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Consumo Consciente
Helio Mattar

A adoção de processos sustentáveis é uma questão não de escolha, mas de sobrevivência. Não desta ou daquela empresa, mas da vida de todos os indivíduos do planeta. Portanto, é imprescindível que os valores da sustentabilidade sejam incorporados a marcas, bens, serviços e aos pequenos atos do cotidiano. Pesquisas realizadas ao longo de dez anos de trabalho para conscientizar a população das formas mais racionais e sustentáveis de consumir comprovam que quem investe em sustentabilidade ganha também na preferência do consumidor. Afinal, 65% dos chamados formadores de opinião discutem o comportamento ético socioambiental de empresas, assim como 41% da população brasileira, segundo a Pesquisa Responsabilidade Social das Empresas - Percepção do Consumidor Brasileiro, realizada pelo Instituto Akatu e pelo Instituto Ethos, em dezembro de 2010. Hoje, dois em cada cinco brasileiros já topam pagar um pouco mais por uma marca que seja mais sustentável.
As empresas obviamente precisam de lucros, mas os interesses empresariais devem ir muito além da esfera monetária e focar, principalmente, uma sociedade melhor para todos. E cada membro dessa sociedade sustentável deve necessariamente superar o consumismo para assentar bases mais no durável e menos no descartável, mais no virtual e menos no físico, mais no público ou no compartilhado e menos no individual, mais no uso que na posse, mais no renovável que no fóssil, mais na cooperação que na competição.
As corporações e a propaganda podem contribuir fortemente como indutoras desse novo estilo de vida ao estimular a imaginação e a projeção de um futuro sustentável e desejável e ao investir em meios para alcançar esse futuro: inovação de processos, de produtos e de comportamentos, reforço de novos valores da sustentabilidade e articulação, pressão, parceria por novas políticas públicas para novos projetos, com variados e novos agentes.
Hoje, as mudanças já vêm ocorrendo e, com um atributo muito simples, é possível acelerar na direção da sustentabilidade: comunicação clara e transparente. Do rótulo à campanha na TV. O consumidor precisa de informações sobre os impactos ambientais e sociais de seu consumo para que possa exercer escolhas conscientes. Dando informação confiável, a corporação não só destaca seu produto e melhora a cadeia produtiva, mas também aumenta o protagonismo do consumidor.
Mostra respeito por ele e diz "você é nosso parceiro rumo à sociedade sustentável". Essa é a arma mais eficaz a ser posta a serviço da sociedade. Quanto mais marcas e agências de publicidade o fizerem, mais contribuirão para uma vida melhor para todos, hoje e no futuro.

Helio Mattar , 63, PhD em engenharia industrial, é diretor-presidente do Instituto Akatu, ONG que trabalha há dez anos pelo consumo consciente.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/topofmind/2011/10/996028-opiniaoconsumo-consciente.shtml Acesso em: 04 dez. 2020.

Assinale, entre as seguintes opções, a alternativa mais adequada, tendo em vista a ideia central defendida pelo autor do texto lido no que tange à participação de empresas, marcas e demais corporações no estabelecimento de uma sociedade melhor para todos.

A Para o autor, faz-se necessário investimento em novos projetos, grandes mobilizações e em diversificados estilos de comercialização de bens pessoais.
B Segundo Mattar, é importante que haja comprometimento com a sustentabilidade, bem como com a informação acerca disso para com os consumidores.
C De acordo com o autor, é imprescindível se oferecer condições econômicas mais justas e acessíveis para os potenciais clientes, os quais ainda não dispõem de muito conhecimento sobre o assunto.
D Para o autor, deve-se priorizar os processos sustentáveis em detrimento dos lucros, afinal, o que importa, de fato, é a sobrevivência de todos.
E Segundo Helio Mattar, as instituições, necessariamente, precisam agir como formadoras de opinião, combatendo o consumismo exacerbado, por meio de divulgação sobre consciência sustentável.
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Ética Profissional: o que é e qual a sua importância

