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Ao recuperar a análise de Pitarello, Fávero

( 2020 ) avalia que a seleção socioeconômica possui como função a

A concretização da dimensão técnico-operativa da profissão, pois permite uma manifestação técnica imparcial.
B organização, estruturação e estabelecimento de critérios de prioridades para as necessidades sociais.
C necessidade de naturalização das desigualdades sociais, inevitavelmente existentes numa sociedade de classes.
D prestação de serviços sociais de forma individualizada, respeitando as vulnerabilidades de cada segmento.
E formação de um exército de reserva de populações materialmente necessitadas.

Para Guerra

( 2004 ), a busca dos fundamentos como uma recorrência necessária de todo conhecimento crítico, permitiu tornar o Serviço Social contemporâneo do seu tempo, o que, por sua vez, possibilitou

A estabelecer mediações que se particularizam em funções, atribuições, competências, reafirmando o caráter de profissão liberal e sua autonomia frente às instituições.
B identificar que um objeto projeta uma finalidade e faz uso de determinados meios ou instrumentos de trabalho para alcançar uma finalidade específica.
C captar o vir a ser da realidade, as forças de ruptura que a realidade porta no seu interior e que se confrontam a todo tempo com os vetores que lutam pela sua manutenção.
D reforçar o entendimento do Serviço Social como uma ciência ou como uma tecnologia social de intervenção e controle da sociedade a partir de demandas dos segmentos vulneráveis.
E diferenciar as concepções da vertente de ruptura das anteriores, a concretizando uma fecunda teorização eclética e holística para a profissão.

A Teoria Social Crítica é uma forma de analisar a sociedade e refletir sobre as relações sociais, a cultura e a produção. Assinale a opção que apresenta o elemento fundamental dessa teoria.

A O Estado Providência.
B O aprofundamento da democracia.
C A questão social.
D O reconhecimento do proletariado.
E A assistência social.

Frente à conceituação, definição e caracterização sobre o doutrinarismo (1), o conservadorismo (2), a teoria social (3) e o método (4), considere:

( I ) É resultado de um contramovimento aos avanços da modernidade; assim, suas reações são preservadoras da ordem capitalista.
( II ) Caracteriza-se por uma visão de mundo fundada na fé, em dogmas.
( III ) É uma construção intelectual que proporciona explicações aproximadas da realidade.
( IV ) É a trajetória teórica, o caminho teórico que se observa na explicação sobre o ser social.
( V ) Constitui um conjunto explicativo totalizante, ontológico, vinculado organicamente ao pensamento filosófico, acerca do ser social na sociedade burguesa e de seu processo de constituição e de reprodução.

Relacionam-se, correta e respectivamente, os itens I a V com o que consta em

A 2 − 1 − 4 − 2 − 4
B 1 − 2 − 4 − 3 − 3
C 2 − 1 − 3 − 4 − 3
D 2 − 3 − 1 − 2 − 4
E 3 − 1 − 2 − 4 − 3
Texto associado
Acerca da categoria trabalho, julgue os itens subsequentes.

O trabalho, atividade ontológica, outorga humanidade ao ser social, taxa determinado status perante a transfiguração da natureza e, por consequência, a sua inevitável e pronta transformação enquanto ser social.

C Certo
E Errado
Órgão: Hospital Universitário de Brasília Cargo: Multiprofissional em Atenção Oncológica - Área Serviço Social Prova: CESPE/CEBRASPE - HUB - Multiprofissional em Atenção Oncológica - Área Serviço Social - 2020

Para compreender as transformações do mundo do trabalho se faz necessário circunscrevê-las na dinâmica do capitalismo.
Sobre essa relação capital/trabalho, Marilda Iamamoto, em seu livro Trabalho e Indivíduo Social (2001), afirma que

A na sociedade do capital, a forma mercantil torna-se necessária e geral dos produtos do trabalho, das condições de trabalho
e dos meios de vida.
B o regime econômico sob a égide do capital não imputa constrangimento ao trabalhador na venda de sua força de trabalho
e à sua corporalidade física e mental.
C o pressuposto do capital é o trabalho escravo, sem a aquisição da condição do trabalho livre.
D a forma assumida pela sociedade do trabalho abstrato impossibilitou o aparecimento da sociedade fundada no descentramento
da categoria trabalho.
E a obtenção dos meios de vida não depende do conjunto de mediações sociais, cujo controle está totalmente garantido
pelos indivíduos produtores.

