e olhar para trás. Portanto, a vida deles desaparece num abismo e, tal como de nada adianta verter líquido até a borda de um recipiente, se embaixo não há fundo que o receba e conserve, assim também não importa quanto tempo nos é concedido, se não há lugar onde ele possa depositar-se, se ele vaza por trincas e perfurações de nossas almas.
(Adaptado de: Sêneca. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.21-22)

Sêneca inclui seu interlocutor no próprio texto, valendo-se para tanto de verbo na segunda pessoa do singular, em:

A Quem avidamente muito cobiçou, desprezou com soberba, venceu com insolência, enganou com insídias, roubou por cupidez, prodigamente dissipou, é forçoso que tema a própria memória.
B Somente um a um os dias se mostram presentes para nós, e ainda fracionados em momentos.
C Desses, o que estamos atravessando é breve, o que havemos de atravessar é duvidoso, o que já atravessamos é certo.
D Porém, todos os dias do passado, tão logo ordenares, estarão diante de ti, a teu arbítrio irão deixar-se examinar detidamente; isso os ocupados não têm tempo de fazer.
E Esse período os ocupados o perdem, pois não lhes sobra tempo para examinar o passado, e, se lhes sobrasse, seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento.

Verifica-se palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação no seguinte trecho:

A quem submete todos os seus atos à própria censura, que nunca se deixa enganar.
B seria desagradável a recordação de algo que lhes causaria arrependimento.
C Ela não pode ser conturbada nem tirada: a posse dela é perpétua e sem receios.
D o qual não pode ser reconduzido ao arbítrio de ninguém.
E Ninguém voltará de bom grado seu olhar ao passado.
Órgão: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ TJCE Cargo: Analista Judiciário – Área Técnica Administrativa Especialidade: Sistemas da Informação Prova: Analista Judiciário – Sistemas da Informação - TJCE