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Atenção : Para responder às questões de números 1 a 8, baseie-se no texto abaixo.

[Tempos muito novos]

O melhor conselho que eu poderia dar a um jovem de quinze anos enfiado numa escola desatualizada em algum lugar do mundo de hoje é: não confie demais nos adultos. A maioria deles tem boas intenções, mas eles não compreendem o mundo. No passado, era relativamente seguro apostar em seguir os adultos, porque eles conheciam as coisas bastante bem, e o mundo se transformava lentamente. Mas o século xx1 será diferente. Devido ao ritmo cada vez mais acelerado das mudanças, você nunca terá certeza se aquilo que os adultos estão lhe dizendo é fruto de uma sabedoria atemporal ou de um preconceito ultrapassado.
A tecnologia não é uma coisa ruim, mas é uma aposta arriscada. Ela pode ajudá-lo muito, mas se ela exercer demasiado poder em sua vida, você pode acabar como um refém. Se você souber o que deseja na vida, ela pode ajudá-lo a conseguir. Mas se você não sabe, será muito fácil para a tecnologia moldar por você seus objetivos e assumir o controle de sua vida. E, à medida que a tecnologia adquire uma melhor compreensão dos humanos, você poderia se ver servindo a ela cada vez mais, em vez de ela servir a você. Você já viu esses zumbis que vagueiam pelas ruas com o rosto grudado em seus smartphones? Você acha que eles estão controlando a tecnologia ou é a tecnologia que os está controlando?
Neste exato momento, os algoritmos estão observando você. Estão observando aonde você vai, o que compra, com quem se encontra. Logo vão monitorar todos os seus passos, todas as suas respirações, todas as batidas de seu coração. Estão se baseando em Big Data e no aprendizado da máquina para conhecer você cada vez melhor. Se você quiser manter algum controle sobre sua existência pessoal e o futuro de sua vida, terá de correr mais rápido que os algoritmos. Para correr tão rápido, não leve muita bagagem consigo. Deixe para trás suas ilusões. Elas são pesadas demais.

(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21 . São Paulo: Companhia das Letras. 2018, p. 328-329)

É plenamente regular o emprego dos elementos sublinhados na frase:

A Se há uma experiência à que nos cabe aproveitar é aquela que melhor nos aprazer como lição real,
B Que ninguém dê a um jovem conselhos aonde a fundamentação esteje em experiências passadas.
C Se a um jovem não convir o conselho de um adulto, que ao menos o agradeça a intenção.
D Aquele jovem requereu dos amigos adultos a orientação da qual os julgava plenamente capazes.
E Os algoritmos em cujo poder não cabe duvidar nos dominarão se virem a ser endeusados.
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Texto 1

Descoberto um novo planeta ‘perto’ da Terra

Localizado a 40 anos-luz de distância da Terra, o Gliese tem um tamanho comparável ao do planeta Vênus e uma temperatura à superfície estimada em 42 ºC.

Por: Isabel Alvarez

Os cientistas anunciaram que descobriram um novo planeta a 40 anos-luz de distância da Terra, considerado relativamente ‘próximo’. O planeta também é muito similar a Terra, sendo um pouco menor e mais quente.
O planeta, chamado Gliese, teria a possibilidade ainda de poder suportar vida humana, de acordo com os astrônomos. [...]
Segundo o jornal The Independent , o Gliese 12b tem um tamanho comparável ao do planeta Vênus, com uma temperatura à superfície estimada em 42 ºC, que é mais baixa do que a maioria dos cerca de cinco mil exoplanetas, que são aqueles fora do sistema solar já descobertos.
Os astrônomos sugeriram que este é um dos poucos planetas conhecidos onde os humanos poderiam, teoricamente, sobreviver, no entanto ainda não se tem a certeza de como é a sua atmosfera, se é que a tem. “Obter uma resposta sobre o aspecto da atmosfera é vital porque revelaria se o planeta consegue manter temperaturas adequadas para a existência de água líquida, e provavelmente de vida, na sua superfície”, diz o comunicado dos cientistas.

Adaptado de: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/cienciaesaude/2024/05/descoberto-um-novo-planeta-perto-da-terra.html. Acesso em: 24 maio 2024.

