Manual para organizar o futuro
Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
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Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
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Assinale a alternativa que apresenta um vocábulo que poderia substituir corretamente "audácia" sem causar alterações significativas ao sentido original do trecho a seguir, retirado do texto. Desconsidere eventuais flexões de gênero que se façam necessárias.
"O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ____ ou da audácia ____ do meu eu mais novo".
Texto associado
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Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
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Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa na qual a palavra grafada NÃO apresente flexão de gênero.
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Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
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Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
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Considerando a manutenção do sentido original dos excertos, analise as três propostas de reescrita de trechos do texto apresentadas a seguir, assinalando C, se corretas, ou I, se incorretas.
() De “Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos” para “Recordei o sentido dessa frase dias atrás enquanto vasculhava alguns arquivos”.
() De "Dois detalhes prenderam-me ____ atenção ao encarar o arquivo" para “Dois detalhes prenderam-me ____ atenção porque encarei o arquivo".
() De "precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim" para “precisei de um tempo por não entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
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Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa na qual NÃO tenha sido empregada linguagem figurada.
Texto associado
Manual para organizar o futuro
Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
Analise o uso do vocábulo “Porém” no trecho a seguir, retirado do texto:
"Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. [...] Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento".
As conjunções ou locuções conjuntivas a seguir estabelecem a mesma relação de sentido que o vocábulo "Porém” no trecho apresentado, EXCETO:
Texto associado
Manual para organizar o futuro
Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
Considerando a ortografia oficial vigente, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas do trecho a seguir, retirado do texto:
“Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto [...]".
Texto associado
Manual para organizar o futuro
Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto:
• "Seja qual for o caso, acho que tenho preferido ____ doce brutalidade do boxe".
• "Dois detalhes prenderam-me ____ atenção ao encarar o arquivo”.
• "Dando sequência ____ seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?".
Texto associado
Manual para organizar o futuro
Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma estratégia empregada pelo autor na construção do texto.
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Manual para organizar o futuro
Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)
Dizia o cantor John Lennon que a vida é aquilo que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos. Já o provérbio judaico é mais incisivo e diz que “o homem faz planos, Deus ri". Seja qual for o caso, acho que tenho preferido doce brutalidade do boxe pelas palavras de Mike Tyson: “todo mundo tem um plano até levar um soco na cara".
Doeu? Pois é.
Recordei o sentido dessa frase dias atrás, vasculhando alguns arquivos que nem sabia que ainda guardava. Um deles era uma planilha com um cronograma de todos os livros que planejei lançar ao longo dos anos. Confesso que a organização era ambiciosa: mais de 20 livros previstos entre 2020 e 2030.
Dois detalhes prenderam-me atenção ao encarar o arquivo. O primeiro foi engraçado, e até ri da coragem ou da audácia do meu eu mais novo, que achava possível fazer tanto em tão pouco tempo. O segundo foi mais desconfortável precisei de um tempo para entender se não ter seguido o meu próprio cronograma era algo ruim ou algo bom. Dos 20 títulos ali previstos, uns 4 ou 5 saíram do papel. Dando sequência seara de frases, como diria o autor desconhecido, `o importante é ter saúde', né?
Baixei a guarda comigo mesmo ao mapear que, no início da década, uma pandemia alterou todo e qualquer cenário previsto para todas as pessoas. E, de alguma forma, ainda colhemos alguns frutos desse período — a leitura em si também não é como antes. Porém, olhando melhor, percebi que aquele cronograma dizia menos sobre prazos perdidos e mais sobre quem eu era naquele momento. Era um retrato da minha pressa, da minha ambição, e da minha cren....a quase in....ênua de que o tempo obedeceria às minhas planilhas. Incon....ientemente, talvez a gente planeje tanto porque sabe que, agora ou depois, irá levar um soco.
Um dos tantos ensinamentos da maturidade é que não precisamos dar conta de tudo. Há espaço para respiros deve haver. É neles que a gente se encontra e se percebe como sujeitos novos, e é aí que alguns planos vão por água abaixo. Não por fracassarem, mas porque já não fazem mais sentido. É como se em cada pausa a vida se reorganizasse silenciosamente.
Até porque a vida não tá nem aí pros nossos planos. No fim do dia, nos preocupamos com prazos, metas, objetivos e urgências que nos serão infinitas até o último dos dias. Tem uma música que diz que se falhamos em planejar, planejamos falhar, e talvez seja verdade mesmo. Precisamos do escopo que dará direcionamento, mas também precisamos da certeza de que, no meio da jornada, avançaremos e retrocederemos algumas casas. É um vaivém, um ganha-perde, um tudo ou nada constante. A gente acontece e desacontece o tempo todo.
(Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/03/manual-para-organizar-o-futuro-cmmwh86zh01aj013tfxurwj2s.html - texto adaptado especialmente para esta prova)