A ética profissional é um dos critérios mais valorizados no mercado de trabalho. Ter uma boa conduta no ambiente de trabalho pode ser o passaporte para uma carreira de sucesso. Mas afinal, o que define uma boa ética profissional e qual sua importância? Acompanhe!
A vida em sociedade, que preza e respeita o bem-estar do outro, requer alguns comportamentos que estão associados à conduta ética de cada indivíduo. A ética profissional é composta pelos padrões e valores da sociedade e do ambiente de trabalho que a pessoa convive.
o meio corporativo, a ética profissional traz maior produtividade e integração dos colaboradores e, para o profissional, ela agrega credibilidade, confiança e respeito ao trabalho.
Contudo, há ainda muitas dúvidas acerca do que é ética, por isso, antes de falar sobre ética profissional, é importante entender um pouco sobre o que é ética e qual é a diferença entre ética e moral. Confira: O que é ética?
A palavra Ética é derivada do grego e apresenta uma transliteração de duas grafias distintas, êthos que significa “hábito”, “costumes” e ethos que significa “morada”, “abrigo protetor”. Dessa raiz semântica, podemos definir ética como uma estrutura global, que representa a casa, feita de paredes, vigas e alicerces que representam os costumes. Assim, se esses costumes se perderem, a estrutura enfraquece e a casa é destruída.
Em uma visão mais abrangente e contemporânea, podemos definir ética como um conjunto de valores e princípios que orientam o comportamento de um indivíduo dentro da sociedade. A ética está relacionada ao caráter, uma conduta genuinamente humana e enraizada, que vêm de dentro para fora.
Embora “ética” e “moral” sejam palavras usadas, muitas vezes, de maneira similar, ambas possuem significados distintos. A moral é regida por leis, regras, padrões e normas que são adquiridos por meio da educação, do âmbito social, familiar e cultural, ou seja, algo que vem de fora para dentro.
Para o filósofo alemão Hegel, a moral apresenta duas vertentes, a moral subjetiva associada ao cumprimento de dever por vontade e a moral objetiva que é a obediência de leis e normas impostas pelo meio
No entanto, ética e moral caminham juntas, uma vez que a moral se submete a um valor ético. Dessa forma, uma ética individual, quando enraizada na sociedade, passa a ter um valor social que é instituído como uma lei moral.
A ética profissional é o conjunto de valores, normas e condutas que conduzem e conscientizam as atitudes e o comportamento de um profissional na organização. Além da experiência e autonomia em sua área de atuação, o profissional que apresenta uma conduta ética conquista mais respeito, credibilidade, confiança e reconhecimento de seus superiores e de seus colegas de trabalho
A conduta ética também contribui para o andamento dos processos internos, aumento de produtividade, realização de metas e a melhora dos relacionamentos interpessoais e do clima organizacional.
Quando profissionais prezam por valores e princípios éticos como gentileza, temperança, amizade e paciência, existem bons relacionamentos, mais autonomia, satisfação, proatividade e inovação.
Para isso, é conveniente que se tenha um código de conduta ética, para orientar o comportamento de seus colaboradores de acordo com as normas e postura da organização.
[...]
Cultivar a ética profissional no ambiente de trabalho traz benefícios e vantagens a todos, uma vez que ela proporciona crescimento a todos os envolvidos

Adaptado de: https://www.sbcoaching.com.br/etica-profissionalimportancia/. Acesso em: 10 mai. 2021.

Analise os trechos a seguir e assinale a alternativa em que ocorre no período uma relação de finalidade com as demais informações apresentadas.