Texto 2

Ter ou não ter atmosfera, eis a questão

[...]
Tanto a Terra quanto Vênus estão na região habitável do Sol, mas só o nosso mundo é amigável à vida. Isso porque não basta estar no endereço certo: é preciso ter outros requisitos. No caso, uma atmosfera na medida certa.
Enquanto a atmosfera da Terra garante que o planeta seja habitável, a de Vênus é bem mais densa, composta por gases como o dióxido de carbono, que não deixam que o calor saia de lá. O resultado é um efeito estufa severo e um planeta muito quente, com os termômetros batendo, em média, 475 °C. Por causa disso, Vênus não tem água.
Ainda não dá para saber como é a atmosfera de Gliese 12b, ou mesmo se o exoplaneta tem uma atmosfera. Se não tiver, a temperatura provavelmente gira em torno de 42 °C, podendo potencialmente abrigar água em estado líquido ou até formas de vida.
[...]

Adaptado de: https://super.abril.com.br/ciencia/nasa-identifica-exoplaneta-potencialmente-habitavel-proximo-de-nos/. Acesso em: 24 maio 2024.

Observe as frases a seguir, adaptadas do Texto 1:

“Os cientistas anunciaram a descoberta de um novo planeta”.
“O planeta descoberto é um pouco menor e mais quente que a Terra”.

Assinale a alternativa que junta essas duas frases em uma só, de modo a evitar a repetição de “planeta”, além de preservar os sentidos e a norma-padrão da língua.

A Os cientistas anunciaram que descobriram um novo planeta, cuja temperatura é menor e mais quente que a Terra.
B Os cientistas anunciaram um planeta, um pouco menor e mais novo que a Terra.
C Os cientistas anunciaram a descoberta de um novo planeta, um pouco menor e mais perto da Terra.
D Os cientistas anunciarão a descoberta de um novo planeta, um pouco menor e mais quente que a Terra.
E Os cientistas anunciaram a descoberta de um novo planeta, o qual é um pouco menor e mais quente que a Terra.
Texto associado
Texto 1

