Texto CG1A1-II
1 A ideia de sujeito é um legado da filosofia moderna.
Trata-se de uma das noções fundadoras do humanismo e de
alguns dos principais valores do mundo ocidental. Embora
4 encontremos referências às faculdades e disposições da
subjetividade (razão, paixões, vontades, desejos) ao longo dos
pensamentos antigo e medieval, é somente com René Descartes
7 que a noção de sujeito é constituída sob a égide de sua filosofia
da consciência. O sujeito cartesiano emerge para a filosofia
como um composto de alma e corpo, cuja atividade
10 fundamental, o pensamento, edifica as bases de todo
conhecimento possível. Com Descartes surge, pois, o sujeito
cognoscente, cuja prerrogativa fundamental consiste no uso do
13 intelecto, que, enquanto faculdade da alma, se impõe como
única via de acesso à verdade. De posse desse atributo
superior, o ser humano torna-se capaz de compreender a
16 constituição do seu corpo e apreender a realidade do mundo. O
privilégio do pensamento tem como contraponto o menosprezo
das paixões que animam a vida do indivíduo.
19 A história do pensamento demonstra, porém, que, aos
poucos, a noção de sujeito ampliou seus horizontes de
revelação. A consciência cognoscente, que definia o sujeito
22 apenas com base em sua relação com o objeto (mundo), foi
enriquecida em suas funções a partir do momento em que a
subjetividade tornou-se também reconhecida como fluxo de
25 vivências corporais e mentais. À natureza do sujeito,
constituída até então por pensamentos e intuições, foram
acrescidos percepções, sentimentos e emoções. O sujeito, em
28 sua tessitura psicológica, passou a ser representado sob a forma
de eu. O eu define o modo como percebemos, sentimos,
intuímos, decidimos, escolhemos, imaginamos, tudo que se nos
31 refere e nos afeta em nossa dimensão existencial. Esta
consciência que vive sua interioridade (identidade do eu) e
interage com o mundo é também situada no espaço onde
34 convivem outras consciências. O eu encontra aqui o seu
correlato: o outro.
Marconi Pequeno. Sujeito, autonomia e moral . In: Rosa Maria Godoy Silveira et al. Educação em direitos humanos : fundamentos teórico-metodológicos. João Pessoa: Editora Universitária, 2007, p. 187-8 (com adaptações).
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Texto associado
Quando eu era criança (e isso aconteceu em outro tempo e em outro espaço), não era incomum ouvir a pergunta “Quão longe é daqui até lá?” respondida por um “Mais ou menos uma hora, ou um pouco menos se você caminhar rápido”. Num tempo ainda anterior à minha infância, suponho que a resposta mais comum teria sido “Se você sair agora, estará lá por volta do meio-dia” ou “Melhor sair agora, se você quiser chegar antes que escureça”. Hoje em dia, pode-se ouvir ocasionalmente essas respostas. Mas serão normalmente precedidas por uma solicitação para ser mais específico: “Você vai de carro ou a pé?”.
“Longe” e “tarde”, assim como “perto” e “cedo”, significavam quase a mesma coisa: exatamente quanto esforço seria necessário para que um ser humano percorresse uma certa distância — fosse caminhando, semeando ou arando. Se as pessoas fossem instadas a explicar o que entendiam por “espaço” e “tempo”, poderiam ter dito que “espaço” é o que se pode percorrer em certo tempo, e que “tempo” é o que se precisa para percorrê-lo. Se não fossem muito pressionados, porém, não entrariam no jogo da definição. E por que deveriam? A maioria das coisas que fazem parte da vida cotidiana são compreendidas razoavelmente até que se precise defini-las; e, a menos que solicitados, não precisaríamos defini-las. O modo como compreendíamos essas coisas que hoje tendemos a chamar de “espaço” e “tempo” era não apenas satisfatório, mas tão preciso quanto necessário, pois era o wetware — os humanos, os bois e os cavalos — que fazia o esforço e punha os limites. Um par de pernas humanas pode ser diferente de outros, mas a substituição de um par por outro não faria uma diferença suficientemente grande para requerer outras medidas além da capacidade dos músculos humanos.
Zygmunt Bauman. A modernidade como história do tempo. In: Modernidade líquida. Plínio Dentzien (Trad.). Rio de Janeiro: Zahar, 2001 (com adaptações).