A “No entanto, ética e moral caminham juntas, uma vez que a moral se submete a um valor ético.”.
B “Contudo, há ainda muitas dúvidas acerca do que é ética, por isso, antes de falar sobre ética profissional, é importante entender um pouco sobre o que é ética e qual é a diferença entre ética e moral.”.
C “Assim, se esses costumes se perderem, a estrutura enfraquece e a casa é destruída.”.
D “Embora “ética” e “moral” sejam palavras usadas, muitas vezes, de maneira similar, ambas possuem significados distintos.”.
E “Para isso, é conveniente que se tenha um código de conduta ética, para orientar o comportamento de seus colaboradores de acordo com as normas e postura da organização.”.
Órgão: Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte Cargo: Perito Criminal - Área: Computação Prova: Instituto AOCP - SESED - Perito Criminal - Área: Computação - 2021
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O texto a seguir refere-se às questões de 11 a 20.

COMO VOCÊ ESTÁ?

Provavelmente tendo um início de infarto, se estiver olhando para a fatura do cartão de crédito.

A essa altura da vida, talvez você já tenha reparado que algumas aquisições trazem arrependimentos profundos e outras nem tanto. Por exemplo, o tempo que você gasta em uma viagem logo vai parar na caixa de memórias do cérebro, fazendo parte do passado. Enquanto isso, a vida útil de um celular que custa três vezes o seu salário pode durar mais do que uma lembrança. Não há dúvida de que ambos possam trazer alguma gratificação, mas isso não tem a ver com a duração de cada um.
Um objeto de desejo, seja ele um tablet ou uma joia, pode levar muito tempo para ser descartado. Mas como procura demonstrar uma série de estudos do psicólogo Thomas Gilovich, da Universidade Cornell, a permanência da nossa felicidade em relação a esse objeto costuma ser inversamente proporcional à sua duração. Já quando falamos de experiências, tais como jantares, sessões de cinema e shows, o quadro é o oposto. "Experiências nos conectam com outras pessoas de maneira mais intensa do que bens materiais, elas tendem a constituir uma parte maior das nossas identidades e a ser avaliadas dentro de seus próprios termos”, diz Gilovich à GALILEU.
Isso se deveria, principalmente, a uma de nossas características mais pungentes: a de nos adaptar a tudo. Um célebre estudo da Universidade de Yale, publicado em 1971, por Philip Brickman e Donald Campbell, indica que a nossa capacidade de se acostumar às circunstâncias é enorme: tendemos a voltar rapidamente ao estado anterior de felicidade depois de um evento positivo ou negativo. Isso é ótimo quando precisamos lidar com a perda de alguma pessoa ou quando sofremos um trauma, por exemplo. Mas aplicada ao consumo, a pesquisa de Brickman e Campbell sugere que, assim que adquirimos um novo bem, logo o objeto se banaliza, passando a fazer parte do contexto das coisas que já possuímos e perdendo a importância.

(Adaptado de: FREIRES, Luan Flávio. Felicidade no crédito. Revista Galileu. Dez. 2015.)

No excerto “Não há dúvida de que ambos possam trazer alguma gratificação [...]”, o termo em destaque retoma os referentes

A “viagem” e “celular”.
B “celular” e “salário”.
C “tempo” e “salário”.
D “aquisições” e “memórias”.
E “viagem” e “lembrança”.
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Borderline: o transtorno que faz pessoas irem do "céu ao inferno" em horas
Tatiana Pronin

