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Texto associado
Benefícios da “AMIGOTERAPIA”: cura depressão, alivia ansiedade e boicota a solidão e muito mais
A amizade é um bálsamo para a alma. Ao lado de um amigo, o peso da nossa existência fica atenuado e a alegria tende a brotar mais facilmente. Quando a nossa mente e as nossas emoções nos parecem desconexas, a “amigoterapira” pode nos mostrar o caminho.
Não raro, nesses dias de aflição e de muita pressa, sentimos falta de um amigo. Alguém que esteja disposto a ouvir a nossa alma, a decifrar o nosso semblante, a nos dar aquele “tapa com luva de pelica” necessário ou aquela palavra de ânimo providencial. É por isso que, em casos de alma adoecida, sem embargo das demais terapias, uma amizade tem poder curador.
Um amigo é alguém disposto a nos mostrar a verdadeira face do nosso espírito, despindo-nos de nossas máscaras, de nossas falsas certezas sobre nós.
Um amigo é capaz de ouvir sem julgar. De orientar sem querer impor a sua vontade ou verdade.
Um amigo é capaz de nos fazer rir de nós mesmos. Está apto a refazer o nosso projeto de vida, a reler o nosso passado, a reavaliar o presente.
Um amigo é capaz de guardar as suas angústias no bolso, quando percebe que a sua dor requer um curativo mais emergencial.
Um amigo não é aquele que está ao seu lado quando você cai, tão somente. Mas, aquele que também estará na primeira fila quando você triunfar.
Um amigo o afastará da solidão. Será uma ponte a levá-lo, juntamente com outros cuidados necessários, para longe da depressão. Ele fará menor a sua ansiedade e atenuará os seus medos da solidão.
A “amigoterapia” é o exercício da amizade verdadeira e pura e só pode ser realizada quando dois corações alados se encontram e um coração serve ao outro, sem nada exigir, mas ciente de que também será servido depois.
Adaptado de: . Acesso em: 18 out. 2019.

A repetição da expressão “Um amigo” no início de vários parágrafos do texto tem como função

A tornar mais expressiva a mensagem, dada a importância da amizade para os seres humanos.
B não deixar que o leitor esqueça o tema do texto.
C otimizar a coesão textual, ou seja, a ligação entre os períodos do texto.
D transformar um texto informativo em texto poético.
Texto associado
Insignificâncias indomáveis
Carla Dias
Eu tenho medo de lagartixa e de atravessar rua quando o sinal está vermelho, ainda que não haja carros por perto. Meu medo é um algo estupendo, com suas pequenas armadilhas. Faz com que eu tema a alegria, enquanto me preencho de coragem ao lidar com desesperos indeléveis.
Eu tenho medo de errar a palavra, de sair a outra, a mais torta, a menos a ver com o que eu, de fato, gostaria de dizer. E ainda tem o tom... sou desprovida de talento, quando dele depende o tudo do momento. Aquela coisa de a voz sair rascante, de se entregar à possibilidade de se aventurar no impossível, envergonhando-se dessa ousadia no segundo seguinte.
Envergonhamento feroz é este.
(...)
Tenho medo reverberante de nunca chegar. Não a um lugar, a um destino. Falo sobre chegar ao ser invadida pelo pertencimento. Zerar a ansiedade desconcertante de não ter sido escolhida pela sensação plena de estar onde, tornar-se quem.
Há quem diga que meus medos são banalidades travestidas de tragédias. Há os que não suportam meus dramas, de tão ridículos os tantos lhes parecem. Contudo, tenho certa dificuldade em compreender a irrelevância de se sentir deslocada no tempo e no espaço, desprovida de identidade, além daquela criada para atender à necessidade de tocar a vida, sem direito a toque que não seja o de recolher-se na própria impotência de provocar o movimento.
Estagnar-se em conluio com um adiantamento robusto de arrependimentos.
Meus dramas, essas insignificâncias indomáveis, embebidas em esperança desmilinguida de, dia desses, a vida me oferecer e entregar o oferecido.
Que susto será!
Que prazer de curar azedumes!
Que loucura eficaz!
Reviravoltas constantes me deixam com desejo aguçado de parar à porta da insanidade, para observar obsoletos santos sendo pessoas em busca de pessoas para conversar sobre seus desvios de conduta, ao se proclamarem heróis, enquanto comentem suas covardias e benevolências.
Falar mal, fazer bem, desacreditar para então identificar o que vale a pena.
Amar... odiar... amar odiar. Odiar a mando do tempo perdido com o vazio.
Mas que o ser humano é de uma incoerência que encanta, enquanto aflige.
(...)
A mente tem seus truques, e como ótima equilibrista de absurdos que é, acontece de ela projetar na nossa história uma proteção que acaba por se mostrar precipício. Então, há vezes em que ela se desapega de nós, inventando uma realidade alternativa na qual nos enveredarmos, feito o filme que assisti, sobre a mente de um homem mudando todo o enredo do ocorrido, a fim de protegê-lo do impossível que ele acabara de cometer.
Sim, ela também comete benevolência, improváveis realizações, descobertas necessárias.
Sim, ela tem seu lado sórdido.
A mente me mete medo. Ainda assim, é ela que mais me fascina. Não a minha, que dela eu nunca vou saber ao certo. A tal vai seguir os seus delírios e, talvez, eu nem me dê conta da existência deles ou venha a saber quais provocações eles lideraram.
A do outro...
A mente que para mim é mistério, que me provoca a curiosidade sobre o que não sou ou penso. Sobre as versões do que conheço. Basta um espaço que a mente injeta na certeza para se construir aquela pausa onde moram frágeis pontes que conectam improváveis, porém compatíveis buscas.
Tenho medo de viver busca que é tempo perdido disfarçado de exuberante conquista. É ali, no limiar das suas agonias, que eu me esparramo. Meu corpo vibra buscas e medos e perdas e fantasias.
Minha mente diz que não tenho saída.
Permaneço.
Meu sentimento diz que minha mente mente.
Fujo.
Meu medo, ah, meu medo...
Ele me coloca cara a cara com a vida.
Vivo.
Adaptado de: . Acesso em: 17 nov. 2019.

