1 Quando se educa alguém ou se é educado por alguém,
é preciso cautela para não nos contentarmos com as aparências,
isto é, com a superficialidade. Vivemos hoje em um mundo
4 marcado pela velocidade em várias situações e, em outras, por
uma mera pressa. Uma vida apressada nos leva, em vários
momentos, a ter formações apressadas, reflexões apressadas,
7 ideias apressadas, e isso carrega um nível de superficialidade
muito grande.
Há várias pessoas que se contentam com as
10 aparências: aparência em relação à própria imagem e aparência
com relação àquilo que ostentam — a ostentação da
propriedade, a “consumolatria”, o desespero para ser
13 proprietário de coisas, de exibi-las, de viver algo que se
aparenta, mas que, de fato, não se é.
O pensador do século V, Agostinho — muitos o
16 chamam de Santo Agostinho, um dos maiores filósofos e
teólogos da história —, proferiu a seguinte frase: “Não sacia a
fome quem lambe pão pintado”. Para se matar a fome, não
19 basta lamber a figura de um pão, é preciso ir até ele.
E quantos hoje não se contentam com um mundo
superficial, em que se procura saciedade a partir daquilo que é
22 mera imagem, mera representação, apenas uma simulação do
que seria a realidade?
A educação tem que nos tirar dessa superficialidade.
Mario Sergio Cortella. Pensar bem nos faz bem! 5.ª ed.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2015, p. 20 (com adaptações)
A respeito das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens que se seguem.
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O texto critica a superficialidade com que o ensino é tratado
Texto associado
O primeiro grande pomo de discórdia entre a classe
artística brasileira no início da ditadura militar foi o
“nacionalismo”. Em discussão, o movimento tropicalista e seu
aproveitamento do rock, da cultura de massa, da guitarra elétrica,
acompanhado de uma recusa dos projetos e das utopias de poder da
esquerda tradicional brasileira. Um conservadorismo estético e
comportamental, portanto, bifronte: ora de esquerda, ora de direita.
E, com relação a esta querela nacionalista e às críticas contra a
guitarra, a linguagem do espetáculo, a estratégia pop da Tropicália,
contra Caetano cantando em inglês, é interessante lembrar o
comentário de Roberto Schwarz: “Caetano sempre quis cantar nessa
língua, que ouvia no rádio desde pequeno. E é claro que cantando
em inglês com pronúncia nordestina registra um momento
substancial de nossa história e imaginação”.
Flora Süssekind. Literatura e vida literária: polêmicas, diários e
retratos. Belo Horizonte: UFMG, 2004, p. 48-9 (com adaptações).
Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro um monumento no planalto central
Do país
Caetano Veloso. Tropicália. 1968.
A partir dos textos apresentados, julgue os próximos itens, a
respeito do Modernismo brasileiro e do Tropicalismo.
artística brasileira no início da ditadura militar foi o
“nacionalismo”. Em discussão, o movimento tropicalista e seu
aproveitamento do rock, da cultura de massa, da guitarra elétrica,
acompanhado de uma recusa dos projetos e das utopias de poder da
esquerda tradicional brasileira. Um conservadorismo estético e
comportamental, portanto, bifronte: ora de esquerda, ora de direita.
E, com relação a esta querela nacionalista e às críticas contra a
guitarra, a linguagem do espetáculo, a estratégia pop da Tropicália,
contra Caetano cantando em inglês, é interessante lembrar o
comentário de Roberto Schwarz: “Caetano sempre quis cantar nessa
língua, que ouvia no rádio desde pequeno. E é claro que cantando
em inglês com pronúncia nordestina registra um momento
substancial de nossa história e imaginação”.
Flora Süssekind. Literatura e vida literária: polêmicas, diários e
retratos. Belo Horizonte: UFMG, 2004, p. 48-9 (com adaptações).
Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro um monumento no planalto central
Do país
Caetano Veloso. Tropicália. 1968.
A partir dos textos apresentados, julgue os próximos itens, a
respeito do Modernismo brasileiro e do Tropicalismo.
O nacionalismo, com o qual o Tropicalismo assumiu uma nova
e conflituosa relação, surgiu pela primeira vez como tema na
literatura brasileira a partir do final do século XIX, com a
leitura crítica que Machado de Assis fez da sociedade
brasileira em obras como Memórias póstumas de Brás
Cubas .
