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É tão vasto o horizonte aberto por “O Agente Secreto" que mais justo será fatiá-lo para melhor compreensão. Ele é, entre outras coisas, um filme sobre cinema. Ele começa em 1977, quando "Tubarão", o longa de Steven Spielberg, estava na cabeça de todo mundo. Os tubarões estavam na cabeça de um menino de cinco ou seis anos, filho de Marcelo — Wagner Moura —, o protagonista do filme.
O tubarão do "Tubarão” não era apenas um peixe. Ele matava suas vítimas. E, quanto mais é perseguido, maior, mais ameaçador, mais horrendo e furioso se torna.
Naquele ano, também, o Brasil já estava saindo da fase mais difícil [...]. Nesse momento, Marcelo volta ao Recife para viver, bem discretamente, numa comunidade de "refugiados" e para encontrar um documento de identificação que, de certa forma, pode comprovar para ele a existência de sua mãe.
A mãe não é sua única perda. Foi criado pelo avô e perdeu a mulher. Sua pesquisa, do tempo em que era professor universitário, foi roubada. Foi difamado por um industrial paulista e é ameaçado de morte por ex-militares, hoje dedicados profissionalmente ao assassinato. O filme explicará tudo isso e por que esses fatos aconteceram.
Como já se pode notar, estamos no território de "Tubarão", de uma boca cada vez mais imensa que se abre para apanhar o que vier. A diferença fundamental é que "Tubarão" se propõe como um longa de aventura e terror, enquanto "O Agente Secreto" é uma obra de mistério e terror.
Há mais cinemas na história — e atenção a partir daqui com os "spoilers".
O sogro de Marcelo — papel de Carlos Francisco — é projecionista do Cine São Luiz, em Recife. É também no prédio onde no passado existiu um cinema que Fernando, o filho de Marcelo, pratica a medicina. Num banco de sangue, isto é, um lugar onde o sangue não existe como perda — jorro vindo de corpos mortos —, mas como regeneração e vida — "O Agente Secreto" não é, afinal, um filme sem esperança.
O cinema, como se sabe, sempre foi um lugar de refúgio — tanto para fugitivos em geral como para namorados. E Marcelo, quando chega a Recife, logo no início do longa, vai para uma comunidade de pessoas que se dizem “refugiadas".
A presença do cinema é, claro, apenas uma fatia — talvez minguada — da imensidade a que se abre o novo filme de Kleber Mendonça Filho. Ele trata da violência que ora é oficial, ora é particular, [...] da destruição de reputações e do roubo de ideias, do assassinato [...]. Essa máquina infernal existia no passado e não deixou de existir no presente.
"O Agente Secreto" é o longa onde mais evidentes são as ressonâncias de "O Som ao Redor". Assim como a moderna Recife é o lugar onde sobrevive a antiga exploração dos engenhos em "O Som ao Redor", o Brasil é o lugar onde práticas iníquas vão se perpetuando sempre adaptadas às condições do presente.
E tudo isso é o que temos a deglutir, pouco a pouco, neste filme realmente imenso, com um elenco admiravelmente equilibrado em torno de um Wagner Moura assombroso.
Muito pessoalmente, devo dizer que nunca me comoveu muito o prêmio do júri que "Bacurau" ganhou alguns anos atrás. O prêmio foi dividido com "Os Miseráveis", de Ladj Ly, que me parecia muito superior. Desta vez, Kleber ganhou o prêmio de melhor direção, o mesmo que Glauber Rocha levou por "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro". Não passa vergonha diante de seu predecessor.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/11/o-agente-secreto-abarca-imensidao-e-atualidade-da-violencia-brasileira.shtml. Acesso em: 05 jan. 2026.

Assinale a alternativa correta em relação aos processos de formação de palavras.