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.
“Longe” e “tarde”, assim como “perto” e “cedo”, significavam quase a mesma coisa: exatamente quanto esforço seria necessário para que um ser humano percorresse uma certa distância — fosse caminhando, semeando ou arando. Se as pessoas fossem instadas a explicar o que entendiam por “espaço” e “tempo”, poderiam ter dito que “espaço” é o que se pode percorrer em certo tempo, e que “tempo” é o que se precisa para percorrê-lo. Se não fossem muito pressionados, porém, não entrariam no jogo da definição. E por que deveriam? A maioria das coisas que fazem parte da vida cotidiana são compreendidas razoavelmente até que se precise defini-las; e, a menos que solicitados, não precisaríamos defini-las. O modo como compreendíamos essas coisas que hoje tendemos a chamar de “espaço” e “tempo” era não apenas satisfatório, mas tão preciso quanto necessário, pois era o wetware — os humanos, os bois e os cavalos — que fazia o esforço e punha os limites. Um par de pernas humanas pode ser diferente de outros, mas a substituição de um par por outro não faria uma diferença suficientemente grande para requerer outras medidas além da capacidade dos músculos humanos.
Zygmunt Bauman. A modernidade como história do tempo. In: Modernidade líquida. Plínio Dentzien (Trad.). Rio de Janeiro: Zahar, 2001 (com adaptações).
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens seguintes.
No primeiro parágrafo do texto, os trechos ‘Se você sair agora’ e ‘Melhor sair agora’ exprimem, respectivamente, a consequência do evento expresso pelo trecho ‘estará lá por volta do meio-dia’ e o resultado do que é expresso pelo trecho ‘se você quiser chegar antes que escureça’
Texto associado
Desde pequeno, tive tendência para personificar as coisas. Tia Tula, que achava que mormaço fazia mal, sempre gritava: “Vem pra dentro, menino, olha o mormaço!” Mas eu ouvia o mormaço com M maiúsculo. Mormaço, para mim, era um velho que pegava crianças! Ia pra dentro logo. E ainda hoje, quando leio que alguém se viu perseguido pelo clamor público, vejo com estes olhos o Sr. Clamor Público, magro, arquejante, de preto, brandindo um guarda-chuva, com um gogó protuberante que se abaixa e levanta no excitamento da perseguição. E já estava devidamente grandezinho, pois devia contar uns trinta anos, quando me fui, com um grupo de colegas, a ver o lançamento da pedra fundamental da ponte Uruguaiana-Libres, ocasião de grandes solenidades, com os presidentes Justo e Getúlio, e gente muita, tanto assim que fomos alojados os do meu grupo num casarão que creio fosse a Prefeitura, com os demais jornalistas do Brasil e Argentina. Era como um alojamento de quartel, com breve espaço entre as camas e todas as portas e janelas abertas, tudo com os alegres incômodos e duvidosos encantos de uma coletividade democrática. Pois lá pelas tantas da noite, como eu pressentisse, em meu entredormir, um vulto junto à minha cama, sentei-me estremunhado e olhei atônito para um tipo de chiru, ali parado, de bigodes caídos, pala pendente e chapéu descido sobre os olhos. Diante da minha muda interrogação, ele resolveu explicar-se, com a devida calma:
— Pois é! Não vê que eu sou o sereno...
Mário Quintana. In: As cem melhores crônicas brasileiras. São Paulo: Objetiva, 2007.
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens.
— Pois é! Não vê que eu sou o sereno...
Mário Quintana. In: As cem melhores crônicas brasileiras. São Paulo: Objetiva, 2007.
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os próximos itens.
No trecho “E já estava devidamente grandezinho, pois devia contar uns trinta anos”, há um efeito surpresa decorrente da explicação oferecida pelo autor ao que ele considera “devidamente grandezinho”.
Texto associado
Texto CG1A1-III
A educação é uma questão fundamental no cotidiano brasileiro, pois é apenas com uma boa base educacional que um país se desenvolve econômica e socialmente. Para que a educação melhore, é preciso entender sua evolução ao longo do tempo. Isso permite elaborar políticas que enfatizem o que já foi bem-sucedido e que auxiliem na reformulação das demais políticas. Nesse sentido, a divulgação de dados relevantes é instrumental e essencial. O gráfico a seguir, por exemplo, mostra a evolução da escolaridade do brasileiro adulto, definido como aquele que tem 22 anos ou mais de idade.