Uma alegria contagiante pode se transformar em tristeza profunda em um piscar de olhos porque alguém "pisou na bola". O amor intenso vira ódio profundo, porque a atitude foi interpretada como traição; o sentimento sai de controle e se traduz em gritos, palavrões e até socos. E, então, bate uma culpa enorme e o medo de ser abandonado, como sempre. Dá vontade de se cortar, de beber e até de morrer, porque a dor, o vazio e a raiva de si mesmo são insuportáveis. As emoções e comportamentos exaltados podem dar uma ideia do que vive alguém com transtorno de personalidade borderline (ou "limítrofe").
Reconhecido como um dos transtornos mais lesivos, leva a episódios de automutilação, abuso de substâncias e agressões físicas. Além disso, cerca de 10% dos pacientes cometem suicídio. Além da montanha-russa emocional e da dificuldade em controlar os impulsos, o borderline tende a enxergar a si mesmo e aos outros na base do "tudo ou nada", o que torna as relações familiares, amorosas, de amizade e até mesmo a com o médico ou terapeuta extremamente desgastantes.
Muitos comportamentos do "border" (apelido usado pelos especialistas) lembram os de um jovem rebelde sem tolerância à frustração. Mas, enquanto um adolescente problemático pode melhorar com o tempo ou depois de uma boa terapia, o adulto com o transtorno parece alguém cujo lado afetivo não amadurece nunca.
Ainda que seja inteligente, talentoso e brilhante no que faz, reage como uma criança ao se relacionar com os outros e com as próprias emoções — o que os psicanalistas chamam de "ego imaturo". Em muitos casos, o transtorno fica camuflado entre outros, como o bipolar, a depressão e o uso abusivo de álcool, remédios e drogas ilícitas.
De forma resumida, um transtorno de personalidade pode ser descrito como um jeito de ser, de sentir, se perceber e se relacionar com os outros que foge do padrão considerado "normal" ou saudável. Ou seja, causa sofrimento para a própria pessoa e/ou para os outros. Enquadrar um indivíduo em uma categoria não é fácil — cada pessoa é um universo, com características próprias. [...]
O diagnóstico é bem mais frequente entre as mulheres, mas estudos sugerem que a incidência seja igual em ambos os sexos. O que acontece é que elas tendem a pedir mais socorro, enquanto os homens são mais propensos a se meter em encrencas, ir para a cadeira ou até morrer mais precocemente por causa de comportamentos de risco. Quase sempre o transtorno é identificado em adultos jovens e os sintomas tendem a se tornar atenuados com o passar da idade.
Transtornos de personalidade são diferentes de transtornos mentais (como depressão, ansiedade, transtorno bipolar, psicose etc.), embora seja difícil para leigos e desafiante até para especialistas fazer essa distinção, já que sobreposições ou comorbidades (existência de duas ou mais condições ao mesmo tempo) são muito frequentes. Não é raro que o borderline desenvolva transtorno bipolar, depressão, transtornos alimentares (em especial a bulimia), estresse pós-traumático, déficit de atenção/hiperatividade e transtorno por abuso de substâncias, entre outros. [...]
O paciente borderline sofre os períodos de instabilidade mais intensos no início da vida adulta. Há situações de crise, ou maior descontrole, que podem até resultar em internações porque o paciente coloca sua própria vida ou a dos outros em risco. Por volta dos 40 ou 50 anos, a maioria dos "borders" melhora bastante, probabilidade que aumenta se o paciente se engaja no tratamento. [...]
A personalidade envolve não só aspectos herdados, mas também aprendidos, por isso a melhora é possível, ainda que seja difícil de acreditar no início. Se a psicoterapia é importante para ajudar o bipolar a identificar uma virada e evitar perdas, no transtorno de personalidade ela é o carro-chefe do tratamento.
[...]
Medicamentos ajudam a aliviar os sintomas depressivos, a agressividade e o perfeccionismo exagerado, e são ainda mais importantes quando existe um transtorno mental associado. Os fármacos mais utilizados são os antidepressivos (flluoxetina, escitalopram, venlafaxina etc.), os estabilizadores de humor (lítio, lamotrigina, ácido valproico etc.), os antipsicóticos (olanzapina, risperidona, quietiapina etc.) e, em situações pontuais, sedativos ou remédios para dormir (clonazepan, diazepan, alprazolan etc.). Esses últimos costumam ser até solicitados pelos pacientes, mas devem ser evitados ao máximo, porque podem afrouxar o controle dos impulsos, assim como o álcool, além de causarem dependência.
[...]

Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/04/16/borderlinea-doenca-que-faz-10-dos-diagnosticados-cometerem-suicidio.htm. Acesso em: 04 jan. 2021.