Vício em tecnologia pode estar ligado a quadros de depressão e ansiedade

[...]
Talvez você esteja lendo essa notícia através de seu celular. Ou talvez esteja passeando por essas primeiras linhas pensando nas possíveis notificações que deverá receber nos próximos minutos, preparando-se para alcançar o celular por perto.
Esse impulso, já tão característico de nossa sociedade contemporânea, é o que nos faz interagir nada menos do que 2.617 vezes ao dia, em média, com nossos smartphones. Isso quer dizer que gastamos cerca de 145 minutos (ou duas horas e 25 minutos) tocando, rolando ou pressionando a tela de nossos dispositivos eletrônicos. Para alguns, essa interação é tão forte que ficar longe do celular pode gerar a sensação de nomofobia (pavor de estar distante do aparelho).
A necessidade de estar sempre conectado, em alguns casos, é preocupante e pode ser considerada um vício, tal como o uso excessivo de substâncias psico-ativas. É isso que aponta novo estudo realizado na Universidade Estadual de São Francisco, na Califórnia (EUA).
“Gradualmente, o comportamento de vício em smartphone forma conexões neurológicas semelhantes às de viciados em opiáceos, como de pessoas que consomem Oxycotin para aliviar dores”, afirmou um dos pesquisadores.
Além dos dispositivos eletrônicos, outro vício que pode acarretar em pontos negativos é a dependência pelas mídias sociais.
Em uma análise com 135 estudantes da Universidade Estadual de São Francisco, os autores do mesmo estudo avaliaram que pessoas que usavam seus aparelhos com mais frequência se sentiam mais isoladas, sozinhas, deprimidas e ansiosas. De acordo com os cientistas, essas sensações são consequências que surgem quando as interações cara a cara são substituídas por uma comunicação sem linguagem corporal e outros sinais reais.
Esses mesmos participantes também mostraram funcionar como multitarefas enquanto estudam, comem, assistem às aulas e consomem algum tipo de mídia. Porém, esse constante número de atividades não permite que seus corpos e mentes tenham tempo para relaxar e se autorregenerar. Segundo os pesquisadores, devido à falta de descanso, todas as atividades são realizadas sem foco necessário e são feitas pela metade, já que a atenção desses estudantes é dividida, e não concentrada.
Para os autores do estudo, o vício pelo mundo digital não é culpa dos indivíduos, mas do desejo das corporações e empresas de tecnologia em aumentar seus lucros. Assim, elas investem em ampliar o número de notificações, vibrações e outros alertas em celulares e computadores e concentrar nossa atenção ali, acionando os mesmos caminhos cerebrais que antes funcionavam fazendo alertas de perigo iminente, como ataques de animais. “Porém, agora, somos dominados por esses mecanismos que antes nos protegiam e garantiam nossa sobrevivência para consumir informações triviais”, avaliou o pesquisador.
Mas há uma saída para tudo isso. Assim como podemos regular nossa alimentação, também podemos encontrar mecanismos para diminuir nosso vício em dispositivos eletrônicos.
Os pesquisadores do estudo indicam que desativar notificações dos celulares e das redes sociais, separar um horário determinado do dia para responder emails e mensagens e estipular horários para realizar tarefas sem quaisquer interrupções são alternativas que funcionam.
Uma estudante da Universidade Estadual de São Francisco, que foi voluntária da pesquisa, deu uma boa dica para curtir mais tempo a vida real: quando ela sai com seus amigos, por exemplo, todos eles devem colocar seus celulares no centro da mesa e aquele que pegar o seu celular primeiro é obrigado a pagar a rodada de drinks.
Até a própria tecnologia pode te ajudar a ficar mais distante dela. A GALILEU separou logo abaixo alguns aplicativos que têm esse propósito:
• Forest (Android e iOS): Você deixaria uma árvore morrer só para dar uma olhadinha no Facebook? Se a sua resposta for não (esperamos que todos digam não!), esse aplicativo é uma ótima opção para você. Ah, pode ficar tranquilo, a árvore é digital. Basicamente, com o Forest, você planta uma árvore e determina o tempo que ela deverá crescer (entre 5 a 120 minutos) e, enquanto você não usar seu dispositivo, a vida dela está garantida. Porém, se o seu vício por tecnologia falar mais alto, ela irá morrer. Caso você consiga completar seu tempo corretamente, você ganha moedas e pode comprar novas árvores a serem plantadas – e também concluir suas tarefas na vida real. É o fim da procrastinação!
• Focus Lock (Android): Se o seu problema são as distrações em redes sociais e a falta de foco, esse software permite que você bloqueie certos aplicativos pelo tempo que desejar.
• Menthal (Android): Já se perguntou quanto tempo você gasta olhando seu celular todos os dias? Esse aplicativo faz essa conta por você e te traz um relatório das redes sociais que você mais usa.
Adaptado de: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2018/04/vicio -em-tecnologia-pode-estar-ligado-quadros-de-depressão-eansiedade.html. Acesso em: 15 ago. 2024.

Texto 02

“A internet e as relações interpessoais”

Adaptado de: https://www.pderomigao.com.br/ourodetolo/2012/08/os-nerds-navida-rela-a-internet-e-as-relacoes-interpessoais/. Acesso em: 15 ago. 2024.

Assinale a alternativa em que, no trecho retirado do Texto 1, há inadequação gramatical.

A “Para alguns, essa interação é tão forte que ficar longe do celular pode gerar a sensação de nomofobia [...].”
B “Basicamente, com o Forest, você planta uma árvore e determina o tempo que ela deverá crescer (entre 5 a 120 minutos) e, enquanto você não usar seu dispositivo, a vida dela está garantida.”
C “[...] Se o seu problema são as distrações em redes sociais e a falta de foco, esse software permite que você bloqueie certos aplicativos pelo tempo que desejar.”
D “[...] Já se perguntou quanto tempo você gasta olhando seu celular todos os dias? Esse aplicativo faz essa conta por você e te traz um relatório das redes sociais que você mais usa.”
E “De acordo com os cientistas, essas sensações são consequências que surgem quando as interações cara a cara são substituídas por uma comunicação sem linguagem corporal e outros sinais reais.”
Texto associado
Texto 1 (Para as questões de 1 a 8.)

