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Leia o texto a seguir para responder à questão: O século 21, tudo indica, não será mais predominantemente norte-americano e menos ainda europeu. Com velocidade surpreendente, envelheceu a ideia de uma modernidade baseada na expansão contínua da mercantilização de todas as coisas e de todas as relações humanas. Já podemos dizer com certeza que a modernidade dita neoliberal, que se disseminou com o colapso do socialismo de Estado, pecou por déficit crescentemente intolerável de imaginação política. A interdependência entre os sistemas econômicos deu muitíssimos passos à frente, com a circulação instantânea do dinheiro, a mundialização das cadeias de valor, a mobilidade intensa de mercadorias e pessoas. E uma vasta classe média global, apesar das desigualdades, apareceu no cenário. Tornamo-nos, existencialmente, interdependentes, até mesmo num sentido particularmente negativo, com a crise – inédita e crescente – das relações com a natureza, a disseminação de armas nucleares e a possibilidade de aplicação de inteligência artificial aos conflitos armados. De nenhum desses possíveis desastres, como é óbvio, estará a salvo qualquer povo eleito ou nação excepcional. Sem política, e deixado a si mesmo, esse movimento das coisas pareceu, e parece, dotado de uma inquietante autonomia, acontecendo fantasmagoricamente acima da consciência e da ação coletiva. Sempre se soube que a unidade tendencial do gênero humano, este belo sonho multissecular, não se daria como um processo automático e sem turbulência, ainda que a complexidade das situações recorrentemente nos espante. O descompasso entre o mundo amplo da economia e o âmbito estritamente nacional da política terminou por produzir seus frutos daninhos na forma de uma imensa crise da globalização. (Luiz Sérgio Henriques, “O Brasil no espelho do mundo”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opinião)

A alternativa redigida de acordo com a norma-padrão de concordância nominal e verbal é:

A Estão havendo sinais de enfraquecimento das ideias dos norte-americanos sobre diretriz socioeconômicas.
B Sabe-se que ainda existe sinais do neoliberalismo nas economias mundiais e em bastante países.
C Alguns movimentos contemporâneos podem estarem mostrando sinais de enfraquecimento de valores sociais.
D Já foi constatado pelo autor diversos fatores que vem levando países a desenvolver armas nucleares.
E Mais de um país se encontra ameaçado pela aplicação de inteligência artificial a muitos conflitos armados.

Em relação ao uso dos porquês, assinalar a alternativa INCORRETA.

A A rua por que sempre passo foi bloqueada porque está em obras.
B Ainda não entendi por que elas decidiram isso, mas gostaria de ouvir o porquê com calma.
C A Ana me perguntou por que o João foi embora. Você sabe por quê?
D Por que será que ele escondeu essa informação? Ainda estamos tentando entender por quê isso era tão importante.

Quanto à formação de palavras, assinale (C) correto ou (I) incorreto e marque a alternativa devida.

( ) Composição é o processo pelo qual de uma palavra se formam outras, por meio da agregação de certos elementos que lhe alteram o sentido, referido sempre, contudo, à significação da palavra primitiva. Tais elementos se chamam prefixos ou sufixos, segundo se coloquem antes ou depois da palavra derivante.

( ) Derivação é o processo pelo qual se cria uma palavra pela reunião de dois ou mais elementos vocabulares de significação própria, de tal sorte que o conjunto deles passe a formar um todo com significação nova.

( ) A derivação parassintética consiste na criação de palavras com o auxílio simultâneo de prefixo e sufixo.

( ) A derivação consiste em se formarem novas palavras acrescentando-se a um radical, ora um prefixo (derivação prefixal), ora um sufixo (derivação sufixal), ora um prefixo e um sufixo ao mesmo tempo (derivação parassintética).

( ) Na derivação regressiva o termo derivado resulta da redução do derivante, por isso, que a este se lhe subtrai um segmento terminal. É o caso, por exemplo, de palavras como frango (de frangão), gajo (de gajão), rosmano de (rosmaninho), sarampo (de sarampão); e, na gíria plebeia, o de formações como estas: comuna (= comunista), delega (= delegado), estranja (= estrangeiro), granfa (= grã-fino), flagra (= flagrante), etc.