Marilena Chauí, em seu livro intitulado Introdução à História da Filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles (2002), afirma:
Enganam-se, pois, os que supõem que a realidade é tranquila e inerte. Ela é inquieta e móvel, tensa, concordante porque
discordante, e da guerra nasce a ordem ou o cosmo, equilíbrio dinâmico de forças contrárias que coexistem e se sucedem sem
cessar. A unidade do mundo é sua multiplicidade. Tudo é um porque o um é tudo ou todas as coisas .

O pensamento da autora outorga bases para compreender o conceito de interdisciplinaridade considerando

A que a interdisciplinaridade possibilita convivência entre os conhecimentos, sendo o lugar onde o uno se torna múltiplo e o
múltiplo, também, volta a ser uno.
B que o desemparelhar entre conhecimentos e a não convivência dos saberes contrários são condições imprescindíveis para
o funcionamento do trabalho em equipe.
C a construção de um campo de disputa entre os saberes, na medida em que, além de discordantes, são também
antagônicos e sempre com a mesma sobreposição hegemônica de um saber sobre o outro.
D a contradição entre os saberes jamais permitirá o desenvolvimento de uma unidade, mesmo na multiplicidade, assim, o
máximo que se pode construir no trabalho profissional será a multidisciplinaridade.
E o trabalho interdisciplinar está formatado para reconhecer as diferenças e semelhanças entre os saberes sem disputas por
poder, cujo objetivo comum nasce da capacidade de reconhecer que a multiplicidade da realidade se põe estática.

A pobreza é parte de nossa experiência diária. Os impactos destrutivos das transformações em andamento no capitalismo contemporâneo vão deixando suas marcas sobre a população empobrecida: o aviltamento do trabalho, o desemprego, os empregados de modo precário e intermitente, os que se tornaram não empregáveis e supérfluos, a debilidade da saúde, o desconforto da moradia precária e insalubre, a alimentação insuficiente, a fome, a fadiga, a ignorância, a resignação, a revolta, a tensão e o medo são sinais que muitas vezes anunciam os limites da condição de vida dos excluídos e subalternizados na sociedade.

Maria Carmelita Yazbek. Classes subalternas e
assistência social . 9.ª ed. São Paulo: Cortez, 2009.

Tendo o texto anterior como referência inicial e considerando as diferentes expressões da questão social e suas formas de enfrentamento pelo serviço social, bem como o conceito de cidadania, julgue o item subsecutivo.

Em uma sociedade capitalista, é no mercado que são geradas as contradições fundantes entre as classes.

A Certo
B Errado

A pobreza é parte de nossa experiência diária. Os impactos destrutivos das transformações em andamento no capitalismo contemporâneo vão deixando suas marcas sobre a população empobrecida: o aviltamento do trabalho, o desemprego, os empregados de modo precário e intermitente, os que se tornaram não empregáveis e supérfluos, a debilidade da saúde, o desconforto da moradia precária e insalubre, a alimentação insuficiente, a fome, a fadiga, a ignorância, a resignação, a revolta, a tensão e o medo são sinais que muitas vezes anunciam os limites da condição de vida dos excluídos e subalternizados na sociedade.

Maria Carmelita Yazbek. Classes subalternas e
assistência social . 9.ª ed. São Paulo: Cortez, 2009.

Tendo o texto anterior como referência inicial e considerando as diferentes expressões da questão social e suas formas de enfrentamento pelo serviço social, bem como o conceito de cidadania, julgue o item subsecutivo.

No sistema capitalista, a socialização da riqueza, ainda que parcial, resolve a desigualdade.

A Certo
B Errado

A compreensão sobre o espaço público é fundamental para avançar na participação e no exercício do controle social. É correto afirmar que o espaço público

A deve ser considerado como algo privativo do Estado e sinônimo de estatal, entendido como oposto ao privado. Além disso, tem o domínio da burocracia na Administração pública.
B compõe esferas democráticas no interior do projeto participativo, em que o Estado e a Sociedade Civil devem ser concebidos como espaços polares e dicotômicos, de modo a sempre definir estratégias de contraposição.
C constitui instâncias deliberativas, reconhecendo os interesses e opiniões na sua diversidade e possibilitam tendência à igualdade de recursos dos participantes em termos de informação, conhecimento e poder.
D configura-se como órgãos estatalmente regulados e monopolizados por atores sociais ou políticos, cujo objetivo central é construir homogeneidade de pensamento e ações.
E organiza instâncias consultivas, em sua maioria vinculadas ao Poder Executivo, onde a representação da sociedade civil se dá através de convites a indivíduos com alta ?visibilidade? na sociedade, sobretudo pelo alcance da mídia.