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Recém-nascido de 29 semanas, 1.080 g, ventilado desde o nascimento por SDR. Ao longo dos primeiros dias, apresenta necessidade crescente de O₂, episódios de infecção neonatal e persistência de PCA hemodinamicamente significativa. Qual das alternativas representa o conjunto de fatores mais consistentemente associado ao desenvolvimento de displasia broncopulmonar (DBP)?

A Sexo feminino, parto vaginal e uso de CPAP nasal precoce.
B Idade gestacional alta, ausência de ventilação invasiva e ausência de infecção.
C Sexo masculino, baixo peso, infecção neonatal e necessidade de ventilação mecânica prolongada.
D Alto peso ao nascer, corioamnionite ausente e ausência de suporte ventilatório.
E Gestação prolongada, nutrição parenteral mínima e ausência de oxigenoterapia.

Em uma UTI neonatal, a taxa de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) associada a cateter venoso central aumentou de 7 para 11/1000 cateter-dia nos últimos dois meses. Auditorias mostram adesão à higiene das mãos de apenas 63%, descarte inadequado de resíduos contaminados e ausência de discussão sistemática dos indicadores no Núcleo de Segurança do Paciente (NSP). Segundo as RDC nº 36/2013, nº 36/2015 e nº 222/2018, a ação mais apropriada para reduzir IRAS nesse cenário é

A aumentar o uso empírico de antimicrobianos de amplo espectro até normalização das taxas de IRAS.
B intensificar o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) e focar apenas o correto descarte de resíduos, pois é o principal determinante de IRAS.
C implantar plano de ação do NSP com monitoramento ativo de indicadores, reforço de higiene das mãos e implementação de bundles de prevenção.
D padronizar banho diário com clorexidina para todos os recém-nascidos, independentemente da idade gestacional.
E reduzir o número de profissionais na UTI para minimizar trânsito e risco de contaminação cruzada.

Em uma UTI neonatal, a auditoria interna identificou: ausência de análise sistemática de eventos adversos, inexistência de plano anual de segurança, falha na comunicação de incidentes e falta de capacitação recente da equipe. Segundo a Portaria MS nº 529/2013, qual medida deve ser prioritariamente implementada para corrigir essas não conformidades?

A Criar o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) e implementar o Plano de Segurança do Paciente da instituição.
B Realizar campanhas educativas anuais sem formalização de processos.
C Centralizar a notificação de incidentes somente no setor administrativo.
D Treinar a equipe apenas em biossegurança e EPIs.
E Substituir todos os profissionais envolvidos nos incidentes.

Recém-nascido a termo, 39 semanas de idade gestacional, com 12 dias de vida, apresenta icterícia persistente observada pelos pais. O recém-nascido encontra-se em bom estado geral, com ganho ponderal adequado e aleitamento materno exclusivo. Exames laboratoriais mostram: bilirrubina total: 8,2 mg/dL, bilirrubina direta: 2,1 mg/dl. Considerando o quadro clínico e laboratorial, assinale a alternativa que apresenta a interpretação diagnóstica inicial e a conduta mais adequada nesse caso.

A O quadro é compatível com icterícia fisiológica prolongada, sendo indicada apenas observação clínica.
B Os achados sugerem icterícia associada ao leite materno, não havendo necessidade de investigação adicional nesse momento.
C A elevação da bilirrubina direta indica colestase neonatal, devendo ser iniciada investigação etiológica específica.
D A hiperbilirrubinemia observada é típica de hemólise tardia, sendo indicada apenas fototerapia conforme nomograma.
E O padrão laboratorial sugere adaptação metabólica pós-natal, com tendência à normalização espontânea.

Acerca da síndrome do desconforto respiratório (SDR) do recém-nascido, assinale a alternativa correta.

A O risco é maior em RN pós-termo devido à maior sensibilidade alveolar à hipoxemia.
B A incidência é maior em recém-nascidos cujas mães receberam corticoide antenatal.
C O quadro é raro em prematuros tardios (> 34 semanas), ocorrendo em menos de 1% dos casos.
D A radiografia típica mostra infiltrado reticulogranular difuso e broncogramas aéreos.
E O surfactante exógeno não reduz mortalidade e não faz parte do protocolo terapêutico.