A busca contínua pela “conquista” do espaço: algumas perspectivas reflexivas

Delton Mendes Francelino

Quem nunca observou o céu noturno, as estrelas, constelações, a Lua, planetas e outros astros, e ficou se perguntando sobre diversos aspectos, como a origem de tudo, possível existência de outras formas de vida fora da Terra, ou, ainda, se houve alguma inteligência que criou o cosmo? Essas inquietações estão presentes na humanidade há muito tempo, há milhares de anos, mas somente nas últimas décadas é que nossas tecnologias nos permitiram ir para além da Terra, a partir de dispositivos como sondas e naves espaciais, satélites, telescópios e radiotelescópios que, com o tempo, foram evoluindo cada vez mais e nos lançando a descobertas impressionantes.
Atualmente, muita discussão tem ocorrido acerca da participação mais evidente de empresas, como a Space X, nas conquistas espaciais. Órgãos estatais, como a NASA (EUA), estão ficando dependentes de parcerias diretas com esse setor, sobretudo no oferecimento de tecnologias. Ter curiosidade sobre tudo é inerente à humanidade, assim como buscar respostas, como a Ciência faz, mas será que há um limite ético para onde essa curiosidade pode nos conduzir?
Somente no Sistema Solar várias pesquisas têm sido feitas, seja em planetas rochosos, como Marte e Vênus, seja em planetas gasosos, como Júpiter e Saturno, mas também em luas e sobre o próprio Sol. Terraformar, ou seja, simular as condições para vida terrestre em outros locais além de nosso planeta também tem sido foco de estudos. Nos recentes anos, importantes processos ocorreram: a Space X, pela primeira vez na história, conseguiu lançar uma sonda espacial sem perder seu foguete, conseguindo pousá-lo para depois o reutilizar; além disso, tem inovado muito em várias outras áreas, como o lançamento dos satélites Starlink, que trarão novidades nos próximos anos. Além disso, três missões não tripuladas foram enviadas para Marte apenas em 2020, como o lançamento do Rover Perseverance, da Nasa, com o objetivo de entender se houve vida mais basal em Marte, em alguma era de sua história (ou se ainda há vida microbiológica).
A tendência é que cada vez mais projetos ocorram com objetivos similares. Também já identificamos cerca de 5.000 exoplanetas, ou seja, planetas que estão em torno de outras estrelas de nossa galáxia, alguns dos quais com a aparente condição de abrigar a vida (e ter água, por exemplo). Será que somos os únicos seres vivos presentes em nosso sistema, ou nossa galáxia, ou em nosso universo? Difícil saber. Todavia, é bem possível que nas próximas décadas muitas descobertas sejam feitas e nos lancem a uma ética diferente de compreensão de quem somos no cosmo. Esse é um ponto extremamente positivo da ciência: a capacidade de permitir a crítica, mudar modelos e, assim, renovar sempre.

Adaptado de: https://barbacenaonline.com.br/a-busca-continuapela-conquista-do-espaco-algumas-perspectivas-reflexivas-2/. Acesso em: 29 de mar. 2024.

O seguinte excerto: “Ter curiosidade sobre tudo é inerente à humanidade, assim como buscar respostas, como a Ciência faz, mas será que há um limite ético para onde essa curiosidade pode nos conduzir?” pode ser reescrito de várias maneiras. Assinale a alternativa em que a reescrita do excerto NÃO altera o seu significado básico original e se mantém totalmente de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

A Possuir curiosidade a respeito de tudo é inerente à humanidade, bem como buscar respostas, conforme a Ciência faz; porém, será que existe um limite ético a onde essa curiosidade pode nos conduzir?
B Possuir curiosidade a respeito de tudo é inerente à humanidade, bem como buscar respostas, conforme a Ciência faz; todavia, será que existe um limite ético aonde essa curiosidade pode nos conduzir?
C Haver curiosidade à respeito de tudo é inerente à humanidade, assim também como buscar respostas, de acordo como a Ciência faz; no entanto, será que existe um limite ético aonde essa curiosidade pode nos conduzir?
D Ter curiosidade sobretudo é inerente à humanidade, assim como buscar respostas, como a Ciência faz; entretanto, será que existem um limite ético onde essa curiosidade pode nos conduzir?
Texto associado
Texto 1 (Para as questões de 1 a 8.)

