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Atenção : Para responder às questões de números 30 e 31, considere o caso abaixo.

Maria é uma menina de 2 anos que foi encaminhada pelo pediatra para atendimento fonoaudiológico por possuir dificuldade em mastigar alimentos sólidos. Desde o desmame, aos oito meses, e início da alimentação pastosa e leite industrializado, Maria apresenta dificuldades em se alimentar. Os momentos de refeição são sempre marcados por tensão: os pais forçam-na a comer a quantidade de comida que eles acham adequada; com isso, o tempo das refeições é sempre prolongado porque a menina se recusa a se alimentar, chorando, gritando, tossindo e por fim vomitando o alimento ingerido. Sem tempo de seguir com as refeições dessa forma, os pais deixaram a cargo de cuidadores a tarefa de alimentação da filha, monitorando à distância. Ela não se alimenta sozinha e nem acompanha as refeições da família. Depois de uma internação por problemas respiratórios, a recusa alimentar se intensificou, o que levou os pais a buscarem ajuda profissional.

No exame fonoaudiológico de Maria foram observados os seguintes itens no aspecto orgânico e funcional: hipofunção da musculatura orofacial (sobretudo lábios e bochechas); frênulo lingual levemente encurtado e sobremordida. A partir dessas observações,

A a hipofunção da musculatura orofacial é responsável pela sobremordida, que é uma maloclusão, caracterizada pela ausência de contato entre os dentes superiores e inferiores, que torna dificultosa a mastigação, interferindo em todo o processo da deglutição.
B o frênulo lingual levemente encurtado é o responsável pela ineficiência mastigatória, sendo imprescindível a frenectomia para o sucesso do tratamento.
C a hipofunção da musculatura orofacial tem relação com ausência de movimento de lateralização e rotação mandibular, o que ocasiona uma ineficiência mastigatória para alimentos mais fibrosos.
D a hipofunção da musculatura orofacial é responsável pela sobremordida, que é uma maloclusão, caracterizada por uma sobreposição aumentada dos dentes superiores anteriores em relação aos dentes inferiores, e que torna dificultosa a mastigação, interferindo em todo o processo da deglutição.
E todos esses aspectos observados são ocasionados pelo tipo de alimentação que a paciente apresenta desde o desmame, sendo fundamental adequar o tipo de alimento para que as estruturas e funções se modifiquem e se adequem.

De acordo com os dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de boca é um dos tumores malignos mais frequentes no Brasil, sendo que para 2016 a estimativa foi de 15.490 novos casos. A cavidade oral exerce funções importantes para a manutenção da qualidade de vida, como a mastigação, a deglutição e a fonoarticulação. Assinale quais as consequências fonoaudiológicas em casos em que é realizada a ressecção completa do lábio inferior.

A Hiponasalidade e dificuldade na emissão de fonemas fricativos.
B Hipernasalidade, dificuldade na emissão de fonemas fricativos e refluxo nasal.
C Dificuldade na ejeção do bolo alimentar e dificuldade na emissão de vogais não arredondas.
D Dificuldade na produção de vogais arredondadas e dos fonemas plosivos, ausência de selamento labial que acarreta escape de saliva e de alimentos, dificuldade em manter a pressão intraoral, o que compromete a fase oral da deglutição.
Texto associado
No que se refere às fases da deglutição e aos mecanismos
neuromotores envolvidos nesse processo, julgue os itens
subsecutivos.

A função primária da fase orofaríngea é o transporte eficiente
do bolo alimentar através da faringe e a proteção da via aérea
contra aspiração. Nessa fase, ocorre o transporte efetivo do
bolo alimentar para o esôfago.

C Certo
E Errado

Sobre distúrbio articulatório em crianças na idade escolar, é INCORRETO afirmar:

A Distúrbios articulatórios persistentes podem confundir a criança na fase inicial da alfabetização, mas não são impeditivos
da apropriação do código gráfico.
B Hábitos orais como o uso de chupeta e/ou mamadeira por mais de três anos aumentam a probabilidade de distúrbios
articulatórios por dificultar os ajustes finos necessários à articulação da fala.
C Distúrbios articulatórios persistentes impedem a apropriação do código gráfico pela criança em fase de alfabetização.
D Uma criança com distúrbio articulatório, em fase escolar, se não acolhida neste contexto, pode se isolar e apresentar
dificuldades em seu processo de alfabetização.
E É preciso que o fonoaudiólogo auxilie o professor na compreensão da natureza do distúrbio articulatório de seus alunos de
modo a não patologizar seus processos de aprendizagem.