( ) Hibridismos são palavras compostas, ou derivadas, constituídas por elementos de procedências diferentes. Exemplos: grego e latim (automóvel); francês e grego (burocracia).

A I – I – C – C – C – C.
B C – C – C – C – C – I.
C C – C – C – C – I – C.
D C – C – I – I – C – C.
E C – C – C – C – C – C.
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Os deuses da cidade Para ver uma cidade não basta ficar de olhos abertos. É preciso primeiramente descartar tudo aquilo que impede de vé-la, todas as ideias recebidas, as imagens pré-constituídas que continuam a estorvar o campo visual e a capacidade de compreensão. Depois é preciso saber simplificar, reduzir ao essencial o enorme número de elementos que a cada segundo a cidade põe diante dos olhos de quem a observa, e ligar os fragmentos espalhados num desenho analítico e ao mesmo tempo unitário, como o diagrama de uma máquina, com o qual se possa compreender como ela funciona. A comparação da cidade com uma máquina é, ao mesmo tempo, pertinente e desviante. Pertinente porque uma cidade vive na medida em que funciona, isso é, em que serve para se viver nela e para fazer viver. Desviante porque, diferentemente das máquinas, que são criadas com vistas a uma determinada função, as cidades são todas ou quase todas o resultado de adaptações sucessivas a funções diferentes, não previstas por sua fundação anterior (penso nas cidades italianas com sua história de séculos ou de milénios). Mais do que com a maquina, e a comparação com o organismo vivo na evolução da espécie que pode nos dizer alguma coisa importante sobre a cidade: como, ao passar de uma era para outra, as espécies vivas adaptam seus órgãos para novas funções ou desaparecem, assim também as cidades. E não podemos esquecer que na história da evolução toda espécie carrega consigo características que parecem de outras eras, na medida em que já não correspondem a necessidades vitais, mas que talvez um dia, em condições ambientais transformadas, serão as que salvarão a espécie da extinção. Assim a força da continuidade de uma cidade pode consistir em características e elementos que hoje parecem prescindíveis, porque esquecidos ou contraditos por seu funcionamento atual. Os antigos representavam o espírito de uma cidade com aquele tanto de vago e aquele tanto de preciso que essa operação implica, evocando os nomes dos deuses que presidiram sua fundação: nomes que equivalem a personificações de posturas vitais do comportamento humano e que tinham de garantir a vocação profunda da cidade. Uma cidade pode passar por catástrofes e anacronismos, ver estirpes diferentes sucedendo-se em suas casas, ver suas casas mudarem cada pedra, mas deve, no momento certo, sob formas diferentes, reencontrar os próprios deuses. (Adaptado de Calvino, Ítalo. Assunto encerrado. Trad. Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 333-336, passim)

É preciso descartar tudo aquilo que impede a visão real de uma cidade. Uma nova, correta e coerente redação da frase acima processa-se no seguinte caso:

A Deve-se expurgar de uma cidade a imagem daquilo que lhe visivelmente lhe tolhe.
B É mister de que se descarte aquilo que obste com a visão real de uma cidade.
C Impõe-se a exclusão de tudo aquilo que obstrui a efetiva visão de uma cidade.
D Faculta-se eliminar à tudo que empana o visionário realista de uma cidade.
E É de boa prática afastar os impedimento em que tolhem uma vista da cidade.

Quando falamos ou escrevemos, sujeitamo-nos a equívocos entre palavras que apresentam certa afinidade de forma ou de sentido. Assinale a opção em que esse problema aparece, em uma frase propositalmente adulterada.