A Em "Foi difamado por um industrial paulista e é ameaçado de morte por ex-militares [...]", o termo destacado formou-se por composição por justaposição.
B Os termos destacados no texto, “regeneração”, "refugiadas" e "ressonâncias", apresentam o mesmo prefixo, com a mesma nuance de sentido nos três casos.
C Em "[...] um elenco admiravelmente equilibrado em torno de um Wagner Moura assombroso.", os termos destacados apresentam sufixo formador de advérbio: respectivamente, “mente” e “ado”.
D Ainda em "[...] um elenco admiravelmente equilibrado em torno de um Wagner Moura assombroso.", o termo destacado formou-se por derivação parassintética, já que apresenta acréscimo de prefixo e de sufixo simultaneamente.
E Em “Não passa vergonha diante de seu predecessor.", o termo destacado apresenta um prefixo indicador de anterioridade e um sufixo formador de substantivos e adjetivos.
Texto associado
É tão vasto o horizonte aberto por “O Agente Secreto" que mais justo será fatiá-lo para melhor compreensão. Ele é, entre outras coisas, um filme sobre cinema. Ele começa em 1977, quando "Tubarão", o longa de Steven Spielberg, estava na cabeça de todo mundo. Os tubarões estavam na cabeça de um menino de cinco ou seis anos, filho de Marcelo — Wagner Moura —, o protagonista do filme.
O tubarão do "Tubarão” não era apenas um peixe. Ele matava suas vítimas. E, quanto mais é perseguido, maior, mais ameaçador, mais horrendo e furioso se torna.
Naquele ano, também, o Brasil já estava saindo da fase mais difícil [...]. Nesse momento, Marcelo volta ao Recife para viver, bem discretamente, numa comunidade de "refugiados" e para encontrar um documento de identificação que, de certa forma, pode comprovar para ele a existência de sua mãe.
A mãe não é sua única perda. Foi criado pelo avô e perdeu a mulher. Sua pesquisa, do tempo em que era professor universitário, foi roubada. Foi difamado por um industrial paulista e é ameaçado de morte por ex-militares, hoje dedicados profissionalmente ao assassinato. O filme explicará tudo isso e por que esses fatos aconteceram.
Como já se pode notar, estamos no território de "Tubarão", de uma boca cada vez mais imensa que se abre para apanhar o que vier. A diferença fundamental é que "Tubarão" se propõe como um longa de aventura e terror, enquanto "O Agente Secreto" é uma obra de mistério e terror.
Há mais cinemas na história — e atenção a partir daqui com os "spoilers".
O sogro de Marcelo — papel de Carlos Francisco — é projecionista do Cine São Luiz, em Recife. É também no prédio onde no passado existiu um cinema que Fernando, o filho de Marcelo, pratica a medicina. Num banco de sangue, isto é, um lugar onde o sangue não existe como perda — jorro vindo de corpos mortos —, mas como regeneração e vida — "O Agente Secreto" não é, afinal, um filme sem esperança.
O cinema, como se sabe, sempre foi um lugar de refúgio — tanto para fugitivos em geral como para namorados. E Marcelo, quando chega a Recife, logo no início do longa, vai para uma comunidade de pessoas que se dizem “refugiadas".
A presença do cinema é, claro, apenas uma fatia — talvez minguada — da imensidade a que se abre o novo filme de Kleber Mendonça Filho. Ele trata da violência que ora é oficial, ora é particular, [...] da destruição de reputações e do roubo de ideias, do assassinato [...]. Essa máquina infernal existia no passado e não deixou de existir no presente.
"O Agente Secreto" é o longa onde mais evidentes são as ressonâncias de "O Som ao Redor". Assim como a moderna Recife é o lugar onde sobrevive a antiga exploração dos engenhos em "O Som ao Redor", o Brasil é o lugar onde práticas iníquas vão se perpetuando sempre adaptadas às condições do presente.
E tudo isso é o que temos a deglutir, pouco a pouco, neste filme realmente imenso, com um elenco admiravelmente equilibrado em torno de um Wagner Moura assombroso.
Muito pessoalmente, devo dizer que nunca me comoveu muito o prêmio do júri que "Bacurau" ganhou alguns anos atrás. O prêmio foi dividido com "Os Miseráveis", de Ladj Ly, que me parecia muito superior. Desta vez, Kleber ganhou o prêmio de melhor direção, o mesmo que Glauber Rocha levou por "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro". Não passa vergonha diante de seu predecessor.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/11/o-agente-secreto-abarca-imensidao-e-atualidade-da-violencia-brasileira.shtml. Acesso em: 05 jan. 2026.