Na avaliação clínica da disfagia orofaríngea infantil à beira do leito,

A deve ser realizada a ausculta cervical durante a avaliação da
sucção não nutritiva, com o objetivo de se determinar a
frequência de deglutição da saliva.
B o paciente deve estar clinicamente estável, acordado ou em
sono leve a moderado, e em condições de realizar a avaliação
clínica da deglutição.
C convém observar a postura e o tônus muscular dos lábios,
da língua e das bochechas durante o movimento, mas não
durante o repouso.
D deve ser realizada ausculta cervical antes e após a alimentação,
sendo dispensável realizá-la enquanto o paciente se alimenta.
E indica-se realização de avaliação da sucção não nutritiva
apenas em bebês com até dois meses de idade, utilizando-se
o dedo mínimo enluvado ou uma chupeta, com eliciação prévia
do reflexo de busca.
Órgão: Prefeitura de São Luís Cargo: Técnico Municipal Nível Superior/Nível IX-A - Especialidade: Fonoaudiologia Prova: CESPE/CEBRASPE - Prefeitura de São Luís - Técnico Municipal Nível Superior/Nível IX-A - Especialidade: Fonoaudiologia - 2017

Com relação à avaliação clínica e ao tratamento da disfagia
orofaríngea mecânica em adulto, assinale a opção correta.

A Em pacientes com redução importante da abertura bucal e
ejeção oral, é contraindicada a introdução de alimento por
seringa.
B Na realização da anamnese, são clinicamente irrelevantes as
condições pulmonares/respiratórias do paciente.
C A videofluoroscopia da deglutição é considerada o exame
padrão-ouro para avaliação das disfagias.
D O consumo de maiores volumes de alimentos é indicado para
pacientes com complicações pulmonares.
E A sonda nasogástrica não interfere na passagem de alimentos
semissólidos e sólidos, principalmente na transição
faringoesofágica.
Órgão: Prefeitura de São Luís Cargo: Técnico Municipal Nível Superior/Nível IX-A - Especialidade: Fonoaudiologia Prova: CESPE/CEBRASPE - Prefeitura de São Luís - Técnico Municipal Nível Superior/Nível IX-A - Especialidade: Fonoaudiologia - 2017

A alimentação e a deglutição são comportamentos complexos que representam dois fatores biológicos cruciais: o transporte do alimento da cavidade oral até o estômago e a proteção das vias aéreas.

COLA P.C.; GATTO A.R. Doenças Neurológicas. In: Disfonia e Disfagia Interface , Atualização e Prática Clínica . Rio de Janeiro: Revinter, 2011. p.53.

Com base na afirmação, a fase da deglutição, em que há a passagem do alimento e a proteção das vias aéreas, corresponde à fase

A antecipatória
B esofágica
C faríngea
D preparatória oral
E oral propriamente dita

O gerador de padrão central (GPC) mastigatório apresenta dois componentes, sendo, respectivamente, o gerador de

A ritmo, localizado na formação reticular bulbar, e o de disparo, localizado no território dos núcleos supratrigemiais.
B ritmo, localizado no território dos núcleos da base, e de disparo, situados no núcleo do nervo trigêmeo.
C disparo cortical e o de ritmo, ambos localizados na cápsula interna.
D ritmo, situado na formação reticular, e o de disparo, situado no território dos núcleos corticais
E ritmo e o de disparo, ambos situados no córtex cerebelar e trato corticocerebelar

As alterações de mobilidade laríngea apresentam diversas etiologias e impactam, diretamente, a voz e a deglutição.

A disfonia manifestada nessas alterações caracteriza-se por

A voz tensa estrangulada e instabilidade associada à incoordenação da mobilidade das pregas vocais
B voz soprosa, rugosa, diplofônica e instável associada à incoordenação pneumofonoarticulatória
C astenia, flutuações de qualidade e velocidade associada à presença de falsete paralítico
D flutuações da qualidade vocal e rouquidão predominante associada à fadiga e tensão
E monotonia, quebras de intensidade e falsete associadas a espasmos da musculatura laríngea