A “Carolina é como ela se chama: os apelidos manda a minha proverbial discrição calá-los.” (Camilo Castelo Branco)
B “Ultimamente a goiabada mole de bananas, manufatura econômica do despenseiro.” (Raul Pompeia)
C “Havia para mim um regime de exceção.” (J. Lins do Rego)
D “O pior é que ele dispendia o ganho e mais.” (Machado de Assis)
E “A figura do general é ainda um intricado enigma.” (Euclides da Cunha)
Texto associado
Texto CG1A4 Mais de 45% dos adolescentes brasileiros de 15 anos de idade têm conhecimento em educação financeira abaixo do considerado adequado, segundo os resultados de 2024 do PISA, uma das principais avaliações internacionais de qualidade da educação básica. Segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre os 20 países que participaram da avaliação, o Brasil ficou em 18.º lugar, com desempenho semelhante ao do Peru, da Costa Rica e da Arábia Saudita.

17,9% dos estudantes de 15 anos de idade dos países-membros da OCDE apresentam desempenho abaixo do esperado. Nesse patamar, os jovens conseguem, na melhor das hipóteses, reconhecer a diferença entre necessidade e desejo de adquirir ou consumir algo e tomar decisões simples sobre gastos diários. O nível de conhecimento considerado adequado pelo PISA é aquele em que os estudantes conseguem fazer planos financeiros em contextos simples, como compreender as taxas de juros de um empréstimo ou interpretar corretamente documentos, como faturas de cartão ou um recibo de pagamento.

“Promover educação financeira é garantir que os estudantes tenham conhecimento dos conceitos e riscos financeiros, bem como garantir que eles tenham competência para aplicar essa compreensão na tomada de decisões”, define o relatório da avaliação. O PISA tradicionalmente avalia os conhecimentos dos alunos de 15 anos de idade em matemática, ciências e leitura. Há dez anos, o Brasil tem registrado baixo desempenho em todas as áreas analisadas.

Ainda que o Brasil tenha apresentado um dos desempenhos mais baixos, o relatório da OCDE destaca que o país avançou ao longo dos anos. Em 2015, quando uma avaliação semelhante foi aplicada, 53% dos estudantes brasileiros não tinham conhecimentos básicos sobre educação financeira. O documento destaca, ainda, que a melhora no desempenho é reflexo da inclusão da educação financeira no currículo escolar brasileiro: “No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) inclui a educação financeira como tema transversal a ser integrado nas disciplinas obrigatórias”.

Consta também no relatório da OCDE que os países avaliados enfrentam um desafio em comum, que é dar apoio e condições para que os estudantes mais vulneráveis tenham condições de tomar decisões responsáveis economicamente. “Os resultados mostram que os estudantes socioeconomicamente desfavorecidos apresentam os níveis de menor desempenho, o que indica ser imperioso adotar políticas para evitar o aumento das desigualdades”, diz o documento. Internet: (com adaptações).

Em cada uma das opções seguintes, é apresentada uma proposta de reescrita para o trecho “53% dos estudantes brasileiros não tinham conhecimentos básicos sobre educação financeira.” (segundo período do sexto parágrafo do texto CG1A4). Assinale a opção cuja proposta preserva tanto a correção gramatical quanto a coerência das ideias do texto.

A mais da metade dos discentes brasileiros não tinha conhecimentos básicos sobre educação financeira.
B cada um dos 53% dos estudantes do Brasil não tinham conhecimento sobre educação financeira.
C 53% dos estudantes brasileiros não tinha conhecimentos básicos sobre educação financeira.
D 53% dos estudantes do Brasil não apresentava conhecimentos básicos sobre educação financeira.
E cerca de metade do alunado brasileiro não tinham conhecimentos básicos sobre educação financeira.

Numeral é a palavra que, essencialmente, dá ideia de número (um, dois, três, mil, etc), ou de ordem numérica (primeiro, segundo, terceiro, milésimo, etc). Então, o numeral arábico 700, tem como cardinal e ordinal, respectivamente:

A Setecentos, setuagésimo.
B Setingentésimo, setecentos.
C Setecentos, septinongentésimo.
D Setecentos, setingentésimo.

Citando-se numeral, coloque (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa correta.

( ) Numeral cardinal: um, dois, mil.

( ) Numeral multiplicativo: dobro, triplo, quíntuplo.

( ) Numeral ordinal: milésimo, milionésimo, bilionésimo.

( ) Numeral fracionário: primeiro, segundo, centésimo.