Assinale a alternativa em que o termo em destaque pertença à mesma classe de palavras a que pertence o conectivo sublinhado em: "A diferença fundamental é que 'Tubarão' se propõe como um longa de aventura e terror [...]" .

A "[...] para encontrar um documento de identificação que, de certa forma, pode comprovar para ele a existência de sua mãe.".
B "E Marcelo [...] vai para uma comunidade de pessoas que se dizem 'refugiadas'.".
C "Muito pessoalmente, devo dizer que nunca me comoveu muito o prêmio do júri que 'Bacurau' ganhou alguns anos atrás.".
D "Muito pessoalmente, devo dizer que nunca me comoveu muito o prêmio do júri que 'Bacurau' ganhou alguns anos atrás.".
E “O prêmio foi dividido com ‘Os Miseráveis', de Ladj Ly, que me parecia muito superior.".
Texto associado
Costumamos dizer que é na hora do perrengue que se conhece um verdadeiro amigo. Ele seria a pessoa que não larga nossa mão quando estamos por baixo. Concordo, desde que se leve em conta o outro lado: amigo suporta, igualmente, estar com a gente quando brilhamos. A amizade só se revela no intercâmbio de posições e em diferentes contextos.
Partimos da constatação freudiana de que não há relação isenta de ambivalência e que o amor e o ódio andam de mãos dadas. É através do amor que superamos nossa tendência a controlar ou destruir o outro por medo de que ele nos controle ou destrua antes. A paranoia diante da alteridade está sempre pronta a ser engatilhada; o amor a desarma.
Ele permite que a inveja dê lugar à admiração, sabendo que a primeira está sempre à espreita. Somos crianças egocêntricas que só aprendemos a dividir os brinquedos com prazer sob a condição de um insight: ser o dono da bola não é tão legal quanto ter alguém com quem jogar.
Inveja, ciúme, competição, raiva... as amizades vêm com a paleta completa de afetos humanos, acirrados pela proximidade, pelo convívio e pela longevidade das relações. O que as torna especiais é que nelas o cuidado, a empatia e a intimidade dão mais prazer do que nossa costumeira mesquinhez. Daí que ver o amigo brilhar, quando não consideramos nosso umbigo o centro do universo, pode ser fonte de um genuíno prazer.
Da mesma forma, vê-lo sofrer é dilacerante (e perdê-lo, impensável). A condição para ser um amigo digno do título é que o sadismo diante do sofrimento alheio não roube a cena. Reitero que não existe aqui nenhuma expectativa de que sejamos seres superiores, livres das limitações humanas, mas que o amadurecimento nos permite reconhecê-las, evitar que transbordem em atos danosos e, acima de tudo, desfrutar do prazer de amar e ser amado pelo outro.
O mesmo critério deveria servir para familiares, conhecidos e colegas. Mas estes têm que galgar muitos degraus para receber o especialíssimo título de amigo. A amizade é contingente e implica trocas íntimas e duradouras nas quais podemos nos fiar, quase sempre. Amigos também comem bola, mas ganham no saldo final e por insistência.
Nossos amigos não precisam ser as melhores pessoas do mundo. Basta que sejam as melhores pessoas do nosso mundo. Isso permite que mesmo os bizarros, os malas sem alça e os perdidos de plantão tenham direito a relações significativas na vida. (Considerando que todos somos um pouco bizarros, malas e perdidos, é bom que haja quem nos aguente.) [...]
No fim das contas, amigo mesmo é aquele que sobrevive ao nosso lado na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, sem sadismo nem inveja demais, e com disponibilidade amorosa ao longo da vida.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/2025/10/amigos-para-o-bem-e-para-o-mal.shtml). Acesso em: 22 nov. 2025.

