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Um paciente com doença renal crônica (DRC) está sendo acompanhado em um ambulatório especializado. Atualmente, sua taxa de filtração glomerular (TFG) está em 40 mL/min/1,73m², e a proteinúria é de 80 mg/dia. De acordo com a classificação do KDIGO, em qual grupo de doença renal crônica esse paciente se enquadra?

A G3B A2.
B G3B A1.
C G3B A3.
D G3A A1.
E G3A A2.

Um homem de 34 anos apresenta-se com hipertensão, hematúria, edema, deterioração da função renal e títulos elevados de ASLO (Anticorpo antiestreptolisina O). Com base nesses achados clínicos, o diagnóstico mais provável é

A hematúria assintomática.
B necrose tubular aguda.
C nefrite lúpica.
D glomerulonefrite por IGA.
E glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica (GNDA).

Paciente do sexo feminino, 39 anos, é encaminhada pelo cardiologista durante investigação de hipertensão secundária. Nega outras comorbidades. Realizou um ecodoppler de aorta e de artérias renais com um índice renal/aórtico de 3.9. A respeito desse caso, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o diagnóstico ultrassonográfico e a etiologia mais provável.

A Estenose de artéria renal e doença aterosclerótica.
B Estenose de artéria renal e hipertensão essencial.
C Estenose de artéria renal e displasia fibromuscular.
D Exame dentro da normalidade e feocromocitoma.
E Exame dentro da normalidade e paraganglioma.

Pré-escolar, do sexo masculino, com 4 anos e meio de idade, tem história de duas semanas de edema progressivo, inicialmente notado nas pálpebras pela manhã e, posteriormente, generalizado. A mãe relata que as roupas e os sapatos do filho parecem estar mais apertados. Não há histórico de febre, rash cutâneo, dor abdominal, alterações urinárias observadas, nem relatos de infecções recentes. A criança não tem histórico de hospitalizações ou doenças crônicas. No exame físico, há edema periorbital, edema de membros inferiores e ascite leve. Os exames laboratoriais revelam proteinúria de > 40 mg/m²/hora, nível de albumina sérica de 2,1 g/dL e níveis normais de complemento sérico. A função renal está preservada, e não há hematúria. Com base no cenário clínico apresentado, assinale a informação correta em relação ao diagnóstico e ao manejo inicial dessa criança.

A A ausência de hematúria e níveis normais de complemento excluem o diagnóstico de síndrome nefrótica, sugerindo uma avaliação para causas secundárias de edema.
B A ascite leve indica insuficiência hepática secundária à hipertensão portal, e o manejo deve focar na avaliação hepática e no controle da pressão portal.
C Dada a preservação da função renal e a ausência de infecção recente, a abordagem inicial deve ser a restrição de proteínas e sal na dieta, sem necessidade de intervenção farmacológica imediata.
D O quadro clínico é compatível com a síndrome nefrótica, e o tratamento inicial deve incluir corticosteroide oral.
E A presença de hipoalbuminemia e proteinúria maciça é indicativa de glomerulonefrite pós-estreptocócica, e o tratamento deve ser iniciado com antibiótico e diurético.

A descrição ultrassonográfica de “rim pequeno com ecogenicidade normal” é mais condizente com o diagnóstico de

A estágio precoce da nefropatia diabética.
B rim hipoplásico.
C insuficiência renal aguda.
D glomerulonefrite aguda.
E mieloma renal.

Uma jovem fez uma ultrassonografia renal cuja descrição foi: imagem anecóica, de aspecto cístico, margens lisas e com sombra acústica de borda lateral no rim esquerdo. Essa descrição está de acordo, segundo Bosniak, com a categoria

A II.
B III.
C IV.
D V.
E I.

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Síndrome Nefrótica Primária em Adultos/2020, no Brasil, a Síndrome Nefrótica associa-se principalmente a doenças glomerulares primárias do tipo:

A glomerulonefrite membranoproliferativa e glomeruloesclerose segmentar e focal.
B glomeruloesclerose segmentar e focal e glomerulopatia membranosa.
C glomerulopatia membranosa e nefropatia por IgA.
D nefropatia por IgA e alterações glomerulares mínimas.
E alterações glomerulares mínimas e glomerulonefrite membranoproliferativa.

Paciente do sexo masculino, 51 anos, deu entrada na emergência politraumatizado, vitima de acidente auto x auto. Evoluiu com os seguintes resultados de exames: CPK - 4213 U/L, Creatinina 11,2 mg/dL, Ureia 230 mg/dL. História prévia de hipertensão arterial e diabetes mellitus. A causa mais provável da injúria renal nesse paciente é:

A sepse;
B nefrotoxina;
C renovascular;
D rabdomiólise;
E necrose tubular aguda.

Uma paciente de 70 anos foi internada por sintomas de astenia, hiporexia, náuseas e redução do débito urinário. Estava lúcida, mas um pouco lentificada. O exame clínico demonstrou flapping e hiperreflexia difusa. Estava estável hemodinamicamente, com membros aquecidos, porém com cianose bilateral na planta dos pés. O exame laboratorial revelava disfunção renal aguda com leucocitose sem desvio à esquerda. Eosinófilos: 990 células/mm³. A urina apresentava coloração avermelhada, sugerindo hematúria franca justificada pelo uso de anticoagulante profilático devido a alto risco trombótico. A paciente era portadora de câncer de estômago em atividade, ficando acamada a maior parte do tempo, com investigação para carcinomatose peritoneal. Sobre o quadro descrito, é correto afirmar que:

A o diagnóstico pode ser sugerido com fissuras preenchidas por colesterol em arteríolas da biópsia de pele;
B biópsia renal deve ser feita mesmo sem proteinúria significativa, preferencialmente antes da introdução de terapia substitutiva renal;
C eosinofilia com tumor pode sugerir doença metastática avançada, motivando a pesquisa de trombose de veia renal bilateral (principal hipótese);
D a nefrite intersticial aguda pelo uso do anticoagulante pode ser diagnosticada com a presença de hematúria, proteinúria franca (acima de 1 g/dia) e eosinofilúria;
E o uso do corticoide é indicado por mitigar os sintomas e dar tempo para a investigação do quadro atual e da carcinomatose peritoneal.