Perfil da escolaridade da população adulta
0 a 4 anos de estudo – ao menos o 1.º ciclo do ensino fundamental incompleto
5 a 8 anos de estudo – ao menos o 2.º ciclo do ensino fundamental incompleto
9 a 11 anos de estudo – ao menos o ensino médio incompleto
12 anos ou mais de estudo – ensino superior completo ou incompleto
INSPER. Panorama Educacional Brasileiro. Centro de Políticas Públicas do INSPER. jan./2017. Internet: (com adaptações).
A educação é uma questão fundamental no cotidiano brasileiro, pois é apenas com uma boa base educacional que um país se desenvolve econômica e socialmente. Para que a educação melhore, é preciso entender sua evolução ao longo do tempo. Isso permite elaborar políticas que enfatizem o que já foi bem-sucedido e que auxiliem na reformulação das demais políticas. Nesse sentido, a divulgação de dados relevantes é instrumental e essencial. O gráfico a seguir, por exemplo, mostra a evolução da escolaridade do brasileiro adulto, definido como aquele que tem 22 anos ou mais de idade.
Perfil da escolaridade da população adulta
0 a 4 anos de estudo – ao menos o 1.º ciclo do ensino fundamental incompleto
5 a 8 anos de estudo – ao menos o 2.º ciclo do ensino fundamental incompleto
9 a 11 anos de estudo – ao menos o ensino médio incompleto
12 anos ou mais de estudo – ensino superior completo ou incompleto
INSPER. Panorama Educacional Brasileiro. Centro de Políticas Públicas do INSPER. jan./2017. Internet: (com adaptações).
De acordo com as informações do texto CG1A1-III e do gráfico apresentado, o grupo de pessoas com pelo menos o ensino médio incompleto
Texto associado
Texto CG1A2-I
1 A empatia é, em termos simples, a habilidade de se
colocar no lugar do outro. Por exemplo, se você, leitor, escuta
uma história sobre uma criança que teve muitos problemas de
4 saúde, que vem de uma família muito pobre, e se comove, é
possível ter dois tipos de emoção: o dó, que é a simpatia; ou
colocar-se no lugar daquela criança, imaginar o que ela passou
7 e tentar entender o que ela sentia, enxergar o panorama a partir
dos olhos dela. “É ser sensível a ponto de compreender
emoções e sentimentos de outras pessoas”, explica Rodrigo
10 Scaranari, da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional.
E é uma característica que pode, sim, ser aprendida —
ou, pelo menos, treinada. Para Rodrigo, o exercício passa pelo
13 autoconhecimento: para compreender a emoção do outro, é
preciso conhecer e entender o que se passa dentro da própria
cabeça. “Assim como podemos treinar os bíceps na academia,
16 e ficar mais fortes, podemos ser cada vez mais empáticos com
a prática. A plasticidade do cérebro torna isso possível”,
explica a professora Anita Nowak, pesquisadora da empatia e
19 diretora da Área de Iniciativas Sociais e Econômicas da
Universidade McGill, em Montreal.
Mas por que nos colocamos no lugar do outro? Para
22 o psicólogo, psicanalista e professor João Ângelo Fantini, da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a empatia seria
“uma forma de restabelecer um contato com um objeto de amor
25 perdido, uma parte incompreendida do sujeito”. Enxergamos
no outro uma humanidade compartilhada, sentimentos que
também temos e que são aplicados em situações
28 completamente diferentes. Por reconhecermos nós mesmos no
próximo, temos empatia.
Tal sentimento é uma via de mão dupla: beneficia não
31 só quem o desenvolve, mas também o emissor. “A empatia é,
sem dúvida nenhuma, uma das habilidades mais importantes
para que se tenha uma boa convivência social, interferindo
34 diretamente tanto no sucesso pessoal como no profissional. Ao
entender melhor as emoções e as necessidades de cada um,
temos menos dificuldades para lidar com eventuais conflitos
37 pessoais em qualquer ambiente ou situação”, afirma Rodrigo.
Juliana Contaifer e Renata Rusky. Colocando-se no lugar do outro . In: Correio Braziliense , 1/1/2017. Internet: (com adaptações).