Assinale a alternativa em que haja um verbo de ligação com valor de “mudança de estado”.

A “O amor intenso vira ódio profundo, [...]”.
B “[...] a dor, o vazio e a raiva de si mesmo são insuportáveis.”
C “[...] o transtorno fica camuflado [...]”.
D “O paciente borderline sofre os períodos de instabilidade mais intensos no início da vida adulta.”.
E “[...] o adulto com o transtorno parece alguém cujo lado afetivo não amadurece nunca.”.
Texto associado
O texto a seguir refere-se às questões de
21 a 33.

COMO DEFINIR OBJETIVOS QUANDO NÃO
SABEMOS O QUE QUEREMOS

Pilar Jericó - 11 MAI 2021

Somos estimulados a sonhar, a buscar objetivos e a nos orientar em direção ao que desejamos. Às vezes, o problema é que não sabemos o que queremos. É o que tenho observado em muitas pessoas, até em mim mesma. A dúvida aparece quando terminamos uma etapa, como concluir alguns estudos ou finalizar um trabalho. Também surge quando estamos cansados de uma determinada situação, quando temos de nos reinventar devido às circunstâncias ou quando nos deparamos com um fracasso ou um contratempo. [...] Um pequeno exercício de reflexão pode nos ajudar a recuperar sonhos e a definir objetivos que nos animem. Vejamos algumas dicas práticas.
Primeiro, não devemos confundir nossos sonhos com fantasias. Um sonho é um projeto que nos anima, como estudar algo novo, comprar um carro ou ter um filho. Pode ser mais ou menos ambicioso, mas nos impulsiona a nos esforçar para conseguir realizá-lo. Já uma fantasia é algo que vive em nossa mente, que gostamos de imaginar, mas que, no fundo, sabemos que nunca vamos dedicar muita energia para alcançá-lo. [...] Dar a volta ao mundo, viver nas ilhas paradisíacas do Pacífico ou se tornar diretor de cinema em Hollywood poderiam ser alguns exemplos. Aprender a diferenciar os sonhos das fantasias nos faz ser honestos conosco mesmos e nos alivia da pressão de conseguir estas últimas, das quais, insistimos, não necessitamos.
[...] Quando não sabemos o que queremos ou não temos um sonho claro, podemos fazer várias coisas. Por um lado, podemos recuperar sonhos do passado como forma de inspiração. A adolescência é uma época muito frutífera de ideias. Valeria a pena lembrar do que gostávamos ou o que nos animava. O objetivo não é realizar os sonhos ao pé da letra. Talvez tenham ficado um pouco desatualizados ou, simplesmente, sejam impossíveis de alcançar, como se queríamos ser astronautas e agora temos 40 anos. Os velhos sonhos atuam como faróis, não são cartas de navegação, daí a importância de recuperá-los. Retomando o exemplo anterior do astronauta, obtemos informações sobre nós mesmos. Com esse exercício simples, lembramos que gostávamos de aventuras ou de estudar as estrelas. Dessa forma, podemos nos matricular em um curso de astronomia, comprar um telescópio ou acessar os recursos da NASA para conhecer mais a respeito. E você, o que gostava de fazer quando era mais jovem? O que pode extrair daquilo?
Outra forma de nos orientarmos é pensar naquilo que não queremos. Talvez este exercício não seja tão atraente quanto imaginar a si mesmo no futuro, mas é um passo válido. O que eu quero parar de fazer? Pode ser no âmbito pessoal ou profissional, como evitar me irritar por alguma coisa, não continuar neste trabalho ou manter uma amizade.
Quando estamos em uma dúvida profunda sobre o que fazer ou quais são nossos sonhos, temos outra opção: refletir sobre com quem gostaríamos de parecer, mesmo que seja um personagem de ficção. Mais uma vez, isso funciona como farol, mas volta a nos dar pistas sobre nós mesmos. Com este exercício, podemos tirar conclusões que nos ajudem a aterrissar na realidade e a definir objetivos concretos.

