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Criança, 3 meses de idade, é diagnosticada com tetralogia de Fallot, com anatomia desfavorável. Nesse momento, idealmente, realiza-se cirurgia com

A anastomose entre artéria subclávia e artéria pulmonar direita.
B fechamento da comunicação interventricular e bandagem do tronco pulmonar.
C anastomose da veia cava superior e da veia cava inferior com a artéria pulmonar direita.
D anastomose entre veia cava superior e artéria pulmonar direita.
E fechamento da comunicação interventricular e conexão do ventrículo direito às artérias pulmonares.

A mãe de uma criança de 11 anos procura a unidade de saúde e diz: “Meu filho precisa tomar umas vitaminas, pois toda criança toma para evitar doenças”. A criança é totalmente saudável, está dentro do peso normal para a idade, não tem qualquer sintoma e não pratica atividade física. Diante dessa situação, espera-se que o profissional de saúde:

A prescreva suplementos vitamínicos, pois eles ajudam a prevenir doenças;
B prescreva suplementos vitamínicos, pois eles ajudam no crescimento das crianças;
C encaminhe o paciente para a atenção especializada, para que se chegue a uma decisão sobre o uso de vitaminas;
D não prescreva suplementos vitamínicos, uma vez que a criança não pratica atividade física;
E não prescreva suplementos vitamínicos, pois a criança não tem carências nutricionais específicas.

No que se refere ao psiquismo e suas doenças, julgue o item que se segue. A característica central do transtorno disruptivo da desregulação do humor é a ansiedade crônica grave, que se manifesta por frequentes explosões de raiva, embora haja períodos persistentes assintomáticos, sem irritabilidade.

A Certo
B Errado

A escala de coma de Glasgow deve ser modificada para melhor refletir a realidade de crianças menores que 4 anos. Qual o valor da escala de coma de Glasgow de um paciente de 2 anos que apresenta abertura ocular espontânea, choro em resposta a dor e retirada à dor?

A 11.
B 10.
C 12.
D 13.
E 14.

Assinale a alternativa correta sobre as diferenças nos exames laboratoriais em pacientes gestantes vítimas de trauma.

A Ocorre diminuição dos níveis séricos de fibrinogênio (de 400 a 450 mg/dL para 150 a 400 mg/dL), principalmente no terceiro trimestre.
B Nas gestantes, os níveis normais de hematócrito são mais elevados (36-47%).
C A PaCO 2 é menor nas gestantes (25-30 mmHg) do que nas não gestantes (30-40 mmHg).
D Os níveis dos leucócitos diminuem na gestação (de 5 a 12 mil/mm 3 para 4 a 10 mil/mm 3 )
E Os níveis de bicarbonato aumentam de 17-11 mEq/L para 22-28 mEq/L a partir do segundo trimestre.

Bebê de 3 meses apresenta quadro de chiado no peito, coriza, febre e tosse há 2 dias. A criança frequenta uma creche onde outras crianças apresentaram sintomas semelhantes. Ao exame físico: a ausculta pulmonar revela roncos difusos e sibilos; há retrações intercostais. A etiologia mais provável para essa apresentação é

A adenovírus.
B coxsackie vírus.
C hemófilos influenza.
D pneumococo.
E vírus sincicial respiratório.

Um médico é chamado para ajudar a ressuscitar uma lactente de 4 meses, que havia sido internada em uma enfermaria com uma hipótese diagnóstica de bronquiolite; durante a noite, a mãe solicitou a enfermagem várias vezes por achar que a lactente estava mais cansada e com dificuldade de mamar no peito. Há poucos minutos, a mãe saiu no corredor gritando que a filha havia desmaiado. O médico entra no quarto e encontra um bebê com pulso presente, fraco e lento, com uma frequência cardíaca menor que 60 e com respiração agônica. Quais são, respectivamente, a conduta imediata e a primeira droga a ser administrada?