Assinale a alternativa que analisa corretamente a formação de palavras presentes no texto.

A Em "verdadeiro”, o sufixo “-eiro” veicula o mesmo sentido que em "brasileiro" e "mineiro".
B Em "especialíssimo”, o sufixo “-íssimo” modifica o sentido de "especial", atribuindo-lhe efeito de intensificação, o que gera, por consequência, alteração na classe gramatical.
C As palavras “impensável” e “duradouras” são formadas pelo acréscimo do prefixo "im-” e "dura-", respectivamente.
D Em "egocêntricas”, o radical “ego” é o mesmo que está presente na palavra "egoísta".
Órgão: SEJUSP - Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais Cargo: Policial Penal (Feminino e Masculino) Prova: Concurso Público Policial Penal (Feminino e Masculino)
Texto associado
Costumamos dizer que é na hora do perrengue que se conhece um verdadeiro amigo. Ele seria a pessoa que não larga nossa mão quando estamos por baixo. Concordo, desde que se leve em conta o outro lado: amigo suporta, igualmente, estar com a gente quando brilhamos. A amizade só se revela no intercâmbio de posições e em diferentes contextos.
Partimos da constatação freudiana de que não há relação isenta de ambivalência e que o amor e o ódio andam de mãos dadas. É através do amor que superamos nossa tendência a controlar ou destruir o outro por medo de que ele nos controle ou destrua antes. A paranoia diante da alteridade está sempre pronta a ser engatilhada; o amor a desarma.
Ele permite que a inveja dê lugar à admiração, sabendo que a primeira está sempre à espreita. Somos crianças egocêntricas que só aprendemos a dividir os brinquedos com prazer sob a condição de um insight: ser o dono da bola não é tão legal quanto ter alguém com quem jogar.
Inveja, ciúme, competição, raiva... as amizades vêm com a paleta completa de afetos humanos, acirrados pela proximidade, pelo convívio e pela longevidade das relações. O que as torna especiais é que nelas o cuidado, a empatia e a intimidade dão mais prazer do que nossa costumeira mesquinhez. Daí que ver o amigo brilhar, quando não consideramos nosso umbigo o centro do universo, pode ser fonte de um genuíno prazer.
Da mesma forma, vê-lo sofrer é dilacerante (e perdê-lo, impensável). A condição para ser um amigo digno do título é que o sadismo diante do sofrimento alheio não roube a cena. Reitero que não existe aqui nenhuma expectativa de que sejamos seres superiores, livres das limitações humanas, mas que o amadurecimento nos permite reconhecê-las, evitar que transbordem em atos danosos e, acima de tudo, desfrutar do prazer de amar e ser amado pelo outro.
O mesmo critério deveria servir para familiares, conhecidos e colegas. Mas estes têm que galgar muitos degraus para receber o especialíssimo título de amigo. A amizade é contingente e implica trocas íntimas e duradouras nas quais podemos nos fiar, quase sempre. Amigos também comem bola, mas ganham no saldo final e por insistência.
Nossos amigos não precisam ser as melhores pessoas do mundo. Basta que sejam as melhores pessoas do nosso mundo. Isso permite que mesmo os bizarros, os malas sem alça e os perdidos de plantão tenham direito a relações significativas na vida. (Considerando que todos somos um pouco bizarros, malas e perdidos, é bom que haja quem nos aguente.) [...]
No fim das contas, amigo mesmo é aquele que sobrevive ao nosso lado na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, sem sadismo nem inveja demais, e com disponibilidade amorosa ao longo da vida.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/2025/10/amigos-para-o-bem-e-para-o-mal.shtml). Acesso em: 22 nov. 2025.