Ao analisar o fim do texto “Minha mente diz que não tenho saída. Permaneço. Meu sentimento diz que minha mente mente. Fujo. Meu medo, ah, meu medo... Ele me coloca cara a cara com a vida. Vivo.”, pode-se afirmar que

A o narrador compreende que sentir medo faz parte da vida.
B a mente contraria o desejo do narrador, que mente para si mesmo.
C a mente é capaz de dominar o sentimento.
D o medo faz o narrador fugir de tudo.
Texto associado
Não o suficiente

Carla Dias

Sentado à mesa, cercado por tantos. Entende
bem o que acontece ali, mas é experiente em
enganar os próprios sentidos, mesmo não
gostando dessa qualidade da qual não consegue
se livrar. Vale-se dela sempre que a oportunidade
se apresenta. É um talento. Um incômodo talento.

Permanece ali, os braços cruzados, a cabeça
levemente inclinada, como se observasse o
cenário que se estende além.

Já conhece as manifestações que se
alardeiam, durante esses encontros sociais. Na
verdade, compôs uma canção, certa vez, com
uma inquietante letra gerada de combinações de
algumas delas: não cabe aqui, não serve para
isso, não orna com aquilo, não é sua culpa, mas
não vai dar certo.

É bom, só que não o suficiente.

Não ser o suficiente é meio que o slogan da
vida dele, alguém considerado nada suficiente,
até mesmo quando transborda. Acostumou-se a
ser visto dessa forma.

A tal canção tomou conta dele. É capaz
de cantá-la de trás para frente, formar novos
versos, bagunçar as palavras e, ainda assim,
elas continuam ridiculamente cruéis. A melodia,
não... Nela ele se recusa a mexer. Ela é a única
beleza que reina plena nesse baile da saudade
que acontece em seu dentro. Há ternura nessa
afiada melodia, ela que é a única cria da qual ele
não sente vergonha de ter trazido ao mundo.

Apegou-se a uma frase que escutou um alguém
verbalizar, enquanto passava por ele, depois de
um dia de inutilidades profissionais. “Equilibrar-se
é saber se desequilibrar com elegância.” Achou
aquilo de uma sabedoria profunda e profana. De
uma dualidade revigorante, porque se considera
equilibrado com a boca cheia de palavras
engolidas, de mágoas salientes, de lamentos
reverberantes. Daqueles que bufa, do nada,
assustando a pessoa que dorme sentada ao lado,
em alguma sala de espera da vida.