A V – F – F – V.
B V – V – V – V.
C V – V – V – F.
D V – F – V – F.
E F – V – V – V.
Texto associado
QUANDO OS MORTOS FALAM: A HISTÓRIA DA AUTÓPSIA
A indagação da causa da morte sempre esteve presente em nossos pensamentos, seja você médico ou não. A palavra autópsia significa "ver por si próprio" e vem do grego clássicoαυτοψία, sendo composta porαυτος (autós, "si mesmo") eόψις (ópsis, "visão"). Outro termo grego equivalente e de uso mais recente éνεκροψία (necropsia), composta deνεκρός (nekrós, "morto") eόψις (ópsis, "visão"), isto é, a dissecação do cadáver para determinar, por meio da observação, a causa de morte ou a natureza da doença.

As origens da autópsia (ou necrópsia) se confundem com a da própria medicina. Seus primeiros registros na antiguidade são, das dissecações com Herófilo e Erasístrato, no século II a. C. Considerado uma das principais figuras da medicina, o grego Galeno de Pérgamo (129 - 201) já recorria a esse recurso, realizando dissecações em animais como porcos, macacos, cavalos e cães, apontando as semelhanças anatômicas entre os órgãos que cumpriam a mesma função em espécies diferentes.

No Século IX, o estudo do corpo humano após a morte voltou a crescer, principalmente graças à escola de medicina de Salermo, na Itália, e à obra de Constantino, que traduziu do árabe para o latim numerosos textos médicos gregos. Logo depois. Guglielmo de Saliceto, Rolando de Parma e outros médicos medievais enfatizaram a afirmação de Galeno, segundo a qual o conhecimento anatômico era importante para o exercício da cirurgia.

Passando pelo período do Renascimento, a anatomia humana teve uma grande contribuição com artistas que buscavam nesta ciência as bases para retratarem de maneira mais precisa a figura humana. O mais famoso deles, Leonardo da Vinci, dissecou mais de trinta corpos de homens e mulheres de todas as idades. Dentre seus diversos trabalhos, ele ainda é reconhecido por seus esboços e obras baseados na arte da dissecação.

Então chegamos ao momento em que a Patologia passa a despontas como especialidade em si, separada do restante da medicina. A principal figura dessa guinada é Antonio Benivieni (1443 - 1502), médico florentino que foi o primeiro a colher sistematicamente dados de autópsias realizadas em seus pacientes. Em seguida, em 1543, o médico Andreas Vesalius lançaria o primeiro livro de anatomia humana: " De Humani Corporis Fabrica". Resultado de seus trabalhos como professor da Universidade de Pádua, onde realizou dissecações de cadáveres, a obra instituiu categoricamente o método correto de dissecação anatômica.

Entre todos os nomes, porém, um dos que mais se destaca é o de Rudolf Ludwig Karl Virchow (1804 - 1878). Considerado a maior figura na história da patologia, ele foi um dos primeiros a utilizar o microscópio, um dos principais avanços da óptica em seu tempo, para analisar tecidos.

Durante todo esse processo histórico, sistematizações e padronizações foram constantes e necessárias para tornar possível a evolução dos procedimentos da autópsia. De um princípio baseado na dissecação de órgãos, essa ciência passou para um método avançado de estudo que investiga a causa da morte de um paciente, permitindo desenvolver o conhecimento geral sobre a doença que o acometeu. Adaptado de: https://www.sbp.org.br/quando-os-mortos-falam-a-historia-da-autopsia/. Acesso em: 15 mar.2023.

Em "No século IX [...]", o algarismo romano corresponde a que número?

A 9
B 10
C 11
D 12
E 15

Assinale a alternativa onde temos somente numerais fracionários.

A Bilionésimo – noventa – quingentésimo.
B Meio – seiscentésimo – milionésimo.
C Cêntuplo – décuplo – vinte avos.
D Duodécuplo – doze avos – milésimo.
E Sexto – quíntuplo – treze avos.
Órgão: Secretaria da Administração Penitenciária SP Cargo: Analista Administrativo Prova: MSConcursos - Secretaria da Administração Penitenciária SP - Analista Administrativo - 2018