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65 questões encontradas

Acerca das doenças laríngeas em otorrinolaringologia, com foco na disfonia, assinale a opção correta.

A O tratamento cirúrgico é sempre indicado para disfonia relacionada ao refluxo laringofaríngeo.
B A disfonia pode ser causada apenas por fatores infecciosos, inflamatórios e congênitos. Fatores neurológicos, traumáticos, metabólicos e neoplásicos não estão relacionados ao quadro.
C A avaliação inicial da disfonia deve incluir apenas exame físico do pescoço, sem necessidade de avaliação perceptiva da voz ou laringoscopia.
D Disfonia e disfagia apresentam associação significativa em diversas condições, como câncer de cabeça e pescoço, acidente vascular cerebral e doenças neurodegenerativas.
E A maioria dos casos de disfonia está associada a laringofaringite aguda e resolve-se espontaneamente em até 5 dias.

Assinale a opção que apresenta um fator de risco clássico para o desenvolvimento de otite externa difusa aguda.

A uso crônico de inibidores da IECA
B tabagismo ativo
C infecção prévia por Mycoplasma pneumoniae
D hipertensão arterial sistêmica
E uso frequente de cotonetes e remoção da cera protetora

Rinoscleroma é uma doença granulomatosa lenta e progressiva, que pode acometer os seios da face, as glândulas lacrimais e os linfonodos cervicais. Acerca dessa doença, assinale a opção correta.

A As fluoroquinolonas, como o ciprofloxacino ou o ofloxacino, não devem ser utilizadas, uma vez que não apresentam eficácia contra o agente etiológico da doença.
B O diagnóstico é feito através do exame físico, com identificação de crostas cor de mel em pacientes com rinorréia crônica, sem necessidade de biópsia e cultura com isolamento do agente, pois a presença de tais crostas é típica do quadro.
C Indica-se internação com antibioticoterapia venosa como opção inicial de tratamento, uma vez que a taxa de recidiva é alta com tratamento via oral, mesmo usado por várias semanas.
D O debridamento cirúrgico das lesões não é recomendado, uma vez que a antibioterapia prolongada é suficiente para resolução completa do quadro.
E O agente etiológico é a Klebsiella rinoscleromatis, um bastonete gram-negativo.
Texto associado
A respeito de fisiopatologia, diagnóstico e conduta de doenças crônicas, julgue os itens subsecutivos.

A presbiacusia, perda auditiva relacionada com a idade, ocorre por causa de uma combinação de perda de células sensoriais ciliadas e perda neuronal, o que afeta as frequências mais altas.

C Certo
E Errado

Com relação ao câncer das glândulas salivares , é correto afirmar que

A o tumor de Warthin só acomete a parótida, sendo o 2º mais frequente nesta gla?ndula.
B o mioepitelioma é raro e pode conter estroma mucóide ou hialino acelular.
C o adenocarcinoma de células acinares ocorre mais comumente na parótida e unilateralmente.
D o oncocitoma é mais comum em mulheres na 3ª década de vida.
E o cistoadenoma papilífero é o tipo histopatológico mais comum.

Durante uma tireoidectomia total com uso de monitorização intraoperatória, houve uma perda do sinal no nervo laríngeo recorrente no lobo direito. O nervo encontra-se anatomicamente preservado em toda a extensão cervical. A melhor conduta a seguir é:

A desligar o aparelho, pois não está mais funcionando;
B interromper a cirurgia, pois inequivocamente houve uma lesão do nervo laríngeo;
C continuar com a cirurgia, pois essa informação não é importante;
D checar a conexão dos cabos, avaliar mal posicionamento do tubo e avaliar contração da laringe;
E trocar todos os eletrodos, substituindo o eletrodo endotraqueal, utilizar novo probe de estimulação e reiniciar o aparelho neuroestimulador.

Paciente feminina, 55 anos, não tabagista, com uso de prótese dentária, apresenta lesão ulcerada e plana em borda lateral esquerda da língua. A lesão é verrucosa e tem áreas avermelhadas em seu interior. Não apresenta linfonodos suspeitos à palpação. Foi sugerida a biópsia da lesão; porém, a paciente se recusa a realizar o procedimento. Como forma de aconselhar a paciente, é correto afirmar que:

A o local da lesão não é frequentemente associado a neoplasias malignos e não se aconselha a biópsia;
B o tipo da lesão não é associado com neoplasia maligna e não se aconselha a biópsia;
C o tipo da lesão não é associado com neoplasia maligna, mas o local é associado; contudo, não se aconselha a biópsia;
D o tipo e o local da lesão são associados com neoplasia maligna; por isso, aconselha-se a biópsia;
E o tipo da lesão é associado com neoplasia maligna, contudo o local não é associado, mesmo assim aconselha-se a biópsia.

Uma criança de 5 anos chega à emergência com quadro de odinofagia intensa, sialorreia, febre e dispneia intensa e súbita. A radiografia lateral de pescoço evidencia “sinal do polegar”. Nesse cenário clínico, o diagnóstico provável dessa criança é:

A crupe viral;
B laringite espasmódica;
C laringomalácia;
D laringocele externa;
E epiglotite aguda.

O aqueduto vestibular é um canal ósseo que se estende da parede medial do vestíbulo para uma abertura na superfície posterior da porção petrosa do osso temporal. Através dele, cursa o ducto e o saco endolinfático, preenchidos por endolinfa. A síndrome do aqueduto vestibular alargado (SAVA) é a malformação mais comum do ouvido interno associada a perda auditiva neurossensorial, que cursa com perda auditiva flutuante e/ou progressiva na infância. O diagnóstico é realizado por meio da tomografia computadorizada de mastoide. Segundo o critério clássico de Valvassori, a SAVA é definida como:

A diâmetro maior que 1,0 mm no ponto médio;
B diâmetro maior que 1,5 mm no ponto médio;
C diâmetro maior que 2,0 mm no ponto médio;
D diâmetro maior que 2,5 mm no ponto médio;
E diâmetro maior que 3,0 mm no ponto médio.

Um paciente de 45 anos, com paralisia facial periférica à direita, compareceu a consulta otorrinolaringológica para avaliação. Ao exame, apresentou teste de Schirmer normal, ausência de reflexo estapédico e alteração da gustação à direita. Com relação ao topodiagnóstico, a lesão do nervo facial está localizada:

A antes da saída do ramo grande petroso superficial;
B depois da saída do ramo corda do tímpano;
C antes do gânglio geniculado;
D depois da saída do ramo grande petroso superficial e antes da saída do ramo estapédico;
E depois da saída do ramo estapédico e antes da saída do ramo corda do tímpano.