A elegância do desequilíbrio é o que mantém
à mesa. Ninguém ali se importa de fato com ele,
ou deseja escutar o que ele tem a dizer. Sabem
seu nome, porque saber o nome oferece pompa,
na hora de chamar o insignificante para o campo,
e que ele batalhe pelos que significam. É como
se chamassem um animal de estimação. Ele
atende, rasteja-se, servil, até eles. Atende aos
desejos desses sujeitos que acham que a própria
dignidade mora na indignidade do outro.

Os nada suficientes.

Estranhamente, essas pessoas significam
para ele. Há algo de aprendizado nessa labuta
de dissonantes inseguranças travestidas de
hierarquia. Estranhamente, ele se alimenta da
espera pelo dia em que, rebelde como jamais
antes, ele se levantará e partirá dali, deles.
Sumirá das vistas, das teias, das inseguranças
desses significantes que não sabem significar
sem desidentificar o outro.

Equilibrar-se ao desequilibrar-se com
elegância, para ele, é combater, na singeleza do
insignificante, uma diplomacia mimada, das que
atendem a todos os clichês abrandadores de malestar.
Então, quando dão a vez a ele, permitem
ao insuficiente se manifestar, ele sorri e se cala,
enquanto rumina a ciência de que, sim, ele sabe
que não é o suficiente, ao menos não para atender
ao catálogo dos desejos impróprios. Porque acha
de uma impropriedade sibilante ter de atender
aos desejos alheios, enquanto sufoca os próprios.

Ele sorri a certeza de que acontecerá o dia
em que ele os reconhecerá, os desejos que vem
diluindo em vulgares ironias, recebidas assim,
embrulhadas em pequenas doses de falseada
gentileza. O dia em que os libertará de uma
polidez adquirida como proteção e os soltará no
mundo, rebeldes e eletrizantes. Livres.

E isso será o suficiente. Ele será o
suficientemente corajoso para se despedir de
seus apaixonantes flagelos. Desequilibradamente
equilibrado, dará a vez a si.

Disponível em: < http://www.cronicadodia.com.br/2019/08/nao-o-suficiente-
carla-dias.html >. Acesso em: 16 nov. 2019.

Analisando a qualidade do personagem
descrito no texto, é possível caracterizálo
como

A entusiasmado.
B esperançoso.
C inconstante.
D frágil.

Relacione a primeira coluna com a segunda, conforme a classificação dos nomes quanto à sua flexão de gênero, e assinale a alternativa com a sequência correta.

A. Gênero único.
B. Dois gêneros com flexão redundante.
C. Dois gêneros sem flexão redundante.

( ) Programa.
( ) Chefe.
( ) Autor.
( ) Expedição.

A A – B – C – A.
B C – B – A – B.
C B – A – A – C.
D A – C – B – A.
E C – A – B – C.
Texto associado
Analise os textos I e II para responder às questões 01 a 10.
Texto I
Disponível em: . Acesso em:10 nov. 2019.

Texto II
Ter um cachorro pode te ajudar a viver mais, aponta estudo
Gabriela Glette
Nos últimos anos, diversas pesquisas apontaram as vantagens de se ter um cachorro em casa. Nossos fiéis amigos de quatro patas são muito mais do que companheiros e podem nos ajudar a viver mais. É o que aponta um recente estudo feito por pesquisadores da American Heart Association.
O resultado veio após diversas análises em banco de dados, constatando que, de modo geral, donos de cães diminuem o risco de morte prematura em pelo menos 24%. Além disto, os cachorros podem ser ótimos para quem já sofreu uma doença cardiovascular, como infartos e derrames, reduzindo em cerca de um terço os riscos dessas pessoas voltarem a apresentar esses problemas.
A pesquisa foi realizada com 300 mil suecos – com idades entre 40 e 85 anos – e que já sofreram um infarto ou ataque isquêmico. Entre os sobreviventes de ataques isquêmicos que viviam com cachorros, o risco de morte era 33% menor em comparação com quem vivia sozinho. Já para os donos de cães que já tiveram derrames, o risco de morrer era 27% menor.
Em uma segunda pesquisa, foram analisados dados de cerca de 3,8 milhões de pessoas maiores de 18 anos. O resultado é que, entre os donos de cães, o risco de morte precoce era 24% inferior em relação ao resto da população, e as chances de se ter um ataque cardíaco caíam em 65%.
Outras pesquisas já comprovaram que ter um cachorro em casa pode melhorar nossa saúde cardiovascular. Se ter uma boa saúde é o resultado de um conjunto de fatores associados – como uma boa alimentação e a prática frequente de exercícios, a resposta para o bem que um cachorro pode nos oferecer pode estar diretamente ligada com a questão da companhia. Diversos outros estudos mostraram que a solidão pode ser extremamente prejudicial à saúde. Você ainda tem dúvidas quanto a adotar um cachorro?

