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38 questões encontradas
Texto associado
Texto II
A Benzedeira

asd Havia um médico na nossa rua que, quando
atendia um chamado de urgência na vizinhança, o re-
médio para todos os males era só um: Veganin. Certa
vez, Virgínia ficou semanas de cama por conta de um
5 i herpes-zóster na perna. A ferida aumentava dia a dia
e o dr. Albano, claro, receitou Veganin, que, claro, não
surtiu resultado. Eis que minha mãe, no desespero,
passou por cima dos conselhos da igreja e chamou
dona Anunciata, que além de costureira, cabeleireira
10 i e macumbeira também era benzedeira. A mulher era
obesa, mal passava por uma porta sem que alguém a
empurrasse, usava uma peruca preta tipo lutador de
sumô, porque, diziam, perdera os cabelos num pro-
cesso de alisamento com água sanitária.
15 asd Se Anunciata se mostrava péssima cabeleireira,
no quesito benzedeira era indiscutível. Acompanha-
da de um sobrinho magrelinha (com a sofrida missão
do empurra-empurra), a mulher “estourou” no quarto
onde Virgínia estava acamada e imediatamente pe-
20 i diu uma caneta-tinteiro vermelha — não podia ser
azul — e circundou a ferida da perna enquanto re-
zava Ave-Marias entremeadas de palavras africanas
entre outros salamaleques. Essa cena deve ter dura-
do não mais que uma hora, mas para mim pareceu o
25 i dia inteiro. Pois bem, só sei dizer que depois de três
dias a ferida secou completamente, talvez pelo susto
de ter ficado cara a cara com Anunciata, ou porque
o Vaganin do dr. Albano finalmente fez efeito. Em agra-
decimento, minha mãe levou para a milagreira um
30 i bolo de fubá que, claro, foi devorado no ato em um
minuto, sendo que para o sobrinho empurra-empurra
que a tudo assistia não sobrou nem um pedacinho.

LEE, Rita. Uma Autobiografia . São Paulo: Globo, 2016, p. 36.

De acordo com as normas da linguagem padrão, a colocação pronominal está INCORRETA em:

A Virgínia encontrava-se acamada há semanas.
B A ferida não se curava com os remédios.
C A benzedeira usava uma peruca que não favorecia-a.
D Imediatamente lhe deram uma caneta-tinteiro vermelha.
E Enquanto se rezavam Ave-Marias, a ferida era circundada.

A frase redigida de maneira clara e correta, tendo como parâmetro a norma-padrão, é:

A Devemos informá-lo que o advogado está pronto a substabelecer-lhe o encargo que tinha assumido, e já confirmou há muitos dias essa sua intenção.
B Quando o homem se empenhando em tarefas de casa tradicionalmente atribuídas à mulheres, sendo até poucas, isso de certa forma contribui para uma grande mudança social daqui há pouco.
C Se as pessoas enquanto profissionais de excelência, ao desejar chamarem atenção sobre seu trabalho, tenham muito sucesso, isso nem sempre acontece.
D A análise da pesquisa sucitou comentários antagônicos os quais, advindo de pessoas cujas opiniões não se discorda, tornaram frágeis todos os dados pesquisados.
E Parcela da população jovem, ao investir na continuidade de sua formação, atesta seu entendimento de que o saber, entre tantas, é a mais vantajosa ferramenta a ser conquistada.
Órgão: Tribunal Superior do Trabalho Cargo: Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Taquigrafia Prova: FCC - TST - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Taquigrafia - 2017

(parágrafo 2) e ver-se-á mais adiante de que forma ele se deu .

Em conformidade com a norma-padrão da língua, substitui-se o segmento destacado por:

A o modo que ele ocorreu.
B a feição que ele adquiriu.
C os traços de que ele revestiu.
D o perfil adotado a ele.
E o método porque ele se processou.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Tecnologia da Informação Prova: FCC - TRT 11 - Analista Judiciário - Área Tecnologia da Informação - 2017

Considerada a norma-padrão da língua, a frase que se apresenta correta é:

A Sua averção a novidades da tecnologia poderá fazer com que ele pleitee uma transferência para outro setor, em que não
precise ser tão desafiado por elas.
B Eles reouveram todos os documentos que haviam sido extraviados e espontaneamente ofereceram indenização ao rapaz
que os achou e se empenhou em devolvê-los.
C Os mais jovens se absteram de votar a favor da mudança de horário, em flagrante oposição ao coordenador da sessão
que não conseguiu disfarçar sua decepção.
D Com tal quantidade de produtos perecível, ninguém entendeu o porquê de a carga ter sido despachada, em caminhões
convencionais, sem refrigeração.
E As segunda-feiras, impreterivelmente, o encarregado envia ao grupo de analistas todo o material recebido, cabendo-lhes
então, a tarefa de avaliar o quê deverá ser encaminhado ao conselho gestor.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Tecnologia da Informação Prova: FCC - TRT 11 - Analista Judiciário - Área Tecnologia da Informação - 2017
Texto associado
Para responder às questões de 1 a 5 , leia o seguinte texto.