Texto associado
O primeiro grande pomo de discórdia entre a classe
artística brasileira no início da ditadura militar foi o
“nacionalismo”. Em discussão, o movimento tropicalista e seu
aproveitamento do rock, da cultura de massa, da guitarra elétrica,
acompanhado de uma recusa dos projetos e das utopias de poder da
esquerda tradicional brasileira. Um conservadorismo estético e
comportamental, portanto, bifronte: ora de esquerda, ora de direita.
E, com relação a esta querela nacionalista e às críticas contra a
guitarra, a linguagem do espetáculo, a estratégia pop da Tropicália,
contra Caetano cantando em inglês, é interessante lembrar o
comentário de Roberto Schwarz: “Caetano sempre quis cantar nessa
língua, que ouvia no rádio desde pequeno. E é claro que cantando
em inglês com pronúncia nordestina registra um momento
substancial de nossa história e imaginação”.
Flora Süssekind. Literatura e vida literária: polêmicas, diários e
retratos. Belo Horizonte: UFMG, 2004, p. 48-9 (com adaptações).
Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro um monumento no planalto central
Do país
Caetano Veloso. Tropicália. 1968.
A partir dos textos apresentados, julgue os próximos itens, a
respeito do Modernismo brasileiro e do Tropicalismo.
artística brasileira no início da ditadura militar foi o
“nacionalismo”. Em discussão, o movimento tropicalista e seu
aproveitamento do rock, da cultura de massa, da guitarra elétrica,
acompanhado de uma recusa dos projetos e das utopias de poder da
esquerda tradicional brasileira. Um conservadorismo estético e
comportamental, portanto, bifronte: ora de esquerda, ora de direita.
E, com relação a esta querela nacionalista e às críticas contra a
guitarra, a linguagem do espetáculo, a estratégia pop da Tropicália,
contra Caetano cantando em inglês, é interessante lembrar o
comentário de Roberto Schwarz: “Caetano sempre quis cantar nessa
língua, que ouvia no rádio desde pequeno. E é claro que cantando
em inglês com pronúncia nordestina registra um momento
substancial de nossa história e imaginação”.
Flora Süssekind. Literatura e vida literária: polêmicas, diários e
retratos. Belo Horizonte: UFMG, 2004, p. 48-9 (com adaptações).
Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro um monumento no planalto central
Do país
Caetano Veloso. Tropicália. 1968.
A partir dos textos apresentados, julgue os próximos itens, a
respeito do Modernismo brasileiro e do Tropicalismo.
Tanto o Modernismo quanto o Tropicalismo aderiram, em seus
respectivos contextos históricos, às políticas de Estado para a
cultura e para o desenvolvimento nacional de seu tempo, como
mostram os versos apresentados da canção Tropicália .
Texto associado
A respeito das propriedades linguísticas do texto 9A2-I, julgue os
itens subsecutivos.
itens subsecutivos.
O segundo parágrafo do texto é essencialmente narrativo, uma
vez que conta a evolução da medicina desde mil anos atrás até
os dias atuais.
Texto associado
1 Quando se educa alguém ou se é educado por alguém,
é preciso cautela para não nos contentarmos com as aparências,
isto é, com a superficialidade. Vivemos hoje em um mundo
4 marcado pela velocidade em várias situações e, em outras, por
uma mera pressa. Uma vida apressada nos leva, em vários
momentos, a ter formações apressadas, reflexões apressadas,
7 ideias apressadas, e isso carrega um nível de superficialidade
muito grande.
Há várias pessoas que se contentam com as
10 aparências: aparência em relação à própria imagem e aparência
com relação àquilo que ostentam — a ostentação da
propriedade, a “consumolatria”, o desespero para ser
13 proprietário de coisas, de exibi-las, de viver algo que se
aparenta, mas que, de fato, não se é.
O pensador do século V, Agostinho — muitos o
16 chamam de Santo Agostinho, um dos maiores filósofos e
teólogos da história —, proferiu a seguinte frase: “Não sacia a
fome quem lambe pão pintado”. Para se matar a fome, não
19 basta lamber a figura de um pão, é preciso ir até ele.
E quantos hoje não se contentam com um mundo
superficial, em que se procura saciedade a partir daquilo que é
22 mera imagem, mera representação, apenas uma simulação do
que seria a realidade?
A educação tem que nos tirar dessa superficialidade.
Mario Sergio Cortella. Pensar bem nos faz bem! 5.ª ed.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2015, p. 20 (com adaptações)
A respeito das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens que se seguem.
