QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
64 questões encontradas

A política social no contexto do Estado e da sociedade tem sido influenciada por diferentes modelos, como o neoliberalismo, que impacta diretamente a previdência social. O neoliberalismo defende a redução do papel do Estado na provisão de políticas sociais, incentivando:

A a ampliação dos benefícios previdenciários e o aumento da participação do estado na gestão da seguridade social.
B a privatização e a descentralização dos serviços previdenciários.
C um direito universal totalmente financiado e gerido pelo estado, sem participação do setor privado.
D o estado de bem-estar social, a expansão das políticas públicas de previdência como forma de garantir proteção social universal.
E a manutenção e implementação do regime geral, transferindo a responsabilidade previdenciária para o estado.

O acesso dos jovens negros, indígenas e alunos oriundos da escola pública ao ensino superior nas instituições públicas se dá por meio de

A maior nota na prova de conhecimentos gerais.
B políticas afirmativas, nos termos da lei.
C estratificação por renda familiar.
D programas de expansão da oferta de vagas nas instituições públicas.
E sorteio de todas as categorias até o máximo de 20%.

O documento basilar da Política Nacional de Assistência Social propõe que a construção da política pública de assistência social tem de levar em conta as seguintes três vertentes de proteção social:

A as equipes, as instituições e as ferramentas.
B os serviços, as demandas e a população.
C os equipamentos, os recursos humanos e o orçamento.
D as pessoas, as suas circunstâncias e a família.
E a eficácia, a efetividade e a eficiência.

Avalie se a Política Nacional de Assistência Social se rege pelos seguintes princípios:

I. Divulgação ampla dos benefícios, serviços, programas e projetos assistenciais, bem como dos recursos oferecidos pelo Poder Público e dos critérios para sua concessão.

II. Centralidade na família para a concepção e implementação dos benefícios, serviços, programas e projetos.

III. Gestão compartilhada e definição clara das competências técnico-políticas, com a participação e mobilização da sociedade civil.

Está correto o que se afirma em:

A I, apenas.
B II, apenas.
C I e II, apenas.
D II e III, apenas.
E I, II e III.

A política social no contexto neoliberal brasileiro na compreensão de Mioto

( 2015 ) obedece a um processo de assistencialização no qual prevalece a diretriz da matricialidade sociofamiliar. Essa lógica advém de uma concepção de família

A pautada num modelo do socialismo europeu que hipotecava a centralidade da proteção social primária na família.
B atravessada pelas sequelas do capitalismo tardio e, portanto, medularmente vinculada às condições de exploração de classe.
C necessária à acumulação capitalista devido à sua capacidade de reposição de mão de obra.
D incapaz de prover o sustento de seus integrantes, sendo, portanto, imprescindível que o modelo patriarcal assuma as políticas sociais destinadas à família.
E conectada às bases da formação social e econômica do país, com papel fundamental na reprodução ideológica da sociedade brasileira.

De acordo com a Lei Orgânica da Assistência Social (Lei nº 8.742/1993), a assistência social é regida, dentre outros, pelo seguinte princípio:

A a centralização político-administrativa da União se materializa na condução da política de assistência social e na gestão dos recursos públicos, promovendo a unificação entre regiões e municípios;
B a priorização da rentabilidade econômica em relação às necessidades sociais garante o uso responsável e eficiente dos recursos públicos;
C a seletividade na distribuição dos recursos pelo poder público, com base na comprovação rigorosa da necessidade extrema dos beneficiários, assegura a justa aplicação das políticas públicas;
D a concessão de benefícios de forma singular ao destinatário evita acúmulos e assegura o uso racional e coordenado dos recursos oferecidos pelo poder público;
E a divulgação pelo poder público dos benefícios, serviços e projetos assistenciais, bem como dos recursos oferecidos e dos critérios para sua concessão, facilita o acesso da população às políticas sociais.

Na história recente do Brasil, a assistência social deixa, em dado momento, de ser uma prática privada e passa a ser reconhecida institucionalmente como direito social. O marco histórico do reconhecimento da assistência social como um direito é:

A a criação da Legião Brasileira de Assistência (LBA), em 1942, que estabelece a assistência social como política estatal, voltada para a população em situação de pobreza;
B a promulgação da Constituição Federal de 1988, que insere a assistência social no sistema de seguridade social e a reconhece como direito do cidadão e dever do Estado;
C a publicação da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), em 1993, que pela primeira vez introduz a assistência social como política pública no Brasil, ainda sem esteio constitucional;
D a implantação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), em 2005, que cria as bases para o reconhecimento da assistência social como um direito universal;
E a criação do Conselho Nacional de Serviço Social (CNSS), em 1938, que estabelece formalmente a assistência social como direito no Brasil, vinculando-a à proteção social estatal.

O processo de reconhecimento da assistência social como direito universal no Brasil passa pela sua progressiva distinção em relação a práticas arcaicas como o assistencialismo, o paternalismo e o clientelismo, que servem para a manutenção das estruturas desiguais de poder. Uma prática própria do clientelismo é:

A a prestação de serviços por uma entidade privada que fornece cestas básicas e atendimentos sociais mediante pagamento de mensalidade pelos usuários;
B a realização de campanhas beneficentes por instituições religiosas, que arrecadam roupas e alimentos para doar às famílias pobres dos bairros em que se localizam;
C a concessão de benefícios sociais aos moradores que apoiam politicamente um gestor local, vinculando o acesso à ajuda social à troca de favores e ao apoio eleitoral;
D a entrega de alimentos feita por um agente público que escolhe quem considera merecedor da ajuda, sem critérios claros ou envolvimento da comunidade na decisão;
E a criação de um programa municipal de transferência de renda, com critérios definidos por lei e acessível a qualquer cidadão que se enquadre nos critérios técnicos.

Historicamente, sempre recaíram sobre as famílias expectativas de proteção social e, de acordo com cada momento, tais expectativas tenderam a aumentar ou a diminuir. Dessa forma, a institucionalização de sistemas de proteção social é um acontecimento recente na sociedade. No caso brasileiro, tal sistema, configurado no início do século XX, teve como pilares o trabalho e a família, caracterizando-se como um sistema de caráter familista ou constituído por políticas “de família” ou “referidas à família”, perdurando até a Constituição de 1988. Sob a influência do pensamento neoliberal, a família, como referência para a efetivação dos processos de focalização e seletividade,

A continuou tendo centralidade no campo da provisão de bem-estar.
B foi contemplada com benefícios até então inexistentes.
C conquistou sua autonomia em relação a tais responsabilidades.
D pode optar pela via do Estado ou pela lógica do mercado.
E superou o modus operandi na relação entre seus membros.

A participação da população usuária dos vários serviços e programas oriundos de políticas públicas nos diversos conselhos de direitos tem sido, desde a instituição do controle social a partir da Constituição Federal de 1988, um desafio para a sociedade brasileira. Assinale a alternativa que apresenta como o assistente social pode colaborar com a participação ativa das/os usuários nos conselhos.

A Suprir, em algumas circunstâncias, a população usuária nos conselhos
B Representar, ordenadamente, a população usuária nos conselhos
C Cooperar para a ampliação do conhecimento da população usuária para garantir direitos
D Desenvolver manuais de procedimento que treinem a população usuária a serem conselheiros