Em "Amigos para o bem e para o mal", o termo em destaque

A indica que os amigos também podem ser pessoas maldosas.
B é a forma masculina do adjetivo “má” (por exemplo, "Ele é uma má pessoa").
C é empregado com a mesma classificação morfológica e sentido que em "Ele foi mal educado pelos pais".
D poderia ser empregado no plural (os males) sem que isso comprometesse a sintaxe do excerto.
Órgão: SEJUSP - Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais Cargo: Policial Penal (Feminino e Masculino) Prova: Concurso Público Policial Penal (Feminino e Masculino)
Texto associado
Esporte ajuda a formar jovens mais seguros e preparados para o futuro
Por Fernanda Bertin Quinta
Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024, 8,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não completaram o Ensino Médio por terem abandonado a escola ou nunca a terem frequentado. Ainda, o órgão aponta que cerca de 84% dos jovens no país são inativos fisicamente. Esse cenário acende um alerta sobre temas como ______ escolar, insegurança emocional e exposição a comportamentos de risco.
Mesmo em meio a tantos desafios, o esporte surge como uma ferramenta acessível e eficiente para fortalecer crianças e adolescentes. Mais do que movimentar o corpo, ele ajuda a criar vínculos, organizar a rotina e desenvolver habilidades ____________. O esporte ensina disciplina, foco, tomada de decisão e convivência coletiva — pilares essenciais na formação de jovens.
Mario Sérgio Andrade Silva, consultor da AES Impulso, explica que a prática vai além da competição: “O esporte desperta ____________ e ensina virtudes para a vida, como respeito e resiliência. Os jovens aprendem a lidar com frustrações e a superar obstáculos internos e externos”.
Benefícios comprovados para famílias e jovens
O relatório “The generational ROI of youth sports” da First Tee e da Harris Poll, com pesquisa realizada com responsáveis por crianças e adolescentes, aponta que:
• 92% ............. que o esporte ajuda a desenvolver ________;
• 90% ............. que ele ensina habilidades para a vida;
• 88% ............. a prática esportiva no orçamento familiar, mesmo em momentos desafiadores;
• Mais de 90% dos pais de adultos reconhecem impactos positivos anos depois da infância.
Esses dados reforçam a ideia de que a atividade física regular contribui para o bem-estar emocional, melhora a autoestima e cria hábitos que acompanham o jovem até a vida adulta.

É correto afirmar que a expressão IBGE (l. 01) é, nesse contexto, um(a):

A Prévia do nome.
B Simbologia.
C Símbolo.
D Sigla.
E Expressão idiomática.
Texto associado
Esporte ajuda a formar jovens mais seguros e preparados para o futuro
Por Fernanda Bertin Quinta
Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024, 8,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não completaram o Ensino Médio por terem abandonado a escola ou nunca a terem frequentado. Ainda, o órgão aponta que cerca de 84% dos jovens no país são inativos fisicamente. Esse cenário acende um alerta sobre temas como ______ escolar, insegurança emocional e exposição a comportamentos de risco.
Mesmo em meio a tantos desafios, o esporte surge como uma ferramenta acessível e eficiente para fortalecer crianças e adolescentes. Mais do que movimentar o corpo, ele ajuda a criar vínculos, organizar a rotina e desenvolver habilidades ____________. O esporte ensina disciplina, foco, tomada de decisão e convivência coletiva — pilares essenciais na formação de jovens.
Mario Sérgio Andrade Silva, consultor da AES Impulso, explica que a prática vai além da competição: “O esporte desperta ____________ e ensina virtudes para a vida, como respeito e resiliência. Os jovens aprendem a lidar com frustrações e a superar obstáculos internos e externos”.
Benefícios comprovados para famílias e jovens
O relatório “The generational ROI of youth sports” da First Tee e da Harris Poll, com pesquisa realizada com responsáveis por crianças e adolescentes, aponta que:
• 92% ............. que o esporte ajuda a desenvolver ________;
• 90% ............. que ele ensina habilidades para a vida;
• 88% ............. a prática esportiva no orçamento familiar, mesmo em momentos desafiadores;
• Mais de 90% dos pais de adultos reconhecem impactos positivos anos depois da infância.
Esses dados reforçam a ideia de que a atividade física regular contribui para o bem-estar emocional, melhora a autoestima e cria hábitos que acompanham o jovem até a vida adulta.