1 A empatia é, em termos simples, a habilidade de se
colocar no lugar do outro. Por exemplo, se você, leitor, escuta
uma história sobre uma criança que teve muitos problemas de
4 saúde, que vem de uma família muito pobre, e se comove, é
possível ter dois tipos de emoção: o dó, que é a simpatia; ou
colocar-se no lugar daquela criança, imaginar o que ela passou
7 e tentar entender o que ela sentia, enxergar o panorama a partir
dos olhos dela. “É ser sensível a ponto de compreender
emoções e sentimentos de outras pessoas”, explica Rodrigo
10 Scaranari, da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional.
E é uma característica que pode, sim, ser aprendida —
ou, pelo menos, treinada. Para Rodrigo, o exercício passa pelo
13 autoconhecimento: para compreender a emoção do outro, é
preciso conhecer e entender o que se passa dentro da própria
cabeça. “Assim como podemos treinar os bíceps na academia,
16 e ficar mais fortes, podemos ser cada vez mais empáticos com
a prática. A plasticidade do cérebro torna isso possível”,
explica a professora Anita Nowak, pesquisadora da empatia e
19 diretora da Área de Iniciativas Sociais e Econômicas da
Universidade McGill, em Montreal.
Mas por que nos colocamos no lugar do outro? Para
22 o psicólogo, psicanalista e professor João Ângelo Fantini, da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a empatia seria
“uma forma de restabelecer um contato com um objeto de amor
25 perdido, uma parte incompreendida do sujeito”. Enxergamos
no outro uma humanidade compartilhada, sentimentos que
também temos e que são aplicados em situações
28 completamente diferentes. Por reconhecermos nós mesmos no
próximo, temos empatia.
Tal sentimento é uma via de mão dupla: beneficia não
31 só quem o desenvolve, mas também o emissor. “A empatia é,
sem dúvida nenhuma, uma das habilidades mais importantes
para que se tenha uma boa convivência social, interferindo
34 diretamente tanto no sucesso pessoal como no profissional. Ao
entender melhor as emoções e as necessidades de cada um,
temos menos dificuldades para lidar com eventuais conflitos
37 pessoais em qualquer ambiente ou situação”, afirma Rodrigo.
Juliana Contaifer e Renata Rusky. Colocando-se no lugar do outro . In: Correio Braziliense , 1/1/2017. Internet: (com adaptações).
No trecho “Tal sentimento é uma via de mão dupla: beneficia não só quem o desenvolve, mas também o emissor” ( ℓ . 30 e 31), do texto CG1A2-I, a expressão “não só ... mas também” exprime uma relação de
Texto associado
Texto CG2A1-I
1 A tecnologia, especialmente a Internet, exerce grande
influência em vários segmentos do nosso dia a dia. Você já
reparou que hoje assistimos a filmes e ouvimos músicas via
4 computador e celulares com sistema operacional? Esses
exemplos são só alguns que sofrem influência das novas
tecnologias de informação e comunicação e que refletem no
7 modo como consumimos entretenimento. A praticidade que as
lojas virtuais oferecem para quem quer adquirir um produto é
outro exemplo. Graças ao comércio eletrônico, bastam alguns
10 cliques no mouse para você efetuar a sua compra.
O trânsito também é influenciado diariamente pelas
novas tecnologias. O modo como trabalham as oficinas, como
13 ensinam os centros de instrução de condutores e até como atua
a legislação na fiscalização das infrações tem relação com os
recursos proporcionados pelas ferramentas tecnológicas.
16 Graças a programas de computador avançados, a
educação no trânsito passou por alguns avanços, como, por
exemplo, a criação de um sistema de escola online , que traz
19 controle de frequência, grade de conteúdo e disponibilidade de
atividades e tarefas para alunos. Há, também, simuladores que
atuam para aperfeiçoar a prática dos alunos na direção de um
22 veículo.
Quem reside nas grandes cidades brasileiras sabe que
é possível perder horas preciosas do dia em engarrafamentos
25 intermináveis. O fato é que, quanto maior a cidade, melhor
deve ser o planejamento urbano. Assim, algumas ferramentas
da tecnologia podem dar uma mãozinha: controle de semáforos
28 por meio de sensores que percebem a presença de veículos e
regulam o funcionamento do semáforo conforme o fluxo de
tráfego, de forma a evitar o acúmulo de carros; monitoramento
31 remoto por câmeras de alta resolução com capacidade de
captar infrações às leis de trânsito, tais como não utilização de
cinto de segurança, estacionamento em local indevido e
34 excesso de velocidade; análises de tráfego (por exemplo, ruas
onde passam mais veículos de carga, horários em que
determinada via apresenta maior fluxo de veículos etc.).