Adaptado de: https://brasil.elpais.com/estilo/2021-05-11/comodefinir-objetivos-quando-nao-sabemos-o-que-queremos.html.
Acesso em: 14 mai. 2021.

Em relação à estrutura e à formação de algumas palavras utilizadas no texto, assinale a alternativa correta.

A Os verbos “reinventar”, ”recuperar” e “retomando” são formados por composição, com o radical “re” significando repetição.
B A palavra “contratempo” é formada a partir da junção de um sufixo a um radical.
C Tanto “desatualizados” quanto “impossíveis” possuem um prefixo com sentido de negação.
D As palavras “simplesmente” e “atraente” são formadas por um radical + sufixo “-ente”.
E Na palavra “aterrissar” o prefixo “a” possui sentido de negação ou privação, como em “anemia” (falta de sangue).
Texto associado
Inteligência Interpessoal para aprender

Abril, 2019 by EITools

As pessoas que possuem a inteligência interpessoal são capazes de compreender outras pessoas e estabelecer relações frutíferas e saudáveis. Elas sabem exatamente como motivá-las, trabalhar e cooperar com elas, além de liderá-las com eficiência. Esse tipo de inteligência é bastante parecido com a inteligência emocional. A única diferença é que na última, a pessoa consegue dominar suas próprias emoções a fim de ter relações melhores com as outras pessoas. Já na inteligência interpessoal, o indivíduo tem um profundo conhecimento das pessoas com que se relaciona.
Relacionamento implica em conviver, dividir, interagir, colaborar, compartilhar espaços, situações, opiniões, tarefas, responder adequadamente aos desejos, motivações, temperamentos e humores dos que nos cercam, enfim, relacionar-se é viver em comunidade e estas atitudes fazem parte do que fundamenta a inteligência interpessoal, ou inteligência social, como tem sido nomeada atualmente.
A inteligência social permite expandir a capacidade de entender as pessoas e, consequentemente, melhorar a forma de se relacionar com elas, podendo criar um clima positivo e de cooperação em qualquer contexto da nossa vida. Se soubermos compreender nossas próprias emoções e as dos outros, saberemos reagir a situações de forma mais adequada e produtiva.
Pessoas socialmente competentes são as que contribuem na maximização de ganhos e na minimização de perdas para si e para aquelas com quem interagem. Segundo eles, os encontros sociais se dão em determinados contextos e situações específicos e são regidos por normas da cultura mais ampla ou da subcultura. Portanto, além da dimensão pessoal (conhecimentos, sentimentos, crenças), o uso competente das habilidades sociais depende também da dimensão situacional (contexto onde ocorrem os encontros, status do interlocutor, presença/ausência de outras pessoas etc.) e da cultura (valores e normas do grupo).
Considerando essas dimensões, o desempenho socialmente competente é aquele que expressa uma leitura adequada do ambiente social, ou seja, decodifica corretamente os desempenhos esperados, valorizados e efetivos para o indivíduo em sua relação com os demais. Em termos efetividade, é possível atribuir competência social aos desempenhos interpessoais que atendem aos seguintes critérios:
– Consecução dos objetivos da interação: são variados e embora seja um importante indicador, este não é um critério a ser considerado isoladamente;
– Manutenção ou melhora da autoestima: relaciona-se com pensamentos e sentimentos elaborados pelo indivíduo a partir de seus comportamentos e das consequências deste no ambiente;
– Manutenção ou melhoria da qualidade da relação: indicador que está relacionado ao compromisso com a relação. Duas pessoas, coerentes no pensar, sentir e agir, tendem a pautar-se pela honestidade nas relações, garantindo confiança e troca de estimulação positiva;
– Equilíbrio de ganhos e perdas entre os parceiros da interação: verifica-se o equilíbrio quando todos obtêm o máximo de ganhos e o mínimo de perdas [...];
– Respeito e ampliação dos direitos humanos básicos: direito de expressar nossas opiniões corresponde ao dever de respeitar a opinião dos demais [...], os direitos são válidos para todos e cada direito corresponde a um dever.