Alunos de odontologia suspendem atendimento em
clínicas da UFPE

Está suspenso o atendimento odontológico das
clínicas-escola da Universidade Federal de Pernambuco
(UFPE), localizadas no Campus de Recife da instituição, na
Cidade Universitária, Zona Oeste da capital. O serviço foi
paralisado porque os estudantes de Odontologia da UFPE
interromperam as atividades por tempo indeterminado.
Eles reclamam de problemas na infraestrutura do
departamento.

Os estudantes ainda realizaram um protesto no
campus. Eles se juntaram aos técnico-administrativos, que
estão em greve há três meses, e fecharam o acesso à
universidade na BR-101. Depois, seguiram em passeata até
a reitoria. Por volta das 10h, o movimento dos servidores
dispersou, mas os universitários continuaram no prédio da
reitoria e foram recebidos para uma reunião.

De acordo com a UFPE, participaram do encontro a
pró-reitora para assuntos acadêmicos, Ana Cabral; a pró-reitora
de gestão administrativa, Paula Albuquerque; o
assessor do reitor, professor Edmilson Lina; e a
coordenadora do curso de Odontologia, Sílvia Jamele. Ainda
segundo a UFPE, a reunião durou quase uma hora e meia. O
resultado da negociação, no entanto, ainda não foi
divulgado.

Segundo os estudantes, faltam materiais de
trabalho nas clínicas-escola. Equipamentos utilizados no
atendimento à população também estariam quebrados ou
sem manutenção. “ Deflagramos uma greve estudantil
porque faltam condições mínimas de trabalho. Falta
material, manutenção de equipamentos, professores e
qualidade de infraestrutura. E isso está inviabilizando todo
e qualquer possível atendimento na universidade”, reclama
Alex Machado, presidente do Diretório Acadêmico (DA) de
Odontologia da UFPE.

O Diretório calcula que cerca de três mil pessoas
são atendidas por mês nas clínicas-escola . Por isso, os
pacientes, vindos sobretudo da população mais carente do
Grande Recife, também serão muito afetados pela decisão.
“Deixaremos de atender três mil pacientes por mês por
falta de condições”, reconhece o presidente do DA.

Os estudantes explicam que a atuação profissional
nas clínicas-escola faz parte da formação de Odontologia
oferecida pela UFPE. O atendimento é feito pelos
universitários em parceria com os professores da instituição
a partir do 5º período do curso. Eles atendem casos de
urgência, fazem o atendimento básico e também realizam
tratamentos especializados, como os de portadores de
síndromes raras e portadores de doenças
infectocontagiosas. “Alguns pacientes vêm de até 500
quilômetros de distância porque alguns desses serviços não
são oferecidos nem nos serviços privados”, fala Alex.
Segundo o Diretório Acadêmico, a suspensão do
atendimento foi acordada em assembleia. A decisão teria
sido comunicada à diretoria do Departamento de
Odontologia da UFPE , mas, segundo os estudantes,
nenhum responsável pelo setor se pronunciou sobre o
assunto. Os universitários panfletaram no Campus de
Recife para explicar o movimento à população e também
participaram do protesto organizado pelo Sindicato dos
Trabalhadores das Universidades Federais de Pernambuco
(Sintufepe) para lembrar os três meses de greve dos
servidores da instituição.

(g1.globo.com)

Assinale a alternativa que contenha um verbo que poderia
substituir, sem grandes prejuízos para o sentido original, o
verbo "deflagramos" (em destaque no texto), no entanto
com transposição para a voz passiva, em respeito à Norma
Culta Padrão.

A Incitamos.
B Arrefeceu-se.
C Sobrecarregou-se.
D Incitou-se.
E Descobrimos.
Texto associado
Para responder às questões de 5 a 8 , leia a tirinha a seguir.

(http://atividadesparaprofessores.com.br)

Leve em conta os sentidos pretendidos pelo autor dos quadrinhos acima e, de acordo com a Norma Culta padrão escrita da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que poderia complementar corretamente o sentido da palavra "portadoras", presente no primeiro quadrinho.