37 Seja para a educação de pedestres e motoristas, seja
para quem quer iniciar um investimento no ramo automotivo,
as ferramentas tecnológicas atuais estão aí para trazer mais
40 facilidade. Portanto, se você é (ou pretende se tornar) um
profissional que atua nesse segmento, deve, sempre, estar
atualizado com as novidades tecnológicas criadas para essa
43 área.
Como a tecnologia influencia o trânsito. 19/9/2019.
Internet: (com adaptações).
1 A tecnologia, especialmente a Internet, exerce grande
influência em vários segmentos do nosso dia a dia. Você já
reparou que hoje assistimos a filmes e ouvimos músicas via
4 computador e celulares com sistema operacional? Esses
exemplos são só alguns que sofrem influência das novas
tecnologias de informação e comunicação e que refletem no
7 modo como consumimos entretenimento. A praticidade que as
lojas virtuais oferecem para quem quer adquirir um produto é
outro exemplo. Graças ao comércio eletrônico, bastam alguns
10 cliques no mouse para você efetuar a sua compra.
O trânsito também é influenciado diariamente pelas
novas tecnologias. O modo como trabalham as oficinas, como
13 ensinam os centros de instrução de condutores e até como atua
a legislação na fiscalização das infrações tem relação com os
recursos proporcionados pelas ferramentas tecnológicas.
16 Graças a programas de computador avançados, a
educação no trânsito passou por alguns avanços, como, por
exemplo, a criação de um sistema de escola online , que traz
19 controle de frequência, grade de conteúdo e disponibilidade de
atividades e tarefas para alunos. Há, também, simuladores que
atuam para aperfeiçoar a prática dos alunos na direção de um
22 veículo.
Quem reside nas grandes cidades brasileiras sabe que
é possível perder horas preciosas do dia em engarrafamentos
25 intermináveis. O fato é que, quanto maior a cidade, melhor
deve ser o planejamento urbano. Assim, algumas ferramentas
da tecnologia podem dar uma mãozinha: controle de semáforos
28 por meio de sensores que percebem a presença de veículos e
regulam o funcionamento do semáforo conforme o fluxo de
tráfego, de forma a evitar o acúmulo de carros; monitoramento
31 remoto por câmeras de alta resolução com capacidade de
captar infrações às leis de trânsito, tais como não utilização de
cinto de segurança, estacionamento em local indevido e
34 excesso de velocidade; análises de tráfego (por exemplo, ruas
onde passam mais veículos de carga, horários em que
determinada via apresenta maior fluxo de veículos etc.).
37 Seja para a educação de pedestres e motoristas, seja
para quem quer iniciar um investimento no ramo automotivo,
as ferramentas tecnológicas atuais estão aí para trazer mais
40 facilidade. Portanto, se você é (ou pretende se tornar) um
profissional que atua nesse segmento, deve, sempre, estar
atualizado com as novidades tecnológicas criadas para essa
43 área.
Como a tecnologia influencia o trânsito. 19/9/2019.
Internet: (com adaptações).
O tema central do texto CG2A1-I é
Texto associado
Texto CG2A1-I
1 A tecnologia, especialmente a Internet, exerce grande
influência em vários segmentos do nosso dia a dia. Você já
reparou que hoje assistimos a filmes e ouvimos músicas via
4 computador e celulares com sistema operacional? Esses
exemplos são só alguns que sofrem influência das novas
tecnologias de informação e comunicação e que refletem no
7 modo como consumimos entretenimento. A praticidade que as
lojas virtuais oferecem para quem quer adquirir um produto é
outro exemplo. Graças ao comércio eletrônico, bastam alguns
10 cliques no mouse para você efetuar a sua compra.
O trânsito também é influenciado diariamente pelas
novas tecnologias. O modo como trabalham as oficinas, como
13 ensinam os centros de instrução de condutores e até como atua
a legislação na fiscalização das infrações tem relação com os
recursos proporcionados pelas ferramentas tecnológicas.