A busca contínua pela “conquista” do espaço: algumas perspectivas reflexivas

Delton Mendes Francelino

Quem nunca observou o céu noturno, as estrelas, constelações, a Lua, planetas e outros astros, e ficou se perguntando sobre diversos aspectos, como a origem de tudo, possível existência de outras formas de vida fora da Terra, ou, ainda, se houve alguma inteligência que criou o cosmo? Essas inquietações estão presentes na humanidade há muito tempo, há milhares de anos, mas somente nas últimas décadas é que nossas tecnologias nos permitiram ir para além da Terra, a partir de dispositivos como sondas e naves espaciais, satélites, telescópios e radiotelescópios que, com o tempo, foram evoluindo cada vez mais e nos lançando a descobertas impressionantes.
Atualmente, muita discussão tem ocorrido acerca da participação mais evidente de empresas, como a Space X, nas conquistas espaciais. Órgãos estatais, como a NASA (EUA), estão ficando dependentes de parcerias diretas com esse setor, sobretudo no oferecimento de tecnologias. Ter curiosidade sobre tudo é inerente à humanidade, assim como buscar respostas, como a Ciência faz, mas será que há um limite ético para onde essa curiosidade pode nos conduzir?
Somente no Sistema Solar várias pesquisas têm sido feitas, seja em planetas rochosos, como Marte e Vênus, seja em planetas gasosos, como Júpiter e Saturno, mas também em luas e sobre o próprio Sol. Terraformar, ou seja, simular as condições para vida terrestre em outros locais além de nosso planeta também tem sido foco de estudos. Nos recentes anos, importantes processos ocorreram: a Space X, pela primeira vez na história, conseguiu lançar uma sonda espacial sem perder seu foguete, conseguindo pousá-lo para depois o reutilizar; além disso, tem inovado muito em várias outras áreas, como o lançamento dos satélites Starlink, que trarão novidades nos próximos anos. Além disso, três missões não tripuladas foram enviadas para Marte apenas em 2020, como o lançamento do Rover Perseverance, da Nasa, com o objetivo de entender se houve vida mais basal em Marte, em alguma era de sua história (ou se ainda há vida microbiológica).
A tendência é que cada vez mais projetos ocorram com objetivos similares. Também já identificamos cerca de 5.000 exoplanetas, ou seja, planetas que estão em torno de outras estrelas de nossa galáxia, alguns dos quais com a aparente condição de abrigar a vida (e ter água, por exemplo). Será que somos os únicos seres vivos presentes em nosso sistema, ou nossa galáxia, ou em nosso universo? Difícil saber. Todavia, é bem possível que nas próximas décadas muitas descobertas sejam feitas e nos lancem a uma ética diferente de compreensão de quem somos no cosmo. Esse é um ponto extremamente positivo da ciência: a capacidade de permitir a crítica, mudar modelos e, assim, renovar sempre.

Adaptado de: https://barbacenaonline.com.br/a-busca-continuapela-conquista-do-espaco-algumas-perspectivas-reflexivas-2/. Acesso em: 29 de mar. 2024.

“Quem nunca [...] ficou se perguntando [...] se houve alguma inteligência que criou o cosmo?”

Ao reescrever esse trecho, empregando a palavra destacada no plural e realizando as devidas adequações, fica totalmente de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa qual das seguintes alternativas?

A Quem nunca ficou se perguntando se houveram algumas inteligências as quais criaram o cosmo?
B Quem nunca ficou se perguntando se houve algumas inteligências às quais criaram o cosmo?
C Quem nunca ficou se perguntando se houveram algumas inteligências que criaram o cosmo?
D Quem nunca ficou se perguntando se houve algumas inteligências que criaram o cosmo?
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As egípcias “inventaram” a tatuagem na lombar – há 3 mil anos

Não é coisa dos anos 2000: as imagens tatuadas
na parte interior das costas supostamente ofereciam
proteção durante o parto.

