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Paciente de 65 anos, tabagista pesado, apresenta nódulo pulmonar de 1,8 cm em lobo superior direito, com bordas espiculadas em tomografia. Qual é a melhor conduta inicial?

A Acompanhar com nova tomografia em 12 meses.
B Solicitar PET-CT para avaliação metabólica.
C Iniciar antibiótico e reavaliar.
D Realizar broncodilatador e repetir exame.

Paciente de 37 anos, assintomática, sem comorbidades, não tabagista, apresenta tomografia computadorizada de tórax realizada por outro motivo, evidenciando nódulo pulmonar sólido, não calcificado, de 4 mm, com margens regulares, sem outras alterações. Trata-se de achado incidental em paciente de baixo risco para neoplasia pulmonar. Diante desse achado, a conduta mais adequada é:

A Solicitar ressonância magnética de tórax para melhor caracterização do nódulo.
B Não realizar seguimento radiológico, apenas orientação clínica.
C Repetir TC de tórax em 12 meses.
D Repetir TC de tórax em 6 meses.
Texto associado
A respeito de fisiopatologia, diagnóstico e conduta de doenças crônicas, julgue os itens subsecutivos.

Na bronquiectasia, há dilatação brônquica reversível, na maioria das vezes nas pequenas vias aéreas em diferentes níveis de intensidade, devido à interação entre infecções pulmonares e presença de pulmões congenitamente susceptíveis.

C Certo
E Errado
Texto associado
Um homem de 62 anos de idade, portador de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), com VEF1 de 42% do previsto, procurou emergência hospitalar devido a piora da dispneia e tosse acompanhada de aumento da expectoração (clara) havia três dias. Apresentou-se hemodinamicamente normal, orientado, dispneico, em uso de musculatura acessória, com frequência respiratória de 26 rpm, redução do murmúrio vesicular, além de roncos e sibilos expiratórios difusos. A gasometria em ar ambiente revelou pH de 7,28, PaCO2 de 72 mmHg, PaO₂ de 50 mmHg, saturação de O₂ de 87%, BE (excesso de bases) +1 mEq/L e HCO₃ de 24 mEq/L. A radiografia de tórax não demonstrou infiltrados.

Em relação a esse caso clínico hipotético, julgue os itens seguintes, considerando as recomendações terapêuticas do GOLD 2025 (Estratégia Global para Prevenção, Diagnóstico e Gestão da DPOC: Relatório de 2025).

O formoterol é o medicamento de escolha no atendimento inicial desse caso.

C Certo
E Errado
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Medicina (Cardiologia) Prova: CESPE/CEBRASPE - TRT 10 - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Medicina (Cardiologia) - 2025
Texto associado
Em relação a doenças pulmonares, julgue os itens a seguir.

Polissonografia de noite inteira no laboratório do sono é o padrão-ouro para o diagnóstico da síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) e, caso seja negativo seu resultado, o diagnóstico deve ser descartado.

C Certo
E Errado
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Medicina (Cardiologia) Prova: CESPE/CEBRASPE - TRT 10 - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Medicina (Cardiologia) - 2025

Uma mulher de 50 anos, internada com o diagnóstico inicial exacerbada, é de DPOC presumida submetida à tomografia computadorizada do tórax na qual são observadas bronquiectasias cilíndricas e varicosas presentes em todos os lobos pulmonares, além de áreas de aprisionamento aéreo, evidentes na expiração forçada, com presença de impactações mucoides em moderada quantidade, nos segmentos inferiores. Ela nunca fumou, mas teve exposição à queima de biomassa, até os 17 anos, nega “bronquite” na infância. Nos últimos três anos, vem apresentando tosse produtiva frequente, por períodos que somam mais de três meses por ano, e dispneia progressiva, atualmente mMRC = 2. A cultura do escarro colhida à admissão detectou P. aeruginosa .

Tratada do quadro infeccioso, a paciente da questão anterior realizou espirometria, que mostrou redução da relação VEF1/CVF, com CVF = 77% do predito e VEF1 = 48% do previsto. Com base nesse dado e no quadro clínico, é possível pontuar a gravidade pelo critério FACED em

A três pontos, caracterizando-se como leve.
B sete pontos, caracterizando-se como grave.
C cinco pontos, caracterizando-se como moderada.
D quatro pontos, caracterizando-se como moderada.
E seis pontos, caracterizando-se como grave.

