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Gustavo, com 5 meses de idade, foi levado por sua mãe para consulta de rotina em uma unidade básica de saúde onde se utiliza o calendário vacinal do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. Na consulta, a mãe relatou que, aos 4 meses de idade, Gustavo tinha recebido a segunda dose das seguintes vacinas: pentavalente — vacina adsorvida difteria, tétano, pertússis (DTP), hepatite B (recombinante) e Haemophilus influenzae B (conjugada); vacina contra o rotavírus monovalente; vacina inativada contra a poliomielite (VIP); e vacina pneumocócica 10-valente. Segundo ela, cerca de 4 horas após as aplicações, Gustavo passou a apresentar irritabilidade, febre de 39,5 °C e, 30 minutos depois, teve uma crise convulsiva tônico-clônica generalizada, com duração de cerca de 2 minutos. Em razão disso, ele fora levado ao serviço de emergência, onde permaneceu em observação por 12 horas e recebeu alta em boas condições. Segundo a mãe, o pediatra que atendera Gustavo nessa ocasião tinha informado que a referida reação decorria de um dos componentes da vacina pentavalente. Na presente consulta, o cartão vacinal de Gustavo foi analisado e considerado atualizado para os seus 5 meses de vida.

Assinale a opção que apresenta a orientação correta a ser dada pelo pediatra à mãe de Gustavo com relação à dose subsequente das vacinas contra difteria, pertússis, tétano, Haemophilus influenza B e hepatite B no caso clínico apresentado.

A Gustavo deverá receber, aos 6 meses de idade, nova dose da mesma vacina pentavalente — vacina adsorvida difteria, tétano, pertússis (DTP), hepatite B (recombinante) e Haemophilus influenzae B (conjugada).
B Gustavo deverá receber, aos 6 meses de idade, a vacina pentavalente do tipo acelular (DTP acelular — DTPa associada a Haemophilus influenza B/hepatite B).
C Gustavo não deverá receber nenhuma vacina com o componente pertússis ao longo da vida, mas deverá receber, aos 6 meses de idade, a vacina dupla do tipo infantil (DT), além das vacinas contra Haemophilus influenza B e hepatite B separadamente.
D Gustavo não deverá receber a vacina com os componentes da tríplice bacteriana, devendo receber somente as vacinas contra Haemophilus influenza B e hepatite B separadamente.

Em relação a patologias respiratórias e correlatas em pediatria, assinale a opção correta.

A O diagnóstico de bronquiectasia em criança com menos de 3 anos de idade, com infeção viral ou bacteriana grave e com persistência dos sintomas por mais de 6 semanas sugere fortemente como doença de base a bronquiolite obliterante pós-infecciosa (BOPI).
B Bronquiolite viral aguda afeta crianças com até 5 anos de idade.
C Em lactentes menores de 2 meses de idade, as principais causas de pneumonia comunitária são pneumococo, influenza, parainfluenza e rinovírus.
D A principal manifestação digestiva da fibrose cística é a dispepsia, seguida pelo refluxo gastroesofágico.

A respeito de doença reumática (DR) em pediatria, assinale a opção correta.

A Poliartrite migratória, simétrica, eritematosa e dolorosa são as características clássicas da artrite da DR.
B Nódulos subcutâneos da DR são dolorosos e encontrados sob a superfície flexora das articulações, como cotovelos e joelhos.
C A coreia da DR não sofrerá recorrências se a profilaxia secundária for feita rigorosa e corretamente.
D A pericardite da cardite reumática nunca aparece como manifestação isolada.

Um menino de 5 anos de idade esteve internado na UTI por 15 dias, devido a uma pneumonia. Ele teve de ser intubado e foi mantido sob sedoanalgesia contínua com midazolan e fentanil em altas doses. Após a alta da UTI, por melhora clínica, ficou sem mais sedativos ou analgésicos. Na enfermaria, o menino se apresenta taquicárdico, hipertenso, sudoreico e com tremores.

Dadas as informações apresentadas, é correto afirmar que se trata de

A síndrome de abstinência.
B dependência física.
C tolerância.
D síndrome de Reye.

Considerando que uma criança de 10 anos de idade vítima de atropelamento apresente-se com dificuldade respiratória e seja necessária intervenção na via aérea, assinale a opção correta, acerca da abordagem dessa criança vítima de trauma, dada sua idade.

A Deve-se colocar um coxim na região do dorso do paciente para se evitar flexão passiva da coluna cervical.
B Em caso de intubação, o uso de tubos orotraqueais com balonete está totalmente contraindicado pelo risco de necrose traqueal.
C Em caso de intubação assistida por drogas, deve-se obrigatoriamente utilizar sulfato de atropina como pré-medicação.
D A cricotireoidostomia cirúrgica é contraindicada, devendo-se tentar a ventilação através de máscara laríngea se não for possível a ventilação por bolsa-valva-máscara ou por intubação.

Um escolar previamente saudável apresenta agudamente febre, tosse e dificuldade respiratória. Havia 3 dias que apresentava sintomas gripais leves. Não houve relato de contato com Sars-CoV-2 nos últimos 14 dias. A oximetria de pulso mostrou saturação de oxigênio de 90%. A radiografia do tórax mostrou imagem de condensação em lobo inferior do pulmão direito.