Por Leo Caparroz

Novas evidências arqueológicas mostram que tatuagens na parte inferior das costas não são novidade deste século, mas, sim, algo comum no Egito de três mil anos atrás.
As pesquisadoras Anne Austin e Marie-Lys Arnette descobriram pelo menos seis tatuagens no sítio de Deir el-Medina. Segundo elas, as tatuagens em carne antiga e as estatuetas encontradas no local provavelmente estão ligadas ao antigo deus egípcio Bes, que protegia mulheres e crianças, especialmente durante o parto. Suas descobertas foram publicadas no periódico Journal of Egyptian Archaeology.
“Pode ser raro e difícil encontrar evidências de tatuagens porque você precisa encontrar pele preservada e exposta”, conta Austin. “Nós nunca desembrulhamos pessoas mumificadas. Nossas únicas chances de encontrar tatuagens são quando saqueadores fazem isso, deixando a pele da múmia exposta”.
A evidência veio de duas tumbas examinadas por ela e sua equipe em 2019. Dentro de uma delas, os pesquisadores encontraram um osso do quadril esquerdo de uma mulher de meia-idade. Um pedaço da pele estava preservado, onde é possível ver padrões de coloração preta escura. A tatuagem teria percorrido a região lombar da mulher. O desenho mostra o deus Bes e uma tigela, imagens que representam o ritual de purificação realizado nas semanas que sucedem o parto.
Outra tatuagem foi encontrada em um túmulo próximo, também de uma mulher de meia-idade. O desenho era difícil de ver a olho nu, então os pesquisadores utilizaram fotografia infravermelha. A tatuagem mostra um wedjat (o Olho de Hórus) e uma possível imagem de Bes usando uma coroa de penas. Segundo as pesquisadoras, essas imagens também representam proteção e cura. Encontradas no sítio arqueológico décadas atrás, três figuras de barro representando corpos de mulheres foram reexaminadas por Arnette. Essas estatuetas possuem tatuagens na parte inferior das costas e na parte superior das coxas, incluindo representações de Bes.
Segundo as pesquisadoras, essas tatuagens e representações são semelhantes a imagens que mostram mulheres grávidas, parteiras e mães participando de rituais pós-parto – usados para proteção da mãe e da criança.
“Espero que mais estudiosos encontrem evidências do tipo, para que possamos ver se isso é algo único ou parte de uma tradição mais ampla no antigo Egito que simplesmente ainda não conhecíamos”, diz Austin.

Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/as-egipciasinventaram-a-tatuagem-na-lombar-ha-3-mil-anos/. Acesso em: 14 nov. 2022.

Em relação ao trecho “Pode ser raro e difícil encontrar evidências de tatuagens porque você precisa encontrar pele preservada e exposta. [...] Nós nunca desembrulhamos pessoas mumificadas. Nossas únicas chances de encontrar tatuagens são quando saqueadores fazem isso, deixando a pele da múmia exposta.”, assinale a alternativa correta.

A “Raro” e “difícil” são itens que apresentam duas terminações de gênero, uma para o masculino e outra para o feminino, ou seja, são adjetivos biformes.
B Quando a pesquisadora utiliza “você”, ela está dirigindo-se ao interlocutor do texto.
C A expressão “pele preservada e exposta” funciona como complemento sintático e semântico da locução verbal “precisa encontrar”.
D No trecho “pessoas mumificadas”, o substantivo (pessoas) assume o gênero do adjetivo (mumificadas) e concorda com ele, também, em número, conforme prescreve a norma padrão da língua.
E Em “deixando a pele da múmia exposta”, houve a substantivação do adjetivo “múmia” que caracteriza “a pele”.
Órgão: Secretaria da Saúde do Estado da Bahia Cargo: Analista Técnico - Área: Serviços Administrativos Prova: Instituto AOCP - SESAB - Analista Técnico - Área: Serviços Administrativos - 2023
Texto associado
O QUE VIVI AO FICAR PRESO NO ELEVADOR