É correto afirmar que a expressão IBGE (l. 01) é, nesse contexto, um(a):

A Prévia do nome.
B Simbologia.
C Símbolo.
D Sigla.
E Expressão idiomática.
Texto associado
Nestes 500 anos de história, quais são as figuras que personificam o nosso país, que sintetizam, por suas qualidades e seus defeitos, suas grandezas e suas misérias, a trajetória do Brasil? Nomes não nos faltam: Tiradentes, o Aleijadinho, Pelé, Chiquinha Gonzaga, Lampião, Antônio Conselheiro, Oswaldo Cruz, Villa Lobos, Gilberto Freyre, Monteiro Lobato, Getúlio Vargas, Henfil... A vida de cada um deles contém, em miniatura, aqueles traços que, no dizer do antropólogo Roberto da Matta, fazem do Brasil o Brasil: o talento, a astúcia, a violência, a ternura, o humor, a imaginação, a vocação trágica. Mas eu, particularmente, quando penso em Brasil, penso numa outra pessoa. Uma mulher de quem nem sei o nome e que vi uma única vez.
Eu era responsável pelo posto de saúde da prefeitura na Lomba do Pinheiro numa época em que aquela era uma região isolada da cidade, de difícil acesso. Uma tarde, eu já estava saindo, quando de repente me surge essa mulher, moça ainda, mas de face devastada pela miséria, pelo sofrimento. Trazia nos braços o filho, para consultar. E, para trazer este filho, ela tinha caminhado doze quilômetros. Doze quilômetros com uma criança nos braços.
O que faz do Brasil o Brasil? Pernas como as daquela mulher, pernas que caminham incansáveis. Braços como os daquela mulher, que seguram, sem se fatigar, um filho, dois filhos, muitos filhos. O que faz do Brasil o Brasil é a coragem, a determinação, a resignação. Cada vez que alguém (em geral uma pessoa de classe média, a quem nada falta) me diz que o Brasil não tem jeito, que o Brasil é uma esculhambação, eu penso naquela mulher. E penso nela com profundo respeito. O que ela carrega nos braços é, ao fim e ao cabo, o Brasil. E vem fazendo isso há 500 anos.
Moacyr Scliar. A imagem viva do Brasil. In: Zero Hora, 16 de abril de 2000. Internet: (com adaptações).

Assinale a opção que apresenta um termo extraído do texto 1A1 que está empregado como substantivo no período em que ocorre.

A "carrega" (penúltimo período do terceiro parágrafo)
B “dizer” (terceiro período do primeiro parágrafo)
C "trazer" (penúltimo período do segundo parágrafo)
D "fatigar" (terceiro período do terceiro parágrafo)
E "consultar" (terceiro período do segundo parágrafo)
Texto associado
São dignos de celebração os números que mostram a expressiva queda do desemprego no país ao longo do ano passado, divulgados pelo IBGE.
Encerrou-se 2022 com taxa de desocupação de 7,9% no quarto trimestre, ante 11,1% medidos 12 meses antes e 14,2% ao final de 2020, quando se vivia o pior do impacto da pandemia. Trata-se da melhora mais longa e aguda desde o fim da recessão de 2014-16.
Isso não quer dizer, claro, que se viva um momento brilhante de pujança econômica e ascensão social. Há senões, a começar pelo rendimento médio do trabalho de R$ 2.808 mensais que, embora tenha aumentado recentemente, ainda é o menor em cinco anos.
As médias, ademais, escondem desigualdades de todos os tipos. O desemprego entre as mulheres nordestinas ainda atinge alarmantes 13,2%, enquanto entre os homens do Sul não passa de 3,6%.
Nada menos que 16,4% dos jovens de 18 a 24 anos em busca de ocupação não a conseguem. Entre os que se declaram pretos, a taxa de desocupação é de 9,9%, ante 9,2% dos pardos e 6,2% dos brancos.
Pode-se constatar, de qualquer modo, que o mercado de trabalho se tornou mais favorável em todos os recortes, graças a um crescimento surpreendente da economia, em torno dos 3% no ano passado.
(Editorial. Folha de S. Paulo, 28.02.2023. Adaptado)