é preciso cautela para não nos contentarmos com as aparências,
isto é, com a superficialidade. Vivemos hoje em um mundo
4 marcado pela velocidade em várias situações e, em outras, por
uma mera pressa. Uma vida apressada nos leva, em vários
momentos, a ter formações apressadas, reflexões apressadas,
7 ideias apressadas, e isso carrega um nível de superficialidade
muito grande.
Há várias pessoas que se contentam com as
10 aparências: aparência em relação à própria imagem e aparência
com relação àquilo que ostentam — a ostentação da
propriedade, a “consumolatria”, o desespero para ser
13 proprietário de coisas, de exibi-las, de viver algo que se
aparenta, mas que, de fato, não se é.
O pensador do século V, Agostinho — muitos o
16 chamam de Santo Agostinho, um dos maiores filósofos e
teólogos da história —, proferiu a seguinte frase: “Não sacia a
fome quem lambe pão pintado”. Para se matar a fome, não
19 basta lamber a figura de um pão, é preciso ir até ele.
E quantos hoje não se contentam com um mundo
superficial, em que se procura saciedade a partir daquilo que é
22 mera imagem, mera representação, apenas uma simulação do
que seria a realidade?
A educação tem que nos tirar dessa superficialidade.
Mario Sergio Cortella. Pensar bem nos faz bem! 5.ª ed.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2015, p. 20 (com adaptações)
A respeito das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas do texto precedente, julgue os itens que se seguem.
Segundo o texto, a educação deve levar as pessoas a não se
contentarem com as aparências.
O texto trata de aspectos associados a litígios estruturais sem,
contudo, apresentar explicitamente uma definição para esse
conceito.
Texto associado
Texto CB1A1-III
1 _____ Não faz muito tempo, fui assistir à ópera As Bodas
de Fígaro , de Mozart. Aproximando-se o final do
espetáculo, o personagem mais importante, Fígaro, faz um
4 comentário cruel a respeito das mulheres. Na montagem
que vi, o diretor de cena teve a ideia de acender as luzes da
plateia durante o canto de Fígaro, que saiu do palco e
7 dirigiu-se aos homens presentes.
Logo atrás de mim, uma senhora furiosa
levantou-se. Fez o sinal de “não” nas fuças do pobre cantor
10 e retirou-se protestando em voz alta. Pensei que ela poderia
ter prestado mais atenção. O tema nuclear de As Bodas de
Fígaro é atual: trata-se de desmascarar, denunciar e punir
13 um poderoso aristocrata que é violento predador sexual.
Aquela senhora furiosa revoltou-se antes do tempo
e não viu a condenação do conde brutal. Tal
16 suscetibilidade, decorrente da situação inferior em que, do
modo mais injusto, as mulheres são mantidas em nossas
sociedades, é compreensível. Mas indignou-se cedo
19 demais.
Indignação: eis o problema. Nunca tive simpatia por
essa palavra. Pressupõe cólera e desprezo. Quando estamos
22 sozinhos, a indignação nos embriaga como se fosse uma
droga. Arrebata a alma, enfurece as vísceras, dilata os
pulmões e nos faz acreditar na veemência do nosso ódio.
25 Viramos heróis justiceiros diante de nós mesmos.
A solidão indignada faz grandes discursos interiores
contra aquilo que erigimos como inimigo. Serve para dar
28 boa consciência. É um prazer solitário. Exaltados,
arquitetamos vinganças e reparações. Depois, o balão
murcha, sobrando apenas nossa miserável impotência.
31 _ ___ Ao se manifestar na presença de outra pessoa, ou de
duas, ou em um pequeno grupo, a indignação leva ao
descontrole. Nervosos, falamos alto e dizemos coisas que,
34 na calma, jamais pronunciaríamos. Porque não somos mais
nós que falamos, mas algo que está em nós e que ocupou
nosso corpo esvaziado de qualquer poder reflexivo: a indignação.
Jorge Coli. A indignação enfurece as vísceras e nos embriaga como se fosse droga. Internet: (com adaptações).
Com relação às ideias do texto CB1A1-III, julgue os itens seguintes.
1 _____ Não faz muito tempo, fui assistir à ópera As Bodas
de Fígaro , de Mozart. Aproximando-se o final do
espetáculo, o personagem mais importante, Fígaro, faz um
4 comentário cruel a respeito das mulheres. Na montagem
que vi, o diretor de cena teve a ideia de acender as luzes da
plateia durante o canto de Fígaro, que saiu do palco e
7 dirigiu-se aos homens presentes.