Por Ton Paulo – 20 novembro 2019

As portas do elevador estacionado no térreo já se fechavam quando, numa corrida rápida, coloco o braço no rumo do sensor a tempo de fazê-las reabrirem. Entro ainda ofegante no cubículo vazio, não sem antes soltar um “que sorte!” em voz baixa.
Sou apaixonado por elevadores vazios. O intervalo do térreo até o andar escolhido é sempre o momento oportuno do dia para dar uma ajeitada no cabelo no espelho, olhar as mensagens ainda não visualizadas e respirar. Mas não hoje.
O elevador parou no meu andar, o 25º, mas as portas não se abriram. Espero, estranhando o delay, e nada. Alguns instantes depois, o ventilador de teto para. Era isso: eu estava preso em um elevador enguiçado.
Desato a tocar o interfone, mas, no lugar de uma voz humana, só recebo uma luzinha que pisca insistentemente. Do nada, me vem a palavra “claustrofobia” – do latim, claustro phobos : medo de lugares fechados. Eu não tinha aquilo, mas sentia que meus pulmões já puxavam o ar de maneira irregular.
Sento, levanto, sento novamente, dou voltas só de meias dentro do cubículo de metal. Exatos uma hora e cinquenta minutos se passam até que um funcionário abre a porta, com o elevador já no térreo e me encontra no chão abraçado às minhas pernas. Ainda um pouco trêmulo e puxando o ar com força, caminho até a recepcionista: “Onde ficam as escadas mesmo?”

Disponível em: https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/o-que-vivi-ao-ficar-preso-no-elevador-221327/. Acesso em: 20 maio 2023.

Considerando a regência adequada à norma-padrão, assinale a alternativa que apresenta uma reescrita correta para o excerto “Onde ficam as escadas mesmo?”.

A Aonde vou para encontrar as escadas mesmo?
B Aonde estão as escadas mesmo?
C Gostaria de chegar onde estão as escadas, por favor.
D Como volto onde estão localizadas as escadas?
E As escadas ficam localizadas aonde mesmo?
Texto associado
Texto 1A16-I

Há muitas línguas na língua portuguesa. Para dar voz e rosto a culturas e religiosidades tão díspares e distantes, esse idioma passou a existir dentro e fora do seu próprio corpo. Nós, brasileiros, portugueses, angolanos, moçambicanos, caboverdianos, guineenses, santomenses, falamos e somos falados por uma língua que foi moldada para traduzir identidades que são profundamente diversas e plurais.
Vivemos na mesma casa linguística, mas fazemos dela uma habitação cujas paredes são como as margens dos oceanos. São linhas de costa, fluidas, porosas, feitas de areia em vez de cimento. Em cada uma das divisórias dessa comum residência, mora um mesmo modo de habitar o tempo, um mesmo sentimento do mundo (nas palavras do poeta Drummond). Essa língua é feita mais de alma do que de gramática. A língua não é uma ferramenta. É uma entidade viva. Com esse idioma, construímos e trocamos diversas noções do tempo e diferentes relações entre o profano e o sagrado.
Jorge Amado atravessou o oceano num momento em que as colônias portuguesas na África se preparavam para a luta pela independência. Na década de cinquenta do século passado, intelectuais e artistas africanos estavam ocupados em procurar a sua própria identidade individual e coletiva. Nessa altura, era clara a necessidade de rupturas com os modelos europeus. Escritores de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe procuravam caminhos para uma escrita mais ligada à sua terra e à sua gente. Carecíamos de uma escrita que nos tomasse como não apenas autores de estórias, mas também sujeitos da sua própria história. Precisávamos de uma narrativa que nos escrevesse a nós mesmos.
Muito se especula sobre as semelhanças entre as nações africanas e o Brasil. Essas comparações resultam muitas vezes de simplificações, mistificações e romantizações. Na maior parte das vezes, essas analogias são fundadas em estereótipos que pouco têm a ver com uma realidade que é composta por dinâmicas e complexidades que desconhecemos.
O que é mais africano no Brasil e mais brasileiro na África não é o candomblé, não são as danças nem os tipos físicos das pessoas. O que nos torna tão próximos é o modo como, de um e de outro lado do Atlântico, aprendemos a costurar culturas e criar hibridizações. A presença africana não mora hoje apenas nos descendentes dos escravizados. Essa presença permeia todo o Brasil. Dito de outra maneira: a semelhança não está no pano. Está na costura. Está no costureiro. E esse costureiro é a história. E é a língua que partilhamos. Essa língua é, ao mesmo tempo, linha, pano e mãos tecedeiras.