A estreita ligação entre solidão e saúde
Existe uma diferença enorme entre solitude e solidão. O ser humano precisa de momentos em que esteja sozinho, porém aquela sensação de desamparo e angústia que acompanha a solidão é prejudicial à saúde.
Um estudo do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Nova York, inclusive, comprovou que pessoas mais solitárias eram as que mais possuíam problemas cardíacos. Proteção, afeto, segurança e relacionamento com o próximo são essenciais para a saúde mental – e física também do ser humano. Infelizmente, algumas pessoas não possuem familiares próximos ou moram em um país distante. E é aí que os cachorros podem desempenhar um papel fundamental em nossas vidas.

Adaptado de: . Acesso em: 15 out. 2019.

Sobre o conteúdo dos textos I e II, é correto afirmar que

A ambos abordam o mesmo tema: os animais em geral, porém com assuntos distintos.
B o primeiro apresenta tipos de brincadeiras para se fazer com os cães.
C o segundo apresenta informações sobre como cuidar de um cachorro.
D o primeiro trata da questão do abandono.
Órgão: Câmara do Cabo de Santo Agostinho Cargo: Auxiliar de Manutenção - Área: Eletricista / Encanador Prova: Instituto AOCP - Câmara do Cabo de Santo Agostinho - Auxiliar de Manutenção - Área: Eletricista / Encanador - 2019
Texto associado
Analise os textos I e II para responder às questões 01 a 10.
Texto I
Disponível em: . Acesso em:10 nov. 2019.

Texto II
Ter um cachorro pode te ajudar a viver mais, aponta estudo
Gabriela Glette
Nos últimos anos, diversas pesquisas apontaram as vantagens de se ter um cachorro em casa. Nossos fiéis amigos de quatro patas são muito mais do que companheiros e podem nos ajudar a viver mais. É o que aponta um recente estudo feito por pesquisadores da American Heart Association.
O resultado veio após diversas análises em banco de dados, constatando que, de modo geral, donos de cães diminuem o risco de morte prematura em pelo menos 24%. Além disto, os cachorros podem ser ótimos para quem já sofreu uma doença cardiovascular, como infartos e derrames, reduzindo em cerca de um terço os riscos dessas pessoas voltarem a apresentar esses problemas.
A pesquisa foi realizada com 300 mil suecos – com idades entre 40 e 85 anos – e que já sofreram um infarto ou ataque isquêmico. Entre os sobreviventes de ataques isquêmicos que viviam com cachorros, o risco de morte era 33% menor em comparação com quem vivia sozinho. Já para os donos de cães que já tiveram derrames, o risco de morrer era 27% menor.
Em uma segunda pesquisa, foram analisados dados de cerca de 3,8 milhões de pessoas maiores de 18 anos. O resultado é que, entre os donos de cães, o risco de morte precoce era 24% inferior em relação ao resto da população, e as chances de se ter um ataque cardíaco caíam em 65%.
Outras pesquisas já comprovaram que ter um cachorro em casa pode melhorar nossa saúde cardiovascular. Se ter uma boa saúde é o resultado de um conjunto de fatores associados – como uma boa alimentação e a prática frequente de exercícios, a resposta para o bem que um cachorro pode nos oferecer pode estar diretamente ligada com a questão da companhia. Diversos outros estudos mostraram que a solidão pode ser extremamente prejudicial à saúde. Você ainda tem dúvidas quanto a adotar um cachorro?

A estreita ligação entre solidão e saúde
Existe uma diferença enorme entre solitude e solidão. O ser humano precisa de momentos em que esteja sozinho, porém aquela sensação de desamparo e angústia que acompanha a solidão é prejudicial à saúde.
Um estudo do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Nova York, inclusive, comprovou que pessoas mais solitárias eram as que mais possuíam problemas cardíacos. Proteção, afeto, segurança e relacionamento com o próximo são essenciais para a saúde mental – e física também do ser humano. Infelizmente, algumas pessoas não possuem familiares próximos ou moram em um país distante. E é aí que os cachorros podem desempenhar um papel fundamental em nossas vidas.