Identifica-se uma expressão iniciada com artigo definido em:

A a expressiva queda do desemprego no país (1º parágrafo).
B com taxa de desocupação de 7,9% (2º parágrafo).
C em busca de ocupação (5º parágrafo).
D Entre os que se declaram pretos (5º parágrafo).
E um momento brilhante de pujança econômica e ascensão social (3º parágrafo).
Texto associado
São dignos de celebração os números que mostram a expressiva queda do desemprego no país ao longo do ano passado, divulgados pelo IBGE.
Encerrou-se 2022 com taxa de desocupação de 7,9% no quarto trimestre, ante 11,1% medidos 12 meses antes e 14,2% ao final de 2020, quando se vivia o pior do impacto da pandemia. Trata-se da melhora mais longa e aguda desde o fim da recessão de 2014-16.
Isso não quer dizer, claro, que se viva um momento brilhante de pujança econômica e ascensão social. Há senões, a começar pelo rendimento médio do trabalho de R$ 2.808 mensais que, embora tenha aumentado recentemente, ainda é o menor em cinco anos.
As médias, ademais, escondem desigualdades de todos os tipos. O desemprego entre as mulheres nordestinas ainda atinge alarmantes 13,2%, enquanto entre os homens do Sul não passa de 3,6%.
Nada menos que 16,4% dos jovens de 18 a 24 anos em busca de ocupação não a conseguem. Entre os que se declaram pretos, a taxa de desocupação é de 9,9%, ante 9,2% dos pardos e 6,2% dos brancos.
Pode-se constatar, de qualquer modo, que o mercado de trabalho se tornou mais favorável em todos os recortes, graças a um crescimento surpreendente da economia, em torno dos 3% no ano passado.
(Editorial. Folha de S. Paulo, 28.02.2023. Adaptado)

Nas passagens — a expressiva queda do desemprego... (1º parágrafo) e — Isso não quer dizer... (3º parágrafo) –, os termos destacados pertencem, correta e respectivamente, às mesmas classes de palavras daqueles destacados em:

A graças a um crescimento surpreendente da economia... / Pode-se constatar, de qualquer modo, que o mercado de trabalho...
B o mercado de trabalho se tornou mais favorável em todos os recortes... /... graças a um crescimento surpreendente da economia...
C a começar pelo rendimento médio do trabalho... / As médias, ademais, escondem desigualdades de todos os tipos.
D um momento brilhante de pujança econômica... / Trata-se da melhora mais longa e aguda desde o fim da recessão de 2014-16.
E Trata-se da melhora mais longa e aguda desde o fim da recessão de 2014-16. / Entre os que se declaram pretos, a taxa de desocupação é de 9,9%...
Texto associado
Começarei por vos contar em brevíssimas palavras um fato notável da vida camponesa ocorrido numa aldeia dos arredores de Florença há mais de quatrocentos anos. Permito-me pedir toda a vossa atenção para este importante acontecimento histórico porque, ao contrário do que é corrente, a lição moral extraível do episódio não terá de esperar o fim do relato, saltar-vos-á ao rosto não tarda.