16 Graças a programas de computador avançados, a
educação no trânsito passou por alguns avanços, como, por
exemplo, a criação de um sistema de escola online , que traz
19 controle de frequência, grade de conteúdo e disponibilidade de
atividades e tarefas para alunos. Há, também, simuladores que
atuam para aperfeiçoar a prática dos alunos na direção de um
22 veículo.
Quem reside nas grandes cidades brasileiras sabe que
é possível perder horas preciosas do dia em engarrafamentos
25 intermináveis. O fato é que, quanto maior a cidade, melhor
deve ser o planejamento urbano. Assim, algumas ferramentas
da tecnologia podem dar uma mãozinha: controle de semáforos
28 por meio de sensores que percebem a presença de veículos e
regulam o funcionamento do semáforo conforme o fluxo de
tráfego, de forma a evitar o acúmulo de carros; monitoramento
31 remoto por câmeras de alta resolução com capacidade de
captar infrações às leis de trânsito, tais como não utilização de
cinto de segurança, estacionamento em local indevido e
34 excesso de velocidade; análises de tráfego (por exemplo, ruas
onde passam mais veículos de carga, horários em que
determinada via apresenta maior fluxo de veículos etc.).
37 Seja para a educação de pedestres e motoristas, seja
para quem quer iniciar um investimento no ramo automotivo,
as ferramentas tecnológicas atuais estão aí para trazer mais
40 facilidade. Portanto, se você é (ou pretende se tornar) um
profissional que atua nesse segmento, deve, sempre, estar
atualizado com as novidades tecnológicas criadas para essa
43 área.
Como a tecnologia influencia o trânsito. 19/9/2019.
Internet: (com adaptações).
1 A tecnologia, especialmente a Internet, exerce grande
influência em vários segmentos do nosso dia a dia. Você já
reparou que hoje assistimos a filmes e ouvimos músicas via
4 computador e celulares com sistema operacional? Esses
exemplos são só alguns que sofrem influência das novas
tecnologias de informação e comunicação e que refletem no
7 modo como consumimos entretenimento. A praticidade que as
lojas virtuais oferecem para quem quer adquirir um produto é
outro exemplo. Graças ao comércio eletrônico, bastam alguns
10 cliques no mouse para você efetuar a sua compra.
O trânsito também é influenciado diariamente pelas
novas tecnologias. O modo como trabalham as oficinas, como
13 ensinam os centros de instrução de condutores e até como atua
a legislação na fiscalização das infrações tem relação com os
recursos proporcionados pelas ferramentas tecnológicas.
16 Graças a programas de computador avançados, a
educação no trânsito passou por alguns avanços, como, por
exemplo, a criação de um sistema de escola online , que traz
19 controle de frequência, grade de conteúdo e disponibilidade de
atividades e tarefas para alunos. Há, também, simuladores que
atuam para aperfeiçoar a prática dos alunos na direção de um
22 veículo.
Quem reside nas grandes cidades brasileiras sabe que
é possível perder horas preciosas do dia em engarrafamentos
25 intermináveis. O fato é que, quanto maior a cidade, melhor
deve ser o planejamento urbano. Assim, algumas ferramentas
da tecnologia podem dar uma mãozinha: controle de semáforos
28 por meio de sensores que percebem a presença de veículos e
regulam o funcionamento do semáforo conforme o fluxo de
tráfego, de forma a evitar o acúmulo de carros; monitoramento
31 remoto por câmeras de alta resolução com capacidade de
captar infrações às leis de trânsito, tais como não utilização de
cinto de segurança, estacionamento em local indevido e
34 excesso de velocidade; análises de tráfego (por exemplo, ruas
onde passam mais veículos de carga, horários em que
determinada via apresenta maior fluxo de veículos etc.).
37 Seja para a educação de pedestres e motoristas, seja
para quem quer iniciar um investimento no ramo automotivo,
as ferramentas tecnológicas atuais estão aí para trazer mais
40 facilidade. Portanto, se você é (ou pretende se tornar) um
profissional que atua nesse segmento, deve, sempre, estar
atualizado com as novidades tecnológicas criadas para essa
43 área.
Como a tecnologia influencia o trânsito. 19/9/2019.
Internet: (com adaptações).
No texto CG2A1-I, a expressão “dar uma mãozinha” (ℓ.27) é
Texto associado
Acerca das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto
precedente, julgue os itens a seguir.
precedente, julgue os itens a seguir.