Adaptado de: . Acesso em: 15 out. 2019.

Sobre os tipos dos textos I e II, é correto afirmar que

A o texto I é descritivo.
B o texto II é narrativo.
C o segundo é um texto informativo.
D o primeiro é um texto essencialmente argumentativo.
Órgão: Câmara do Cabo de Santo Agostinho Cargo: Auxiliar de Manutenção - Área: Eletricista / Encanador Prova: Instituto AOCP - Câmara do Cabo de Santo Agostinho - Auxiliar de Manutenção - Área: Eletricista / Encanador - 2019
Texto associado
Texto CG1A1AAA

1 Nasci no Brás, durante a Segunda Guerra. Da rua
em que morávamos até a Praça da Sé, são vinte minutos
de caminhada.
4 Quando estava com sete anos, acordei com
os olhos inchados, e meu pai me levou ao pediatra.
Ao voltarmos, o futebol ininterrupto que jogávamos com
7 bola de borracha na porta da fábrica em frente parou e
a molecada correu até nós. Queriam saber se era verdade que
os médicos davam injeções enormes na bunda das crianças.
10 Nenhum daqueles filhos de operários, meus irmãos
ou eu havia ido ao pediatra; só os fortes sobreviviam, a morte
de crianças era aceita com resignação. Em várias regiões
13 do país, a mortalidade infantil ultrapassava uma centena
para cada mil nascidos.
Se a assistência médica não chegava efetivamente
16 ao Brás fabril, o primeiro bairro da zona leste, encostado
no centro da cidade que mais crescia na América Latina,
que cuidados recebiam aqueles da zona rural, que constituíam
19 mais de 70% da população?
Sarampo, caxumba, catapora, difteria e tosse
comprida eram doenças da infância, tão inevitáveis quanto
22 a noite e o dia. Qualquer episódio de febre que deixasse
a criança apática enlouquecia as mães, apavoradas pelo
fantasma onipresente da poliomielite. O som metálico das
25 próteses que acompanhava os passos de meninas e meninos
era ouvido em toda parte.
No pronto-socorro de pediatria, os bebês com
28 diarreia e desidratação eram atendidos em uma sala com
trinta berços, ao lado dos quais as mães passavam os dias
e as noites em vigília. Morriam quatro ou cinco em cada
31 plantão de 12 horas.
Em 1988, o SUS passou a fazer parte da
Constituição Federal. Nós nos tornamos o único país com
34 mais de 100 milhões de habitantes que ousou oferecer
saúde para todos. Apesar de termos nos esquecido de onde
sairiam os recursos para tamanho desafio, dos descasos,
37 das interferências políticas, hoje são raras as crianças sem
acesso a pediatra.
Em contraste com as imagens de unidades de saúde
40 caindo aos pedaços e prontos-socorros com doentes no chão,
as equipes do Saúde da Família atendem, de casa em casa,
a maior parte do país continental. Temos o maior programa
43 gratuito de vacinações e de transplante de órgãos do mundo.
A distribuição universal de medicamentos contra HIV
não só impediu que a epidemia se transformasse em catástrofe
46 nacional, como serviu de base para o combate em países
da África e da Ásia.
Se pensarmos que, nos tempos desassistidos de
49 minha infância, o Brasil tinha 50 milhões de habitantes,
enquanto hoje somos 200 milhões, a assistência médica deu
um salto quantitativo e de qualidade muito superior ao de
52 outras áreas sociais, apesar de todas as deficiências gerenciais.

Drauzio Varella. Os visionários do SUS . 14/12/2015.
Internet: (com adaptações).

Com relação às ideias e aos sentidos do texto CG1A1AAA, julgue os próximos itens.

Infere-se do texto que, na época da infância do narrador, não havia oferta de serviços básicos de saúde às populações de baixa renda, tal como a do Brás.

