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Uma criança que é convencida por um adulto da existência de fatos acerca de sua infância e passa a narrá-los em instâncias diversas, como Delegacia e Conselho Tutelar, pode passar a crer nos mesmos e gerar o que hoje se denomina de

A Transtorno de Hiperatividade.
B Alienação Parental.
C Falsas Memórias.
D Transtorno do Espectro Autista Leve.
E Depressão Infantil.

É chamado de Depoimento Especial da Criança ou do Adolescente

A a medida de segurança aplicada nos casos de infanticídio aos doentes mentais.
B a escuta especializada perante o órgão de proteção da criança.
C o procedimento de escuta e oitiva de crianças e adolescentes autores de atos infracionais.
D o procedimento de oitiva da criança ou adolescente vítima ou testemunha de violência perante a autoridade policial ou judicial.
E a escuta especializada feita com entrevistas e provas clínicas perante a Delegacia Especializada de Menores e Institutos de Saúde Mental de âmbito federal, apenas.
Texto associado
Caso clínico 10A2-I

Francisca, de quarenta e um anos de idade, servidora
pública, apresentou, há um ano, diagnóstico de depressão,
quando descobriu que sua filha, Maria, havia sido abusada
sexualmente pelo pai, marido de Francisca à época. A menina,
atualmente com cinco anos de idade, permaneceu um ano sem
acompanhamento psicológico, embora tenha sido encaminhada
pela instância policial aos serviços especializados de apoio,
no momento dos fatos. A mãe decidiu, então, procurar serviço
interno de psicologia, orientada por uma colega de setor, onde
fez o seguinte relato: “Estou perdida e não sei o que fazer.
Minha filha me pede para brincar com ela de coisas estranhas,
sempre mencionando que era assim que o pai brincava com ela.
Na escola, apresenta choro fácil, retraimento e baixa autoestima.
Não quer ficar sozinha com ninguém, em lugar nenhum.
Só fica comigo. Não tenho conseguido nem levá-la à escola.
Ela não fica. Tem feito xixi na cama todas as noites. Não sei
mais o que fazer. Às vezes, penso que queria desligar um botão,
dormir e nunca mais acordar. Quando esses pensamentos
‘agoniam’ muito minha cabeça, tomo uns remedinhos, mas acordo
com peso na consciência por ter deixado minha filha sozinha.
Se um dia eu for desta para uma melhor, eu a levo comigo.
O pai dela saiu de casa no dia em que descobri tudo. Ele negou,
mas não tive dúvida. Havia alguma coisa estranha. Minha filha
vivia com assaduras. Um dia, ao lhe dar banho, ela me perguntou
se eu gostaria que ela pegasse nas minhas partes como o ‘papai
pedia para ela’. Fui direto para a delegacia”.

A criança mora com a mãe — sem contato com o pai,
por determinação judicial —, sob medida protetiva e apoio
do programa de proteção à vítima.

Ainda tendo como referência a situação descrita no caso clínico
10A2-I, assim como o conceito, as temáticas, os aspectos éticos
e interdisciplinares da psicologia jurídica e o Código de Ética
do profissional psicólogo, julgue os próximos itens.

Caso Maria fosse atendida por um psicólogo clínico particular,
ser-lhe-ia vedada a atuação como perito em causa processual.

C Certo
E Errado

A avaliação psicológica é uma das funções desempenhadas pelo psicólogo no contexto forense, sendo que

A não há diferença entre a avaliação psicológica realizada nos contextos clínico e forense, pois o objeto e o objetivo são os mesmos.
B o objeto será dado pela demanda que é feita ao psicólogo; e o objetivo é a questão-problema pertinente que a avaliação investigará
C objetiva-se conseguir uma descrição e compreensão completa e profunda da personalidade total do indivíduo avaliado, para subsidiar a decisão do juiz.
D a avaliação psicológica forense deverá ser composta necessariamente por entrevistas e uso de testes.
E as informações fornecidas pelos entrevistados serão encaminhadas, em sua totalidade, ao destinatário do laudo, não havendo desta forma nenhum sigilo entre perito e periciando.
Órgão: Fundação da Criança e do Adolescentes do Amapá Cargo: Educador Social Nível Superior - Área: Psicólogo Prova: FCC - FCRIA - Educador Social Nível Superior - Área: Psicólogo - 2018