A Iniciar ressuscitação cardiopulmonar de alta qualidade, com 15 compressões para cada 2 ventilações, solicitar monitorização e acesso venoso e, assim que obtiver acesso venoso, administrar epinefrina.
B Avaliar a via aérea, se necessário, realizar aspiração e iniciar ventilação com bolsa-valva-máscara, solicitar monitorização e obtenção de um acesso venoso e avaliar se ventilação e oxigenação estão eficazes; se a frequência cardíaca não melhora com a ventilação eficaz, avaliar pressão arterial e, se houver hipotensão e sinais de choque, iniciar ressuscitação cardiopulmonar de alta qualidade; se não houver melhora da frequência cardíaca, administrar epinefrina.
C Iniciar ressuscitação cardiopulmonar de alta qualidade, com 15 compressões para cada 2 ventilações, solicitar monitorização e acesso venoso e, assim que obtiver acesso venoso, administrar atropina.
D Avaliar a via aérea, se necessário, realizar aspiração e iniciar ventilação com bolsa-valva-máscara, obter um acesso venoso e administrar epinefrina assim que o acesso for obtido.
E Avalia a via aérea, se necessário, realizar aspiração e iniciar ventilação com bolsa-valva-máscara, solicitar monitorização e obtenção de um acesso venoso e avaliar se ventilação e oxigenação estão eficazes; se não melhorar ventilação, avaliar pressão arterial e, se houver hipotensão e sinais de choque, iniciar ressuscitação cardiopulmonar de alta qualidade; se não houver melhora da frequência cardíaca, administrar atropina.

Dentre os cuidados no pós-operatório de crianças submetidas a cirurgias pediátricas e que são admitidas em Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica, a analgesia é sempre um dos fatores mais importantes a serem considerados na realização da prescrição. Com relação à analgesia é correto afirmar:

A são considerados medicamentos para a dor moderada a intensa: morfina, fentanil, metadona e etomidato.
B são considerados medicamentos não opioides para o tratamento da dor leve: paracetamol, dipirona, ibuprofeno e tramadol.
C deve-se evitar sempre o uso de morfina, independentemente do nível de dor devido aos efeitos colaterais, especialmente em cirurgias pediátricas abdominais.
D recomenda-se o uso de tratamento analgésico levando-se em consideração o nível de gravidade da dor: dor leve ou dor moderada a grave.
E os lactentes jovens necessitam de menor quantidade de analgésicos, pois têm menor quantidade de conexões nervosas e, portanto, tem menos dor.

O acesso periférico em pediatria sempre causa muita preocupação para a equipe, devido a características inerentes a esta faixa etária. A esse respeito, é correto afirmar que

A uma das complicações mais temidas em relação ao acesso intraósseo é o deslocamento da agulha e manutenção da infusão, com a formação de uma possível necrose e síndrome compartimental, porém isso só ocorre com infusão de drogas vesicantes como o bicarbonato de sódio e o gluconato de cálcio.
B nos casos de PCR sem acesso venoso, o acesso intraósseo deve ser tentado antes mesmo de se tentar um acesso venoso periférico, caso se julgue que este acesso será difícil. Deve-se evitar a canulação intraóssea se houver infecção nos tecidos subjacentes.
C o acesso intraósseo só deve ser tentado após 3 tentativas de punção venosa periférica em um período de 1 minuto e 30 segundos, pois os riscos de infecção são muito elevados.
D o acesso intraósseo deve ser lembrado precocemente em situações de PCR, choque hipotensivo e convulsão de difícil controle e, nesta última situação, mesmo antes de se tentar a via intramuscular ou intranasal.
E o acesso intraósseo deve ser utilizado em todas as situações em que a equipe de enfermagem tem dificuldade de punção do acesso periférico. Nele pode- -se administrar qualquer fluido em qualquer idade.

O cuidado progressivo ao paciente tem os seguintes objetivos a seguir relacionados, EXCETO:

A garantir que todos os médicos que atuem nas unidades de cuidados intensivos pediátricos tenham título de especialização em pediatria e a Certificação de Área de Atuação em Medicina Intensiva Pediátrica.
B organizar a atenção ao paciente crítico pediátrico para garantir seu acesso, acolhimento e resolubilidade dos problemas de saúde.
C garantir o cuidado progressivo por meio de acesso aos diferentes níveis da assistência na área pediátrica, por meio da disponibilização de unidade de cuidados intensivos e intermediários de forma integrada.
D garantir a qualificação da atenção e a segurança do paciente nas unidades de cuidados intensivos e intermediários.
E apoiar a educação permanente dos profissionais de saúde para a atenção ao paciente crítico ou gravemente doente.