C Certo
E Errado
Texto associado
Texto 6A4AAA

1 Todo escritor convive com um terror permanente: o do
erro de revisão. O revisor é a pessoa mais importante na vida
de quem escreve. Ele tem o poder de vida ou de morte
4 profissional sobre o autor. A inclusão ou a omissão de uma
letra ou de uma vírgula no que sai impresso pode decidir se o
autor vai ser entendido ou não, admirado ou ridicularizado,
7 consagrado ou processado. Todo texto tem, na verdade, dois
autores: quem o escreveu e quem o revisou. Toda vez que
manda um texto para ser publicado, o autor se coloca nas mãos
10 do revisor, esperando que seu parceiro não falhe.
Pode-se imaginar o que uma conspiração organizada,
internacional, de revisores significaria para a nossa
13 civilização. Os revisores só não dominam o mundo porque
ainda não se deram conta do poder que têm. Eles
desestabilizariam qualquer regime com acentos indevidos e
16 pontuações maliciosas, além de decretos oficiais ininteligíveis.
Grandes jornais seriam levados à falência por difamações
involuntárias, exércitos inteiros seriam imobilizados por
19 manuais de instrução militar sutilmente alterados, gerações de
estudantes seriam desencaminhadas por cartilhas ambíguas
e fórmulas de química incompletas. E os efeitos de uma
22 revisão subversiva na instrução médica são terríveis demais
para contemplar.

Luis Fernando Veríssimo. Cuidado com os revisores. In: VIP Exame, mar./1995, p. 36-7 (com adaptações).

Em relação às estruturas linguísticas e às ideias do texto 6A4AAA e aos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue os itens seguintes.

Conclui-se do texto que “o poder de vida ou de morte profissional sobre o autor” (l. 3 e 4) que os revisores têm restringe-se a alterações na forma superficial dos textos, sem atingir seu conteúdo.

C Certo
E Errado
Órgão: Superior Tribunal Militar Cargo: Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Revisão de Texto Prova: CESPE/CEBRASPE - STM - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Revisão de Texto - 2018
Texto associado
Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue os
itens de 31 a 35.

Ausência de manejo adequado, crescimento urbano
desordenado e lançamento maciço de dejetos
industriais são os principais responsáveis pela
degradação das bacias hidrográficas da Amazônia
brasileira.

C Certo
E Errado
Texto associado
Texto para as questões de 1 a 5.
OAB‐PB divulga nota de repúdio à matança de cães em Igaracy, PB

Órgão classifica a morte dos cerca de cinquenta animais como “barbárie”.

1 A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba
(OAB‐PB) divulgou uma nota de repúdio à matança de
cachorros por parte da prefeitura de Igaracy, no Sertão da
4 Paraíba. A morte dos cerca de cinquenta animais aconteceu
no último dia 6 de março.
A nota da OAB, assinada pelo presidente da seccional,
7 Paulo Maia, e pelo presidente da Comissão de Direito Animal
da OAB, Francisco Garcia, classifica a morte dos cães como
“barbárie” e garante que o órgão vai acompanhar o caso de
10 perto.
“Tirar a vida de animais, de maneira brutal, não é
medida sanitária nem preventiva de doenças. Também não é
13 modelo de moralidade e eficiência de gestão pública.
Trata‐se, uma vez comprovado, de crime ambiental”, diz
trecho da nota.
16 De acordo com o secretário de Saúde do município,
José Carlos Maia, os animais foram mortos porque estavam
abandonados nas ruas, tinham perfil violento e doenças.
19 Porém, dias depois do ocorrido, o secretário foi exonerado,
após recomendação do Ministério Público da Paraíba
(MPPB).
22 José Carlos Maia vai ficar afastado do cargo até que o
inquérito sobre a morte dos animais seja concluído e afirmou
que, a partir do momento que teve conhecimento dos fatos,
25 a prefeitura “passou a colaborar com as autoridades, como
ainda determinou que fosse instaurado procedimento
administrativo para proceder à rigorosa apuração do caso”.
28 A Polícia Civil investiga se os cães foram mortos com
requintes de crueldade, e não por meio do procedimento de
eutanásia, como informado pela Secretaria de Saúde do
31 município, de modo que foi aberto um inquérito para
investigar o caso, de acordo com o delegado de Itaporanga,
Glêberson Fernandes, responsável por investigar a morte de
34 cães.

Internet: (com adaptações).

No texto, o termo “assinada” (linha 6)

A é um raro exemplo de forma verbal com flexão de gênero, o que é possível por se tratar de um gerúndio.
B explicita a voz ativa do verbo “assinar”.
C aponta para uma possível construção de voz passiva do verbo: “a nota [foi assinada] pelo presidente”.
D demonstra como um verbo de primeira conjugação pode apresentar formas coincidentes no particípio e no infinitivo.
E mostra que há, na verdade, uma construção com ideia de reflexividade, muito comum em textos jornalísticos.