Recém-nascido de 34 semanas, 2.050 g, nasce com bradicardia, Apgar 3/5/7, pH 7,01, BE –15 e evolui com letargia e crises convulsivas sutis. Considerando a evidência atual, a conduta mais adequada nesse caso é

A iniciar hipotermia terapêutica, pois pré-termos tardios têm benefício comprovado.
B contraindicar hipotermia, pois aumenta risco de morte nesse grupo.
C realizar hipotermia apenas se RM mostrar padrão clássico de HIE.
D realizar hipotermia apenas se o peso for > 2.500 g.
E realizar hipotermia com meta de temperatura mais baixa (31 °C) devido ao menor peso.

Recém-nascido de 32 semanas, 12 dias de vida, internado em UTI neonatal, em cateter venoso central, evolui com instabilidade térmica, aumento de apneias, perfusão capilar lenta e PCR elevada. Hemocultura: positiva para Staphylococcus epidermidis (CoNS). Considerando essas informações, a conduta mais adequada é

A tratar por 5 dias, pois CoNS é sempre contaminante.
B suspender cateter, coletar novas culturas e iniciar vancomicina, mantendo tratamento por 10- 14 dias.
C manter cateter e tratar com penicilina cristalina.
D dar alta se o paciente se estabilizar em 24 horas.
E iniciar cefalexina VO e manter cateter.

Em relação ao uso do CPAP nasal em recém-nascidos pré-termo, assinale a alternativa correta.

A O uso de CPAP nasal está associado a maior risco de barotrauma quando comparado à ventilação mecânica invasiva.
B O CPAP nasal, quando iniciado precocemente, reduz a necessidade de intubação e associa-se a menor risco de displasia broncopulmonar.
C O CPAP nasal deve ser indicado apenas após falha do oxigênio administrado por cânula nasal de baixo fluxo.
D O CPAP nasal não deve ser utilizado na sala de parto em recém-nascidos pré-termo.
E O CPAP nasal e a ventilação mecânica invasiva apresentam eficácia semelhante como estratégia inicial no manejo da síndrome do desconforto respiratório.

A respeito dos fatores de risco para hipoglicemia em relação aos distúrbios hidroeletrolíticos e metabólicos no período neonatal, assinale a alternativa correta.

A A hipoglicemia neonatal costuma refletir falha na adaptação metabólica pós-natal, especialmente em recém-nascidos com fatores de risco, podendo ocorrer mesmo na ausência de sintomas clínicos específicos.
B A hiponatremia neonatal pode ocorrer por múltiplos mecanismos, incluindo fatores relacionados ao manejo de fluidos no período neonatal.
C A hipocalcemia neonatal tardia decorre predominantemente de alterações do metabolismo do magnésio, sendo rara em recém-nascidos a termo,
D Os distúrbios ácido-base no período neonatal são incomuns nas primeiras semanas de vida, devido à elevada capacidade renal de compensação metabólica.
E A hipercalemia neonatal ocorre principalmente por excesso de ingestão de potássio na dieta, com menor relação com imaturidade renal.

Recém-nascido do sexo masculino, 36 semanas de idade gestacional, pequeno para a idade gestacional, com 18 horas de vida, apresenta hipotonia leve e dificuldade de sucção. Ao exame, encontra-se normotérmico e hemodinamicamente estável. Exames laboratoriais mostram:

glicemia capilar: 38 mg/dl; gasometria arterial: pH 7,28; bicarbonato 18 mmol/L; excesso de base −6 mmol/L; lactato: discretamente elevado; corpos cetônicos: indetectáveis. Considerando o quadro clínico e laboratorial, é adequado afirmar que

A o achado sugere hipoglicemia hipocetótica associada à hiperinsulinemia transitória, possivelmente relacionada ao estresse perinatal e à restrição de crescimento fetal.
B o padrão metabólico indica erro inato do metabolismo da oxidação de ácidos graxos, devendo-se priorizar investigação genética imediata.
C a presença de acidose metabólica com lactato elevado sugere sepse neonatal precoce como principal causa do distúrbio glicêmico.
D a ausência de corpos cetônicos afasta causas endócrinas e indica ingestão inadequada como mecanismo predominante.
E o quadro é compatível com adaptação metabólica fisiológica do recém-nascido tardio, sem necessidade de intervenção específica.