Mia Couto. As infinitas margens do oceano. In: Panorama da Contribuição do Brasil para a Difusão do Português. Brasília: FUNAG, 2021, p. 421-424 (com adaptações).

Julgue os itens a seguir, considerando aspectos temáticos, estruturais e conceituais do texto 1A16-I.

Dos pontos de vista lexical e sintático, o texto está de acordo com a modalidade padrão da língua portuguesa usada contemporaneamente no Brasil.

C Certo
E Errado

Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:

A Se os cientistas não disporem-se à criar , quem se responsabilizará pelos avanços da ciência?
B Caso não lhes detêssemos a tempo, os obscurantistas de sempre continuariam a administrar a ciência.
C Atribue-se nos avanços da biotecnologia a razão da obsolescência de certos tratamentos médicos.
D No último simpósio de biotecnólogos, alguns não conviram de assumir as novas responsabilidades que lhes foram atribuídas.
E À medida que se propuserem a cumprir as novas metas da nova ciência, serão reconhecidos por toda a comunidade médica.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.

A crônica em sua função

A palavra crônica é conhecida e designa um gênero de texto. Vem por vezes acompanhada de adjetivo: política, esportiva, social, policial etc. Se vier desacompanhada de qualquer qualificativo, é porque ela serve a um cronista não especializado, um escritor de linguagem cativante que pode falar de qualquer coisa que desperte o interesse do leitor. Não há jornal ou revista que dispense esse tipo de cronista. Que função terá essa modalidade de crônica, livre que está para abordar não importa o que seja?
Quando, ao ler um jornal, nos detemos nela, é porque sabemos que a mão do escritor, com leveza de estilo, com algum humor, com um mínimo de sabedoria e perspicácia, nos conduzirá por um texto que nos poupa da gravidade dos grandes assuntos da política ou da economia e chamará nossa atenção para algum assunto que, não sendo manchete, diz respeito à nossa vida pequenina, ao nosso cotidiano, aos nossos hábitos, aos nossos valores mais íntimos. Uma crônica pode falar de uma dor de dente, de um incidente na praia, de um caso de amor, de uma viagem, de um momento de tédio ou até mesmo da falta de assunto. O importante é que o cronista faça de seu texto um objeto hipnótico, do qual não se consegue tirar os olhos. Para isso, há que haver talento.
Entre nós, pontifica até hoje o nome do cronista Rubem Braga (1913-1990). É uma unanimidade: todos o consideram o maior de todos, o mestre do gênero. De fato, Rubem Braga cumpriu com excelência o alcance de um cronista: deu-nos poesia, reflexão, análise, lucidez, ironia, humor − tudo numa linguagem de exemplar clareza e densidade subjetiva. A crônica de Rubem Braga cumpriu à perfeição o papel fundamental desse gênero literário pouco homenageado. Nas palavras do crítico Antonio Candido, uma crônica “pega o miúdo da vida e mostra nele uma grandeza, uma beleza ou uma singularidade insuspeitadas. Isto acontece porque ela não tem a pretensão de durar, uma vez que é filha do jornal e da era da máquina, onde tudo acaba tão depressa”. O crítico não tem dúvida em considerar que as boas crônicas, “por serem leves e acessíveis talvez comuniquem, mais do que poderia fazer um estudo intencional, a visão humana do homem na sua vida de todo dia”. Não é pouca coisa. Vida longa aos bons cronistas.
(Jeremias Salustiano, inédito)

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

A O autor do texto não considera de somenas importância o fato de que as crônicas alcancem uma grandeza humana pouco intencional.
B Se nas manchetes o assunto de que tratam no jornal tem gravidade, nas crônicas suscedem muitas vezes que a importância esteje nos pormenores.
C Continua viva e atraente nos periódicos de hoje a presença de crônicas que nos atraiam pela leveza e pela vivacidade de estilo.
D Não devem haver assuntos que uma boa crônica não possa tratar, ao lhes dar uma importância que julgávamos desmerecida.
E Pouco importam que os assuntos tratados numa crônica tenham relevância, uma vez que é ela mesma que os concede com seu talento.