Depreende-se do texto que a psicologia experimental é uma área do conhecimento científico que concorda com a tese do caráter hereditário do racismo em humanos.
Texto associado
Texto CG1A2-I
1 A empatia é, em termos simples, a habilidade de se
colocar no lugar do outro. Por exemplo, se você, leitor, escuta
uma história sobre uma criança que teve muitos problemas de
4 saúde, que vem de uma família muito pobre, e se comove, é
possível ter dois tipos de emoção: o dó, que é a simpatia; ou
colocar-se no lugar daquela criança, imaginar o que ela passou
7 e tentar entender o que ela sentia, enxergar o panorama a partir
dos olhos dela. “É ser sensível a ponto de compreender
emoções e sentimentos de outras pessoas”, explica Rodrigo
10 Scaranari, da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional.
E é uma característica que pode, sim, ser aprendida —
ou, pelo menos, treinada. Para Rodrigo, o exercício passa pelo
13 autoconhecimento: para compreender a emoção do outro, é
preciso conhecer e entender o que se passa dentro da própria
cabeça. “Assim como podemos treinar os bíceps na academia,
16 e ficar mais fortes, podemos ser cada vez mais empáticos com
a prática. A plasticidade do cérebro torna isso possível”,
explica a professora Anita Nowak, pesquisadora da empatia e
19 diretora da Área de Iniciativas Sociais e Econômicas da
Universidade McGill, em Montreal.
Mas por que nos colocamos no lugar do outro? Para
22 o psicólogo, psicanalista e professor João Ângelo Fantini, da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a empatia seria
“uma forma de restabelecer um contato com um objeto de amor
25 perdido, uma parte incompreendida do sujeito”. Enxergamos
no outro uma humanidade compartilhada, sentimentos que
também temos e que são aplicados em situações
28 completamente diferentes. Por reconhecermos nós mesmos no
próximo, temos empatia.
Tal sentimento é uma via de mão dupla: beneficia não
31 só quem o desenvolve, mas também o emissor. “A empatia é,
sem dúvida nenhuma, uma das habilidades mais importantes
para que se tenha uma boa convivência social, interferindo
34 diretamente tanto no sucesso pessoal como no profissional. Ao
entender melhor as emoções e as necessidades de cada um,
temos menos dificuldades para lidar com eventuais conflitos
37 pessoais em qualquer ambiente ou situação”, afirma Rodrigo.
Juliana Contaifer e Renata Rusky. Colocando-se no lugar do outro . In: Correio Braziliense , 1/1/2017. Internet: (com adaptações).
1 A empatia é, em termos simples, a habilidade de se
colocar no lugar do outro. Por exemplo, se você, leitor, escuta
uma história sobre uma criança que teve muitos problemas de
4 saúde, que vem de uma família muito pobre, e se comove, é
possível ter dois tipos de emoção: o dó, que é a simpatia; ou
colocar-se no lugar daquela criança, imaginar o que ela passou
7 e tentar entender o que ela sentia, enxergar o panorama a partir
dos olhos dela. “É ser sensível a ponto de compreender
emoções e sentimentos de outras pessoas”, explica Rodrigo
10 Scaranari, da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional.
E é uma característica que pode, sim, ser aprendida —
ou, pelo menos, treinada. Para Rodrigo, o exercício passa pelo
13 autoconhecimento: para compreender a emoção do outro, é
preciso conhecer e entender o que se passa dentro da própria
cabeça. “Assim como podemos treinar os bíceps na academia,
16 e ficar mais fortes, podemos ser cada vez mais empáticos com
a prática. A plasticidade do cérebro torna isso possível”,
explica a professora Anita Nowak, pesquisadora da empatia e
19 diretora da Área de Iniciativas Sociais e Econômicas da
Universidade McGill, em Montreal.
Mas por que nos colocamos no lugar do outro? Para
22 o psicólogo, psicanalista e professor João Ângelo Fantini, da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a empatia seria
“uma forma de restabelecer um contato com um objeto de amor
25 perdido, uma parte incompreendida do sujeito”. Enxergamos
no outro uma humanidade compartilhada, sentimentos que
também temos e que são aplicados em situações
28 completamente diferentes. Por reconhecermos nós mesmos no
próximo, temos empatia.