Logo atrás de mim, uma senhora furiosa
levantou-se. Fez o sinal de “não” nas fuças do pobre cantor
10 e retirou-se protestando em voz alta. Pensei que ela poderia
ter prestado mais atenção. O tema nuclear de As Bodas de
Fígaro é atual: trata-se de desmascarar, denunciar e punir
13 um poderoso aristocrata que é violento predador sexual.
Aquela senhora furiosa revoltou-se antes do tempo
e não viu a condenação do conde brutal. Tal
16 suscetibilidade, decorrente da situação inferior em que, do
modo mais injusto, as mulheres são mantidas em nossas
sociedades, é compreensível. Mas indignou-se cedo
19 demais.
Indignação: eis o problema. Nunca tive simpatia por
essa palavra. Pressupõe cólera e desprezo. Quando estamos
22 sozinhos, a indignação nos embriaga como se fosse uma
droga. Arrebata a alma, enfurece as vísceras, dilata os
pulmões e nos faz acreditar na veemência do nosso ódio.
25 Viramos heróis justiceiros diante de nós mesmos.
A solidão indignada faz grandes discursos interiores
contra aquilo que erigimos como inimigo. Serve para dar
28 boa consciência. É um prazer solitário. Exaltados,
arquitetamos vinganças e reparações. Depois, o balão
murcha, sobrando apenas nossa miserável impotência.
31 _ ___ Ao se manifestar na presença de outra pessoa, ou de
duas, ou em um pequeno grupo, a indignação leva ao
descontrole. Nervosos, falamos alto e dizemos coisas que,
34 na calma, jamais pronunciaríamos. Porque não somos mais
nós que falamos, mas algo que está em nós e que ocupou
nosso corpo esvaziado de qualquer poder reflexivo: a indignação.
Jorge Coli. A indignação enfurece as vísceras e nos embriaga como se fosse droga. Internet: (com adaptações).
Com relação às ideias do texto CB1A1-III, julgue os itens seguintes.
De acordo com o texto, quando estamos indignados e sozinhos, elaboramos mentalmente grandes argumentações contra aquilo que definimos como alvo da nossa revolta.
Texto associado
Texto para as
questões
de 1
a 5.
questões
de 1
a 5.
Deduz-se do texto que
Texto associado
Texto para as questões de 6 a 8.
O cântico da terra
Cora Coralina
1 Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
4 Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.
Eu sou a fonte original de toda vida.
7 Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
10 Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranquila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
13 De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.
16 Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
19 Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
22 O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste e o pão de tua casa.
25 E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
28 tranquilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
31 Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
34 e donos de sítio
felizes seremos.
Internet: .
O cântico da terra
Cora Coralina
1 Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
4 Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.
Eu sou a fonte original de toda vida.
7 Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
10 Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranquila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
13 De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.
16 Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
19 Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
22 O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste e o pão de tua casa.
25 E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
28 tranquilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
31 Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
34 e donos de sítio
felizes seremos.
Internet: .
No poema, Cora Coralina homenageia
Texto associado
Texto para os itens de 1 a 10.
1 Além do fortalecimento muscular, do aumento da capacidade cardiopulmonar e da melhora da estética, abandonar o sedentarismo também pode ser benéfico para o sono, o humor e a memória.
O aumento da aptidão física reduz a incidência de doenças crônico‐degenerativas como osteoporose, hipertensão,
4 doenças coronarianas e diabetes, além de diminuir o risco de desenvolvimento de transtornos psiquiátricos como ansiedade e depressão.
As pressões sociais e econômicas e a correria do dia a dia podem gerar problemas mentais de ordem emocional, e a
7 prática regular de exercícios físicos aeróbicos pode produzir efeitos antidepressivos e proteger o organismo dos efeitos
prejudiciais do estresse na saúde física e mental.
Os exercícios aeróbicos são os mais indicados para promover a melhora da aptidão física e devem ser realizados sob a
10 forma de um programa de treinamento progressivo e controlado, sempre com acompanhamento de um profissional para
monitoramento da intensidade dos exercícios de acordo com a característica de cada pessoa, sendo necessária também uma
avaliação clínica e psiquiátrica regular.
13 Alguns estudos sugerem que a atividade física pode ser eficaz na prevenção e no tratamento da depressão. Vale lembrar
que atividade física é definida como qualquer produção de movimento corporal que resulte em gasto energético maior que os
níveis de repouso do corpo, como, por exemplo, caminhar, subir escadas e varrer a casa. Já o exercício físico é uma atividade
16 física planejada, estruturada e repetitiva, como a prática de musculação, corrida, ginástica localizada. Tanto a atividade quanto
o exercício físico são benéficos para a saúde mental, logo o importante é manter‐se fisicamente ativo.
