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Em relação à terapêutica da pneumonia comunitária, assinale a opção correta.

A A ultrassonografia de tórax (UST) apresenta maior sensibilidade e maior acurácia do que a radiografia de tórax na identificação de alterações parenquimatosas. Caso se identifique abcesso pulmonar o tempo de tratamento com antibiótico deverá ser de 3 semanas.
B A duração do tempo de tratamento de antibiótico deve ser de, no mínimo, 10 dias, independentemente da gravidade da infecção.
C A utilização de clindamicina, no tratamento inicial, justifica-se devido à prevalência de germes anaeróbios na pneumonia comunitária.
D Deve-se usar monoterapia com β-lactâmico ou macrolídeos para os pacientes ambulatoriais sem comorbidades, que não estejam em uso recente de antibióticos, sem fatores de risco para resistência e sem contraindicação ou história de alergia a essas drogas.
E A terapia combinada deve ser recomendada para pacientes com pneumonia comunitária grave com indicação de admissão em UTI, sendo recomendada a administração precoce de antibióticos incluindo obrigatoriamente um macrolídeo e um β-lactâmico (com cobertura para germe multidroga resistente), ambos por via endovenosa.
Órgão: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Cargo: Analista Judiciário Assistencial - Área: Médico Prova: CESPE/CEBRASPE - TJ RJ - Analista Judiciário Assistencial - Área: Médico - 2021

A respeito da hipertensão arterial pulmonar (HAP), considere:

I. HAP é quando a pressão média nas artérias pulmonares ≥ 25 mmHg.
II. A HAP tipo 4 é decorrente de tromboembolismo pulmonar crônico.
III. A doença pulmonar obstrutiva pode levar a HAP tipo 3.
IV. Insuficiência de valva mitral importante pode levar a HAP tipo 1.

Está correto o que consta de

A I, II e IV, apenas.
B I e III, apenas.
C II, III e IV, apenas.
D I, II e III apenas.
E I, II, III e IV.

No tratamento do H1N1, o Oseltamivir está indicado para

A todos os pacientes com diagnóstico confirmado.
B gestantes, apenas com diagnóstico confirmado.
C pacientes hipertensos, a qualquer tempo, mesmo que já em melhora do quadro.
D pacientes com suspeita clínica que façam parte do grupo de risco nos primeiros dias de sintomas, mesmo que o diagnóstico ainda não esteja confirmado.
E todas as crianças com quadro suspeito independente da idade.

De acordo com o Ministério da Saúde, NÃO está indicado o rastreio de tuberculose latente para

A pessoas vivendo com HIV.
B contato com casos confirmados de TB pulmonar nos últimos 5 anos.
C diabetes mellitus.
D insuficiência renal em diálise.
E pré-transplante ou outros imunossupressores como tratamento oncológico e inibidores de TNF alfa.

Paciente de 77 anos, sexo masculino, vem em consulta por sintomas de dispneia aos moderados esforços e fadiga nos últimos meses. Acreditava que os sintomas estavam relacionados à depressão, porém, há 1 semana, notou alteração da coloração urinária e apresentou calafrios. Ao exame físico, se encontrava ictérico +/IV+, apresentava baço aumentado e livedo reticular em MMII. Exames laboratoriais evidenciam anemia com Hb: 10 mg/dL, aumento de bilirrubina indireta, aumento de DHL e haptoglobina reduzida. Coombs direto é positivo. O exame diagnóstico mais acurado no caso em questão é:

A Coombs indireto.
B Biópsia de medula óssea.
C Ferritina e capacidade total de ligação ao ferro.
D Dosagem de crioaglutininas.
E Sorologia para Mycoplasma.

Paciente do sexo masculino, 67 anos, portador de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) há 09 anos, comparece à consulta com pneumologista devido à piora do quadro de dispneia. Refere que, ao caminhar, apresenta dificuldade para acompanhar o passo de outra pessoa da mesma idade, além de ter apresentado uma agudização no último ano, sem necessidade de hospitalização. Sua espirometria mostra VEF1: 76% e VEF1/CVF: 0,65. Diante disso, a classificação de GOLD para DPOC do paciente descrito é

A GOLD 3B.
B GOLD 3C.
C GOLD 2D.
D GOLD 4B.
E GOLD 2B.

Sobre a definição de asma, é correto afirmar que

A é uma doença de base exclusivamente genética, caracterizada por espessamento brônquico.
B a inflamação das vias aéreas está presente apenas no momento da exacerbação, quando há produção de muco espesso, como consequência.
C é definida pela história de sintomas respiratórios, tais como produção crônica de muco, tosse isolada, dispneia associada à tontura e dor torácica.
D a limitação variável do fluxo aéreo está ausente nos quadros de asma intermitente.
E os sintomas variam em tempo e intensidade, podendo o paciente permanecer assintomático por longos períodos.
Órgão: Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH Cargo: Residência Médica - Área: Acesso Direto Prova: Instituto AOCP - EBSERH - Residência Médica - Área: Acesso Direto - 2021

Os mecanismos fisiopatológicos da Insuficiência Respiratória Aguda Pulmonar incluem:

A distúrbios da relação ventilação perfusão do tipo “shunt”, como ocorre na Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA).
B distúrbios da relação ventilação perfusão do tipo “espaço morto”, como ocorre no Tromboembolismo Pulmonar (TEP) maciço.
C hipoperfusão, como ocorre no choque.
D hipoventilação alveolar como ocorre nas intoxicações agudas por organofosforados e recirculação de anestésicos.
E bloqueio da difusão como ocorre nas atelectasias.

Considerando o caso das duas questões anteriores, a realização da medida da difusão de CO para esse paciente estaria indicada

A imediatamente, independente da presença de sintomas, considerando a carga tabágica.
B para avaliação pré-operatória, caso haja indicação cirúrgica, junto com a espirometria.
C associada ao ecodopplercardiograma para avaliação simultânea dos sistemas cardiovascular e pulmonar, qualquer que seja o tratamento proposto.
D em nenhuma eventualidade, considerando que, na ausência de dispneia, não deverá haver distúrbio da troca gasosa.
E independente do diagnóstico da lesão nodular, ou de indicação cirúrgica, pelo achado de enfisema na tomografia.