Tal sentimento é uma via de mão dupla: beneficia não
31 só quem o desenvolve, mas também o emissor. “A empatia é,
sem dúvida nenhuma, uma das habilidades mais importantes
para que se tenha uma boa convivência social, interferindo
34 diretamente tanto no sucesso pessoal como no profissional. Ao
entender melhor as emoções e as necessidades de cada um,
temos menos dificuldades para lidar com eventuais conflitos
37 pessoais em qualquer ambiente ou situação”, afirma Rodrigo.
Juliana Contaifer e Renata Rusky. Colocando-se no lugar do outro . In: Correio Braziliense , 1/1/2017. Internet: (com adaptações).
No texto CG1A2-I, o termo ‘isso’, em ‘A plasticidade do cérebro torna isso possível’ ( ℓ .17), refere-se
Texto associado
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 5, baseie-se no texto abaixo.
[O motor da preguiça]
Acho que a verdadeira força motriz do desenvolvimento humano, a razão da superioridade e do sucesso do Homem, foi a
preguiça. A técnica é fruto da preguiça. O que são o estilingue, a flecha e a lança senão maneiras de não precisar ir lá e esgoelar a
caça ou um semelhante com as mãos, arriscando-se a levar a pior e perder a viagem? O que estaria pensando o inventor da roda
senão no eventual desenvolvimento da charrete, que, atrelada a um animal menos preguiçoso do que ele, o levaria a toda parte sem
que ele precisasse correr ou caminhar?
Toda a história das telecomunicações, desde os tambores tribais e seus códigos primitivos até os sinais da TV e a internet, se
deve ao desejo humano de enviar a mensagem em vez de ir entregá-la pessoalmente. A fome de riqueza e poder do Homem não
passa da vontade de poder mandar os outros fazerem o que ele tem preguiça de fazer, seja de trazer os seus chinelos ou construir
suas pirâmides.
A química moderna é filha da alquimia, que era a tentativa de ter o ouro sem ter que procurá-lo, ou trabalhar para merecê-lo. A
física e a filosofia são produtos da contemplação, que é um subproduto da indolência e uma alternativa para a sesta, A grande arte
também se deve à preguiça. Não por acaso, o que é considerada a maior realização da melhor época da arte ocidental, o teto da
Capela Sistina, foi feita pelo Michelangelo deitado. Marcel Proust escreveu Em busca do tempo perdido deitado. Vá lá, recostado.
As duas maiores invenções contemporâneas, depois do antibiótico e do microchip, que são a escada rolante e o manobrista, devem
sua existência à preguiça. E nem vamos falar no controle remoto.
(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 54-55)
[O motor da preguiça]
Acho que a verdadeira força motriz do desenvolvimento humano, a razão da superioridade e do sucesso do Homem, foi a
preguiça. A técnica é fruto da preguiça. O que são o estilingue, a flecha e a lança senão maneiras de não precisar ir lá e esgoelar a
caça ou um semelhante com as mãos, arriscando-se a levar a pior e perder a viagem? O que estaria pensando o inventor da roda
senão no eventual desenvolvimento da charrete, que, atrelada a um animal menos preguiçoso do que ele, o levaria a toda parte sem
que ele precisasse correr ou caminhar?
Toda a história das telecomunicações, desde os tambores tribais e seus códigos primitivos até os sinais da TV e a internet, se
deve ao desejo humano de enviar a mensagem em vez de ir entregá-la pessoalmente. A fome de riqueza e poder do Homem não
passa da vontade de poder mandar os outros fazerem o que ele tem preguiça de fazer, seja de trazer os seus chinelos ou construir
suas pirâmides.
A química moderna é filha da alquimia, que era a tentativa de ter o ouro sem ter que procurá-lo, ou trabalhar para merecê-lo. A
física e a filosofia são produtos da contemplação, que é um subproduto da indolência e uma alternativa para a sesta, A grande arte
também se deve à preguiça. Não por acaso, o que é considerada a maior realização da melhor época da arte ocidental, o teto da
Capela Sistina, foi feita pelo Michelangelo deitado. Marcel Proust escreveu Em busca do tempo perdido deitado. Vá lá, recostado.
As duas maiores invenções contemporâneas, depois do antibiótico e do microchip, que são a escada rolante e o manobrista, devem
sua existência à preguiça. E nem vamos falar no controle remoto.
(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 54-55)