A Muitas pessoas são portadoras de preconceito.
B Muitas pessoas são portadoras por preconceito.
C Muitas pessoas são portadoras sem educação.
D Muitas pessoas são portadoras por educação.
E Muitas pessoas são portadoras em cura.
Texto associado
Para
responder às questões
de 6 a 10, leia os
quadrinhos a
seguir.

(
www.vidadetrainee.com )

A respeito da palavra "situação", presente no último
quadrinho, assinale a alternativa totalmente correta.

A A palavra pertence à classe dos adjetivos, no contexto
em que aparece.
B A palavra é formada por derivação prefixal.
C A palavra pertence à classe dos substantivos, no
interior da qual se classifica como primitivo.
D No contexto em que aparece, a palavra sofreu um
processo de derivação imprópria.
E A palavra está corretamente escrita com "ç", assim
como "açude", por exemplo.
Texto associado
O velho olhando o mar

Meu carro para numa esquina da praia de Co-
pacabana às 9h30 e vejo um velho vestido de bran-
co numa cadeira de rodas olhando o mar a distân-
cia. Por ele passam pernas portentosas, reluzentes
5 cabeleiras adolescentes e os bíceps de jovens sur-
fistas. Mas ele permanece sentado olhando o mar a
distância. [...]
O carro continua parado, o sinal fechado e o es-
tupendo calor da vida batia de frente sobre mim. Tudo
10 em torno era uma ávida solicitação dos sentidos. Por
isso, paradoxalmente, fixei-me por um instante na-
quele corpo que parecia ancorado do outro lado das
coisas. E sem fazer qualquer esforço comecei a ima-
giná-lo quando jovem. É um exercício estranho esse
15 de começar a remoçar um corpo na imaginação, inje-
tar movimento e desejo nos seus músculos, aceleran-
do nele, de novo, a avareza de viver cada instante.
A gente tem a leviandade de achar que os velhos
nasceram velhos, que estão ali apenas para assistir
20 ao nosso crescimento. Me lembro que, menino, ao
ver um velho parente relatar fatos de sua juventude,
tinha sempre a sensação de que ele estava inventan-
do uma estória para me convencer de alguma coisa.
No entanto, aquele velho que vejo na esquina da
25 praia de Copacabana deve ter sido jovem algum dia,
em alguma outra praia, nos braços de algum amor,
bebendo e farreando irresponsavelmente e achando
que o estoque da vida era ilimitado.
Teria ele algum desejo ao olhar as coxas das ba-
30 nhistas que passam? Olhando alguma delas teria se
posto a lembrar de outros corpos que conheceu? Os
que por ele passam poderiam supor que ele fazia ma-
ravilhas na cama ou nas pistas de dança? [...]
Ele está ali, eu no meu carro, e me dou conta
35 de que um número crescente de amigos e conheci-
dos tem me pronunciado a palavra “aposentadoria”
ultimamente. Isso é uma síndrome grave. Em breve
estarei cercado de aposentados e forçosamente me
aposentarão. Então, imagino, vou passear de short
40 branco e boné pelo calçadão da praia, fingindo ser
um almirante aposentado, aproveitando o sol mais
ameno das 9h30 até cair sentado numa cadeira e fi-
car olhando o mar. [...]
Meu carro, no entanto, continua parado no sinal
45 da praia de Copacabana. O carro apenas, porque a
imaginação, entre o sinal vermelho e o verde, via-
jou intensamente. Vou ter de deixar ali o velho e sua
acompanhante olhando o mar por mim. Vou viver a
vida por ele, me iludir de que no escritório transformo
50 o mundo com telefonemas, projetos e papéis. Um dia
talvez esteja naquela cadeira olhando o mar a distân-
cia, a vida distante.
Mas que ao olhar para dentro eu tenha muito que
rever e contemplar. Nesse caso não me importarei
55 que o moço que estiver no seu carro parado no sinal
imagine coisas sobre mim. Estarei olhando o mar, o
mar interior, e terei navegantes alegrias que nenhum
passante compreenderá.

SANT’ANNA, A. R. Coleção melhores crônicas – Affonso Romano de Sant’Anna. Seleção e prefácio: Letícia Malard. São Paulo: Global, 2003.

O distanciamento do autor em relação à história narrada para destacar um ponto de vista seu sobre a temática em foco é marcado pelo uso do verbo ser , no período “ É um exercício estranho esse de começar a remoçar um corpo na imaginação, injetar movimento e desejo nos seus músculos, acelerando nele, de novo, a avareza de viver cada instante.” (l. 14-17).
Caso o enunciador queira conferir ao trecho um caráter de possibilidade, a reescritura adequada à norma-padrão e ao contexto empregará o verbo ser da seguinte forma:

A Fosse
B Seria
C Foi
D Era
E Fora