Estavam os habitantes nas suas casas ou a trabalhar nos cultivos quando se ouviu soar o sino da igreja. O sino ainda tocou por alguns minutos mais, finalmente calou-se. Instantes depois a porta abria-se e um camponês aparecia no limiar. Ora, não sendo este o homem encarregado de tocar habitualmente o sino, compreende-se que os vizinhos lhe tenham perguntado onde se encontrava o sineiro e quem era o morto. “O sineiro não está aqui, eu é que toquei o sino", foi a resposta do camponês. “Mas então não morreu ninguém?”, tornaram os vizinhos, e o camponês respondeu: “Ninguém que tivesse nome e figura de gente, toquei a finados pela Justiça porque a Justiça está morta".

Que acontecera? Acontecera que o ganancioso senhor do lugar andava desde há tempos a mudar de sítio os marcos das estremas das suas terras. O lesado tinha começado por protestar e reclamar, depois implorou compaixão, e finalmente resolveu queixar-se às autoridades e acolher-se à proteção da justiça. Tudo sem resultado, a espoliação continuou. Então, desesperado, decidiu anunciar a morte da Justiça. Não sei o que sucedeu depois, não sei se o braço popular foi ajudar o camponês a repor as estremas nos seus sítios, ou se os vizinhos, uma vez que a Justiça havia sido declarada defunta, regressaram resignados, de cabeça baixa e alma sucumbida, à triste vida de todos os dias.

Suponho ter sido esta a única vez que, em qualquer parte do mundo, um sino chorou a morte da Justiça. Nunca mais tornou a ouvir-se aquele fúnebre dobre da aldeia de Florença, mas a Justiça continuou e continua a morrer todos os dias. Agora mesmo, neste instante, longe ou aqui ao lado, à porta da nossa casa, alguém a está matando. De cada vez que morre, é como se afinal nunca tivesse existido para aqueles que nela tinham confiado, para aqueles que dela esperavam o que da Justiça todos temos o direito de esperar: justiça, simplesmente justiça. Não a que se envolve em túnicas de teatro e nos confunde com flores de vã retórica judicialista, não a que permitiu que lhe vendassem os olhos e viciassem os pesos da balança, não a da espada que sempre corta mais para um lado que para o outro, mas uma justiça pedestre, uma justiça companheira cotidiana dos homens, uma justiça para quem o justo seria o mais rigoroso sinônimo do ético, uma justiça que chegasse a ser tão indispensável à felicidade do espírito como indispensável à vida é o alimento do corpo. Uma justiça exercida pelos tribunais, sem dúvida, sempre que a isso os determinasse a lei, mas também, e sobretudo, uma justiça que fosse a emanação espontânea da própria sociedade em ação, uma justiça em que se manifestasse, como um iniludível imperativo moral, o respeito pelo direito a ser que a cada ser humano assiste.

José Saramago. Este mundo da injustiça globalizada.
Internet: (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, é correto afirmar que pertencem à classe gramatical dos adjetivos os termos

A "tarda", em "saltar-vos-á ao rosto não tarda" (primeiro parágrafo), e "confiado", em “é como se afinal nunca tivesse existido para aqueles que nela tinham confiado" (último parágrafo).
B "camponesa", em "um fato notável da vida camponesa” (primeiro parágrafo), e “extraível", em “a lição moral extraível do episódio não terá de esperar o fim do relato" (primeiro parágrafo).
C “estremas", em “o ganancioso senhor do lugar andava desde há tempos a mudar de sítio os marcos das estremas das suas terras" (terceiro parágrafo), e “espontânea”, em "uma justiça que fosse a emanação espontânea da própria sociedade em ação" (último parágrafo).
D "declarada”, em "uma vez que a Justiça havia sido declarada defunta, regressaram resignados" (terceiro parágrafo), e "imperativo", em “como um iniludível imperativo moral" (último parágrafo).
E "morto", em “quem era o morto" (segundo parágrafo), e "qualquer", em "Suponho ter sido esta a única vez que, em qualquer parte do mundo, um sino chorou a morte da Justiça" (último parágrafo).