As evidências recentes indicam que terapias antifibróticas, como nintedanibe e pirfenidona, são eficazes para retardar a progressão da doença em pacientes com pneumonia de hipersensibilidade (PH). A decisão deve ser multidisciplinar e baseada em critérios de progressão clínica, funcional e radiológica. Para o diagnóstico de PH fibrosante, a indicação do lavado broncoalveolar ocorre quando a TCAR do tórax

A mostra padrão das três densidades, com a exposição conhecida a alérgenos.
B é não compatível com PH, mas há exposição conhecida a alérgenos.
C mostra padrão de três densidades e não há exposição conhecida a alérgeno.
D é compatível com PH e há eosinofilia no escarro.
E mostra padrão de três densidades, e o painel de reatividade a antígenos é positivo.

Paciente masculino de 45 anos dá entrada na UPA com febre, tosse produtiva com expectoração amarelada, dor torácica ao inspirar do lado direto e dispneia progressiva há 4 dias. Relata ser portador de HIV, tendo sido diagnosticado há 8 anos, em uso irregular de Terapia Antirretroviral (TARV). Última contagem de CD4 há 3 meses: 100 células/mm3 e carga viral detectável. Ao exame, encontra-se confuso, desidratado, com capacidade de deglutir presente, sem náuseas, PA = 80/60 mmHg, FR = 32 ipm, SatO2 = 92%, TA = 39 ºC, ausculta pulmonar diminuída à direita. Hemograma: leucócitos = 18900, U = 45 mg/dl e aguardando outros. Foi solicitada radiografia de tórax que apresentou a seguinte imagem:

Considerando o caso relatado, a evolução das doenças pulmonares, os protocolos de saúde e as recomendações da Sociedade Brasileira de Pneumologia 2018, assinale a alternativa correta.

A O paciente possui indicação de internação em ambiente de enfermaria. Iniciar tratamento empírico com Azitromicina 500 mg 1 x dia por 5 dias, orientando o paciente sobre os sinais que indicam piora.
B Preconizar o uso do Raios X de tórax ao invés da USG de tórax na pneumonia comunitária por apresentar maior sensibilidade e maior acurácia na identificação de alterações parenquimatosas como consolidações, padrão intersticial focal, lesões subpleurais e anormalidades na linha pleural.
C Cerca de 1 minuto após a dipirona EV para hipertermia, o paciente iniciou prurido, síncope, náuseas, sibilos e hipotensão. Nesse caso, a melhor conduta é a ressuscitação volêmica cuidadosa, adrenalina IM na face anterolateral da coxa, seguida pela avaliação da necessidade de infusão contínua.
D Paciente, no terceiro dia de internação, evolui com piora da dor torácica, da dispneia, sinal de esforço para respirar, hemoptise, pele fria, confusão mental, turgência de jugular e hipotensão refratária e d-dímero de 8000 ng/ml. Nesse caso, a conduta terapêutica de imediato é a anticoagulação plena.
E Na drenagem torácica, o médico sofre acidente profundo com agulha que tem o sangue do paciente. Nesse caso, deve-se lavar de imediato o local perfurado com água e sabão, abrir CAT, notificar o SINAN, confirmar exame sorológico, além de solicitar sorologia para hepatite B e C do paciente. Iniciar a PEP com Dolutegravir por 28 dias no máximo nas primeiras 2 horas após o acidente.

O padrão tomográfico considerado Pneumonia Intersticial Usual, que tem valor preditivo positivo em 90-100% dos casos, deve incluir

A comprometimento periférico difuso de lobos inferiores e superiores.
B alterações esparsas em vidro fosco.
C comprometimento assimétrico em mais de 25% do parênquima.
D faveolamento com ou sem bronquiectasias ou bronquilectasias de tração.
E consolidações periféricas.

Em relação ao diagnóstico da tromboembolia venosa (TEV) durante a gravidez, assinale a alternativa correta.

A Quando a probabilidade pré-teste é elevada, recomenda-se a anticoagulação sem confirmação do diagnóstico.
B Tanto a cintilografia V/Q quanto à angiotomografia são consideradas seguras para a investigação da TEV na gravidez.
C O D dímero é recomendado em todos os casos suspeitos com boa especificidade.
D A radiografia do tórax deve ser sempre feita como primeiro exame.
E A cintilografia de V/Q é priorizada por ser mais sensível para o diagnóstico de TEV na grávida.