Adaptado de: https://dnapersona.com.br/blog/documentos/inteligenciainterpessoal-para-aprender/. Acesso em: 02 mai 2021.

Analise as expressões em destaque nos trechos a seguir e assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma: “A única diferença é que na última, a pessoa consegue dominar suas próprias emoções a fim de ter relações melhores com as outras pessoas”; “[...] saberemos reagir a situações de forma mais adequada e produtiva.”.

A O “a” em “a fim” deveria estar junto da palavra “fim”, ou seja, a grafia está inadequada nesse caso.
B Em “a fim”, diferente de em “a situações”, o “a” antecede uma palavra do gênero masculino. Portanto, somente nesse caso o “a” é uma preposição.
C Em “a situações”, o “a” deveria estar acentuado para formar uma crase, pois é uma preposição.
D “a situações” complementa a ideia do verbo. Sendo assim, o “a” é o artigo que define o gênero do substantivo subsequente.
E “A fim de” poderia ser substituída por “para”. Toda a expressão “a fim de” indica finalidade.
Órgão: Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte Cargo: Assistente Técnico Forense - Área: Administração Prova: Instituto AOCP - SESED - Assistente Técnico Forense - Área: Administração - 2021
Texto associado
O texto a seguir se refere às questões 09 e 10.

De onde vem “vermelho” se em outras línguas o nome é com “r” (rouge, red, rojo etc.)?
Vem do latim vermiculum , diminutivo de vermis , que significa “verme”. Essa palavra também existe em inglês e francês – vermillion – mas se refere a um tom específico de vermelho. A explicação é que, na Antiguidade, a única maneira de se obter pigmento vermelho era esmagando um inseto chamado cochonilha – cujo nome científico atual, não por coincidência, é Kermes vermilio . “Mas Oráculo”, você dirá, “inseto e verme são coisas diferentes”. Explique para os romanos: na época, qualquer bichinho abjeto era “verme”, sem preocupações taxonômicas. Nas outras línguas, o nome vem do protoindo-europeu (PIE), falado há mais de 3 mil anos, que deu origem ao latim, ao grego e ao sânscrito. Em PIE, “vermelho” se dizia * reudh . Essa palavra deu origem a rouge, red, rojo e “roxo” e “rubro” em português. Na época de Camões, os portugueses ainda usavam roxo como sinônimo de vermelho.
(Fonte: VAIANO, Bruno. Oráculo. Revista Super Interessante , n. 424, p. 59, fev/2021)

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que

A a palavra “vermelho” tem o mesmo significado no latim, no português, no inglês e no francês.
B contemporaneamente, em Portugal, os portugueses utilizam de forma indistinta as palavras “roxo” e “vermelho” para designar a mesma cor.
C o falso diálogo inserido no texto é uma forma de o autor antecipar uma possível dúvida do leitor e fornecer uma resposta para ela.
D as palavras “roxo” e “rubro”, no português atual, possuem o mesmo significado, pois ambas têm origem no protoindo-europeu.
E o texto apresenta tipologia argumentativa, pois defende a tese de que a palavra “vermelho” é grafada diferentemente das demais iniciadas em “r” porque tem uma origem distinta.
Texto associado
Texto CG1A1-III
A educação é uma questão fundamental no cotidiano brasileiro, pois é apenas com uma boa base educacional que um país se desenvolve econômica e socialmente. Para que a educação melhore, é preciso entender sua evolução ao longo do tempo. Isso permite elaborar políticas que enfatizem o que já foi bem-sucedido e que auxiliem na reformulação das demais políticas. Nesse sentido, a divulgação de dados relevantes é instrumental e essencial. O gráfico a seguir, por exemplo, mostra a evolução da escolaridade do brasileiro adulto, definido como aquele que tem 22 anos ou mais de idade.
Perfil da escolaridade da população adulta