Nesse caso clínico, o agente etiológico mais provável é

A Streptococcus pneumoniae.
B vírus sincicial respiratório.
C Stafilococcus aureus.
D adenovírus.
Texto associado
Caso clínico 4A3-I

Pedro nasceu de parto vaginal às 39 semanas de idade gestacional, sem intercorrências na gestação e com acompanhamento pré-natal adequado. Chorou forte ao nascer e foi amamentado pela primeira vez ainda na sala de parto. A mãe e o recém-nascido têm tipagem sanguínea O Rh+. No boletim de Apgar, o recém-nascido teve pontuação 9 tanto no primeiro quanto no quinto minuto de vida. Conforme os dados antropométricos do nascimento, Pedro tinha 3.000 g de peso, 50 cm de estatura e 34 cm de perímetro cefálico. Ele foi submetido a testes de triagem, que resultaram normais.
Com 20 dias de vida, Pedro foi levado por sua mãe a uma unidade básica de saúde, para consulta de rotina. Desde o nascimento, ele estava em aleitamento exclusivo. Na ocasião dessa consulta, seu peso era de 3.300 g, sua estatura era de 53 cm e seu perímetro cefálico era de 36 cm. Ao exame físico, apresentou-se em bom estado geral, ativo, reativo, eupneico, corado, com icterícia moderada ++/4 presente até a zona 2 de Kramer, com fontanela anterior normotensa com 3 cm de diâmetro e fontanela posterior impalpável. Não foram identificadas anormalidades no exame dos sistemas respiratório e cardiovascular nem no exame do abdome.

No caso clínico 4A3-I, o pediatra deve considerar que o ganho antropométrico de Pedro foi adequado quanto

A ao peso, à estatura e ao perímetro cefálico.
B à estatura e ao perímetro cefálico somente, tendo sido inadequado quanto ao peso.
C ao peso e à estatura somente, tendo sido insuficiente quanto ao perímetro cefálico.
D ao peso somente, tendo sido inadequado quanto à estatura e ao perímetro cefálico.
Texto associado
Caso clínico 1A9-II

Um lactente de 18 meses, do sexo masculino, previamente hígido, foi atendido pelo SAMU, em sua residência, por apresentar febre persistente alta e dispneia que se iniciara havia cerca de três dias. Em seguida, foi transportado para o pronto-socorro mais próximo, onde deu entrada muito dispneico, com SaO2 = 89%, gemente, cianótico, com frequência cardíaca de 145 bpm e frequência respiratória de 60 irpm. Ao exame do tórax, apresentava tiragens intercostais e subcostais. À ausculta, demonstrava estertores crepitantes em todo o HTE e murmúrio vesicular diminuído na base do mesmo lado.

Assinale a opção correta, acerca do diagnóstico no caso clínico 1A9-II.

A Trata-se de pneumonia adquirida na comunidade, com sinais de complicação por derrame pleural.
B A bronquiolite viral aguda é a suspeita diagnóstica mais evidente, devido à idade da criança.
C Dada a febre alta persistente, pode-se falar em dispneia em um quadro de infecção de vias aéreas superiores.
D A cronologia dos sintomas levanta a suspeita de pneumotórax hipertensivo espontâneo.
Texto associado
Caso clínico 1A9-I

Um menino de nove anos de idade foi levado à emergência de um hospital por sua mãe devido a crise de asma iniciada havia dois dias. Conforme a mãe, o menino tinha crises desde os quatro anos de idade, tendo chegado a fazer mais de três episódios ao mês. No último ano, teve de ser levado várias vezes ao pronto-socorro, mas não fazia nenhum tratamento preventivo. Ao exame físico, apresentava-se agitado, falando pouco, frequência respiratória de 36 irpm; frequência cardíaca de 120 bpm; SaO 2 = 90%. À ausculta pulmonar, apresentava sibilância moderada e disseminada em todo o tórax.

No caso clínico 1A9-I, a conduta médica adequada na primeira hora de atendimento ao menino consiste em

A prescrever resgate com quatro jatos de salbutamol spray de 20 em 20 minutos e oxigênio suplementar por cateter nasal.
B administrar metilprednisolona por via intravenosa na dose de 40 mg/kg.
C fazer uma dose de ataque de salbutamol endovenoso, 50 mcg/kg, correr em 5 minutos.
D administrar adrenalina por via intramuscular em dose única, de 0,6 mg/kg.

Uma adolescente de 12 anos de idade, vítima de afogamento, deu entrada no departamento de emergência comatosa, apneica, pálida e com má perfusão periférica.

Em relação à clínica e à sistematização do atendimento dessa paciente, assinale a opção correta.

A Em caso de parada cardiorrespiratória, o ritmo cardíaco mais comum esperado é a fibrilação ventricular.
B A apresentação clínica com hipotermia moderada (28 °C a 32 °C) é benéfica para a paciente e deve ser mantida por 72 horas para a proteção cerebral.
C A gravidade do quadro clínico é determinada pelo tempo de submersão.
D No caso de acidose metabólica, é mandatório o uso de bicarbonato de sódio endovenoso.