Estudos também comprovam que o sono de pessoas ativas é bem melhor que o de pessoas sedentárias, pois o exercício
19 físico libera hormônios que influenciam o ciclo sono‐vigília, proporcionando mais disposição para o dia a dia.
O exercício físico mostra‐se eficaz também no tratamento de pessoas que sofrem de transtornos de humor, pois o
treinamento contínuo (sem exageros) aumenta a aptidão física e diminui os sintomas depressivos, reduz o percentual de gordura
22 e os níveis plasmáticos de serotonina, melhorando, assim, o estado de humor do indivíduo. A prática de exercício físico regular
está associada à ausência ou a poucos sintomas depressivos ou de ansiedade.
O aumento da capacidade aeróbica tem ainda relação direta com a melhora das funções cognitivas, pois o exercício físico
25 regular contribui para a integridade do cérebro e do sistema cardiovascular, melhora o tempo de reação cerebral, a força
muscular e a amplitude de memória. Estudos mostram que pessoas idosas que caminham três vezes na semana por uma hora,
por exemplo, tem uma melhora significativa na atenção, na memória, na agilidade motora e no humor, sugerindo, assim, que o
28 condicionamento físico aeróbico sistematizado constitui uma alternativa não medicamentosa para a melhora cognitiva e para o bem‐estar geral do indivíduo.
Internet: (com adaptações).
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 5 .
1 Além do fortalecimento muscular, do aumento da capacidade cardiopulmonar e da melhora da estética, abandonar o sedentarismo também pode ser benéfico para o sono, o humor e a memória.
O aumento da aptidão física reduz a incidência de doenças crônico‐degenerativas como osteoporose, hipertensão,
4 doenças coronarianas e diabetes, além de diminuir o risco de desenvolvimento de transtornos psiquiátricos como ansiedade e depressão.
As pressões sociais e econômicas e a correria do dia a dia podem gerar problemas mentais de ordem emocional, e a
7 prática regular de exercícios físicos aeróbicos pode produzir efeitos antidepressivos e proteger o organismo dos efeitos
prejudiciais do estresse na saúde física e mental.
Os exercícios aeróbicos são os mais indicados para promover a melhora da aptidão física e devem ser realizados sob a
10 forma de um programa de treinamento progressivo e controlado, sempre com acompanhamento de um profissional para
monitoramento da intensidade dos exercícios de acordo com a característica de cada pessoa, sendo necessária também uma
avaliação clínica e psiquiátrica regular.
13 Alguns estudos sugerem que a atividade física pode ser eficaz na prevenção e no tratamento da depressão. Vale lembrar
que atividade física é definida como qualquer produção de movimento corporal que resulte em gasto energético maior que os
níveis de repouso do corpo, como, por exemplo, caminhar, subir escadas e varrer a casa. Já o exercício físico é uma atividade
16 física planejada, estruturada e repetitiva, como a prática de musculação, corrida, ginástica localizada. Tanto a atividade quanto
o exercício físico são benéficos para a saúde mental, logo o importante é manter‐se fisicamente ativo.
Estudos também comprovam que o sono de pessoas ativas é bem melhor que o de pessoas sedentárias, pois o exercício
19 físico libera hormônios que influenciam o ciclo sono‐vigília, proporcionando mais disposição para o dia a dia.
O exercício físico mostra‐se eficaz também no tratamento de pessoas que sofrem de transtornos de humor, pois o
treinamento contínuo (sem exageros) aumenta a aptidão física e diminui os sintomas depressivos, reduz o percentual de gordura
22 e os níveis plasmáticos de serotonina, melhorando, assim, o estado de humor do indivíduo. A prática de exercício físico regular
está associada à ausência ou a poucos sintomas depressivos ou de ansiedade.
O aumento da capacidade aeróbica tem ainda relação direta com a melhora das funções cognitivas, pois o exercício físico
25 regular contribui para a integridade do cérebro e do sistema cardiovascular, melhora o tempo de reação cerebral, a força
muscular e a amplitude de memória. Estudos mostram que pessoas idosas que caminham três vezes na semana por uma hora,
por exemplo, tem uma melhora significativa na atenção, na memória, na agilidade motora e no humor, sugerindo, assim, que o
28 condicionamento físico aeróbico sistematizado constitui uma alternativa não medicamentosa para a melhora cognitiva e para o bem‐estar geral do indivíduo.
Internet: (com adaptações).
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 5 .