0 a 4 anos de estudo – ao menos o 1.º ciclo do ensino fundamental incompleto
5 a 8 anos de estudo – ao menos o 2.º ciclo do ensino fundamental incompleto
9 a 11 anos de estudo – ao menos o ensino médio incompleto
12 anos ou mais de estudo – ensino superior completo ou incompleto
INSPER. Panorama Educacional Brasileiro. Centro de Políticas Públicas do INSPER. jan./2017. Internet: (com adaptações).

Segundo os dados do texto CG1A1-III e do gráfico mostrado, houve

A aumento no número de anos de escolaridade do brasileiro adulto no período avaliado.
B diminuição do número de pessoas com o segundo ciclo do ensino fundamental completo entre 1992 e 2015.
C tendência de declínio clara e persistente do número de pessoas com pelo menos o segundo ciclo do ensino fundamental incompleto entre 2001 e 2015.
D mais brasileiros com exatamente 22 anos de idade concluindo o ensino superior em 2015 que em 1992.
E queda irrisória no número de pessoas com menos de quatro anos de estudo no período avaliado.
Texto associado
Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos
do texto anterior, julgue os itens a seguir.

A expressão “do passado” (L.21) foi empregada no texto
com o mesmo sentido de obsoleto .

C Certo
E Errado
Texto associado
Texto CG3A1-I

1 No século 21, eu acredito que a missão da
Organização das Nações Unidas (ONU) será definida por uma
consciência nova e mais profunda da santidade e da dignidade
4 de cada vida humana, independentemente de raça ou religião.
Isso irá requerer que levemos o nosso olhar para além da
estrutura dos Estados, ou da simples superfície de nações ou
7 comunidades. Devemos enfocar, como nunca, a melhoria das
condições de vida de homens e mulheres, individualmente, que
dão ao Estado ou à nação a sua riqueza e o seu caráter.
10 Neste novo século, devemos começar pela
compreensão de que a paz pertence não somente aos Estados
ou povos, mas também a cada um e a todos os membros dessas
13 comunidades. A soberania dos Estados não mais deverá ser
utilizada como um escudo contra grandes violações aos direitos
humanos. A paz deve ser real e tangível no dia a dia de cada
16 indivíduo que dela necessite. Devemos buscá-la, acima de tudo,
pelo fato de ser a condição para que cada membro da família
humana possa levar uma vida de dignidade e segurança.
19 A lição do século passado nos fez entender que
ameaçar ou atropelar a dignidade do indivíduo — como
naqueles países onde o cidadão não desfruta do direito básico
22 de escolher o seu governo, ou do direito de o escolher
regularmente — resultou em conflitos, perdas de civis
inocentes, vidas abreviadas e comunidades destruídas.
25 Com efeito, os obstáculos à democracia têm muito
pouco a ver com cultura ou religião, e muito mais com o desejo
daqueles que se encontram no poder e querem manter sua
28 posição a qualquer custo. Não se trata de um fenômeno novo
nem restrito a uma parte específica do mundo. As pessoas de
todas as culturas prezam por sua liberdade de escolha e sentem
31 a necessidade de ter direito de voz nas decisões que afetam
suas vidas.
Kofi Annan [secretário-geral das Nações Unidas], 10 dez. 2001. In: Jerzy Szeremeta. Participação genuína na era da tecnologia de informação e comunicação (TIC). Fundação Luís Eduardo Magalhães. Gestão pública e participação. Cadernos da FLEM. 20.ª ed. Salvador: FLEM, 2005, cap. III, p. 105-6 (com adaptações).

No terceiro parágrafo do texto CG3A1-I, a termo “o”, em “o escolher” (ℓ.22), refere-se a

A “século passado”.
B “indivíduo”.
C “cidadão”.
D “direito básico”.
E “o seu governo”.